Futebol: Vencedores da Taça de Portugal desde 1974

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador

2012/2013 Vitória SC
2011/2012 A Académica Coimbra
2010/2011 FC Porto
2009/2010 FC Porto
2008/2009 FC Porto
2007/2008 Sporting CP
2006/2007 Sporting CP
2005/2006 FC Porto
2004/2005 Vitória FC
2003/2004 SL Benfica
2002/2003 FC Porto
2001/2002 Sporting CP
2000/2001 FC Porto
1999/2000 FC Porto
1998/1999 Beira-Mar FC
1997/1998 FC Porto
1996/1997 Boavista
1995/1996 SL Benfica
1994/1995 Sporting CP
1993/1994 FC Porto
1992/1993 SL Benfica
1991/1992 Boavista FC
1990/1991 FC Porto
1989/1990 Est. Amadora
1988/1989 CF Belenenses
1987/1988 FC Porto
1986/1987 SL Benfica
1985/1986 SL Benfica
1984/1985 SL Benfica
1983/1984 FC Porto
1982/1983 SL Benfica
1981/1982 Sporting CP
1980/1981 SL Benfica
1979/1980 SL Benfica
1978/1979 Boavista FC
1977/1978 Sporting CP
1976/1977 FC Porto
1975/1976 Boavista FC
1974/1975 SL Benfica

Total
FC Porto = 13 títulos
SL Benfica = 10 títulos
Sporting CP = 6 títulos
Boavista FC = 4 títulos
CF Belenenses = 1 título
E. Amadora = 1 título
Vitória FC = 1 título
Beira-Mar FC = 1 título
A Académica Comibra = 1 título
Vitória SC = 1 título

Futebol: Campeões Nacionais desde 1974

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador
2012/2013 FC Porto (Vitor Pereira)
2011/2012 FC Porto (Vitor Pereira)
2010/2011 FC Porto (André Villas-Boas)
2009/2010 SL Benfica (Jorge Jesus)
2008/2009 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2007/2008 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2006/2007 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2005/2006 FC Porto (Co Adrianse)
2004/2005 SL Benfica (Giovanni Trapattoni)
2003/2004 FC Porto (José Mourinho)
2002/2003 FC Porto (José Mourinho)
2001/2002 Sporting CP (Laszlo Bölöni)
2000/2001 Boavista FC (Jaime Pacheco)
1999/2000 Sporting CP (Inácio)
1998/1999 FC Porto (Fernando Santos)
1997/1998 FC Porto (António Oliveira)
1996/1997 FC Porto (António Oliveira)
1995/1996 FC Porto (Bobby Robson)
1994/1995 FC Porto (Bobby Robson)
1993/1994 SL Benfica (Toni)
1992/1993 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1991/1992 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1990/1991 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1989/1990 FC Porto (Artur Jorge)
1988/1989 SL Benfica (Toni)
1987/1988 FC Porto (Tomislav Ivic)
1986/1987 SL Benfica (John Mortimore)
1985/1986 FC Porto (Artur Jorge)
1984/1985 FC Porto (Artur Jorge)
1983/1984 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1982/1983 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1981/1982 Sporting CP (Malcolm Allison)
1980/1981 SL Benfica (Lajos Baróti)
1979/1980 Sporting CP (Rodrigues Dias e Fernando Mendes)
1978/1979 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1977/1978 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1976/1977 SL Benfica (John Mortimore)
1975/1976 SL Benfica (Mario Wilson)
1974/1975 SL Benfica (Milorad Pavić)

Total
FC Porto = 22 títulos
SL Benfica = 12 títulos
Sporting CP = 4 títulos
Boavista FC = 1 títulos

Economia Tirsense – As Soluções (parte III)

Infra-estruturas

Finalmente, é imprescindível oferecer condições infraestruturais adequadas à criação e expansão de empresas. Não se trata apenas de disponibilizar espaços de incubação de empresas mas também de ter open-spaces dedicados a office sharing proporcionando uma alternativa acessível e flexível para start-ups ou empresas que procuram um escritório longe da sede. Oferecendo também um ambiente mais dinâmico e colaborativo.

As infra-estruturas construídas não se podem cingir a edifícios mas devem conter espaços já delineados – ainda que eventualmente amovíveis – por sector ou área de negócio. É desejável também que essas infra-estruturas tenham já incluido salas de reuniões e auditórios, mobiliário de escritório, material informático (se necessário) e serviços como ligação à internet, logística, assistência técnica, assistência administrativa ou catering.

Naturalmente que tudo isto será mais viável e atractivo se forem também criadas as condições para que na envolvente ou no meio destas infra-estruturas, nasçam espaços verdes e zonas de lazer, cultura, desporto, alimentação ou shopping. Sendo que o transporte exclusivo e directo (quiçá grátis ou low cost) para os mais próximos terminais ou hubs de transportes públicos torna  tudo mais apetecível.

Economia Tirsense – As Soluções (parte II)

Plano de actividades

A Campanha de Marketing – ancorada num website e nas redes sociais – deverá estar em sintonia com um Plano de Actividades que promova workshops, seminários, conferências, congressos, exposições, feiras e outros eventos. Estes, deverão ser variados, bem estruturados e organizados, de preferência livres ou acessíveis, e relacionados principalmente com as tais áreas ou sectores de aposta.

É importante para os líderes de negócio estarem num local onde possam encontrar pessoas com os mesmos interesses, o mesmo mindset e espírito empreendedor. Um local onde sintam que fazem parte de um cluster que está na vanguarda de uma indústria, e que faz da partilha, da colaboração e da construção de sinergias a sua maior qualidade, a sua força motriz e o seu impulso para atacar o mercado.

Este tipo de actividade tem o poder não só de reunir quem se fixou naquele local – criando um esforço de cooperação simultâneo e colectivo – mas também de atraír participantes que dessa forma ficarão a conhecer o que ali se produz e como se vive. Ficando assim lançada a semente para novos empreendedores e empresas se fixarem, bem como uma publicidade boca-a-boca.

Actividades deste tipo são muitas vezes o elo de ligação que falta entre empresas fornecedoras e empresa clientes, entre empresas que se podem tornar parceiras de negócio, entre empresas e universidades ou escolas. O elo de ligação que falta entre ideias e soluções que as coloquem em prática, entre análises, desenhos e processos de implementação, entre visão e realidade.

E estes eventos não devem ser levados a cabo unicamente pelo poder executivo local. Eles devem ser organizados em parceria com instituições que tenham interesse em estar presentes e envolvidas, e também aproveitando o know-how de empresas que se dedicam exclusivamente a este tipo de actividade, e que têm modelos de negócio e estratégias amadurecidos, sabendo bem com o fazer de forma a obter resultados frutíferos.

A Fábrica de Santo Thyrso – que tem sido utilizada para os mais variados eventos culturais (que também são necessários e válidos, mas que pouco investimento, empresas e emprego atraem) – pode e deve ser utilizado e explorado para a organização destas actividades. Funcionando não só como um centro de congressos/exposições mas principalmente como um centro de negócios, com todas as condições para receber empreendedores e gerar oportunidades.

Economia Tirsense – As Soluções (parte I)

Daí que não é descabido ter como alvo empresas não só nacionais, mas também internacionais e apostar na atracção destas para Santo Tirso. Algo que deve ser feito obedecendo a uma estratégia bem definida e um projecto bem estruturado. Sendo depois implementado de forma rigorosa e respeitando as melhores práticas. A meu ver este desígnio deverá ter três dimensões: Campanha de Marketing; Plano de Actividades; Infra-estruturas.

Qualquer empresa, de qualquer dimensão, sector ou ramo é bem vinda. Seja ela uma filial de uma empresa multi-nacional, uma sucursal de uma empresa nacional, uma relocalização de uma empresa ou mesmo uma start-up. Mas é essencial que os esforços se centrem principalmente em uma ou duas áreas de negócio que reconhecidamente são, e contribuirão, para o futuro, por forma a haver uma certeza de sucesso e um desenvolvimento sustentado da economia local.

Campanha de Marketing

A Campanha de Marketing deverá ter a sua âncora na internet e nas redes sociais, o local por excelência para procura, processamento, análise e partilha de informação. Deverá ser criado uma website com um design moderno e atractivo, um User Interface intuitivo e fácil de usar. Onde estivessem disponíveis não só a informação chave necessária e relevante, como também todas as qualidades mencionadas (geográficas, metereológicas, naturais, gastronómicas, culturais, etc.).

De entre a informação chave necessária e relevante devem constar os impostos, as taxas, o processo de licenciamento/estabelecimento (que obviamente deveria ser simplificado e rápido) e as leis e regulamentos aplicáveis. Mas tão ou mais importante do que isso é disponibilizar informação relativa a infra-estruturas, recursos humanos disponíveis, oportunidades de negócio e o tecido empresarial envolvente.

É de extrema importância para uma empresa conhecer e ter noção das condições do local e da infra-estrutura onde se vai fixar. Ao nível dos acessos, do estacionamento, dos transportes públicos, da logística, dos serviços. Como também é útil saber que tipo de recursos humanos estão disponíveis para contratar. A sua idade, a formação académica e profissional, a experiência, as competências, as capacidades, o talento.

Também fulcral é saber que estabelecimentos de ensino e especializações existem na zona. O desenvolvimento económico obriga a que haja uma relação muito próxima entre empresas, universidades e escolas profissionais. A colaboração entre empresas e ensino superior ou especializado é o berço da inovação – tão importante nos mercados globais e competitivos de hoje – que diferencia o produto/serviço final.

O conhecimento das empresas que se inserem naquela área acaba por ser decisivo. O seu sector, o seu ramo, a sua dimensão, a sua capacidade, a sua facturação, a sua rede de contactos. Empresas essas que poderão ser relevantes ou até indispensáveis, alavancando ou suportando o negócio de quem pondera fixar-se. Determinante também, é perceber que oportunidades de negócio existem ou podem aparecer neste ecosistema empresarial.

Para finalizar, deverá também estar disponível no website o testemunho de ilustres e reconhecidos líderes empresariais, políticos e da sociedade civil. Que emprestando a sua credibilidade, know-how, razão, conhecimento e experiência possam atraír quem pondera, avalia e considera fixar-se no concelho.

Economia Tirsense – As Vantagens

Medidas como a simples baixa de impostos não servem de incentivo. Muito menos quando depois de as implementar se fica “sentado à sombra da bananeira”. É necessário, como em tudo na vida, ir atrás. É preciso trabalhar para capitalizar as vantagens que se tem. Na Suécia, o Conselho de Administração do IKEA, nunca teria conhecido Paços de Ferreira, se o concelho não se tivesse mexido para se ir apresentar e mostrar as condições que tinha para oferecer.

Santo Tirso tem uma localização privilegiada. Está a menos de 30 minutos de dois grandes centros urbanos como Porto e Braga. Está no litoral a menos de 30 minutos das praias. Está a menos de 30 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e do Porto de Leixões. Santo Tirso tem boas acessibilidades. A A3 Porto-Valença, a A7 Vila do Conde-Vila Pouca de Aguiar, a A42 Alfena-Lousada ou a A11 Apúlia/Castelões. Santo Tirso tem história e locais aprazíveis.

Para além do mais Santo Tirso está num país e numa zona do globo que é invejada por muita gente em vários países mais desenvolvidos. Não só pela localização geográfica mas também pelas condições naturais, pela metereologia, pela gastronomia. E está muito perto de uma zona do país que se encontra entre as mais bonitas e reconhecidas zonas portuguesas a nível mundial: o Douro. Desde a foz do rio, no Porto, até Trás-os-Montes.

Santo Tirso tem de fazer valer estas suas qualidades. E tem de o fazer não só no plano nacional mas também internacional. Não é de descartar – aliás, a meu ver, é mesmo de apostar – na atracção de investimento estrangeiro, de empresas internacionais. No mundo global em que hoje vivemos, com o advento das novas tecnologias e da internet já é indiferente a certas empresas estarem em Londres, em Roterdão, em Praga, em Bologna, em Sevilha ou em Santo Tirso.

A fácil e acessível mobilidade oferecida pelas companhias aéreas – consequência da competitividade entre empresas de baixo custo, de bandeira ou outras – pela ferrovia e rodovia de alta velocidade, e pelo aumento da integração de todos estes tipos de transportes, aproximou cada vez mais países e regiões de tal maneira que no meio empresarial se fala em EMEA (Europe Middle East and Africa) em que países Europeus, Africanos e do Médio-Oriente fazem parte do mesmo território.

Economia Tirsense – Os Desafios

Santo Tirso nunca sairá da situação em que se encontra enquanto as decisões e acções forem descoordenadas, desconexas, incoerentes e avulsas, pretendendo apenas colmatar necessidades momentâneas e conjunturais. Nunca se conseguirá melhorar a qualidade de vida dos Tirsenses enquanto quem exerce o Poder não abordar as necessidades estruturais e colocar o interesse colectivo à frente do interesse pessoal ou circunstancial.

Quem nos lidera tem pensado que a vida dos Tirsenses melhora com medidas do tipo: aumentar o subsídio de almoço das crianças na escola – porque os pais não as conseguem sustentar. Ora, para além de confundir Política com Caridade está a pensar ao contrário. Devia era preocupar-se em arranjar maneira de os pais terem condições de sustentar os próprios filhos. Isto é, terem um emprego que lhes traga rendimento suficiente.

Tudo o que tem que ver com questões como aquela que usei para exemplificar as fracas e pobres decisões com que nos têm presenteado, não deve ser tratado pelo Poder político mas deixado a cargo da Sociedade Civil, das suas intituições e organizações, que todos os dias provam ser muito mais competentes nessas áreas – e quantos bons exemplos temos no concelho, desde a Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso à ASAS.

O desenvolvimento do concelho e da qualidade de vida dos Tirsenses não se constrói com concertos do artista musical da moda ou com passeios religiosos. Isso não traz felicidade. Quanto muito poderá fazer esquecer a triste vida que se tem durante aquele pequeno espaço de tempo. Mas a verdade é que no final do dia os Tirsenses voltam a casa na sua miserável condição de desempregado, de socialmente desintegrado.

E não há volta a dar-lhe. O desenvolvimento do concelho e o consequente aumento da qualidade de vida dos Tirsenses só será possível se voltar a haver uma dinamização da Economia, tal como aconteceu até aos anos 90. E essa dinamização da Economia só será possível se o concelho tiver capacidade para atraír investimento e empresas, que naturalmente irão não só criar riqueza como também empregos para a população.

Mas aqui chegamos ao busílis da questão: Como atraír esse investimento, essas empresas. Desde há 20 anos para cá ninguém foi capaz de o fazer. A única coisa que vimos foram as tais medidas desconexas e avulsas, sem qualquer tipo de estratégia, que desaguam em coisa nenhuma. A tão propalada baixa de impostos e a criação de zonas industriais – agora completamente deitadas ao abandono – são evidentes exemplos disso mesmo.

Está mais do que visto que não é assim que se atrai investimento com o intuito de dinamizar a Economia local. É preciso ter mais, muito mais do que isso. E também não é com favores políticos, partidários ou pessoais – como foi o caso do Call Center da PT – que se vai lá. Até porque esses não dependem das condições oferecidas, e muito menos se preocupam em estabilizar e contribuir para o desenvolvimento local.

Economia Tirsense – As Causas

Santo Tirso vem, há mais de duas décadas, a perder qualidade de vida, a regredir em relação àquilo que já foi, e a perder influência no plano regional e nacional. Outrora uma das cidades que mais contribuia (em proporção) para a produtividade nacional, impulsionada pelo poder da sua indústria, liderada pelos sectores Têxtil e da Metalomecânica, que empregavam e eram fonte de rendimento da maioria da população.

A cidade e o concelho produziam Riqueza, a Economia efervescia, a Cultura vivia um estado salutar, o Desporto trazia resultados e alegrias. Estavam disponíveis diversos Serviços (Escola, Hospital, Telefones, Electricidade, Seguros, Banca, etc). Havia em Santo Tirso qualidade de vida e os Tirsenses viviam felizes, seguros, tranquilos, sossegados. Em paz consigo mesmos e com a sua família, que viam crescer e fixar-se.

As dificuldades apareceram, consequência de factores externos. A crise do sector Têxtil e a recente crise financeira Nacional foram os mais relevantes. Mas também de factores internos, onde a desagregação da Trofa e a falta de visão e liderança política tiveram o seu papel. Todos estes factores vieram retirar a Santo Tirso o seu encanto, mergulhá-lo numa situação grave e torná-lo num concelho moribundo e sem rumo.

Santo Tirso não se soube reinventar. Não se soube adaptar aos novos tempos e aos novos cenários. E a principal responsabilidade foi de quem liderou e lidera os destinos do concelho. A falta de visão, de estratégia, de rumo, de capacidade política, de capacidade de acção e até mesmo, em alguns casos, de nível intelectual, levaram quem liderou os destinos do concelho a negligentemente deixar Santo Tirso precipitar-se no abismo.

Temos assistido nas últimas duas décadas a um Poder Executivo que se cinge a uma gestão corrente da estrutura de Poder Local (Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Empresas Municipais, Orgãos Autárquicos, e afins) que por vezes mais parece uma central de emprego para os seus amigos. E nada mais faz do que gerir a sua continuidade no Poder com acções e decisões ad-hoc apenas motivadas por, e em consequência de, períodos eleitorais.

Economia Tirsense

Santo Tirso é um dos concelhos com maior taxa de desemprego em Portugal. Este facto não é novo, nem é de agora. Há uns tempos resolvi pensar um pouco sobre a Economia Tirsense as suas Causas, Desafios, Vantagens e Soluções.

Vou publicar nos próximos dias uma série de seis posts que abordam estes tópicos e reproduzem aquilo que pensei. O que escrevi não é, propositadamente, nenhum estudo exaustivo. Não pretende ser a solução, uma solução, ou a única solução.

Pretende apenas agitar a mente de quem lê e sugerir algumas ideias para levar a cabo a tarefa hercúlea de reanimar a Economia Tirsense. Deverá ser visto como uma ínfima e humilde contribuição de um Tirsense atento e interessado.

Pode merecer ser discutido ou apenas abandonado. O objectivo é pura e simplesmente desafiar quem lê a reflectir sobre o tema. Numa altura importante em que estamos perto das eleições autárquicas que decidirão o rumo nos próximos 4 anos.

#Autárquicas2013 O Elogio da Loucura

Andreia Neto, a brilhante deputada Tirsense na Assembleia da República, fez um discurso também ele brilhante na apresentação de Alírio Canceles, o não menos brilhante candidato do PSD e do PPM à CM de Santo Tirso.

Cabia-lhe o papel de elogiar o candidato. Fê-lo ao melhor estilo a que os políticos da nossa praça já nos habituaram. Os dois anos na Assembleia da República foram frutíferos para Andreia, aprendendo com os melhores.

A tua carreira política (…) não começou hoje nem com esta candidatura“. Expressão correctíssima. Alírio está há muito à procura de uma carreira política. E que mal bem que os políticos profissionais nos têm governado.

Bem me lembro quando (…) assumiste a Comissão Política do PSD“. Expressão correctíssima. Bem me lembro quando Alírio enviou email aos militantes, a dizer que se candidatava assumia o PSD, qual feudo de um déspota democrata.

Bem me lembro do apoio incansável aos presidentes de Junta“. Incansável sem dúvida, que o digam dois dos mais importantes e influentes presidentes de Junta do PSD – Carlos Valente e Adelino Moreira – sempre ostracizados considerados por Alírio.

Sem medo de dar a cara e até (…) encabeçar manifestações“. Quem não tem força ou capacidade para o combate político nos devidos locais, usa a rua como arma contra o poder. Tal como fazem os pequenos grandes partidos, como o Partido Comunista.

Eu bem me lembro dos fins-de-semana, das noites (..) em que nos arrastaste“. Expressão correctíssima. Um verdadeiro líder não precisa de arrastar os seus seguidores. Alírio, por seu lado, só assim consegue ter alguém atrás de si a acompanhá-lo.

Eu bem me lembro como estiveste presente nas vitórias e nas derrotas, sempre com os teus“. Não me recordo de nenhuma vitória eleitoral de Alírio. Mas nas derrotas é verdade, esteve com os seus e deixou os outros de fora.

Se Santo Tirso está (…) na AR na minha (…) pessoa (…) nem a esse facto tu és estranho“. Correctíssimo. A retribuição pela jogada passagem de testemunho na liderança da CPC foi a nomeação para a lista de deputados nas Legislativas 2011.

A tua seriedade pessoal e intelectual que a todos contagiou“. A jogada suja e pouco ética passagem de testemunho que aqui denunciei aludi várias vezes, de atropelar ultrapassar pela direita os estatutos do PSD, permitindo-lhe enganar evitar a lei de limitação de mandatos comprova a falta de seriedade do candidato.

Construíste uma liderança feita de exemplo, de humildade, e sem vaidades pessoais“. A auto-nomeação como candidato à CMST, a imposição da coligação com PPM, o ostracismo pelos adversários internos, são provas de uma liderança de força exemplo, sem dúvida!

Há gente que, na verdade, não se enxerga.