Curiosidades da Manifestação do 15 Outubro

Não sou contra as manifestações. Pelo contrário, sou a favor. Sou é livre de achar se elas são justificadas e sensatas, ou se simplesmente são fruto da vontade de gente tipicamente tuga, que protesta por protestar.

Aos indignados tenho a dizer: Adianta-vos(nos) um grosso. Aliás até poderá piorar a situação se, tal como decidiram em Assembleia Popular (seja lá o que isso for) paralisarem o país. É essa a forma de sair da crise?

De resto várias coisas curiosas vi nas manifestações. Uma indignada exigia uma “mudança democrática global“. Pergunto: Como se operam mudanças em democracia? Não é pelo voto? Votaram nas Legislativas 2009? e em 2011?

Um rastafari/punk desordeiro atirou um ovo aos polícias na AR. Estes foram buscá-lo. O corajoso “sentiu-se mal” quando estava a ser levado. Garcia Pereira, interveio e pediu identificação aos agentes que estavam fardados.

Outra indignada disse que o Governo está a aplicar “medidas de austeridade sem o nosso consentimento“. Recordo esta licenciada em Relações Internacionais que, em democracia, o consentimento é dado no dia das eleições.

No Porto, uma indignada disse: “Só tenho contratos de 6 meses. Sou licenciada. Estamos a perder direitos adquiridos“. Pergunto: Quais direitos? Emprego garantido por ter licenciatura? E quem não tem? Pode estar desempregado?

Achei também curiosíssimo o facto de, quem falava nos palcos da manifestação, ter um sorriso rasgado. Então a situação é gravíssima e eles sorriem? Conclusão, o protagonismo (principalmente para quem nunca o teve) é arrebatador.

Esta gente tem de perceber que a tal democracia que tanto bradam se faz da participação e do voto. Não de manifestações, berros e desacatos. O Rodrigo Moita de Deus disse bem “O limite na indignação é achar que se pode mudar nas ruas o que ficou decidido nas urnas“.

Se todas estas pessoas tivessem ido votar nas Legislativas de Setembro 2009 (evitando que o PS de José Sócrates continuasse a Governar irresponsavelmente, levando o país até à bancarrota) talvez hoje estivessemos melhor.

O líder moderno

Numa altura em que, a propósito da morte de Steve Jobs, se tem falado muito nos grandes líderes a nível mundial, transcrevo aqui um texto que escrevi em Setembro 2011.

Uma boa liderança sempre foi condição indispensável para que qualquer Empresa tivesse sucesso, mas nos tempos que correm (de crise economica, financeira e de confiança) ainda mais o é.

O líder da Empresa é o actor com mais influência na estabilidade do Negócio. Se for esse o caso, é também a ele que cabe a mudança de rumo por forma à adaptação às circunstâncias do mercado.

Numa altura em que a crise tem efeitos avassaladores nas Empresas, o líder tem de conseguir mobilizar e moralizar Colaboradores (mantendo-os focados nos objectivos da Empresa) e Clientes.

Um líder já não é o dono da Empresa, o sócio maioritário ou o gestor profissional. O líder moderno é aquele que consegue aliar excelentes capacidades técnicas a indispensáveis capacidades humanas.

Se uma Empresa quer vingar tem de ter um líder com várias competências. Até hoje o líder deveria ter as seguintes capacidades:

Conhecer Negócio e Cliente. Para ter credibilidade aos olhos de todos é necessário conhecer bem o Negócio e manter relações próximas com os Clientes. Isto passa para os Colaboradores, confiança nas capacidades do líder.

Planear e executar estratégias. Não basta mandar, é preciso saber mandar. O bom líder sabe que processos executar, que pessoas envolver, que métricas e resultados avaliar, e de que forma dar a volta e gerir dificuldades.

Criar boas relações. É essencial que o líder saiba fomentar saudáveis relações entre Departamentos, Colaboradores, Fornecedores e Clientes. Seja através de iniciativas de âmbito académico, profissional ou de lazer.

Saber comunicar. Saber comunicar de forma clara, objectiva e eficaz é meio caminho andado para evitar confusões. É uma boa forma de influenciar, e persuadir Colaboradores ou Clientes. O líder deverá sempre comunicar com transparência, partilhando informação.

Ser credível e confiável. É impreterível que o líder seja uma pessoa com qualidades pessoais intocáveis. Ser sério, íntegro e honesto é essencial. Também importante é respeitar os Colaboradores e Clientes, e dar-se ao respeito.

Ter disponibilidade para aprender. Um bom líder não estagna. Deve ser humilde e estar disposto a aprender. Tem auto-crítica e faz auto-avaliação. Um bom líder não é aquele que tem as respostas todas. É aquele que está pronto a procurá-las.

Mas se a Empresa quer ter sucesso na Economia que saiu do final da primeira década do século XXI, o líder tem também de…

Ser inclusivo. Nas reuniões, nas apresentações, etc. deverá fazer referência aos Colaboradores e Clientes. É importante incluí-los nos exemplos referenciados, nos resultados apresentados. Dessa forma a Empresa torna-se uma comunidade, não apenas uma Empresa. E uma comunidade tem mais força e é muito mais difícil de parar.

Ser provocador. Um líder não poder ser politicamente correcto e evitar o confronto com o seu concorrente. Principalmente se esse concorrente é mais antigo, e portanto tiver uma posição dominante no mercado. Há que mostrar determinação na luta pela conquista do Cliente. Isso terá também o condão de inspirar os Colaboradores.

Ser inovador. Num mundo de Negócios em permanente evolução ser inovador é algo muito importante para o sucesso de qualquer Empresa. Independentemente de a Empresa ter 10 ou 1000 funcionários, o líder não pode ter medo de redireccionar a Empresa. Ao fazê-lo antes dos concorrentes está a fazer o padrão anterior parecer óbvio, reforçando a sua posição.

Ser imitador. Não é sinal de fraqueza admitir que a ideia original não é sua e copiar o que foi bem feito. Para quê reinventar a roda? Se existe algum processo ou alguma prática que continua a ter sucesso e não parece necessitar de desenvolvimento adicional, mais vale utilizar sem medo. Não serão os únicos.

Ser infeccioso. A capacidade de conseguir “infectar” o Cliente com o seu entusiasmo pelo produto/serviço é determinante. Ao invés de ter descontos ou ofertas (tal como todos os concorrentes) para captar atenção do Cliente, é essencial apresentar algo diferente, e de forma a conseguir excitar e despertar o interesse do Cliente.

Paulo Bento, esse visionário do futebol

Antes do jogo vaticinei: Portugal vai-se qualificar à custa da Holanda e o tuga vai ficar todo contente depois de mais uma vergonhosa fase de qualificação. O facto é que nem isso a selecção de futebol conseguiu. Portugal perdeue a Suécia venceu.

A diferença é apenas uma: Os suecos tinham de vencer e esperar que a selecção portuguesa perdesse. Lutaram pelo objectivo. Por seu lado, Portugal tinha de vencer, empatar ou esperar a vitória da Holanda. Preferiu ficar à sombra da bananeira.

É esta a mentalidade do tuga, que o leva invariavelmente ao insucesso. Estava à vista no banco de suplentes, no comentário da TV, e provavelmente na maioria da cabeça dos tugas. A 30 min do fim e com 0-1 já só se torcia pelo golo… da Holanda.

A equipa falhou a toda a linha, mas naturalmente que o tuga tem de arranjar um bode expiatório. Quem seria? O alvo mais fácil: o Cristiano Ronaldo das costas largas. Até parece que ele joga na baliza, na defesa, no meio-campo e no ataque. É omnipresente.

A verdade é que, mesmo com CR7 sendo o melhor marcador da fase de qualificação (5 golos), a selecção de futebol só ganha jogos a Lichensteins, Luxemburgos, San Marinos e afins. Quando nos aparece pela frente uma equipa minimamente organizada, perdemos.

Para além da mentalidade tuga, também Paulo Bento é responsável. Num jogo decisivo, a perder 0-1 aos 60 min não muda nada? Não arrisca? Encaixou o 0-2. A precisar de marcar golos, coloca em campo um médio defensivo, e deixa Nuno Gomes no banco?

Isto já para não falar das consequências que têm as birras e pancas deste visionário do futebol. Depois de vermos uma defesa péssima e um ataque extremamente perdulário, o que dizer de jogadores como Carvalho, Bosingwa, Tiago, Simão Sabrosa, Liedson ou João Tomás?

Madeira, bodes expiatórios e falta de vergonha

Quando o tuga está em dificuldade tende a arranjar justificações para os seus falhanços. O tuga é perito em encontrar noutros, as desculpas para o seu próprio insucesso. Nas últimas semanas alguns sectores da sociedade quiseram fazer de Alberto João Jardim e da Madeira os bodes expiatórios para a crise que atravessamos.

Duas razões levaram a isto: A primeira, levada a cabo pelo PS e António José Seguro, pretendia encobrir as verdadeiras razões e responsabilidades do PS no estado a que o país chegou; A segunda, perpetrada por todos os partidos da oposição, pretendia tirar dividendos politico-partidários nas eleições Legislativas Regionais.

Ajudados pelos órgãos da comunicação “dita” social, todos aqueles senhores parecem ter descoberto várias irregularidades no âmbito da campanha e do acto eleitoral. Falta de ética, de sentido democrático, de respeito pelos eleitores ou pelos adversários. Tantos actos incorrectos e vergonhosos se passaram na Região Autónoma.

Quais virgens inocentes, os senhores da oposição, descobriram agora que se fazem inaugurações em tempo de campanha, que se “compram” votos, que se intimidam eleitores, que se transportam esses eleitores (qual rebanho) para votar, que se usa toda e qualquer forma para conseguir vencer as eleições.

Tudo isto é um nojo! É a podridão da democracia! Mas infelizmente acontece por todo o país. E não é só em eleições Autárquicas, Legislativas ou Presidenciais, mas também em eleições internas dos partidos (a nível concelhio, distrital e nacional), em associações, etc. Vale tudo e não há vergonha.

Na minha freguesia há apenas uma assembleia de voto, no salão da Junta. Entre a mesa e o local de voto está uma mesa com jornais onde está sentado o Presidente da Junta. Lê jornais, conversa com as pessoas, etc. Nada de mal? Para mim não. Outros sentir-se-ão “pressionados” ou “observados”.

Este é apenas um exemplo (no caso o Presidente da Junta é do PS) de uma freguesia com 1500 eleitores. Outros, mais vergonhosos e flagrantes, acontecem por todo o país, há muitos anos e praticados por todos os partidos. Mas ainda assim todos têm a lata de apontar o dedo à Madeira. A resposta está aí.

#Museus Só demagogos criticam FJ Viegas

O Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, anunciou que vai acabar com as entradas grátis nos museus ao domingo. Naturalmente que logo vieram os habituais demagogos e paladinos insurgir-se contra mais esta medida do Governo.

Esta é uma medidinha que apesar de pequena, pode ter algum significado. Quando se corta na Saúde, na Educação, na Segurança Social, também não se haveria de cortar na Cultura? Apesar de me parecer que isto não é um corte, é antes um ajustamento.

De facto, que outra fonte de receita têm os museus para poderem investir e conservar? Todos os museus que estão sobre a alçada do Estado (sobre)vivem de dotações do Orçamento de Estado. Está na hora de serem capazes de contribuir com algo.

Só um demagogo pode criticar esta medida. Todos sabemos que as pessoas ao domingo querem é bola, centros comerciais e praia. O João Miranda disse e bem: “nunca têm dinheiro para museus ou para os livros escolares porque têm que pagar o iPhone e a Sport TV

De qualquer forma, dou 2 exemplos: No último fim-de-semana fui ao Museu da Ciência e História Natural, estive lá 2 horas, e vi 2 (duas!!) pessoas. Hoje, fui ao Museu da Presidência da República, estive lá 1 hora, e vi 5 (cinco!!) pessoas.

Se ao fim-de-semana, principalmente ao domingo com entradas grátis, não está rigorosamente ninguém nos museus, para que vêm os demagogos berrar com a medida do Governo? É simples! Não é por nada, é apenas para criticar. Partidarite!

Interesse Nacional é uma coisa que não lhe assiste

Há certo tipo de coisas na política portuguesa, e na mentalidade de certos sectores da sociedade (nomeadamente na comunicação “dita” social) que me chateia e me deixa extremamente revoltado.

Teixeira dos Santos (ex-Ministro das Finanças do Governo PS/Sócrates) veio hoje apelar à aprovação do OE2012, afirmando que este não é momento para tirar dividendos políticos.

Eu pergunto: apela à aprovação do OE porque este não é o momento de tirar dividendos políticos?! Mas então quer dizer que há momentos em que é legítimo tirá-los em detrimento do interesse nacional?

Um dos maiores responsáveis pelo descalabro a que chegou o país e pelo facto de termos de recorrer a ajuda externa, diz uma aberração destas, e publicam-no como se fosse uma declaração de grande dignidade?

Esta é mais uma prova de que estes senhores andaram na política, a gerir os dinheiros públicos, sem qualquer tipo de preocupação com o povo português, mas apenas com foco no interesse pessoal e partidário.

E depois de tudo o que fizeram – depois de tantas asneiras, mentiras e perversões – nem sequer têm vergonha na cara. Não desaparecem ou se reduzem à sua insignificância. Continuam a mandar “postas” deste nível.

Opinião: Rali CAST em Santo Tirso… ainda não é desta!

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Outubro 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

A propósito da crise que vivemos, cada vez se tem falado mais da Constituição da República e dos direitos conquistados na revolução de 74. Ora uma das figuras que se adquiriu foi o direito à livre associação.

Com isto a sociedade portuguesa foi capaz de se desenvolver a todos os níveis. Várias associações, clubes e outras entidades foram criadas com objectivos diversos e propósitos diferentes. Isso ajuda a população a evoluir.

Em Santo Tirso existem, felizmente, muitas instituições desse género. Umas mais participadas e outras menos. Umas com mais relevância e outras com menos. O que interessa mesmo é que possam acrescentar algo à sociedade.

O CAST – Clube Automóvel de Santo Tirso, foi fundado em 1990. Se relativizarmos à sua área, o automobilismo, é uma das entidades Tirsenses mais conhecidas a nível nacional. Muitos dos amantes da modalidade o conhecem e reconhecem.

Isso não é por acaso. Os seus corpos dirigentes conseguiram sempre realizar um excelente trabalho em todos os eventos por onde passaram. Cultivando valores da exigência, do rigor, da ética, da camaradagem, da solidariedade e do companheirismo.

O CAST nunca se fechou sobre si próprio, soube sempre ajudar outros clubes e organizações, que sempre o elogiaram. A direcção nunca foi longínqua e fechada. Conseguiu sempre estimular os seus sócios a ajudarem e participarem em todos os eventos.

Este sucesso na organização de eventos iniciou-se em 1996 com a co-organização de uma prova de Rali em Santo Tirso. A qualidade foi tal que o certame se repetiu durante 6 anos com cada vez mais pilotos e público nas estradas do concelho.

Em 2002 Santo Tirso assistiu pela última vez a um rali organizado pelo CAST. Terminaria sem razão aparente. Coincidência, ou não, nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001 era eleito pela primeira vez o actual presidente da Câmara.

É também do conhecimento público que nessa altura (e até hoje) alguns membros da direcção do CAST eram militantes do PSD, e outros, não sendo militantes de algum partido, eram críticos das políticas da CMST levadas a cabo pelo PS.

Os membros da direcção do CAST deveriam ter podido exercer as suas opções políticas e cívicas em liberdade. E fizeram-no. Mas sofreram as consequências habituais de uma sociedade e de um organismo (CMST) em que reina o sectarismo partidário.

Nos últimos 10 anos o CAST foi empurrado para fora do concelho. O esforço e dedicação dos seus associados brindou os concelhos de Penafiel e Taipas com provas de rali de grande sucesso. Ao fim destes anos o CAST resolveu voltar às organizações na sua cidade natal. Apresentou a 29 Julho 2011 um pedido à CMST para organização de uma prova de Rali, em 1 de Outubro, nas estradas do concelho.

A 9 de Setembro (1 mês e meio depois!) a CMST dá o pedido como indeferido, alegando razões de cabo de esquadra. Sem argumentos válidos para inviabilizar a prova – totalmente suportada por apoios privados – restam outros argumentos, talvez de índole partidária.

Diz a CMST que o indeferimento tem que ver com a garantia “da liberdade de circulação e a normalidade do trânsito”. Parece esquecer-se que no Rally Santo Thyrso que organiza conjuntamente com um clube do Porto, fecha os principais acessos e todo o centro da cidade.

Para além disso, a CMST também se esquece que fechou o principal acesso ao hospital para dar uma festa de inauguração de umas obras que nunca começaram (Cine-Teatro) ou que todos os anos fecha estradas para a Volta a Portugal em bicicleta.

A memória do executivo da CMST também é curta ou inexistente no que concerne ao fecho das mais importantes artérias da cidade e os seus acessos com provas de BTT ou de atletismo, como são as maratonas e as corridas de São Silvestre.

Outro dos argumentos foi não haver “interesse da actividade em causa”. Ora, a actividade é um Rali de automóveis. O que é o Rally de Santo Thyrso (evento organizado pela CMST e um clube do Porto) senão um Rali de automóveis? Esse já tem interesse?

Finalmente a CMST diz apoiar-se nos “pareceres desfavoráveis de Juntas de Freguesia abrangidas pelo percurso”. Ao que consegui apurar, alguns dos presidentes em causa nem sequer foram ouvidos, e outros terão dado parecer favorável à realização da prova.

Quem desconhece a relação difícil entre a CMST e o CAST pode ficar na dúvida quanto às verdadeiras razões de marginalização do CAST. Mas essas dúvidas ficaram totalmente dissipadas na conferência de imprensa da apresentação do Rally Santo Thyrso 2011.

Nesta, o edil Tirsense elogiou a colaboração com a Demoporto (com quem organiza o Rally) e despropositadamente, frisou que não pretendia ter o mesmo tipo de abertura com outros clubes, acusando-os de criticar a autarquia.

Melhorar a relação com o Cliente

Amiúde ouvimos dizer que os empresários portugueses são maus. E as críticas são mais audíveis quando se tratam de grandes empresas. O problema é que normalmente a apreciação é feita com base em argumentos falsos ou demagógicos.

De facto também acho que muitos dos líderes empresariais em Portugal (no que concerne a grandes empresas) implementa políticas erradas. Principalmente no que toca a uma das áreas mais importantes na vida de uma Empresa: A área comercial (as Vendas!).

Estudos demonstraram já, que para o Negócio é menos dispendioso e mais lucrativo reter actuais Clientes do que conquistar novos Clientes. E a maneira mais simples de o fazer é fornecer melhores serviços (de atendimento ou apoio) ao Cliente.

Em Portugal as Empresas têm preocupação na retenção do Cliente, fazem-no é da maneira errada. Acorrentam-no à Empresa com contratos de fidelização com condições absurdas, ao invés de lhe prestar bons serviços, convencendo-o a ficar livremente.

Não sou especialista na matéria, mas já passei pela área comercial de uma grande empresa. O sucesso que tive deveu-se à postura perante o Negócio e perante o Cliente. Trabalhei precisamente na venda e depois na fidelização do Cliente. Acho, portanto, que sei do que falo.

Enumero em seguida algumas formas de a Empresa melhorar a relação com o Cliente. Penso que poderiam ser adoptadas por certas Empresas que se julgam na vanguarda (Bancos, Operadoras de Telecomunicações, Hipermercados, etc.)

Assumir a responsabilidade pelos problemas. Se a Empresa tem culpa de um problema do Cliente deve assumi-la. Se não sabe a resposta a uma pergunta do Cliente deve admiti-lo e dizer que irá procurar resposta rapidamente.

As pessoas apreciam a transparência e ainda mais a humildade. Na minha opinião, a dose certa destas duas características pode acalmar um Cliente insatisfeito ou irritado, ajudando até a construir confiança e até fidelidade à Empresa.

Abraçar as queixas. A Empresa deve registar as queixas ou reclamações do Cliente e usá-las para criar tópicos de correcção que ajudem os seus agentes a resolver rapidamente o mesmo problema noutro Cliente.

Se eventualmente quiser impressionar mais o cliente, a Empresa pode até escrever sobre o problema e a sua resolução no seu website, blog, Facebook ou Twitter, agradecendo ao Cliente o facto de ter levantado o problema.

Responder rapidamente à solicitação do Cliente. O Cliente fica sempre surpreendido pela positiva se a Empresa responder à sua solicitação em menos de 1 hora, e se for capaz de resolver o problema em menos de 24 horas.

Se não é possível resolver o problema nessa janela temporal, a Empresa deve enviar uma mensagem (email, SMS, Facebook, Twitter) ao Cliente tranquilizando-o. Basta dizer que se tem conhecimento da situação e se está a resolver.

Usar as redes sociais. O Facebook ou o Twitter, por exemplo, são uma excelente ferramenta para prestar melhor serviço. A Empresa fica a conhecer melhor o Cliente mediante o seu perfil social, e também está mais próxima para comunicar com ele.

Usar ferramentas de conversação real no website. Várias Empresas a nível mundial asseguram que os seus agentes têm mais facilidade em perceber/responder aos problemas dos clientes, se tiverem atendimento real ao invés de automático.

Recompensar o bom Cliente. Qualquer pessoa gosta de ser recompensada, mesmo que para isso nada tenha feito. Mas se o for justamente, ainda aprecia mais. O desenvolvimento de programas de fidelização com descontos e ofertas sazonais é uma boa prática.

Acompanhar o Cliente. Toda a gente gosta de ser tratada “nas palminhas”. A Empresa deve ter a preocupação no contacto com o Cliente, por exemplo, perguntando pela satisfação após aquele ter comprado o serviço/produto.

Não usar automatismos em demasia. Ninguém gosta mais de ser atendido por uma máquina do que por uma pessoa. É importante a Empresa não usar em demasia os atendimentos automáticos, os voicemails ou as mensagens estandardizadas.

Ser flexível. Sabemos ser impossível agradar a gregos e troianos, e não ser viável ter um produto para cada Cliente. Mas demonstrar alguma flexibilidade é bom, e por vezes não é impossível costumizar um produto/serviço.

Personalizar a experiência do Cliente online. É sempre uma vantagem fazer o Cliente sentir-se em casa. Isso é possível costumizando algumas áreas do website da Empresa mediante as preferências, dispositivo, localização ou perfil social do Cliente.

Dizer obrigado. Não há ninguém que não se sinta bem ao ouvir um agradecimento. O Cliente aprecia receber um “obrigado” depois de subscrever o serviço, comprar um produto, ou até recomendar a Empresa a um amigo.

FCP e VP: Benefício da dúvida.. dar ou não dar, eis a questão

Felizmente não tive a possibilidade de ver o jogo de ontem entre FC Porto e Zenit St. Petersburgo. E digo “felizmente” porque temo que tenha sido um desastre. Pior do que aquele que pude testemunhar através do relato (que desliguei a 15 min do fim porque não suportava ouvir tal massacre).

Não sou daqueles que ao primeiro obstáculo põe tudo em causa. Isso foi o que aconteceu no SL Benfica e no Sporting CP nos últimos anos, e o resultado está à vista. Enquanto se auto-mutilavam o FC Porto ia vencendo por manter uma estrutura sólida, estável e sem ruído.

Em Novembro de 2008 o FC Porto perde 3 jogos seguidos. Jesualdo é o treinador e eu escrevo no meu blogue “Um clube como o FC Porto não pode perder 3 jogos seguidos. Sejam eles contra o Man Utd, Real Madrid e Milan ou contra o Din.Kiev, Leixões e Naval. As melhores equipas da Europa não têm resultados destes

No entanto não pedi a demissão do treinador. Mas sabia que algo tinha de ser alterado. Analisei as coisas com frieza e pedi a demissão de José Gomes. Na minha opinião, era o treinador-adjunto que estava a desviar Jesualdo da linha de rumo traçada nos anos anteriores.

Em Março de 2010 o FC Porto volta a ter 3 horríveis jogos seguidos. Em dois dos quais foi goleado pelo Sporting CP e pelo Arsenal FC. Nessa altura parecia-me que já não havia volta a dar-lhe, Jesualdo tinha de ser demitido. O mesmo pensou o Presidente do clube que contratava Villas-Boas no final da época.

A situação de hoje é semelhante. O FC Porto faz 3 péssimos jogos seguidos. A atitude dos jogadores não é aquela atitude portista habitual, e o desempenho do treinador também é, no mínimo, discutível. O que fazer? Dar o benefício da dúvida a Vítor Pereira?

A benesse dada a Jesualdo resultou num campeonato oferecido ao SL Benfica em 2010. Não gostava que isso acontecesse este ano. Quer-me parecer que Vítor Pereira é tecnicamente capaz, nos métodos de treino, mas fraco na análise ao jogo e na liderança. Ou seja, bom adjunto e mau principal.

O facto de os atletas se perderem em campo (posicionalmente, tacticamente) e de perderem a cabeça (expulsões escusadas), quando o jogo está mal encaminhado, parece ser consequência da falta pulso do treinador para segurar a equipa.

Quanto aos alinhamentos (de 11 inicial) e substituições que tem feito, a única coisa que se pode dizer é que adeptos e entendidos do futebol questionam hoje, como não o faziam há já algum tempo, essas opções. E isso é sinal de alguma coisa.

Novo desafio no “Pensar Lisboa”

Hoje recebi um convite que muito me lisonjeou. O meu caro amigo Diogo Agostinho convidou-me para fazer parte de um novo projecto. Um projecto na blogosfera que tem como tema central a cidade de Lisboa.

Como bom comunicador que é, o Diogo convenceu-me logo com a primeira frase. Disse-me ele que queria “um olhar nortenho sobre a capital“. Sabendo como sou um orgulhoso nortenho (Tirsense), apanhou-me por aí.

Dado que tenho outros compromissos (o Sovolei, o Era Mais um Fino e o jornal Notícias de Santo Tirso), não posso prometer uma participação intensa. Mas irei tentar contribuir dentro da minha disponibilidade de tempo.

Por enquanto o blog tem outros 8 colaboradores, dos quais – para além do Diogo Agostinho – apenas conheço o Jorge Fonseca Dias e o Rui Costa Pinto. É também com muito agrado que escreverei “ao lado” deles.

Sendo assim o desafio colocado foi aceite, e portanto poderão a partir de agora acompanhar-me também no Pensar Lisboa (sigam também através da página do blog no Facebook).