Há 30 anos atrás morria o PM de Portugal, Francisco Sá Carneiro, na queda do avião que o levaria a um comício no Porto no âmbito das eleições presidenciais. Infelizmente sou obrigado a acreditar de que não se tratou de um acidente, mas sim de algo premeditado, mas que se dirigia ao Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa.
Passadas três décadas o processo prescreveu e já nada há a fazer para castigar os culpados. Infelizmente ainda há, neste país, forças ocultas (que têm poder, apesar de não aparentar) que conseguem esconder, tanto os responsáveis que ainda estão vivos, como outros que já morreram (alguns recentemente).
De qualquer maneira, todos os anos por esta altura, se volta a falar da abertura de mais uma CPI para apurar a verdade. E quem fala nisto? São sempre os mesmos, que ao invés de querer esclarecer, procuram explorar a situação e daí tirar partido (na venda de livros e afins).
Sá Carneiro foi um político insigne em Portugal. Foi uma referência não só como político mas também como líder e como homem. Era íntegro no verdadeiro sentido da palavra. Tinha um comportamento ética e moralmente correcto, era decente, sério, vertical e honrado.
O fundador e primeiro líder do PSD era um político implacável. Frontal, responsável e com sentido de Estado. Foi eleito deputado á Assembleia Nacional anos antes de 74 e lá lutou, ás claras (ao contrário de outros), pela liberdade e pela igualdade. Não se escondeu. Deu a cara pelos valores e ideais em que acreditava.
Depois do 25 Abril 74 fundou o PPD e contra todas as expectativas teve um sucesso assinalável. As pessoas chegavam à sede e pediam para se inscrever no “partido do Sá Carneiro”. A adesão foi massiva e rápida. O seu trabalho foi reconhecido pelo povo em 79 quando foi eleito Primeiro-Ministro.
Sá Carneiro livrou Portugal de uma hipotética ditadura militaro-comunista e pugnou sempre pelos valores da liberdade, igualdade e solidariedade. Foi amado e odiado, mas nunca ignorado ou desprezado. Foi sempre respeitado.
Não fosse a tragédia de há 30 anos atrás e por certo Portugal seria hoje um país diferente. Não tenho dúvidas de que Sá Carneiro teria feito o mandato de 79 a 83 e também outro de 83 a 87.
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