Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz (III)


Ainda há muito quem diga que o actual executivo da Junta de Freguesia de Maiorca – na Figueira da Foz – não cometeu nenhum atentado ambiental. Será que esses não percebem o que deve uma junta fazer? Deve zelar pelo bem estar da população e deve trabalhar pelo desenvolvimento da terra. Deve andar para a frente, como se costuma dizer. Vejam então as fotografias do parque de merendas junto à fonte, onde se “assassinaram” plátanos lindíssimos que davam a vitalidade aquele local. Digam se Maiorca (e a sua população) andou para a frente… ou para trás.
O belo cenário no passado
A alegria de há uns tempos atrás
A triste imagem actual
O desolador cenário de hoje

Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz (II)

As “obras” do novo executivo da Junta de Freguesia de Maiorca:

Corte ilegal de Carvalhos junto ao Campo de Futebol
Devastação do Eucaliptal junto ao Parque do Lago
Destruição dos plátanos da Feira Velha
Poda “assassina” dos Plátanos junto ao Parque da Fonte
(Caricatura da autoria de Fernando Campos)
O autor moral da “façanha” (Caricatura da autoria de F.Campos)

Carta aberta aos militantes PSD de Santo Tirso

Um amigo meu recebeu na 2ª feira dia 1 Fevereiro, na sua caixa de e-mail, uma mensagem enviada por Alírio Canceles (ex-presidente do PSD Sto Tirso) que, pelo visto, me era dirigida. Eu, nada recebi. Segundo ele acusava-me de várias coisas, entre elas atacar o PSD e os seus dirigentes a partir de um blogue anónimo. Dizia que eu tinha objectivos partidários pessoais inconfessáveis e que desejava a derrota do PSD. Esse amigo deu-me conhecimento reencaminhando-me o mail. Pude verificar que o mail teria sido também enviado para mais pessoas (militantes e não militantes do PSD). Com que objectivo?

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa atenta à blogosfera, reconheço-a como veículo importante da comunicação de hoje. Já tive e colaborei em vários blogues e actualmente escrevo apenas em https://eramaisumfino.wordpress.com. A internet não é uma ferramenta imóvel, mas movimenta-se, e as pessoas nela. Diariamente envio para familiares e amigos links de blogues (jornais, sites, etc) com artigos que sugiro para leitura. Faço-o desde 2003, altura em que descobri o mundo dos blogues, quando ainda muito poucos sabiam o que isso era. Quando muito poucos ainda utilizavam com frequência a internet e o correio electrónico. Envio sugestões de visitas a todo tipo de blogues.

Uma pessoa que perceba minimamente como funciona este mundo global da internet, sabe perfeitamente que qualquer pessoa pode registar um mail, um site, um blog, etc com o nome que quiser. E para isso não precisa de provar que é “dono” do nome em causa. Essa poderá ser uma das lacunas da World Wide Web, mas o facto é que assim é, e ninguém pode controlar isso. Qualquer um pode registar um mail em nome de “Alírio Canceles”, abrir uma conta no youtube com o mesmo nome, e fazer o upload das escutas entre o Sócrates e Vara. Qualquer um pode registar um blogue com o nome alíriocanceles.blogspot.com e escrever o que quiser sobre José Sócrates assinando “Alírio Canceles”.

Terminada a aula de tecnologias de informação sobre a www, é altura de falar da tal “verdade” que Alírio refere:

1 – Não fui eu que produzi ataques de carácter pessoal. Conhecidos Tirsenses, que presenciaram, perguntaram-me o porquê de alguns dirigentes do PSD e JSD Sto Tirso me insultarem gratuitamente em locais públicos, sem a mínima preocupação (qual Sócrates no caso Mário Crespo). Pelo contrário, quando falo dos dirigentes do PSD Sto Tirso, posso atacá-los, mas apenas e só pela sua (in)capacidade política.

2 – Não sou eu que ando a fazer do PSD um instrumento para atingir objectivos pessoais e profissionais. Estou na política com sentido cívico e de missão, e não para me aproveitar de qualquer cargo que possa vir a ocupar. Coloco sempre os interesses colectivos (do PSD e de Santo Tirso) à frente dos pessoais. A prova disso é que nunca exigi (ao contrário de outros), nem nunca aceitei ter lugares em listas candidatas a eleições.

3 – Não sou eu o divisionista, o ressabiado ou o fomentador de facções. Candidatei-me em 2004 à presidência da JSD, concorrendo com Carlos Pacheco. Perdi, mas no entanto colaborei com a CPS vencedora, enquanto presidente do Núcleo de Sto Tirso/S.Miguel do Couto. Organizamos conferências e participamos em várias outras actividades. Em 2006 integrei uma lista candidata à CPS do PSD concorrendo com Alírio Canceles. Perdi, mas ainda assim colaborei com a CPS vencedora. Organizamos sessões de esclarecimento, participamos em todas as actividades e estivemos envolvidos na campanha autárquica 2009 a 100%.

4 – Não fui eu que nada fiz pelo PSD. Nas eleições autárquicas de 2001 e 2005 dei o melhor de mim. Corri o concelho ao lado dos candidatos. Desde a sempre divertida colocação de cartazes pela noite dentro, conduzi carrinhas de som, distribui propaganda, ajudei na logística e finalmente conversei com as pessoas, mostrando-lhes o nosso programa. Tentando ser persuasivo e convincente para ganhar votos. Posso dizer que em certas alturas estive mais envolvido, e dei mais de mim do que provavelmente alguns dos que me atacam. Sublinhe-se que em nenhuma destas duas eleições eu fiz parte de qualquer lista. Trabalhei desinteressadamente em favor do PSD e de Santo Tirso.

5 – Não sou eu que depois de meia dúzia de dias de militância e 2 campanhas volvidas me acho o militante que mais fez pelo PSD (aliás isso soa-me mal, tal como quando Sócrates disse que ainda estava para nascer um PM que fizesse mais pelo défice. Viu-se!) Nem eu, que desde que me conheço ando em campanhas pelo país, me acho o mártir do PSD. Já andei em Presidenciais, Legislativas, Europeias, Autárquicas. Já passei por dezenas de distritos e concelhos. Já fiz de tudo, desde distribuir autocolantes até participar em sessões de esclarecimento. Tudo, desinteressadamente. Note-se, nunca integrei nenhuma lista. Alírio Canceles e companhia estão nestas andanças desde que a política é vista como um trampolim, e apenas deram o corpo ao manifesto quando eram candidatos. Não recebo, portanto, lições de militância destes senhores, posso é dá-las.

6 – Não fui eu que nas Autárquicas 2009 andei a ligar ao responsável da campanha a uma junta para exigir que colocassem fotos minhas no site da candidatura. Não fui eu que no dia da apresentação dessa candidatura armei uma “cena” porque, para me mostrar, queria discursar (graças a Deus que Zé Pedro Miranda não cede a pressões e essa pessoa não falou). Eu não tenho sede de protagonismo. Não existe nenhuma foto minha em sites de candidatura.

7 – Não sou eu o autista que odeia discussão ou diálogo. Não sou eu que não admito que haja pessoas a pensar diferente de mim, e que livremente se expressem com pluralidade construtiva. Nas reuniões que ao longo do tempo tive com os que me atacam, sempre fui respeitador. Sempre soube ouvir e compreender, apesar de não concordar. Educadamente contrapus e tentei expor o meu ponto de vista. Nunca rejeitei qualquer contacto com aqueles de quem politicamente discordava.

8 – Não fui eu que não tive a desvergonha de assumir diante de companheiros de partido que tinha como objectivo chegar ao cargo de vereador. Não fui eu que com todo o desplante assumi frontalmente que queria ser candidato nas próximas eleições. Eu não quero, e já o provei. Recusei convites para fazer partes de listas candidatas porque não tenho qualquer ambição política. Tenho uma vida profissional no privado que me preenche, realiza e onde sou bem sucedido. Não preciso da política para “ser importante” ou para “ganhar dinheiro”.

9 – Não fui eu que nem corei quando assumi na frente de outros militantes que queria “enganar” os estatutos ao recuar para o lugar de vogal de uma CPS, para poder ser presidente em 2012 e assim decidir quem é candidato e quem integra as listas. Não fui eu que reconheci querer manipular a pessoa que escolhi para me substituir temporariamente no lugar de presidente. Eu sempre respeitei as regras do jogo e os militantes do meu partido. Mesmo em eleições de lista única, para o núcleo da JSD, sempre segui todos os trâmites e nunca falhei sequer com a recolha das assinaturas necessárias.

10 – Não sou eu que avalio as pessoas em função da sua ligação politica, de amizade, ou de outros interesses. No trabalho pelo partido, sempre fiz os possíveis para aproveitar as melhores competências de todos os meus companheiros. Se o sr.A é eficaz a colar cartazes, venha ele. Se o sr.B é politicamente capaz, venha ele. Ao contrário de outros nunca rejeitaria pessoas comprovadamente capazes de ajudar o partido e o concelho, por puro sectarismo. Algo que Alírio Canceles fez, quando tentou boicotar algumas iniciativas que o núcleo de Sto Tirso teve e que, segundo ele, poderiam ofuscar o trabalho da CPS. Algo que voltou a fazer quando boicotou os 2 nomes indicados pelo núcleo para a lista candidata à Assembleia Municipal 2009. Se Alírio reconhecesse, como diz, o mérito das pessoas, aproveitava quem revitalizou 2 dos mais importantes núcleos do PSD, de quem organizou actividades sobre temas importantes com o intuito de mobilizar o partido e esclarecer a população, de quem dá credibilidade ao partido junto da sociedade civil.

11 – Não sou eu que preciso do cacique para chegar ou me manter no poder. Sempre que me apresentei a eleições no PSD concorri honestamente com um plano de estratégia política e com um plano de actividades. Dei conhecimento da minha candidatura a todos os militantes e esperei que votassem em mim pelo projecto. Nunca fiz, nem farei o que outros fazem. Apresentar-se a eleições sem programa, só porque sim, e depois andar a cacicar e a trazer os famosos autocarros com militantes para votar.

12 – Não fui eu que andei a inscrever como militantes pessoas que não se reviam no PSD, e nem sequer se interessavam por política. Não fui eu que lhes prometi “favores” quando um dia estivesse no poder. Não fui eu quem não teve vergonha sequer de assumir: “Tenho amigos que até são de esquerda, mas fi-los militantes só para eles votarem em mim. Depois quando puder retribuo o favor, ou não… haha“. Jamais faria uma coisa destas ao meu partido. Jamais me aproveitaria de amigos ou de pessoas intelectualmente menos capazes. Jamais até, gastaria dinheiro do meu bolso para pagar quotas seja a quem for.

13 – Não fui eu que me envergonhei um pouco, mas mesmo assim disse na frente de outras pessoas, que queria tirar um curso superior para que pudesse “subir” no aparelho partidário, na política. Eu tirei o meu curso superior na altura devida e com o objectivo de me valorizar pessoal e profissionalmente, pois o mercado de trabalho é exigente. Não o fiz para que pudesse ser chamado de “doutor” ou “engenheiro” em qualquer debate político, ou para poder ser considerado “superior” numa estrutura partidária. Não tenho esse tipo de complexos de inferioridade.

14 – Não sou eu que ando pelos congressos nacionais, assembleias, reuniões ou campanhas a bajular dirigentes distritais do PSD. Portando-me como um “yes man” para os agradar, fazendo-lhes vénias. Eles é que me fazem vénias quando passam por mim, não por eu ser importante, mas pelo respeito mútuo que existe. De qualquer maneira, ao nível partidário, e tal como já tive oportunidade de dizer num plenário concelhio, são eles que precisam de nós para estarem naquele lugar, e não o contrário. Nós é que somos as bases, os donos do partido. Nós é que os elegemos.

15 – Não sou eu que sonho um dia poder privar com dirigentes nacionais do PSD que endeuso, e vou para os congressos de máquina em riste, ou tentando aparecer por trás deles quando estão a ser filmados pelas televisões. Já tive a oportunidade de privar com vários e não fiz disso nenhum troféu. Nem sequer registei essas alturas, é uma coisa normal, são pessoas como outra qualquer. E não preciso de andar a tentar fazer-me passar por amigo de algum deles. Efectivamente conheço pessoalmente alguns, e por outros até tenho mesmo amizade. Mas não me vanglorio por isso.

Sei distinguir as coisas, sei o que é democracia, sei o que é pluralismo, sei viver em sociedade. Tenho princípios, valores, carácter e personalidade. Sei discutir livremente, sei ouvir, sei respeitar os concorrentes, e também sei dar-me ao respeito. Tenho coragem para dizer o que penso, seja a quem for, e penso pela minha própria cabeça. Sou moderado e tenho bom senso. Conheço a história, os ideais e a dimensão cívica do PSD. Sei reconhecer o mérito e dar valor a quem está na política desinteressadamente e com sentido de serviço à população.

Não compactuo com gente sem carácter, gente desonesta intelectualmente, gente que não tem coragem de falar na frente, gente que foge ao confronto de ideias. Não posso deixar passar em claro situações em que pessoas se tentam aproveitar das outras, em que usam o partido como instrumento para atingir objectivos pessoais. Pessoas que só pensam na promoção pessoal, com calculismo, e com a irresponsabilidade de arrastarem o Partido nessa ânsia de poder egoísta. Não me associo a ditadorzinhos.

Para finalizar, dizer apenas que não desejava isto. Pelos vistos, tudo nasceu de um mal entendido que poderia ter sido resolvido entre dois homens. Mas infelizmente um deles é “menino”. Dois dias antes de Alírio Canceles fazer circular o mail – a que respondo com este texto – esteve no mesmo local do que eu. Passou por mim e fez de conta que não me viu. Se fosse um homenzinho adulto dirigia-se a mim e esclarecia as coisas. Em vez disso resolveu “fugir” e, pelas costas, fazer um ataque tão baixo. Hoje, 6ª feira 5 Fevereiro, telefonei-lhe pelas 19h50 para lhe dar conhecimento desta minha resposta antes de a publicar. Não me atendeu o telefone. Nada que eu já não estivesse à espera.

Já agora, para os interessados, o meu mail é luismelo78@gmail.com e o meu website é www.luismelo.org (nada parecido com aqueles que aparecem nas “investigações” do Sherlock Alírio Holmes).

Somos o 2º país mais desenvolvido de África

Depois dos casos de João Miguel Tavares, Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, José Manuel Fernandes, etc. Depois dos casos da TVI, do Público, do Sol, etc. Ainda há quem tenha dúvidas. Ainda há muito boa(?!) gente que crê que Sócrates, este Governo e o PS não convivem mal com a liberdade de expressão. Algo conquistado no tão falado 25 de Abril de 1974.

O caso de Mário Crespo comprova que o PM não é só uma pessoa que convive mal com a crítica. Não é só uma pessoa que tem pouca capacidade de encaixe. Não é só uma pessoa que despreza e não respeita a opinião plural. Este caso prova que José Sócrates actua como se de um chefe de estado africano ou sul-americano se tratasse. Não tem problema nenhum em contactar pessoalmente empresários, gestores, directores, e dizer-lhes directamente que se as suas empresas vão contra ele, o “caldo está entornado”.

Além disso está mais do que visto o nível intelectual dele como pessoa. Toda a gente sabe e conhece palavrões. Toda a gente tem acessos de raiva interior. Mas nunca um membro de um governo poderia falar naqueles termos sobre alguém. Nem sequer em casa, em frente aos seus filhos. Quanto mais num local público, na presença de outros membros do governo e altos empresários.

Não posso deixar de fazer um paralelo que já fiz noutras ocasiões: Hugo Chávez conquistou o poder pela retórica. Sócrates também. Hugo Chávez não tem feito nada para melhorar a vida do seu povo. Sócrates também. Hugo Chávez mantém à sua volta um grupo restrito que se alimenta do Estado. Sócrates também. Hugo Chávez fecha orgãos de comunicação social que são contra “regime”. Sócrates também (dentro da medida do possível).

Só há uma coisa que Sócrates ainda não fez… foi prender Carvalho da Silva ou Mário Nogueira por liderarem manifestações. E também não me parece que consiga fazer outra coisa… mandar matar líderes dos partidos da oposição. Olhem bem a sorte destes senhores… Portugal ainda faz parte do continente Europeu, e está incluído na União Europeia.

Mas por vezes, tal como costumo dizer, Portugal parece o país mais desenvolvido do continente africano, a seguir à África do Sul.

Os milhões benfiquistas (II)

No final do ano passado, neste post falando dos “milhões” Benfiquistas para novas contratações, dizia eu que me parecia “muito duvidosa a forma como este dinheiro todo é conseguido“. Pelos vistos, não fui só eu que tive dúvidas. Também a Inspecção Geral de Finanças e a Polícia Judiciária as têm. Senão vejamos

Acordo com a Câmara de Lisboa valeu ao Benfica 65 milhões de euros: «A investigação conclui que, ao aprovarem o referido contrato-programa, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa “instrumentalizaram a EPUL”, fazendo-a assumir encargos directos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objecto social. Mas, além dos 18 milhões, o Benfica encaixou mais 47, pois o contrato-programa ainda lhe permitiu vender um terreno à EPUL e receber outro da Câmara de Lisboa»

Junta comete crime ambiental na Fig. da Foz

Dois crimes ambientais foram cometidos na freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz. E por mais improvável que pareça (ou não) estes crimes tiveram a mão da nova Junta de Freguesia, eleita há pouco mais de 3 meses, e presidida por Filipe Dias. A poda que a Junta mandou fazer aos plátanos da “feira velha” transformou-se – por manifesta incompetência e ignorância – num massacre. Cortaram os fortes ramos com motoserras, e deixaram as árvores em estado lastimável (como disse o autor do blog figueiranafoz, citando alguns moradores).

Não contentes, por terem destruído os plátanos que estavam na “feira velha”, e eram até hoje o pórtico na entrada da freguesia, os membros da actual Junta deram ordem para devastar o eucaliptal junto do Parque do Lago (que nem sequer pertence à Junta, mas à Câmara Municipal). Tal como diz o Diário de Coimbra: Aquele eucaliptal dava acesso a um espaço privilegiado… e que contempla designadamente um moinho, a piscina, o largo da feira […] onde “muita gente no Verão fazia piqueniques, aproveitando a sombra“, dizia um maiorquense. Outro habitante disse que “a outra junta gastou tanto tempo e dinheiro a tratar disto, para agora virem estes e deitarem tudo abaixo“.

Filipe Dias, já consciente da borrada que fez, tenta explicar dizendo que “os eucaliptos já não dão mais“. Desculpa esfarrapada e fácilmente rebatida por Francisco Caetano que em comentário à notícia dizia: “devido ao seu porte, localização e idade, assumem características de povoamentos em espaço de protecção e lazer cujo valor patrimonial e paisagístico vais sempre aumentando.”

Outro comentador e Figueirense indignado sabe do que fala. António Patrão (Engº Florestal) da Autoridade Florestal Nacional dizia: “É pena que em Portugal a democracia ainda consiga elejer a imbecilidade… Há crimes irreparáveis?“. Era precisamente com este tipo de especialistas que a Junta se devia ter aconselhado antes de fazer tal barbaridade. Algo que o anterior Presidente da Junta, José Ligeiro, conscientemente fez: há uns anos atrás, pediu ao especialista Francisco Coimbra (considerado como uma referência em termos de árvores florestais e ornamentais), que aconselhasse “e ele veio dar explicações como se devia cortar. A opinião era que nem se devia mexer, mas a cortar, nunca se deve cortar os troncos, para preservar“.

Fernando Campos, no seu blogue, diz que “Os animais que perpetraram esta selvajaria têm nome e, pelos vistos, impunidade: Filipe Dias, o jovem presidente da Junta de Freguesia de Maiorca“. Eu concordo e acrescento que isto não se tratou só de ignorância e incompetência. Tratou-se de um acto arrogante e provocador á população. Uma tentativa de “mostrar quem manda” á sociedade civil maiorquense. Mas saiu o tiro pela culatra. Cometeram um erro irreparável. Exige-se um pedido de desculpas publico á população. E os maiorquenses não podem ficar calados. Têm de o exigir.

Deputados: a inversão das coisas

Entendo que os deputados presentes na Assembleia da República devem defender acima de tudo o interesse nacional (ou seja, de todos os portugueses) e logo a seguir o interesse do círculo eleitoral pelo qual foram eleitos. Só assim estão verdadeiramente a representar quem os elegeu na assembleia representativa de todos os portugueses. Só assim estão verdadeiramente a representar quem os elegeu no orgão legislativo do país.

Ora, nos últimos tempos, alguns partidos e deputados têm invertido esta definição. Têm feito da AR um instrumento para se servirem, e não para servirem os portugueses. Os portugueses que, para eles apenas contam para colocar a cruzinha no boletim de voto.

Miguel Vale de Almeida (eleito pelo PS) usou a sua condição de deputado para fazer aprovar uma lei que lhe dava jeito, e aos “amigos” dele. A lei do casamento homossexual. Inês de Medeiros (eleita pelo PS) usou a sua condição de deputada para fazer aprovar uma lei que lhe dava jeito, e aos “amigos” dela. O novo regime de SS adaptável aos profissionais das artes e espectáculos.

Não tenho nada contra os homossexuais, nem nada contra os artistas. Aliás, penso que estes últimos precisavam mesmo de alterações na sua condição. Defendo que devem haver na AR iniciativas de deputados para todo e qualquer grupo de pessoas. Mas…

… Haja prioridades! Esteja o interesse nacional acima de tudo! Esteja o interesse colectivo em primeiro lugar! Esperarei por outras iniciativas destes dois deputados (se é que depois de concretizados os seus desejos não se irão embora, dando lugar a outros) e depois direi mais qualquer coisa.

Brincar com coisas sérias


Hoje, os clubes de futebol são empresas que movimentam milhões de euros. Estão cotados em bolsas e têm obrigações iguais às de qualquer outra empresa. No entanto continuam a ser geridos a brincar, como se de uma associação ou clube recreativo se tratasse. Sem profissionalismo e exigência. Esquecendo que são empregadores e deles dependem centenas de pessoas.

Colocam-se em lugares de gestão e de decisão, pessoas que não têm qualquer formação (e aqui não falo só em formação académica, falo também de formação pessoal). Como se o seu nome ou o seu curriculum de troféus (que ganharam como jogadores ou treinadores) lhes desse capacidade para gerir seja o que for.

A maioria deles nem sequer sabe gerir o próprio dinheiro. Daí vermos muitos ex-jogadores sem “chêta”. Enquanto jogavam e ele “pingava” era gastar à “tripa forra” e depois… enfim. Uns têm cafés e restaurantes, os outros dependem dos clubes, que lhes dão cargos de treinadores de iniciados.

O exemplo de Sá Pinto é flagrante. Mais ainda quando se sabe do que se tinha passado há uns anos atrás com Artur Jorge. Diga-se que Liedson também não é, nem nunca foi, um santo. O que sería se numa empresa cotada em bolsa (pensarei num BES, PT, GALP, Soares da Costa, sei lá…) um director andasse ao soco com um funcionário?

Estes espanhóis são uns meninos


A Universidade de Sevilha reconheceu o direito dos alunos a copiar nos exames […] os professores já não poderão chumbar, expulsar ou suspender os alunos que forem apanhados a copiar.

São uns meninos estes espanhóis… em Portugal temos um primeiro-ministro que fez exames sem sequer ir à Universidade (enviou exame pelo correio ao professor) e ainda fez o último exame, para terminar o curso, num domingo…

ERC – Entidade (que não) Regula (um) Caroço


Aprecio muito o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa e penso que pode ser uma mais valia para o país e para o PSD. Concordo com algumas coisas que ele diz, mas também discordo profundamente de outras. Há cerca de 2 anos que deixei de seguir “religiosamente” a sua “missa” ao Domingo, porque ultrapassou o mero programa de comentário político.

A RTP vai acabar com o programaAs Escolhas de Marcelo“, em consequência do fim do programa “Notas Soltas” de António Vitorino. Se já foi uma aberração a obrigação da RTP criar o segundo, para compensar o primeiro, maior vergonha foi o encurtar do primeiro para igualar o segundo. E agora o escândalo atinge proporções irreais com o fim de um por causa do outro. Tudo isto segundo uma ordem da ERC, que todos sabemos andar a mando do Governo de José Sócrates.

Nem quero aqui entrar por um caminho que me levaria a dizer que, com base no que já se tinha passado antes (as tais bojardas da ERC a mando do Governo), António Vitorino teria feito de propósito para saír (talvez também ele a mando), e deixar MRS sem espaço para se exprimir. Logo agora que estamos a chegar a uma altura complicada para o PS e Governo, e também será agora que o PSD se irá definir e começar a reganhar fôlego. Logo agora que nos aproximamos das presidênciais, e que todos sabem que MRS tem ambição de se candidatar.

Todos estes episódios de compensação são ridículos. Senão, porque não obriga a ERC a fazer um programa desportivo com representantes de Braga, Nacional ou Guimarães, para compensar as dezenas de Portistas, Benfiquistas e Sportinguistas em programas da RTP? Ou porque não obriga a ERC a fazer um programa musical com artistas punk e heavy metal, para compensar todos os outros populares e pop que aparecem nos vários programas da RTP? Porque não obriga a ERC à passagem de filmes portugueses, para compensar a porcaria de filmes americanos (que ainda por cima são sempre os mesmos, basta lembrar “Sozinho em Casa” no Natal ou “Ben-hur” na Páscoa) na RTP?