Já não há clubes grandes, as estrelas com nome feito começam a escassear, mas a Volta a Portugal continua a ser uma festa do povo tão impressionante como surpreendente. Quem vê milhares espalhados pelos mais de seis quilómetros de subida até à Senhora da Assunção e uma zona de meta coberta de cabeças, multidão suficiente para encher bem mais do que um estádio de futebol, não deixa de se interrogar: o que leva tanta gente ali? É o ciclismo, sim senhor. Quase todos os presentes têm os seus favoritos, escrevem nomes no chão e em cartazes, gritam os seus nomes até à exaustão. E, o que parecerá estranho para quem vive da clubite, quem ali vai incentiva todos, do primeiro ao último, mesmo tendo um preferido. Porque o ciclismo, mais do que uma festa, é um desporto onde se reconhece valor a todos, onde o esforço de subidas a alta velocidade gera admiração. No fim, e para que a festa seja completa, ainda há espaço para uns piqueniques já quase em desuso… A Volta tem tradições que nunca se perdem. Carlos Flórido no Jornal ‘O Jogo’
Autor: Luis Melo
Andamos todos enganados
Ao contrário do que todos disseram, não acho que o jogo com o Lichenstein tenha servido para levantar a moral da equipa com golos. Muito pelo contrário, viu-se que a vontade de jogar daqueles atletas é pouco mais que nenhuma.
O que falta à selecção é vontade de jogar por Portugal, é solidariedade entre jogadores, é entre-ajuda dos colegas, é raça e crer. Qual seria a melhor maneira de despoletar estes sentimentos nos jogadores? fácil, muito fácil.
Devíamos ter jogado com Espanha, França ou Angola. Nestes jogos, a rivalidade histórica vem à tona, nem que de um amigável se trate (alguém se lembra dos últimos “amigáveis” com Angola?). E os jogadores deixam tudo em campo.
Esta sim seria a solução para a nossa selecção. Porque golos… golos sabemos marcar nós. Temos H.Almeida, Ronaldo, Simão, Deco, Meireles, Nani, B.Alves e R.Carvalho. Rotinas de jogo? rotinas de jogo não nos faltam. Há quantos anos se conhecem estes atletas?
Os nossos dirigentes e técnicos andam todos enganadinhos, e ninguém sequer alerta para isto. Os jornalistas desportivos também só se interessam pelos nº de golos do Ronaldo, a quantidade de internacionalizações do Simão, ou o clube para onde se transferirá Bosingwa.
Como se costuma dizer, futebol que é bonito… nicles. O povo deixa-se levar pelo que houve na TV e lê nos jornais. E a selecção a caminhar para o abismo.
Há que dizê-lo com frontalidade
Os construtores civis são quem hoje verdadeiramente manda nas câmaras municipais […] Nada lhes escapa, a começar pelas obras públicas, sempre caras e por vezes de má qualidade. Os custos com trabalhos extraordinários raramente têm controlo.
São ainda as construtoras os principais accionistas das empresas de recolha de lixo, hoje detentoras de contratos de concessão a dez ou mais anos […] Muitas empresas do sector do ambiente mais não são do que construtoras travestidas de ecologistas.
Não lhes bastando o domínio do solo, evoluíram depois para o subsolo, numa primeira fase através das concessões de parques de estacionamento […] empresas como a tristemente famosa Bragaparques do corrupto senhor Névoa…
Mas a gula dos empreiteiros não esmorece, a saga continua. A última moda tem sido as parcerias público-privadas para a distribuição de água e saneamento […] assegura receitas mínimas para o negócio, aumenta escandalosamente os preços e garante lucros para os privados, sendo os prejuízos caucionados pelos orçamentos camarários.
São pois diversas as formas de canalizar recursos municipais para o enriquecimento dos patos bravos do betão. Por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras. Paulo Morais in Jornal de Notícias
Boa volta !!

Já devem ter reparado que gosto de ciclismo. É de facto um desporto que desde cedo comecei a apreciar. Gostava de ver o espectáculo montado ao redor da Volta a Portugal, quando esta tinha uma etapa que terminava na Póvoa de Varzim (eu conseguia ver da varanda a recta da meta).
Ontem teve início a 71ª Volta a Portugal, em Lisboa, com um prólogo na Avenida da Liberdade. Foi giro, um espectáculo muito bem montado pela organização. Incomodou muitos (trânsito cortado no Marquês e arredores !?) mas divertiu alguns. Nos 2,4 km de percurso o mais rápido foi o “foguete” de Rebordosa… Cândido Barbosa.
Nos últimos anos torcia sempre pelo Cândido, mas este ano estou mais inclinado para a equipa Liberty. Gostava também de ver um português brilhar. Talvez Tiago Machado do Boavista. A etapa que acaba na minha cidade, Santo Tirso, não a vou poder ver ao vivo, mas seguirei pela TV. É uma bela chegada no Monte de Nª Srª Assunção.
Boa volta !!
O reboque de Armstrong
As figuras do Tour 2009 foram várias: Alberto Contador repetiu a vitória de 2007 e demonstrou que é o mais forte ciclista da actualidade. Incrível a força do espanhol na montanha e no contra-relógio individual.
Os irmãos Schleck foram uns dignos vencidos. Se não fossem estes 2 luxemburgueses, o Tour teria sido um tédio. Rara foi a etapa que não contou com animação e emoção oferecida pelos 2 manos.
Mark Cavendish é indiscutivelmente o melhor sprinter do mundo. Vencer 6 vezes no Tour é obra. Principalmente quando se tem adversários do nível de Thor Hushovd ou Gerald Ciolek.
Bradley Wiggins e Vincenzo Nibali foram as agradáveis surpresas. Os chamados outsiders acompanharam os grandes nomes e perfilam-se como o futuro da modalidade. Com certeza em 2010 estarão nas melhores equipas.
Por fim, destacar Andreas Kloden. A este alemão cheio de força e com uma capacidade de sofrimento enorme, chamarei a partir de hoje “Reboque de Armstrong”. Kloden rebocou autenticamente o americano até ao 3º lugar (quem percebe de ciclismo sabe do que estou a falar).
Claro que acho…
Anda por aí a ser semeada a ideia de que o FC Porto rouba jogadores ao Benfica. Um perfeito disparate, desde logo porque não se pode roubar uma coisa a alguém que não a possui. Tome-se o exemplo de Álvaro Pereira. O jogador nunca foi do Benfica. Os encarnados até podem ter perguntado o preço, até podem ter-se mostrado interessados em contratá-lo, mas a verdade é que não o fizeram. Fê-lo o FC Porto. Depois, é um disparate falar em roubo de jogadores que, livre, voluntária e compreensivelmente, escolhem os clubes pelos quais preferem jogar. Ora, temos de convir que é apenas normal que um jogador prefira jogar no tetracampeão português quando a alternativa é o terceiro classificado, que prefira ter a oportunidade de disputar a Liga dos Campeões em vez da Liga Europa e que opte pela oportunidade de actuar num dos clubes europeus que mais valorizam os seus activos em vez de jogar num clube valorizado especialmente pelo seu passado. O contrário é que seria estranho, não acham? por Jorge Maia no jornal O JOGO
O estado do voleibol português
Interesso-me pelo voleibol português e impressiona-me, tal como noutras modalidades, a discriminação que é feita em relação ao género. Envergonha-me também que todas as federações deste país tenham como dirigentes, gente que olha apenas pelos seus interesses. Enoja-me o facto de a comunicação social e a sociedade, juntamente com os intervenientes (atletas, dirigentes, treinadores, etc) nada fazerem contra isto.
Uma pedrada no charco. É o que se pode dizer desta entrevista de Manuel Barbosa, treinador da equipa feminina de voleibol do Clube Académico da Trofa (tri-campeão nacional).
Clássicos
Um dos meus hobby’s é passear no clássico, que era do meu avô. Um belo BMW 520 (E12) de 1974: 1990 cc, 115 cv, 4 cilindros, 2 carburadores Stromberg. Depois de 13 anos parado num armazém, foi totalmente recuperado e ficou como se pode ver, um espectáculo. Precisa ainda de cromar os para-choques e de rectificar o motor (apesar de estar bom, pegar à primeira e aguentar-se bem ao ralenti). Conhecido como o “BMW com nariz de tubarão“, foi o primeiro carro da Série 5 da Bavarian Motor Works (BMW), que se construiu entre 1972 e 1981.

Primeiro Post
Viva,
O meu nome é Luís Melo, tenho 30 anos e sou natural de Santo Tirso (Porto, Portugal). Sou Engº Electrotécnico de formação e Consultor em TI de profissão. O meu percurso académico e profissional levou-me a passar por Vila Real (estudei na UTAD), Porto (estudei na FEUP e trabalhei para a Optimus/Novis), Paris (estudei na ENSEA) e trouxe-me a Lisboa (trabalho na Novabase).
Gosto de tudo o que é desporto, de ver e praticar. Fui atleta de futsal, andebol e ténis. Agora pratico BTT e futebol com os amigos. Sou um fervoroso adepto do FC Porto, da AST Futsal e, no momento, da equipa de voleibol do CA Trofa. Fiz muitos e bons amigos desde a minha “incursão” no voleibol. Fascina-me a política, onde sou militante e adepto das ideias e ideais do PSD. De qualquer forma não vejo a política com clubismo. Gosto e respeito todos os que estão na política com espírito de missão, e colocam os interesses colectivos à frente dos próprios.
Este blogue será um local onde escreverei sobre tudo isto que me interessa. Receberei com prazer as visitas de amigos, conhecidos e outros. Publicarei os comentários de todos (desde que não sejam insultuosos). Das coisas que mais gosto na vida é sentar-me numa mesa com amigos, falar de tudo um pouco, e beber uns fininhos. Por isso, para todos, venha mais um fino… eu pago esta rodada.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.