Rui Rio e os deputados incompetentes

Em Portugal, é suposto um membro da Assembleia da República (ou, mais comummente, deputado), representar aqueles que o elegem. Por exemplo, os 17 deputados eleitos pela coligação PSD/CDS no círculo eleitoral do Porto, nas eleições legislativas de 2015, deveriam ter representado os interesses dos 380.000 eleitores que depositaram neles o seu voto.

Entre eles estava Andreia Neto, que foi indicada pela Comissão Política Concelhia do PSD de Santo Tirso, para representar aqueles Tirsenses (militantes e simpatizantes) que, tal como eu, apoiavam os ideais do PSD, bem como as ideias e medidas apresentadas no seu programa de governo. Andreia Neto foi eleita no lugar número 12.

Uma visita à página do parlamento que regista a actividade dos deputados, mostra-nos que a actividade de Andreia Neto, ao longo da legislatura está longe de ser satisfatória, está a anos-luz de ser impressionante, ou sequer ligada aos mais prementes interesses daqueles que deveria representar – os eleitores de Santo Tirso, primeiro, e de todo o distrito do Porto.

Aliás, em 4 anos, há apenas um registo (um único) em que se menciona “Santo Tirso“. Foi numa sessão em que se falou da reversão de hospitais para o Ministério da Saúde, Andreia Neto interveio para dizer: “O PSD e as populações de Santo Tirso e de São João da Madeira não vão esquecer mais este ataque aos seus legítimos interesses e direitos a uma prestação de serviços de saúde digna, alargada e próxima das populações“.

De resto, alguns exemplos da sua actividade parlamentar abaixo…


Iniciativas Apresentadas: Alteração ao Código Penal, criminalizando a conduta de quem mate, sem motivo legítimo, animal de companhia.

Perguntas Apresentadas: Quais as medidas adotadas pelo Governo para travar o flagelo dos acidentes rodoviários no Distrito de Évora?… Grave Situação Financeira em que se encontra Bombeiros Voluntários de MourãoEnvolvimento da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil nas filmagens de telenovela.

Nomeações como Relator – Petições: Contra o encerramento da 10.ª esquadra PSP de Lisboa (Arroios-Areeiro)

Intervenções: Pelo fim do Outsourcing na prestação de cuidados de saúde e de acompanhamento psicológico nos estabelecimentos prisionais… Voto de Pesar pelo falecimento de Fidel de Castro.


Os deputados são quem, na Assembleia da República, tem poder legislativo. Quem cria, propõe, e aprova decretos ou leis. Quem decide quais são as regras do jogo (aquele que alguns, loucos, preferem chamar “as nossas vidas”). Regras essas que têm um impacto DIRECTO nas vidas dos portugueses.

A Comissão Política Concelhia do PSD de Santo Tirso não pode cair no erro de nomear, novamente, gente incapaz e incompetente para representar os seus eleitores. A Comissão Política Distrital do PSD do Porto não pode cair no erro de colocar essa gente em lugar elegível na lista candidata. A Comissão Política Nacional do PSD não pode permitir a aprovação de nomes que manifestamente não servem os interesses dos seus eleitores.

Não podem. Sob pena de o povo Português, cada vez mais insatisfeito com os actuais partidos políticos, castigar nas urnas um partido que nasceu e cresceu precisamente apoiado pelo povo (e não por um qualquer regime ou interesse internacional). Sob pena de arriscarem o fim do partido mais Português de Portugal, e da memória de Francisco Sá Carneiro, que faria ontem 85 anos.

Acredito que com Rui Rio, os tais incompetentes – na sua maioria representantes de caciques – não verão vingada a sua intenção de se juntar à “Cúpula de Lesboa” apenas para comer da gamela do Estado (vulgo, o dinheiro dos contribuintes Portugueses).

Foi você que pediu um político diferente?

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Como político, Rui Rio é diferente daquilo que temos visto nos últimos 30 anos. Creio que, desde o segundo governo de Cavaco Silva que não havia um político com tal sentido de estado, de responsabilidade e de missão.

Tem sido um período demasiado longo, com Portugal a ser governado por aquilo a que chamarei “artistas”. Políticos que dominam todas as artes, menos aquelas que realmente interessam ao país e aos Portugueses.

São os melhores na comunicação e na fabricação de imagem, gastando milhões em empresas e consultores, que reunem em Focus Groups, e se tornam especialistas em jogar com a psique do eleitor. Os chamados Spin Doctors.

São os piores a governar, porque nas suas prioridades o país e os Portugueses vêm atrás de si próprios, da vitórias nas eleições, dos seus amigos e família, da sua facção ou cacique, do seu partido. Provavelmente por esta ordem.

Rui Rio veio para rasgar. E prova-o num dos tópicos mais controversos de uma eleição – as listas de candidatos. Sabe perfeitamente que vai “sofrer” por desafiar o status quo. Mas a sua personalidade e convicção são mais fortes.

Nas listas dos principais centros urbanos, onde normalmente lideram as figuras de prôa do partido, Rui Rio escolheu nomes tão improváveis como jovens. Uma clara aposta num futuro diferente para Portugal.

  • Porto – Hugo Carvalho
  • Lisboa – Filipa Roseta
  • Coimbra – Monica Quintela
  • Braga – André Coelho Lima
  • Leiria – Margarida Balseiro Lopes
  • Aveiro – Ana Miguel Santos

A maioria perguntará: Quem? É, exactamente isso. O facto de serem nomes desconhecidos para a maioria, prova o quão a sério Rui Rio leva a sua promessa de renovação e a sua visão para o futuro.

Um velho anúncio ao famoso vinho do Porto (Ferreira), perguntava: Foi você que pediu? A maioria dos Portugueses está farto dos políticos que têm liderado os destinos do país. Diz que são todos iguais, não tem em quem votar, e pede mudança.

Muito bem! Foi você que pediu?Então vá votar, confie o seu voto a Rui Rio, e nos próximos 4 anos, julgue a diferença que faz ter um Primeiro-Ministro íntegro, competente, honrado e com Portugal como única prioridade.

10 anos a entornar finos

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Era Mais um Fino festeja neste mês de Junho, 10 anos. O primeiro post foi publicado a 23 Junho de 2009.

Desde então foram publicados 835 posts, que mereceram mais de 250.000 visitas, de cerca de mais de 75,000 visitantes. Entre os quais 135 seguidores assíduos.

Muito obrigado a todos. Venha mais uma rodada… eu pago.

Gosta de contorsionismo? Siga #VotemNeles

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No início do mês de Maio, António Costa ameaçava demitir-se, se a “Lei dos Professores” fosse aprovada. Essa lei previa que os salários dos professores fossem repostos (dados os congelamentos), contando todo o tempo de serviço.

Nessa altura António Costa disse que isso iria ter um impacto incomportavel nas contas públicas, e acusou nomeadamente o PSD e o CDS de irresponsabilidade.

Seis semanas volvidas (sim, apenas 6 semanas), o mesmo António Costa vem prometer não só um aumento de contratação de funcionários públicos, como também o aumento significativo dos salários dos funcionários públicos.

António Costa e o seu Governo, o PS e as bancadas parlamentares que apoiam o Governo, perderam toda a vergonha. E fazem dos portugueses parvos todos os dias. Em ano de eleições vale tudo. E eles são os campeões.

Só tenho um conselho… um apelo… #VotemNeles !!

Falta vergonha e vida para além da política

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Dados os recentes acontecimentos, que envolveram o Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto, em vários escândalos de corrupção, esperava-se que os políticos desta praça corrigissem os seus comportamentos.

Numa terra digna, e de gente decente, seria natural que a gravidade das acusações e a proximidade aos principais envolvidos, atemorizasse um pouco aqueles que (pelo menos para já) foram poupados ao embaraço de se verem comprometidos.

Infelizmente Santo Tirso (tal como muitos outras terras desta República dos Bananas) não está nessa categoria. E a liderar as suas instituições tem gente a quem falta muita coisa. Acima de tudo, falta vergonha e uma vida para além da política.

Só isso pode explicar que, depois de Joaquim Couto se ter demitido de Presidente, por ser arguido, Alberto Costa (o seu vice) tenha aceite substituí-lo, sendo ele também arguido num processo em que é suspeito de crime em exercício de funções.

Não contente com esse facto, que demonstra uma enorme falta de vergonha, e que está agarrado ao poder (tanto ele como o resto do executivo), Alberto Costa usou a página de internet da Câmara Municipal para propaganda e promoção pessoal.

A notícia publicada na página e partilhada no perfil institucional da Câmara Municipal nas redes sociais, diz: Presidentes de Junta ao lado de Alberto Costa. Numa tentativa de branqueamento do acto infame de tomada de posse do Presidente-Arguido.

Mas há mais. Na lista dos tais Presidentes de Junta estão dois eleitos pela coligação PSD/CDS. Isto, depois de os líderes locais de ambos os partidos (Zé Pedro Miranda e Ricardo Rossi) terem publicamente condenado a atitude de Alberto Costa.

Se eu tivesse uma palavra a dizer na maneira como se conduz o PSD Santo Tirso, retirava imediatamente a confiança política a Paulo Bento (Agrela) e Andreia Correia (Monte Córdova), que também não têm vergonha ou dignidade, e que “se vendem por um prato de lentilhas”.

O Presidente-Arguido

Após tomar posse como Presidente da CM Santo Tirso, Alberto Costa disse: “Quero, e quer o executivo municipal, honrar o compromisso de mudar Santo Tirso e honrar o voto de confiança que nos foi dado pela população, a única que, em Democracia, tem a capacidade de nos julgar”.

Lamento anunciar a Alberto Costa que, em Democracia, a capacidade de julgar não cabe só ao povo. Também a justiça, os tribunais, e os juízes têm essa capacidade. E eu espero que façam uso dela, rapidamente, no processo judicial em que Alberto Costa é arguido – e onde é acusado de crimes no exercício de funções.

Esclarecimentos e clarificações (já que os acusados não as dão) são precisas, para defender a honra do concelho de Santo Tirso e dos Tirsenses, enlameada pelos recentes escândalos de corrupção à volta de Alberto Costa e Joaquim Couto.

Ainda na reunião extraordinária de Câmara desta semana, escreveu a Santo Tirso TV que Alberto Costa disse que estava “confiante e determinado em contribuir para o desenvolvimento económico e social do Município e para a melhoria da qualidade da população”.

Não sei se é uma gralha da notícia, ou se ao actual Presidente-arguido fugiu a boca para a verdade quando disse “melhoria da qualidade da população”. Na verdade, uma população que continua a compactuar, eleger ou perdoar políticos com tão baixos níveis de ética, dignidade e integridade, é uma população que precisa de ser melhorada.

Sto Tirso: Exijo eleições intercalares

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Independentemente de qualquer desfecho nas investigações judiciais a decorrer, há neste momento uma enormíssima crise política em Santo Tirso.

Tanto o Presidente (Joaquim Couto) como o Vice-Presidente (Alberto Costa) da Câmara Municipal, estão envolvidos num escândalo de corrupção.

Joaquim Couto renunciou aos cargos, públicos e privados, depois de ter sido constituído arguido na sequência da operação “Teia”, e de estar perto de ser preso preventivamente.

Diz-se que Alberto Costa assumirá a Presidência, mas convém que a memória não seja curta. Já que também ele foi constituído arguido na operação “Dennis”.

Não creio que haja volta a dar a esta situação. A única saída honesta, decente e limpa desta crise é a convocação de eleições autárquicas antecipadas.

Além de Couto e de Costa, o PS tem mais 4 vereadores eleitos, no executivo da Câmara Municipal. Mas nem eles, nem o PS, tem condições políticas para assumir os cargos.

Para além do mais, sabemos bem que em eleições autárquicas, mais até do que em nacionais, os eleitores votam na pessoa que liderará os destinos.

Os eleitores Tirsenses não votaram nem em Ana Maria, nem em Zé Pedro Machado, muito menos em Tiago Araújo, ou em Sílvia Tavares para assumirem tais cargos.

Como Tirsense, exijo que o executivo camarário se demita, e que a Assembleia Municipal vote para que se antecipe o acto eleitoral, e se marquem eleições autárquicas intercalares.

Extremistas no PE?

Nesta campanha eleitoral, e nos vários meses que a antecederam, o que mais se ouviu nos meios de comunicação “dita” social, por toda a Europa, foi o “alerta” aos extremismos.

A verdade é que pelo menos 500 dos 751 lugares do Parlamento Europeu são ocupados por partidos moderados (dos grupos PPE, S&D, Verdes/ALE, ALDE&R).

Haverá uma tendência alarmista nos média, só porque isso vende? Quer-me parecer que dar “palco” aos extremistas é contra-producente e só os ajuda a crescer. O melhor remédio é mesmo ignora-los.

Quem mexe com a “Cúpula de Lesboa” leva

É cada vez mais evidente. A Cúpula de Lesboa está a ficar extremamente preocupada com a possibilidade de Rui Rio ser primeiro-ministro. E por isso tenta, custe o que custar, salvar a face do status quo, e evitar que aquele “Pacóvio do Norte” venha perturbar as suas belas vidinhas, pagas pelo dinheiro do contribuinte.

Foi bem visível nos últimos dias. António Costa monta um golpe de teatro sem qualquer justificação ou cabimento; Os Ministros do núcleo duro do Governo, bem como alguns deputados e dirigentes do PS são apanhados em mentiras e incoerências; no final a opinião publicada diz que Rui Rio perdeu e António Costa saiu vencedor.

A falta de vergonha e de noção é gritante. Vale tudo e o seu contrário quando a missão é bater no “Pacóvio do Norte”. Um bom exemplo, entre muitos, foi o de Miguel Pinheiro, director executivo do Observador (conotado com a “Direita”), na SIC Notícias a comentar a declaração de Rui Rio. Era difícil ser mais desonesto intelectualmente.

Rui Rio disse que, a haver algum impacto já este ano, esse seria pequeno. Note-se, o impacto este ano! Ora Miguel Pinheiro distorceu propositadamente o que Rui Rio disse, e fez crer que Rio tinha dito que o impacto total da medida era pequeno. Fazendo depois a piada “se é pequeno porque precisa das condicionantes de crescimento?

É preciso que os Portugueses de bem, percebam isto. A Cúpula de Lesboa, que quer evitar a todo o custo que Rui Rio seja primeiro-ministro, é constituída por políticos de Esquerda e Direita (incluíndo do PSD), por gente do Sul, Centro e Norte (os chamados alesboetados), e por orgãos de comunicação “dita” social de todas as áreas (incluindo a SIC de Pinto Balsemão e o Observador).

São esses que assobiam para o lado quando algo afecta a Cúpula de Lesboa, e que criam indignações e crises artificiais se alguém a puser em perigo. Doutra forma como se justifica que, por exemplo, se deixe passar em branco os seguintes casos (todos nas últimas semanas):

Marta Temido, Ministra da Saúde, é responsável pela “limpeza” nas listas de espera de da saúde.

Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação, apoderou-se indevidamente de €18,000 de uma bolsa de doutoramento

Vieira da Silva, Ministro da Segurança Social, instou a CGD a aprovar o negócio ruinoso da La Seda

Num país decente, qualquer um destes casos levava automaticamente á demissão do Ministro. Mas esse país decente só aparece quando no Governo está quem não interessa, quem não faz parte da Cúpula de Lesboa.

É que isto aconteceu num país onde um Governo PSD/CDS estável, liderado por Pedro Santana Lopes, e apoiado por uma maioria parlamentar sólida, foi demitido pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, porque um recém-empossado ministro (Henrique Chaves) se demitiu e acusou o primeiro-ministro de deslealdade.

É preciso entender que tudo se iniciou quando outro Ministro desse governo, Rui Gomes da Silva, importunou a comunicação “dita” social ao levantar polémica sobre os formatos de comentário politico de então, sem contraditório, em particular os do actual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Ou seja, o Governo de Santana Lopes queria tocar no status quo e imediatamente foi varrido. Há quem diga que o episódio de Henrique Chaves foi mesmo ensaiado, já que este também faz parte da Cúpula de Lesboa, e é amigo de longa data de Marcelo.

Ainda mais grave é pensar que esta não foi a primeira vez. Muitos ainda se recordam do que aconteceu há 40 anos quando Francisco Sá Carneiro (outro Pacóvio do Norte) tentou mexer em poderes instalados na Cúpula de Lesboa.

A questão é esta. Querem-nos fazer crer, políticos e comunicação “dita” social, que tudo continua a ser uma batalha entre “Esquerda” e “Direita”, mas na verdade a batalha é entre a Cúpula de Lesboa e aqueles que querem acabar com a “mama”.

Chamem-lhe teoria da conspiração, eu tenho olhos para ver, ouvidos para ouvir e, acima de tudo, cabecinha para pensar.

Battle of the Families da política portuguesa

E de repente, num grande volte-face a família César dos Açores passa para o fundo da tabela na Battle of the Families da política portuguesa.

BattleOfFamilies

Nota: a classificação é dada mediante a percepção do poder detido pelos titulares dos cargos.