Economia Tirsense

Santo Tirso é um dos concelhos com maior taxa de desemprego em Portugal. Este facto não é novo, nem é de agora. Há uns tempos resolvi pensar um pouco sobre a Economia Tirsense as suas Causas, Desafios, Vantagens e Soluções.

Vou publicar nos próximos dias uma série de seis posts que abordam estes tópicos e reproduzem aquilo que pensei. O que escrevi não é, propositadamente, nenhum estudo exaustivo. Não pretende ser a solução, uma solução, ou a única solução.

Pretende apenas agitar a mente de quem lê e sugerir algumas ideias para levar a cabo a tarefa hercúlea de reanimar a Economia Tirsense. Deverá ser visto como uma ínfima e humilde contribuição de um Tirsense atento e interessado.

Pode merecer ser discutido ou apenas abandonado. O objectivo é pura e simplesmente desafiar quem lê a reflectir sobre o tema. Numa altura importante em que estamos perto das eleições autárquicas que decidirão o rumo nos próximos 4 anos.

#Autárquicas2013 O Elogio da Loucura

Andreia Neto, a brilhante deputada Tirsense na Assembleia da República, fez um discurso também ele brilhante na apresentação de Alírio Canceles, o não menos brilhante candidato do PSD e do PPM à CM de Santo Tirso.

Cabia-lhe o papel de elogiar o candidato. Fê-lo ao melhor estilo a que os políticos da nossa praça já nos habituaram. Os dois anos na Assembleia da República foram frutíferos para Andreia, aprendendo com os melhores.

“A tua carreira política (…) não começou hoje nem com esta candidatura“. Expressão correctíssima. Alírio está há muito à procura de uma carreira política. E que mal bem que os políticos profissionais nos têm governado.

“Bem me lembro quando (…) assumiste a Comissão Política do PSD“. Expressão correctíssima. Bem me lembro quando Alírio enviou email aos militantes, a dizer que se candidatava assumia o PSD, qual feudo de um déspota democrata.

“Bem me lembro do apoio incansável aos presidentes de Junta“. Incansável sem dúvida, que o digam dois dos mais importantes e influentes presidentes de Junta do PSD – Carlos Valente e Adelino Moreira – sempre ostracizados considerados por Alírio.

“Sem medo de dar a cara e até (…) encabeçar manifestações“. Quem não tem força ou capacidade para o combate político nos devidos locais, usa a rua como arma contra o poder. Tal como fazem os pequenos grandes partidos, como o Partido Comunista.

“Eu bem me lembro dos fins-de-semana, das noites (..) em que nos arrastaste“. Expressão correctíssima. Um verdadeiro líder não precisa de arrastar os seus seguidores. Alírio, por seu lado, só assim consegue ter alguém atrás de si a acompanhá-lo.

“Eu bem me lembro como estiveste presente nas vitórias e nas derrotas, sempre com os teus“. Não me recordo de nenhuma vitória eleitoral de Alírio. Mas nas derrotas é verdade, esteve com os seus e deixou os outros de fora.

“Se Santo Tirso está (…) na AR na minha (…) pessoa (…) nem a esse facto tu és estranho“. Correctíssimo. A retribuição pela jogada passagem de testemunho na liderança da CPC foi a nomeação para a lista de deputados nas Legislativas 2011.

“A tua seriedade pessoal e intelectual que a todos contagiou“. A jogada suja e pouco ética passagem de testemunho que aqui denunciei aludi várias vezes, de atropelar ultrapassar pela direita os estatutos do PSD, permitindo-lhe enganar evitar a lei de limitação de mandatos comprova a falta de seriedade do candidato.

“Construíste uma liderança feita de exemplo, de humildade, e sem vaidades pessoais“. A auto-nomeação como candidato à CMST, a imposição da coligação com PPM, o ostracismo pelos adversários internos, são provas de uma liderança de força exemplo, sem dúvida!

Há gente que, na verdade, não se enxerga.

#Autárquicas2013 Tal como os políticos profissionais

♦ A forma pausada de falar, sí-la-ba a sí-la-ba, tal como os políticos profissionais.

♦ As palavras caras para embelezar o discurso vazio, tal como os políticos profissionais.

♦ As expressões jurídicas para encher o discurso redondo, tal como os políticos profissionais.

♦ Os clichés vazios “novo rumo… novo paradigma… novo futuro“, tal como os políticos profissionais.

♦ O vício da mãozinha estendida a endireitar o microfone, tal como os políticos profissionais.

♦ O “passar a mão pelo pêlo” dos camaradas (4 minutos de agradecimentos!), tal como os políticos profissionais.

♦ O enfatizar do lugar que ocupa como deputada na AR (três vezes!), tal como os políticos profissionais.

♦ O encaixar do slogan da campanha no discurso para colorir a oratória, tal como os políticos profissionais.

♦ O tratar o candidato por “tu” para simular sentimento e realismo, tal como os políticos profissionais.

♦ O criticar o adversário político sem nenhum argumento consistente, tal como os políticos profissionais.

Foi isto, Andreia Neto – a brilhante deputada Tirsense na Assembleia da República – na apresentação de Alírio Canceles – o brilhante candidato do PSD e do PPM à CM de Santo Tirso. Ver o discurso na íntegra aqui.

Tudo como se quer, em política neste país. Muito lugar-comum. Muita hipocrisia. Muito teatro. Muito fingimento. Nenhuma ideia. Nenhuma solução. Nenhuma medida concreta. Nenhum conteúdo. Nenhuma substância.

Portanto, “Nada de novo, no reino da Dinamarca“, tal como escreveu William Shakespeare, em Hamlet.

#Autárquicas2013 Santo Tirso com especial interesse

Este ano terei um especial interesse nas eleições Autárquicas da minha terra. Desenganem-se aqueles que pensam que me refiro á eleição do Presidente da Câmara. Nessa tenho muito pouco interesse. A escolha é, infelizmente, fraca.

Refiro-me, isso sim, às eleições para a Junta de Freguesia que agora reúne Santo Tirso, Santa Cristina do Couto e São Miguel do Couto. Chamam-lhe união de freguesias, um nome de que não gosto. Acho que devia ser apenas Santo Tirso.

Com a junção das 3 ex-freguesias passa-se a ter aproximadamente 15.000 eleitores. E que belas escolhas esses eleitores têm pela frente. Quem dera a muitas outras freguesias, terem estes candidatos como opção, e ainda só se apresentaram 2!

É desses que quero falar, sem me referir a partidos. Porque de facto o cliché de “nas autárquicas o que conta é a pessoa” é um pouco mais verdade do que nas outras eleições, dada a proximidade dessas pessoas com a população.

Para além do mais, o percurso dos candidatos já conhecidos, demonstra bem que para eles a população e a sua terra está bem à frente do partido onde militam. Algo de valorizar já que hoje em dia, ainda assim, é raro encontrar.

Quem me conhece sabe que tenho uma amizade grande com o Zé Pedro Miranda. Aliás, acompanhei-o em parte da sua carreira política/partidária e tenho orgulho de ter feito parte do núcleo duro que construiu a sua primeira candidatura.

Não me lembro de conhecer ninguém mais humanista e orgulhoso de ser Tirsense do que ele. Duas características essenciais para se ocupar aquele lugar. A obra fala por si. O que fez na Junta de Santo Tirso não tem igual no passado.

Conheço o Jorge Gomes há muitos anos, desde os tempos em que liderava a principal “equipa” de apoio ao FC Tirsense. Desde essa altura que o vejo a dinamizar e liderar em várias áreas, sempre com uma enegia e vontade invejáveis.

A obra que deixou em Santa Cristina do Couto também é visível. E o carinho que a população tem por ele é uma boa demonstração. Nunca estivemos do mesmo lado, politicamente falando, mas acho que partilhamos alguns valores.

Se tivesse apenas de escolher entre os dois, escolheria o Zé Pedro Miranda. E isto não pode representar nenhuma desconsideração pelo Jorge Gomes. Tem apenas que ver com duas questões concretas: uma ideológica e outra de facto.

O próximo Presidente da Junta vai gerir uma Freguesia com 20.000 pessoas. O Jorge Gomes tem gerido (e bem) uma freguesia de 5.000, enquanto que o Zé Pedro estará mais preparado já que até agora geriu (e bem) cerca de 15.000.

De resto (e sem falar de partidos, já que a sua ideologia oscila muito nos dias que correm) creio conhecer bem as ideias e convicções de cada um, e afinal de contas o cargo é político. Nesse sentido, sinto-me ideológicamente mais próximo do Zé Pedro Miranda.

Creio no entanto que, independentemente de quem vença, ambos estarão dispostos a valorizar as ideias do outro e envolvê-lo nas decisões que importam aos Tirsenses, Cristinenses e Miguelenses. Não acredito na habitual e contraproducente guerra partidária.

Finalmente, apenas desejar que os outros partidos apresentem também bons candidatos. A democracia e Santo Tirso só têm a ganhar. Desconheço o que vai no PCP e BE, mas espero que o CDS capitalize o bom resultado de 2009 com Zé Duarte Malheiro.

O compromisso de Seguro e do PS

Compromisso. É esta a palavra preferida de António José Seguro nos últimos meses. O líder do PS profere mais vezes a palavra Compromisso do que António Guterres proferia “Diálogo”.

Seguro acha que esta palavra lhe dá credibilidade. A sua intenção é passar aos portugueses uma imagem de homem sério, de político honesto que – ao contrário dos outros – cumpre.

Significado de Compromisso no dicionário da língua portuguesa:

1. Obrigação contraída entre diferentes pessoas
2. Promessa mútua
3. Concordata de falido com os seus credores
4. Acordo político

Recordo um Compromisso que o PS assinou em 2011. Um dos maiores e mais sérios Compromissos de sempre. Porque servia para salvar Portugal e os portugueses da bancarrota. Chamava-se MoU.

O MoU – Memorando de Entendimento – foi negociado e assinado pelo PS e também pelo PSD e CDS com a Troika do FMI/BCE/UE. Em troca de 78 mil M€ os partidos faziam o Compromisso de:

– Reduzir os esquemas de saúde ADSE, ADM e SAD
– Reduzir as pensões acima de 1500€
– Congelar as pensões
– Redução dos benefícios fiscais e deduções no IRS
– Aumentar as receitas do IVA
– Aumentar os impostos sobre o consumo
– Privatizar transportes (ANA, TAP, CP Carga)
– Privatizar energia (GALP, EDP e REN)
– Privatizar comunicações (Correios de Portugal)
– Privatizar seguros (Caixa Geral Depósitios Seguros)
– Rever e aumentar as taxas moderadoras do SNS
– Cortar substancialmente benefícios fiscais da saúde
– Reduzir subsídio de desemprego para 18 meses
– Facilitar despedimentos
– Aumentar salário mínimo apenas e só se houver evolução da economia

Estas, entre muitas outras medidas, estão escritas no Compromisso que o PS negociou e assinou com os seus credores (ver significado 3). Basta ir lá ler novamente.

Agora o PS queria rasgar este Compromisso com a Troika e assinar outro com PSD e CDS que incluísse exactamente o contrário do primeiro. Grande Seguro!

Mas com uma nuance, Portugal não iria cumprir o Compromisso mas a Troika tinha de continuar a cumprir a sua parte. Ou seja, continuar a “passar para cá o dinheiro“.

Esta gente é brilhante. São uns génios autênticos. Gente séria, honesta, cumpridora, coerente. O meu desejo é que rapidamente voltem ao Governo, para salvar o país.

O Futebol à boa maneira portuguesa

Os clubes em Portugal – principalmente os “grandes” – estão enterrados em dívidas até ao pescoço.

Para isso, muito contribuiuram a construção de luxuosos estádios de futebol e de centros de estágio.

Ainda assim, todos os anos, vão fazer estágios de pré-época para hóteis e locais de luxo no estrangeiro.

Porquê? Não faria sentido controlarem custos e aproveitarem as suas espectaculares e novas infra-estruturas?

A resposta é fácil. Tudo isto é puro novo riquismo. Daquele que esbanjou com tanta rapidez como enriqueceu.

E agora, mesmo endividados até ao tutano, não mudam o estilo de vida. Alguém há-de pagar, ou perdoar.

Continua o xadrez partidário (II)

E o jogo de xadrez partidário continua, enquanto os portugueses sofrem e o país se precipita no abismo.

Primeiro foi o PCP (através dos verdes) a tentar entalar o PS com a moção de censura. Depois foi o PS a tentar entalar o PCP e o BE, convidando-os para se juntarem às conversações para a salvação nacional. Agora é o BE que responde tentanto entalar o PS com um convite para conversar sobre um Governo de esquerda.

Claro que o BE sabe perfeitamente que o convite não faz qualquer sentido. Até porque um Governo de esquerda só seria possível depois de eleições. E essas, já é certo, não se realizarão no próximo ano. Entretanto nesse espaço de tempo ou se faz alguma coisa ou o país cai na bancarrota profunda. Mas o convite era apenas uma jogada.

Mais uma vez o interesse nacional é preterido pela caça ao voto e pelo interesse partidário. O PS quer conquistar o eleitorado do centro, pelo que conversa com o PSD e o CDS. Mas ao mesmo tempo quer o eleitorado da esquerda, pelo que conversa com PCP e BE. A confirmação de que o PS não tem um rumo ou uma solução. Tem um objectivo, ganhar eleições.

Continua o xadrez partidário

O PS sabia que o PCP e o BE iriam acusá-lo de se juntar “à direita”. Vai daí resolveu convidá-los para se juntarem também às conversações.

Sabendo perfeitamente que nunca aceitariam. Não só juntar-se “à direita”, como também a conversações que procuram solução para cumprir o MoU.

Mas o convite do PS só tinha um objectivo. Poder, depois da nega, acusar PCP e BE de terem rejeitado um compromisso de salvação nacional.

Portanto, business as usual, a preocupação não é o interesse de Portugal e dos portugueses. É apenas o jogo politico-partidário.

Uns a tentar entalar os outros, na habitual caça ao voto onde a demagogia, a hipocrisia, e o populismo ditam as suas leis.

Enquanto isso, o país cai aos trambolhões pelo abismo. Ao que parece o limite da dívida 2013 foi atingido em Março (o mês 3 de 12!).

Veio tirar de esforço, levou por tabela

Na semana passada o Rodrigo Saraiva publicou na sua página do Facebook mais um post do Imagens de Campanha. Era, desta vez, um cartaz de um candidato a um concelho que não é o meu, mas que conheço muito bem.

No post do Rodrigo comentei que até me custava a acreditar naquele candidato do PSD. Que aquilo comprovava que a política está populada de gente “menor” e que foi tomada de assalto pelos profissionais da política.

Ora acontece que o próprio – o candidato – viu o meu comentário. E vai daí, através de mensagem privada no Facebook veio, como se diz em bom português, “tirar de esforço” (pedir explicações).

Diga-se que o fez muito respeitosamente. Outra coisa não seria de espera por quem, como eu, se dá ao respeito e portanto deve ser respeitado. Tratou-me até por “Sr. Eng.” Luís Melo, esse hábito tão português usado na política.

Mostrou o seu desagrado e a sua indignação. Disse que o comentário tinha sido profundamente deselegante da minha parte. Perguntou-me o porquê. E em tom paternalista, deixou-me um conselho “para a vida”.

Não posso dizer ao certo qual era o objectivo desta abordagem, mas conhecendo esta gente como conheço, creio que era uma tentativa de me intimidar ou inibir. Está no seu DNA político. Aprendem desde novos na máquina partidária.

Veio bater à porta errada. Não sou mais um militante “carneiro” do PSD. Muito menos um português do políticamente correcto. Sou um homem livre. Tenho o mau hábito de pensar pela minha cabeça e dizer aquilo que penso. No matter what.

O meu carácter, a minha personalidade, a minha educação, os valores e princípios que me foram passados obrigam-me a ser frontal, sincero e coerente. Obrigam-me a dizer o que penso, assumindo as responsabilidades e consequências.

Mas esta abordagem da parte do tal candidato veio em boa hora. Foi uma boa oportunidade para lhe dizer directamente, sem rodeios nem meias palavras, tudo aquilo que penso dele e daqueles que, como ele, vivem da política.

Numa mensagem muito longa, expliquei-lhe o porquê do meu comentário, e as razões pelas quais eu achava que ele não tem qualquer capacidade, competência ou qualidade para ser Presidente de uma Câmara.

Principalmente numa altura tão difícil para o país e em que se pedem exigência e rigor máximos, bom como uma mudança profunda na forma de fazer política e de estar na política.

Aproveitei também para o criticar e censurar a propósito da maneira como tem levado a sua vida política e profissional (intimamente ligadas). E atribui-lhe parte das culpas pelo estado do país (juntamente com muitos outros).

Finalmente, disse que compreendia que ele estivesse desagradado com o meu comentário e aceitava que o adjectivasse de “deselegante”. Na verdade, já não é o primeiro que, em política, se queixa da minha forma de fazer e dizer as coisas.

Na verdade o comentário não foi simpático. Mas, tal como lhe disse a ele, não ando aqui para ser simpático com ninguém. Muito menos com aqueles que usam a política, e o meu partido, para se servir ao invés de servir os portugueses. O meu dever cívico e a minha consciência assim o obrigam.

Até agora, não obtive qualquer (contra) resposta.

Este Governo é inaceitável

Paulo Portas aproveitou-se da situação do país e usou-a para chantagear Pedro Passos Coelho. Resultou! Portas acabou numa posição ainda mais confortável e poderosa do que aquela que tinha quando se demitiu.

Na verdade, se Paulo Portas fica com a coordenação da política económica, da reforma do Estado e das negociações com a Troika, na realidade é ele quem ditará o rumo do Governo, e não o Primeiro-Ministro.

O cargo de Vice-Primeiro-Ministro é um cargo de enorme relevância e responsabilidade. E por isso deve ser ocupado por alguém com grande sentido de Estado, e da total confiança do Primeiro-Ministro.

Se dúvidas havia, o recente episódio demonstrou claramente que Pedro Passos Coelho não pode confiar em Paulo Portas, e que este não tem qualquer tipo de sentido de responsabilidade e muito menos de Estado.

Penso que faz sentido haver um Vice-Primeiro-Ministro em duas situações distintas: Num Governo constituído por dois partidos em coligação pré-eleitoral; Num governo constituído pelos dois maiores partidos.

De outra forma, admito que um Governo constituído por um só partido possa ter um Vice-Primeiro-Ministro no caso de o Primeiro-Ministro não ter o necessário peso político, e precise dessa figura para o apoiar.

Voltando à situação actual, creio que esta mudança no executivo é inaceitável. E tenho para mim que o Presidente da República não a devia aceitar. Por duas razões essenciais…

Primeiro porque resulta de uma inqualificável e irresponsável jogada táctica de Paulo Portas que tem por objectivo cumprir um sonho pessoal (que de outra forma sería inatingível) ser Primeiro-Ministro.

Segundo porque a mudança proposta desvirtua o resultado eleitoral das Legislativas 2011, onde claramente o povo português mandatou o PSD para dirigir o Governo do país, com apoio minoritário de outro partido.

Este Governo não é viável. Como também não o é qualquer Governo que integre uma coligação entre o PSD e o CDS, mas sem Paulo Portas e Passos Coelho. No caso de eleições, seria pior a emenda que o soneto.

Pelo que, nesta altura, e perante a gravíssima situação do país, parece-me que a única saída possível é um Governo de iniciativa Presidencial onde estejam representados PSD e PS (e quiçá CDS) respeitando o resultado das Legislativas 2011.