Só para encobrir Sócrates

O saldo na novela entre a PT e a Telefónica é: a PT trocou posição maioritária numa empresa tecnológicamente avançada e em expansão (Vivo) por posição minoritária numa outra empresa vulgar e inerte (Oi). Mas por incrível que pareça, ainda há quem diga que foi bom negócio, e pior há quem acredite nisso. Como se não estivessemos fartos de opiniões encomendadas na imprensa.

Pior do que tudo isto é que a entrada da PT na Oi não se deveu ao facto de ser um bom negócio. Foi simplesmente para encobrir as palavras de José Sócrates aquando da utilização indevida e ilegal da Golden Share do Estado. Lembre-se que o PM invocou o “interesse estratégico nacional” para vetar a venda que a maioria dos accionistas aprovara em AG. Mais uma vez (depois do caso TVI) a administração da PT usou dinheiro dos accionistas ao serviço do Governo do PS de Sócrates.

Muitos disseram que vender a participação na Vivo, distribuindo o dinheiro pelos accionistas e reduzindo a dívida era fazer da PT a uma empresazita. Mas quem disse que tinham de vender e ficar quietos? Claro que tinham de investir noutro lado, mas não tinham era de ir comprar, à pressa, uma posição numa qualquer empresa brasileira, só para encobrir as desculpas esfarrapadas de José Sócrates.

Alguns dizem que a longo prazo vai ver-se que a PT tomou opção correcta e vai fazer da Oi uma outra Vivo (como se tudo o que a PT tocasse se transformasse em ouro). Pois eu acho que a longo prazo a PT e principalmente os seus administradores vão perder credibilidade nos mercados internacionais, pelo facto de andarem ao serviço do ego e da vontade de um désputa.

O bom exemplo de Rui Rio

Hoje, a propósito de uma notícia que saíu no jornal i, tive uma breve troca de twitts com o presidente da JS Porto (e Secretário nacional da JS) Tiago Barbosa Ribeiro. Tudo porque afirmei que graças a Rui Rio os bairros sociais da cidade vinham sendo recuperados, dando condições minimamente dignas às pessoas que lá vivem (e são muitas, quase 20% da população do Porto, 50 mil pessoas). Coisa com que o Tiago discordou.

Rui Rio fez uma aposta forte na requalificação dos bairros sociais. E fê-lo porque sabe que o mais importante são as pessoas, e deve ser para elas que se faz política. Rui Rio não diz, faz! Ele actua e faz política para os cidadãos da cidade que lidera. Nos bairros sociais vive muita gente com condições quase desumanas, gente com dificuldades financeiras e que vive em permanente risco.

Com a requalificação dos bairros sociais Rui Rio não só está a dar mais qualidade e dignidade à vida das pessoas que ali moram, como também está a evitar getos que são quase sempre incubadoras de criminosos. Esta é uma das melhores formas de coesão social e de ajuda à integração destas pessoas. Ao mesmo tempo evita-se e previne-se a criminalidade que está sempre ligada a estes locais e se espalha depois pela cidade.

A requalificação não é feita ao acaso e sem um planeamento. Além de requalificar casas ou espaços públicos, a CM Porto cria também novos equipamentos (desportivos e outros), ruas e percursos pedonais. Abre também espaço a instituições de intervenção e apoio social, para que fiquem mais próximos dos bairros e das pessoas que delas necessitam. Desde 2001 que a CM Porto investiu mais de 130 M€ na habitação social e na recuperação dos bairros sociais.

Ainda assim isto não chega para socialistas como o Tiago. Pena ele ter-se esquecido que o seu Governo PS – aquando da elaboração do OE2010 – decidiu estrangular financeiramente o PROHABITA, o que só vai fazer com que a CM Porto faça mais esforço, pois apesar de tudo Rui Rio prometeu não suspender a requalificação nos bairros. Foi uma promessa, é para cumprir.

Tal como disse Rui Rio hà pouco tempo o “Esforço da CM Porto tem sido investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“. Talvez se José Sócrates – líder do partido e do Governo apoiado pelo Tiago – tomasse também este princípio, Portugal estivesse melhor.

Para mim é evidente…

Depois de ler as respostas do Primeiro-Mentiroso, José Sócrates, às 74 perguntas feitas pelos partidos na Comissão Parlamentar de Inquérito ao negócio entre a PT e a TVI, apraz-me dizer o seguinte:

1 – Uma conclusão é evidente. Por causa do ódio de José Sócrates a Manuela Moura Guedes, não se realizou um negócio benéfico para as duas empresas (PT e TVI). Isto, por si só, é gravíssimo.

2 – Sócrates é Primeiro-Ministro de Portugal mas é sempre o último a saber de tudo. Todos sabiam da saída de J.E.Moniz e M.M.Guedes da TVI, antes de ser noticiado (provado nas escutas que Armando Vara entre outros próximos do PM sabiam. Até Joaquim Oliveira sabia), mas Sócrates diz que só soube pelas notícias. No mínimo estranho.

3 – Segundo José Sócrates, Governo “comunicar [à PT] oposição ao negócio” é completamente diferente de dar “instruções” ou “orientações” à PT sobre este ou outro negócios. Está bem abelha.

4 – Afinal Henrique Granadeiro (Chairman da PT) cometeu a “descortesia” (palavra dele) de deixar que o PM e o Governo apenas soubessem do negócio PT/TVI pelo site da CMVM. Note-se que primeiro disse o contrário e depois rectificou.

5 – Sócrates admite ter falado com Armando Vara (o amigo e não o vice-presidente do BCP) e com Pina Moura (o amigo e não o presidente da Media Capital) sobre a TVI, o Jornal Nacional 6ª feira e M.M.Guedes. Adoro estas duplas personalidades.

6 – Rui Pedro Soares admitiu ter usado abusivamente o nome de José Sócrates em conversas privadas ou profissionais, mas este não se importa e diz que nem tirou satisfações. O outro, do Freeport, era primo mas este…

7 – Engraçado como, tanto Sócrates como outros envolvidos, respondem categoricamente “Não” ao que sabem não ser passível de ser provado, e “Não me lembro” ao que pode eventualmente estar em escutas e afins. Memórias selectivas.

Wishfull thinking

Soube agora que a visita de José Sócrates à Venezuela, já anunciada por Hugo Chávez no seu twitter tem como objectivo convidar o Primeiro-Mentiroso português para seu Ministro da Informação e Propaganda.

Chávez quer, como bom ditador que é, imitar Saddam Hussein e criar o posto que foi ocupado no Iraque por Mohammed Saeed Al-Sahhaf. Ele que enquanto o aeroporto “Saddam Hussein” caía em poder das forças aliadas, anunciava de maneira petulante que os soldados invasores tinham sido sepultados nas areias do deserto pela brava Guarda Republicana e que portanto o aeroporto funcionava tranquilamente.

Por esta nenhum português esperava. Portugal e o seu povo podem vir a ser salvos por Hugo Chávez.

Obrigado pelo aumento de impostos!

Hoje o Primeiro-Mentiroso José Sócrates anunciou um novo aumento de impostos. E desta vez é um aumento brutal. IVA, IRS, IRC, etc. Vou-me escusar de fazer referência às causas e aos culpados por esta situação. Mas uma coisa é certa, este aumento servirá para cobrir as asneiras que são consequência da incompetência e ganância do Governo PS.

Este post, no entanto, serve apenas para agradecer à maioria dos portugueses, o facto de eu (e outros que não têm culpa) ter de trabalhar mais e melhor ainda, ter de fazer mais e maiores esforços, adiar e protelar mais os projectos e desejos. Isto, para poder continuar a viver de forma despreocupada, desafogada e de consciência tranquila.

Portanto, obrigado àqueles portugueses egoistas que não vão votar porque nesse dia mais vale ir para a praia. A vida corre bem, e desde que o que ganham dê para ter um BMW e ir de férias para o Brasil, está tudo bem.

Obrigado àqueles portugueses que não se interessam pela política porque acham que não tem influência nas suas vidas. Já dizia Platão “O preço a pagar por não te interessares por política é seres governado pelos teus inferiores”.

Obrigado àqueles portugueses que não fazem sequer o esforço de pensar pela própria cabeça e acreditam em tudo o que dizem os bem falantes políticos e a comunicação “dita” social. E assim chegam ao dia de votar e vão com o rebanho.

Obrigado àqueles portugueses que vêem a política como se de um campeonato de futebol se tratasse, e os partidos como se de um clube se tratasse. Defendendo e encobrindo as asneiras dos seus dirigentes e “jogadores” ao ponto de não perceberem que isso tem consequências gravíssimas para os seus concidadãos.

Obrigado àqueles portugeses que se dizem “empresários” e têm como modelo o próprio José Sócrates. Esses que pensam que o mais importante é a aparência, e depois vai-se fazendo pela vida e tentando ganhar uns negócios. Nem que esses negócios seja menos lícitos ou que para os ganhar seja preciso vender a dignidade ou até a mulher.

Obrigado a muitos outros portugueses, que votaram em José Sócrates e no PS nas eleições legislativas de 2009 (já dou de barato as de 2005).

Quem irá responder às questões?

Todas as perguntas feitas ao Primeiro-Ministro José Sócrates (por escrito) contêm a expressão “formal ou informalmente” para que não haja dúvidas sobre a natureza dos seus actos ou conhecimentos.

De qualquer forma falta saber se às perguntas irá responder o Sr. Primeiro-Ministro, o Lic. Engª Pinto de Sousa, o Engº Técnico José Sócrates, o amigo Zé Socas, o primo Zézé ou até o boneco da contra-informação José Trocas-te.

Mentiroso Compulsivo

Podiam pensar que estou a falar do filme de Jim Carrey mas não. Não se trata de nenhuma ficção. O argumento deste filme é verdadeiro e as imagens que podemos ver são realidade nua e crua.

O protagonista é bom actor, mas na realidade não está a representar, ele é mesmo assim. Custa-lhe imenso dizer a verdade. Principalmente porque não lhe dá jeito nenhum.

Um título bom para esta longa metragem (longa demais… já vem desde 2004) era “Portugal de TGV a caminho do abismoby José Sócrates

O que faz um homem como José Sócrates no dia 1 de Abril?… Diz a verdade, para variar?

Facto político para esconder incapacidade


Portugal está hà muito mergulhado numa grave crise económica, financeira e social. A prova disso são os encerramentos de empresas e os desempregados que vemos diariamente. Além dos vários diagnósticos feitos, houve também do lado do Governo o anunciar de muitas soluções para o problema. Disse-se que a preocupação máxima era ajudar as pessoas que perdiam os seus empregos, e injectar confiança na economia para que fosse possível atraír novos investimentos empresariais. Como sempre, as promessas de José Sócrates falharam.

O Governo de Sócrates – tal como o de Guterres – sabe que está metido num pântano e não tem solução para de lá saír. Mas Sócrates não quer fugir como o seu antecessor socialista, porque tem interesses a mais, e não sabe agora viver de outra forma que não seja no poder. Sócrates construiu a sua posição com base nas amizades e compadrios. Ou seja, quando deixar de ter o lugar de destaque que lhe permite distribuir benesses, todos os amigos e apoiantes desaparecerão. O que acaba por ser natural, já que essas pessoas só são amigas de quem “lá está” (no poder, leia-se).

Mas o PM também corre o risco de ter de enfrentar umas eleições antecipadas se vir o seu Orçamento de Estado reprovado. E com tanta coisa que se tem vindo a passar – principalmente o esquecimento das promessas referidas acima – seria provável que as perdesse. Então a solução que vê para sair deste problema por cima é, mais uma vez, enganar as pessoas. Ou seja, tomar algumas medidas fáceis e mediáticas que tinha no seu programa (como casamento gay), para depois poder dizer que está a tentar cumprir promessas. E além disso, disfarçar a tomada de decisões importantes como a regionalização ou o carro eléctrico (coisas com valor, mas não prioritárias). Depois, a vitimização – em que Sócrates é experientíssimo – fará o resto.

Estou contra o casamento entre homossexuais, porque isso vai contra as bases antropológicas da sociedade em que vivemos. Não é uma questão religiosa (como alguns querem fazer passar, porque sabem a descrença na religião que prolifera na sociedade, tentando ficar assim em vantagem na opinião pública), mas cultural. Na nossa sociedade não se aceita (ao contrário de outras) que a mulher é um ser inferior, porque foi assim que a construímos. Da mesma maneira, a nossa sociedade não foi construída para que houvesse casamentos entre homossexuais. Alguma coisa contra eles? Nada. Daí os aceitarmos e até termos consagrado a figura da União de Facto.

Para que quer agora o PS fazer aprovar o casamento entre homossexuais? Algo que até hà bem pouco tempo os socialistas desprezavam tanto que até inventaram uma lei do divórcio que permitia aos casados descasarem mais rápida e fácilmente. Isto é de uma incoerência enorme, e só se justifica com a vontade de mostrar promessas cumpridas e criar factos políticos para desviar as atenções do essencial, a falta de capacidade de Sócrates para enfrentar a crise.

O país das tristes maravilhas

Um fim-de-semana prolongado espectacular. Está tudo maravilhado com o sucesso da Cimeira Ibero-Americana e com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. José Sócrates, o nosso PM, é o maior !!

Entretanto, no que nos diz respeito, o desemprego já ultrapassou os 10% (e vai continuar a subir), o défice vai atingir os 8% (e não sei se ficará por aqui), as pensões vão cair 1,65%, os impostos vão aumentar. Mas José Sócrates continua a ser o maior !!

Este é o Portugal que conhecemos, um país de tristes maravilhas.

Asfixia democrática

Entrevista de José António Saraiva (ex-director do Expresso e actual director do Sol) ao Correio da Manhã.

JAS – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.
CM – Que problemas?
JAS – Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.
CM – Depois houve mais alguma pressão política?
JAS – Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.
CM – Travou o negócio?
JAS – Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos para deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz, ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.
CM – E as pressões acabaram?
JAS – Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.
CM – Foi um processo longo…
JAS – Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: “Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?” Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.
CM – Do primeiro-ministro?
JAS – Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.
CM – Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?
JAS – Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare–se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso