Felizmente não tive a possibilidade de ver o jogo de ontem entre FC Porto e Zenit St. Petersburgo. E digo “felizmente” porque temo que tenha sido um desastre. Pior do que aquele que pude testemunhar através do relato (que desliguei a 15 min do fim porque não suportava ouvir tal massacre).
Não sou daqueles que ao primeiro obstáculo põe tudo em causa. Isso foi o que aconteceu no SL Benfica e no Sporting CP nos últimos anos, e o resultado está à vista. Enquanto se auto-mutilavam o FC Porto ia vencendo por manter uma estrutura sólida, estável e sem ruído.
Em Novembro de 2008 o FC Porto perde 3 jogos seguidos. Jesualdo é o treinador e eu escrevo no meu blogue “Um clube como o FC Porto não pode perder 3 jogos seguidos. Sejam eles contra o Man Utd, Real Madrid e Milan ou contra o Din.Kiev, Leixões e Naval. As melhores equipas da Europa não têm resultados destes”
No entanto não pedi a demissão do treinador. Mas sabia que algo tinha de ser alterado. Analisei as coisas com frieza e pedi a demissão de José Gomes. Na minha opinião, era o treinador-adjunto que estava a desviar Jesualdo da linha de rumo traçada nos anos anteriores.
Em Março de 2010 o FC Porto volta a ter 3 horríveis jogos seguidos. Em dois dos quais foi goleado pelo Sporting CP e pelo Arsenal FC. Nessa altura parecia-me que já não havia volta a dar-lhe, Jesualdo tinha de ser demitido. O mesmo pensou o Presidente do clube que contratava Villas-Boas no final da época.
A situação de hoje é semelhante. O FC Porto faz 3 péssimos jogos seguidos. A atitude dos jogadores não é aquela atitude portista habitual, e o desempenho do treinador também é, no mínimo, discutível. O que fazer? Dar o benefício da dúvida a Vítor Pereira?
A benesse dada a Jesualdo resultou num campeonato oferecido ao SL Benfica em 2010. Não gostava que isso acontecesse este ano. Quer-me parecer que Vítor Pereira é tecnicamente capaz, nos métodos de treino, mas fraco na análise ao jogo e na liderança. Ou seja, bom adjunto e mau principal.
O facto de os atletas se perderem em campo (posicionalmente, tacticamente) e de perderem a cabeça (expulsões escusadas), quando o jogo está mal encaminhado, parece ser consequência da falta pulso do treinador para segurar a equipa.
Quanto aos alinhamentos (de 11 inicial) e substituições que tem feito, a única coisa que se pode dizer é que adeptos e entendidos do futebol questionam hoje, como não o faziam há já algum tempo, essas opções. E isso é sinal de alguma coisa.
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