♦ A forma pausada de falar, sí-la-ba a sí-la-ba, tal como os políticos profissionais.
♦ As palavras caras para embelezar o discurso vazio, tal como os políticos profissionais.
♦ As expressões jurídicas para encher o discurso redondo, tal como os políticos profissionais.
♦ Os clichés vazios “novo rumo… novo paradigma… novo futuro“, tal como os políticos profissionais.
♦ O vício da mãozinha estendida a endireitar o microfone, tal como os políticos profissionais.
♦ O “passar a mão pelo pêlo” dos camaradas (4 minutos de agradecimentos!), tal como os políticos profissionais.
♦ O enfatizar do lugar que ocupa como deputada na AR (três vezes!), tal como os políticos profissionais.
♦ O encaixar do slogan da campanha no discurso para colorir a oratória, tal como os políticos profissionais.
♦ O tratar o candidato por “tu” para simular sentimento e realismo, tal como os políticos profissionais.
♦ O criticar o adversário político sem nenhum argumento consistente, tal como os políticos profissionais.
Foi isto, Andreia Neto – a brilhante deputada Tirsense na Assembleia da República – na apresentação de Alírio Canceles – o brilhante candidato do PSD e do PPM à CM de Santo Tirso. Ver o discurso na íntegra aqui.
Tudo como se quer, em política neste país. Muito lugar-comum. Muita hipocrisia. Muito teatro. Muito fingimento. Nenhuma ideia. Nenhuma solução. Nenhuma medida concreta. Nenhum conteúdo. Nenhuma substância.
Portanto, “Nada de novo, no reino da Dinamarca“, tal como escreveu William Shakespeare, em Hamlet.