Jorge Jesus, o novo rico do futebol

Se o dissesse no final da época passada diriam que estava com azia e mau perder, mas o facto é que já o penso desde então: Jorge Jesus é fraco como treinador.

O tempo vai encarregar-se de confirmar o que digo, e demonstrar que a época 2009/2010 foi obra do acaso, e não do “messias”. Por “acaso” entenda-se uma conjuntura favorável: grupo atletas em forma, alguns jogadores de grande qualidade, adversários na mó de baixo, etc.

Atentem p. ex. às contratações feitas a mando de JJ. Não há nenhum que se safe. Lembrem-se que Coentrao, David Luiz, Di Maria e Ramires já estavam no clube quando o técnico chegou.

E perante as dificuldades, já alguma vez se superou? E assumiu responsabilidades? Não! Quando perde é sempre por culpa dos árbitros ou outros “agentes” externos.

Pior do que ser mau treinador é não saber ganhar, não reconhecer mérito ao adversário (quando lhe é devido), esquecer-se de onde veio, tornar-se arrogante e sobranceiro. Um autêntico novo rico do futebol.

OE2011: +1 trapalhada denunciada pela blogosfera


Mais uma vez a blogosfera prova a sua utilidade, desde que seja utilizada por gente séria e atenta. Depois das denúncias do blogue 31 da Sarrafada no âmbito das despezas incompreensíveis de várias entidades do estado, eis que agora o blogue Desmitos (de Alvaro Santos Pereira, Professor da Simon Frasier University no Canadá) consegue despoletar nova trapalhada do Governo.

Depois de denunciada a situação do pagamento, por parte do Estado, de quase 600 M€ à Ascendi (empresa detida pela Mota-Engil) com a justificação de repor o equilíbrio financeiro da empresa, veio a própria empresa dizer – através do Jornal de Negócios – que a inscrição de tal valor no OE 2011 não passava de um lapso.

Ora assim sendo, podemos concluir que afinal já não é preciso aumentar tanto os impostos. Com 600 M€ a menos do lado da despeza, poder-se-á então não aumentar tanto alguma das rúbricas do lado da receita.

Se cada ponto percentual do IVA corresponde a cerca de 700 M€, então podia o Governo vir desde já anunciar que afinal o IVA só iria aumentar 1%. Ou então reponham a situação das deduções fiscais. É o mínimo que se exige.

Engraçado é pensar que alguns ainda dizem que Teixeira dos Santos é técnicamente muito bom, que é o único ministro decente no governo, etc. Não há muito tempo, todos ouvimos muito “boa gente”, de todos os quadrantes políticos, tecer elogios a este incompetente.

O filho pródigo

Em quase todas as famílias existe um filho pródigo (1). Mas lá no fundo – debaixo da preguiça, do desleixo, da falta de respeito e da rebeldia – o filho tinha amor pelos pais, e acabava por ganhar juízo e endireitar. Hoje em dia, neste mundo cada vez mais egoísta, já nem isso. Esses filhos não têm escrúpulos e são capazes até de vender os próprios pais para “subir” na vida.

Conheci o caso de um casal (2) que se tinha esforçado imenso para ter uma vida desafogada. Durante anos trabalharam para juntar um “pé de meia” e prepararam-se para construir uma família. Tiveram um filho. Filho único – mimado e com tudo facilitado – tornou-se pródigo. Não estudava, nem queria trabalhar.

Chegado a adulto tudo piorou. Continuava a exigir dinheiro para fazer o que lhe apetecia e ameaçava sair de casa se os pais não lhe fizessem a vontade. O amor sobrepunha-se à razão e o casal continuava a desculpá-lo e a dar-lhe dinheiro. Enquanto os pais se esforçavam (3) todos os dias no trabalho, o menino comprava telemóveis topo de gama, roupa de marca e automóveis. Nas férias o casal ia para a Caparica, enquanto o filho esquiava em Dezembro e ia para o estrangeiro no verão.

Um dia os pais fartaram-se e fizeram-lhe um ultimato. Afinal de contas, depois de tantos anos de regabofe do menino, a situação financeira era insustentável. O “pé de meia” tinha-se esgotado e já tinham várias dívidas contraídas pelo filho. Vai daí o rapaz prometeu endireitar-se, pediu-lhes apenas mais um esforço. O amor de pai fê-los confiar nele.

O casal endividou-se mais uma vez (4) para que o filho pudesse abrir o negócio que desejava, uma loja de computadores. Passados uns meses a situação era ainda pior. A empresa não vendia, e em vez de trabalhar o filho comprava inutilidades e fazia grandes jantaradas com os amigos, armado em empresário chico-esperto. Os pais confrontaram-no e ele, com enorme cara de pau, pediu um novo cheque em branco (5), afirmando que desta vez é que se endireitava.

Legenda:
(1) filho = José Sócrates
(2) casal = Povo português
(3) 1º esforço = PEC
(4) 2º esforço = PEC II
(5) Cheque em Branco = OE2011

Estamos a pagar com impostos a nossa megalomania

O povo português encontra-se neste momento revoltado por causa dos aumentos brutais de impostos que vai sofrer. Esses aumentos foram decretados em Maio e novamente em Outubro, pelo Governo de José Sócrates e do PS.

Há muitas razões para termos chegado a um estado tal das contas públicas. Muitas delas têm sido amplamente faladas e discutidas. Todas elas, sublinho todas elas, pertinentes e verdadeiras.

São os serviços de consultoria dos Ministérios, são as regalias dos membros do Governo, são o excesso de funcionários públicos, são as Parcerias Público Privadas, é o desregramento nas autarquias, é a falta de moderação dos Institutos, Fundações e Empresas públicas, etc.

Quero só, com este post, lembrar que estamos com este aumento fatal de impostos a pagar também o Centro Cultural de Belém, a Expo 98, o Porto 2001, o Euro 2004, a 2ª e 3ª Auto-Estrada Porto-Lisboa, o TGV, o Aeroporto da OTA/Alcochete, etc.

Todas elas, obras megalómanas que nunca um país como o nosso deveria ter construído, mas que sempre tiveram – por parte da maioria da população – um apoio inequívoco. Porquê? Porque fizemos um país à nossa imagem. Temos a mania que somos ricos.

O regabofe socialista denunciado


Há umas semanas atrás o blogue 31 da Sarrafada (que a princípio muitos julgavam ser apenas um circo) começou a prestar um enorme serviço público ao listar vários gastos de entidades públicas. Fê-lo, na sequência do pedido (em tom de desafio) do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para que todos dissessem onde cortariam na despesa pública.

O alerta dado por este blogue chegou à comunicação social, que logo começou a dar ênfase à questão. Coisa que já deveria ter feito antes e não fez. Mas afinal de contas é também para isto que serve a blogosfera, para denuciar casos que por vezes passam despercebidos na comunicação dita social.

A TSF e o Público sublinharam o facto de Luís Filipe Menezes, deputado do PSD – no seguimento de uma troca de tweets com o 31 da Sarrafada – pedir explicações ao governo sobre gastos da Anacom. Também o jornal i publicou uma notícia sobre esse assunto enquanto que o DN preferiu falar dos gastos da DGCI.

Também no Twitter o 31 da Sarrafada publicou uma série de mensagens com a hashtag #Austeridade que foi imediatamente seguida e alimentada por muita gente. De entre vários tweets com denúncias de gastos duvidosos e espantosos das entidades públicas destacam-se as seguintes:

– Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge gasta 20 M€ em tinteiros e toners
– ICP – Anacom gasta 11 m€ na criação de um template word e excel
– Ministério da Administração Interna pede em empresa de Turismo Rural para fazer traduções no valor de 7 m€
– Instituto Superior Técnico compra 400 resmas de papel A4 por 10 m€
– CM do Seixal compra acompanhamento jornalístico da actividade autárquica por 44 m€

E muito mais havia para contar por entre garrafas de champagne Don Perignon e empresas de boys do Partido Socialista. Depois da denúncia deste regabofe socialista, parece que andam agora a tentar apagar da base de dados alguns dos contratos mais escandalosos.

Ainda alguém se surpreende ou questiona do porquê termos chegado a este estado calamitoso nas contas públicas? Ainda há alguém com dois dedos de testa que ache que a culpa é da crise internacional?

Dane-se a reserva moral do PSD!

Se há coisa que sempre detestei no PSD foi o facto de haver uma espécie de “reserva moral” social-democrata, em Lisboa, que tem sempre de meter o bedelho, e logo quando o partido e o país menos precisa. É que ainda por cima falam apenas com o objectivo de manter o status quo.

Nas últimas semanas vários membros dessa “reserva moral” têm pressionado – a palavra é mesmo esta, porque o objectivo deles é mesmo pressionar, através da comunicação dita social, da opinião pública ou dos interesses económicos e partidários – Passos Coelho para que este aprove o OE2011.

Esses senhores têm dito várias coisas, entre as quais registei “não podemos brincar com coisas sérias“. Ora brincar com coisas sérias é o que o PS tem vindo a fazer na última década e meia! E vamos oferecer-lhes mais um bilhete para a diversão?

Aliás, brincar com coisas sérias é o que alguns destes senhores da “reserva moral” de Lisboa têm vindo também a fazer ao longo das suas carreiras político-empresariais! Nada interessa o país, e nada interessa o povo. O importante é a sua posição, a sua conta bancária e o seu poder.

Ora… chumbe-se o OE2011 e venha de lá um governo de iniciativa presidencial. Seja ele PS com novo PM, PSD-CDS, Tecnocrata, ou outro tipo qualquer de executivo. Tanto dá, desde que não tenha pelo meio Sócrates, Silvas Pereiras, Santos Silvas, Teixeiras dos Santos e afins…