Alírio e Cª esconderam e mentiram deliberadamente

Já é publico, o candidato do PSD a presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso é Alírio Canceles. Custou, teve de ser denunciado na blogosfera e nas redes sociais, mas finalmente alguns membros da Comissão Política Concelhia (CPC) admitem-no.

A Comissão Política decidiu unilateralmente e apresentou o nome à Distrital do PSD, que o ratificou. No entanto continua sem haver um anúncio “formal”. O PSD tem um candidato vergonhoso e envergonhado, consciente do “golpe” que deu no partido.

Tudo foi feito nas costas dos militantes, sem os chamar a participar, sem os auscultar. Desprezando a sua condição de activo mais importante do partido. Atropelando os estatutos e a ética. E já dizia Sá Carneiro “a política sem ética é uma vergonha“.

Isto, depois da farsa que foi o plenário de 5 de Dezembro, que discutiu e aprovou o perfil do candidato. Plenário no qual o meu caro amigo e militante Luís Gonzaga perguntou para quando a discussão de nomes e lhe foi respondido que seria para mais tarde.

Ou seja, a Comissão Política não só escondeu o processo dos militantes como os fez de parvos, gozou com a sua cara, e ainda lhes mentiu, deliberadamente. Mas tudo foi elogiado pela deputada Andreia Neto, que presente no plenário enalteceu o trabalho da CPC.

É este o PSD que quer ganhar a confiança dos militantes e dos Tirsenses, para governar os destinos de Santo Tirso…

PSD Santo Tirso ainda goza com militantes

Recebi há pouco um e-mail do PSD Santo Tirso. O assunto era “Plenário de Secção” e o texto começava com “Caros Militantes!”. Assim mesmo, qualificando os militantes de “Caros”, referenciando-os com “M” maiúsculo e terminando com o entusiasmo de um ponto de exclamação.

Pensei: “Queres ver que estão a convocar um plenário para os militantes se pronunciarem sobre um candidato à CMST que já foi escolhido nas suas costas?”. Não, o único ponto da ordem de trabalhos é a discussão e aprovação das contas referentes ao ano de 2012.

Ou seja, estando apenas a 9 meses das eleições, e depois de no último plenário (há cerca de 1 mês) se ter discutido o perfil do candidato às Autárquicas 2013, a Comissão Política não inclui na ordem de trabalhos a escolha do candidato à Câmara.

A Comissão Política e o seu líder continuam a menosprezar os militantes, e pior que isso, a tomá-los a todos como parvos. E ainda têm a distinta lata de escrever “Caros” (que no dicionário tem como significado: “Queridos, Estimados”) como se os considerasse muito.

Por fim, mais uma pequena prova de que o PSD Santo Tirso é o feudo e um projecto de Poder de um homem só: A convocatória vem assinada pelo presidente da Comissão Política quando deveria ser o presidente do Plenário a convocar os militantes.

Este PSD Santo Tirso é uma anedota, e a Comissão Política, toda ela, não tem um pingo de vergonha na cara.

PSD Santo Tirso já tem o candidato perfeito!

Ao que parece, o PSD Santo Tirso já tem resposta para a minha pergunta. O candidato do PSD a Presidente da Câmara será mesmo Alírio Canceles, o actual líder do partido a nível local.

Todos sabem a minha opinião sobre isto, era contra. Sim leram bem ERA contra. Já não sou mais. Acho até, que poderá ser o candidato perfeito. Tendo em conta o país em que vivemos.

Soube ontem que Alírio Canceles foi constituido arguido, e que lhe foi aplicada a medida de coacção de Termo de Identidade e Residência, por ter alegadamente cometido um crime.

O crime pelo qual foi acusado pelo Ministério Público é o de violação de correspondência. No caso, um e-mail que a Câmara Municipal de Santo Tirso terá enviado ao Jornal de Santo Thyrso.

Acho que Santo Tirso se deve guiar pelos padrões nacionais e internacionais, e que por isso tenha nos seus decisores políticos alguém da categoria dos decisores políticos dessa craveira.

Depois disto Alírio Canceles arrisca-se a ficar lado a lado, no mesmo nível, de outros famigerados políticos que, mesmo depois de condenados, continuaram a merecer a confiança do povo.

Venho lentamente a aperceber-me que eu é que estou errado. Ao olhar para o país e para o seu estado, vejo que o povo quer é disto, e por isso Alírio Canceles tem tudo para ser o candidato perfeito.

Interrogações e suspeitas nas primárias do PS Sto Tirso

Foi rápida a resposta do Comissão Federativa de Jurisdição (CFJ) do PS Porto, ao pedido de impugnação das eleições primárias no PS Santo Tirso, que deram a vitória de Joaquim Couto sobre Ana Maria Ferreira, por apenas 1 voto.

Por decisão unânime a impugnação foi “liminarmente rejeitada“, ou seja, rejeitada totalmente. E foi-o por padecer de “extemporaneidade e ilegitimidade“, ou seja, por ter sido feita fora de tempo e por quem não podia fazê-la.

Muita coisa se pode ler no documento publicado pela lista de Joaquim Couto na sua página do Facebook, mas por entre tantas palavras e expressões de carácter jurídico e político, pode escapar o que realmente se passou.

No dia das eleições os membros das Mesas de Voto (re)contaram votos e conferiram cadernos eleitorais. No final lavraram-se Actas com todos os dados e números. Essa acta foi assinada por responsáveis das listas e das eleições.

Na acta não constava qualquer reclamação ou protesto. Ainda assim, havia um prazo legal de 48 horas para as apresentar. Prazo esse que terminou na 2ª feira, 31 Dezembro. O pedido de impugnação foi feito na 4ª feira, 2 Janeiro.

Esse pedido foi feito por Orlando Moinhos e César Pereira (ambos membros de Mesas de Voto), tinha por base uma incongruência entre votos e cadernos eleitorais, e vinha suportado no acesso a originais das Actas e Cadernos Eleitorais.

Interrogação/Suspeita N° 1: Se um pedido de impugnação só poderia ser feito pelo Presidente da Mesa (António Guedes) ou pelo Presidente da CPC (Castro Fernandes), porque apareceram os nomes de Orlando Moinhos e César Pereira?

Interrogação/Suspeita N° 2: Se Orlando Moinhos e César Pereira eram membros das Mesas de Voto e participaram na contagem de dia 29 Dezembro, porque não apresentaram nesse dia o pedido de impugnação e assinaram as Actas “limpas”?

Interrogação/Suspeita N° 3: Se os originais das Actas e Cadernos Eleitorais têm de ser enviados para a Federação Distrital logo a seguir às eleições, o que faziam eles nas mãos de Orlando Moinhos e César Pereira no dia 3 Janeiro?

Especulando, a Comissão Política Concelhia (afecta à candidatura de Ana Maria Ferreira) ficou com os Cadernos Eleitorais em sua posse propositadamente, tendo já em vista uma possível impugnação por adultério.

Por vergonha e falta de coragem António Guedes e Castro Fernandes (os únicos habilitados a impugnar) empurraram Orlando Moinhos e César Pereira para que o fizessem. Estes “atravessaram-se pelo chefe”, como sempre.

Obedeceram mesmo sabendo que iriam fazer figura de parvos e incompetentes, por estarem a impugnar uma Acta que os próprios subscreveram. Ou seja, demonstram bem que são uns pobres de espírito, sem vontade própria.

E assim anda o PS Santo Tirso liderado por Castro Fernandes… Ainda bem que foi derrotado, e que no PS Porto ainda há gente decente, séria e com bom senso, que não lhe permite mais veleidades.

À atenção de Ana Maria Ferreira e Patrícia Machado

Li hoje a última edição do Jornal de Santo Thyrso publicada no dia anterior às eleições primárias do PS Santo Tirso. Uma das notícias dava conta da apresentação de candidatura de Ana Maria Ferreira. Várias coisas mereceram a minha reflexão.

1) Numa tentativa de atingir Joaquim Couto, Ana Maria dizia: “Não fui imposta pela Federação Distrital, mas pela vontade dos militantes“. Ao que parece, cara Ana Maria, a vontade dos militantes era outra e eles preferiram mesmo Joaquim Couto.

2) Ao querer mostrar força, Ana Maria dizia: “Subscreveram a minha candidatura 400 militantes“. Cara Ana Maria, confesso que ao ler isto até soltei uma gargalhada. É que vossa excelência nem sequer chegou aos 400 votos, só obteve 357 votos!

3) Outra afirmação de Ana Maria foi: “Não fui eu que dividi os socialistas“. Só demonstra que aprendeu bem com Castro Fernandes (e até com o líder do PSD Santo Tirso). Não é dividir, cara Ana Maria, é Pluralismo! É Multiplicidade! É Democracia!

4) Algo de que não me apercebi antes foi o apoio da Presidente da JS, Patrícia Machado, que a meu ver deveria ter-se mantido isenta. Cara Patrícia, na sua posição, e com o resultado das eleições, eu punha o lugar à disposição de imediato.

Acabou o “consulado” de Castro Fernandes

O ditado diz “Por um voto se ganha, por um voto se perde“, e a realidade confirmou-o nas eleições primárias do PS Santo Tirso. Joaquim Couto venceu Ana Maria Ferreira por um voto (358 vs 357) e será o candidato socialista a CM Santo Tirso (CMST).

O apoio de Castro Fernandes, dos vereadores e dos “líderes de opinião” de pouco valeram a Ana Maria Ferreira. Os militantes de base falaram mais alto e disseram que preferem “revisitar” Joaquim Couto a continuar a viver o actual absurdo clima de medo.

A verdade é que Castro Fernandes instituiu um estilo de liderança que se baseia na perseguição e no temor ao “chefe” e os militantes (muitos deles funcionários da CMST) já estavam fartos. Esta foi a primeira oportunidade para se libertarem, e eles agarraram-na.

Dentro e fora da CMST havia um ambiente controlador e uma sensação “pidesca”. Havia (e ainda há) os chamados “bufos” que iam contar ao chefe caso alguém se desviasse, um milímetro que fosse, da sua linha. E isso iria continuar com Ana Maria Ferreira.

Muitos dizem que Castro Fernandes lidera desta forma porque é um “ditador”, eu discordo. Castro Fernandes é apenas um fraco líder, e os fracos líderes têm tendência a liderar pela força e pelo medo e não pelo respeito e pela admiração.

Os fracos líderes tentam coarctar o espaço de manobra dos outros por medo que o possam trair (muitas vezes sem razão). Por vezes não percebem é que isso pode ter o efeito contrário. Como aconteceu com José Pedro Machado e agora com centenas de militantes.

A vitória de Joaquim Couto significa muito mais do que a escolha de um candidato. É um sinal de fim de ciclo para Castro Fernandes e a sua forma de estar na política. Espera-se que seja também o fim da Incompetência, do Nepotismo, da Perseguição.

Espera-se que seja o fim dos negócios da CMST com as empresas dos amigos, o fim dos lugares na CMST para os familiares e amigos, o fim da discriminação das freguesias e do tratamento desigual de Tirsenses por causa da militância ou simpatia partidária.

O PS tem assim um candidato fortíssimo e muito difícil de derrotar. Tem uma vasta experiência política e autárquica, tem obra feita, conhece bem Santo Tirso e os Tirsenses. Para o PS foi bem melhor Joaquim Couto ter vencido. O apoio de António José Seguro e José Luís Carneiro di-lo bem.

Voltei a ser “considerado” pelo PSD Sto Tirso

Passados muitos anos voltei a receber emails da Comissão Política de Secção do PSD Santo Tirso. Foi na 5ª feira passada, dando conta do próximo plenário de militantes no próximo dia 7 Dezembro.

Fico na dúvida quanto à razão pela qual eu, militante há 13 anos, voltei a ser considerado pela Comissão Política liderada por Alírio Canceles, que há muito ostraciza quem tem opinião diferente.

Talvez tenha sido pelas sucessivas denúncias que tenho feito. Talvez tenha sido pelo facto de agora viver em Londres e não poder ser incómodo, por me ser impossível estar presente e obstar ou dar a minha opinião.

Curioso é o facto de numa nota pública o presidente da Comissão Política ter dito que não tinha conhecimento do meu endereço de email quando ele está por todo o lado, incluindo nas listas de militantes.

Para os menos atentos (ou considerados) o plenário terá lugar no C.C. Galáxia e não na sede do C.C. Carneiro Pacheco. É que pelo visto o PSD Santo Tirso tem novo poiso. Mesmo sem ter dado conhecimento aos militantes.

Não sei o que se passou. A Comissão Política, como é hábito, não deu explicação aos militantes. Mas suspeito que o senhorio da loja do C.C. Carneiro Pacheco se tenha fartado, depois de tantos anos sem receber rendas.

Os Tirsenses querem o PS, mas claramente outro PS

Na sequência do anterior post, em que se mostrava os resultados da sondagem pedida pela Distrital do PS Porto, e feita pela empresa DOMP, publico agora a segunda parte que diz respeito ao desempenho do actual executivo da CM Santo Tirso (do qual Ana Maria Ferreira faz parte) e à intenção de voto dos eleitores.

(Clicar para ver a imagem em tamanho real)
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O resultado destas sondagens indicia que os eleitores Tirsenses querem o PS, mas claramente outro PS. A avaliação feita ao trabalho do actual executivo não é positiva mas – não descurando os muitos indecisos – os resultados também mostram que o PSD está longe de constituir alternativa. Os Tirsenses continuam a preferir o PS, mas um PS diferente.

J. Couto já perdeu e JP. Machado já não é vereador

A propósito do meu post sobre o PS Santo Tirso, entitulado “Sondagens e Notícias encomendadas. Vencedores antecipados“, tive acesso à carta que recentemente Ana Maria Ferreira enviou aos militantes do PS. Nela se lêem muitas coisas interessantes.

Ana Maria Ferreira diz que entendeu comunicar a sua decisão “de ser candidata pelo PS à presidência da CMST“. Confirma-se portanto a minha teoria de que já há um vencedor antecipado nas primárias do PS Santo Tirso. Joaquim Couto perdeu e ainda nem sabe.

Mais à frente Ana Maria Ferreira diz que “Castro Fernandes e os vereadores também me apoiam“. E então o José Pedro Machado não conta? É que da última vez que verifiquei, ele apoiava Joaquim Couto. José Pedro Machado já não é vereador e ainda nem sabe.

Ainda referindo-se aos apoios, Ana Maria Ferreira diz que tem “claro e inequívoco apoio (…) de vários líderes de opinião“. Alto! Esta interessa-me. Existem líderes de opinião em Santo Tirso? Há Tirsenses com opinião? E eu a pensar que estava sozinho nesta luta.

Curioso é também ver que diz ter “um projecto político com objectivos claros: continuar a contribuir para as vitórias do PS em Santo Tirso, no Distrito e no País“. Ou seja, Santo Tirso que se lixe, o importante é o partido e o objectivo é vencer eleições.

Para finalizar, diz que se apresenta “como a candidata melhor posicionada para vencer as próximas autárquicas“. Bem, presunção e água benta cada um toma a que quer, mas contrasta é com o que diz anteriormente onde refere que tem “humildade e verdade“.

A Junta de Freguesia não é propriedade do PSD!

A Dr.a Andreia Neto, Deputada tirsense à Assembleia da República, e família, o Sr. Alírio Canceles, Vereador da Câmara Municipal de Santo Tirso, e esposa, e o Dr. Fernando Almeida, Director da Escola Tomaz Pelayo, e esposa, honraram o evento com a sua presença“.

Este é um post, publicado ontem na página do Facebook da Junta de Freguesia de Santo Tirso, que acompanha uma fotografia da primeira fila da plateia num dos espectáculos desta edição do Festival de Teatro de Santo Tirso.

Sinceramente quando vi faltaram-me as palavras para qualificar. Apenas pude dizer: é patético. É patético dizer que tais figuras honraram o evento, já que honrar significa conferir honra, distinguir, enobrecer.

É patético o facto de atrás dos nomes das pessoas virem sempre os rótulos académicos: “Dr.”, “Eng.”, “Prof.”. O que é tacanho, mesquinho, e até de certa forma menoriza aqueles que depois vêm rotulados de “Sr.”.

É patética a forma como se refere não só a pessoa em causa mas a sua “família” e as suas “esposas”. Mas voltamos ao tempo do Estado Novo em que a família e as esposas não têm nome? São meras figuras decorativas?

É patético sublinhar a presença dos “importantes”, dos “Srs. do poder” e esquecer as outras centenas de pessoas que fizeram parte e assistiram ao evento. Estes são o quê? A plebe, os dispensáveis, o zé povinho.

Pouco me importa quem escreve e actualiza o Facebook da Junta de Freguesia. O que sei é que o meu amigo Presidente da Junta não é nada destas coisas e normalmente tem muito cuidado com as susceptibilidades de cada um.

É por isso que deve escolher bem as mãos em que põe esta ferramenta. As redes sociais (nomeadamente o Facebook) já mostraram o quão poderosas são. Principalmente em política, onde é tudo muito mais sensível.

O facto de os “destacados” serem militantes do mesmo partido do Presidente da Junta, e de nos estarmos a aproximar das eleições Autárquicas 2013 também não é desprezível. A Junta de Freguesia devia ter muito cuidado.

É muito perigoso, e pode ferir de morte, se as pessoas pensarem (ou sequer suspeitarem) que a Junta de Freguesia está a servir de veículo de campanha eleitoral. Cuidado meus amigos! A Junta não é propriedade do PSD!