Obrigado pelo aumento de impostos!

Hoje o Primeiro-Mentiroso José Sócrates anunciou um novo aumento de impostos. E desta vez é um aumento brutal. IVA, IRS, IRC, etc. Vou-me escusar de fazer referência às causas e aos culpados por esta situação. Mas uma coisa é certa, este aumento servirá para cobrir as asneiras que são consequência da incompetência e ganância do Governo PS.

Este post, no entanto, serve apenas para agradecer à maioria dos portugueses, o facto de eu (e outros que não têm culpa) ter de trabalhar mais e melhor ainda, ter de fazer mais e maiores esforços, adiar e protelar mais os projectos e desejos. Isto, para poder continuar a viver de forma despreocupada, desafogada e de consciência tranquila.

Portanto, obrigado àqueles portugueses egoistas que não vão votar porque nesse dia mais vale ir para a praia. A vida corre bem, e desde que o que ganham dê para ter um BMW e ir de férias para o Brasil, está tudo bem.

Obrigado àqueles portugueses que não se interessam pela política porque acham que não tem influência nas suas vidas. Já dizia Platão “O preço a pagar por não te interessares por política é seres governado pelos teus inferiores”.

Obrigado àqueles portugueses que não fazem sequer o esforço de pensar pela própria cabeça e acreditam em tudo o que dizem os bem falantes políticos e a comunicação “dita” social. E assim chegam ao dia de votar e vão com o rebanho.

Obrigado àqueles portugueses que vêem a política como se de um campeonato de futebol se tratasse, e os partidos como se de um clube se tratasse. Defendendo e encobrindo as asneiras dos seus dirigentes e “jogadores” ao ponto de não perceberem que isso tem consequências gravíssimas para os seus concidadãos.

Obrigado àqueles portugeses que se dizem “empresários” e têm como modelo o próprio José Sócrates. Esses que pensam que o mais importante é a aparência, e depois vai-se fazendo pela vida e tentando ganhar uns negócios. Nem que esses negócios seja menos lícitos ou que para os ganhar seja preciso vender a dignidade ou até a mulher.

Obrigado a muitos outros portugueses, que votaram em José Sócrates e no PS nas eleições legislativas de 2009 (já dou de barato as de 2005).

Diminuir défice? Começem pelo mais dificil !!

Todas as empresas privadas que conheço tomam certas medidas de poupança de recursos. Todos os gestores destas empresas percebem que é com as pequenas coisas que se podem fazer grandes poupanças. Daí que as primeiras medidas a tomar tenham sido o controlo do papel nas impressoras, das impressões a cores, da distribuição de material de escritório, da gasolina e pneus nos automóveis, das chamadas nos telemóveis, das luzes acesas fora do horário de trabalho, etc.

Algumas destas empresas de que falo têm 10 funcionários, outras 1000. O que seria se no Estado (governo, empresas públicas, institutos, repartições, etc.), com cerca de 700.000 funcionários, se fizesse este controlo? E não venham dizer que é uma gota no oceano. A empresa na qual trabalho tem cerca de 2000 funcionários, é líder na sua área de negócio e é uma empresa cotada em bolsa. Se estas poupanças não fossem reais e não tivessem peso algum, os seus gestores de topo não perdiam tempo com elas.

Ao contrário do que parece, estas são as medidas mais difíceis a tomar. Isto significaria tirar pequenas ou grandes benesses aos funcionários públicos, desde o funcionário de balcão da repartição até ao Ministro. Para um Governo sem coragem e mais preocupado com os seus boys, como é o de José Sócrates, é bem mais fácil aumentar impostos.

CA Trofa e Frederico Gil, que importa?

Podia reproduzir aqui, quase integralmente, o que escrevi no dia 4 de Maio de 2009. Poucas diferenças há passados 370 dias. Em vez de “tri” o CA Trofa é “tetra” campeão nacional de voleibol feminino, e em vez de ter sido na Trofa, a vitória final foi nas Lajes do Pico. De resto, tudo na mesma. Os vencedores são praticamente os mesmos e a vergonhosa actuação da FPV é protagonizada pela mesma direcção.

Desta vez além de não haver representantes da FPV a ver os jogos da final, de estes não terem honras de transmissão na TV, e de não haver entrega de prémios, nem sequer houve a dignidade de enviar a estatística. Ou seja, na próxima gala da FPV, os prémios para as melhores atletas vão ser sorteados, atribuidos a olhómetro, ou então serão apenas mais uma farsa.

No meio disto, há que dar os parabéns ao CA Trofa (seus técnicos, atletas e dirigentes) pelo conquista do 5º campeonato, e também ao CD Ribeirense (seus técnicos, atletas e dirigentes) que foi um digno vencido. Estas duas equipas são o exemplo do que melhor há no abandonado e esquecido voleibol feminino. Trabalho, exigência, dedicação, esforço, sacrifício são palavras que estas atletas bem conhecem.

Este feito do CA Trofa (5 campeonatos + 4 Taças em apenas 6 anos) obviamente não terá o relevo que merece por parte de uma comunicação “dita” social que está “reservada” para a mentira do futebol. Isto acontece num fim-de-semana em que também se escreveu história no ténis português (o feito de Frederico Gil é equivalente a um clube de futebol estar na final da Taça UEFA) mas que nada interessará.

O zé povinho quer é bola e Benfica… e o poder (político e económico) dá-lhe isso mesmo. Assim pode continuar a fazer o que bem lhe apetece e a viver às custas do povo. De resto, como diz a música: Vamos cantando e rindo alegremente, deixando que a merda nos chegue aos ouvidos.

Bestial Estoril Open vs Besta RTP

Independentemente do resultado da final de amanhã, o ténis português viveu durante esta semana o ponto mais alto da sua história. Isto, mercê dos excelentes desempenhos de uma geração de tenistas (Leonardo Tavares, Pedro Sousa, Rui Machado, Frederico Gil, Michelle Brito) que é filha de uma outra geração, que orfã lutou pela modalidade no país (João Cunha e Silva, Nuno Marques).

Foram 7 as vitórias dos jogadores portugeses sobre tenistas do top-100. Leonardo Tavares, Rui Machado, Frederico Gil e Michelle Brito conseguiram importantes resultados frente a colegas bem mais cotados e experientes. Foram 3 os lusos nas meias-finais: Pedro Sousa/Leonardo Tavares em pares e Frederico Gil em singulares. E este conseguiu mesmo o maior feito de sempre do ténis português, chegar à final de um torneio do ATP Tour.

Infelizmente no momento mais importante do torneio a mentalidade portuguesa fez das suas. A RTP – que tinha direitos de transmissão do Estoril Open, além da obrigatoriedade do serviço público – resolveu transmitir um jogo de futsal do Benfica no seu canal 2. Já no seu canal de notícia (onde toda a semana se viu o Estoril Open) resolveu dar recordações do Benfica campeão 2005 e antevisões do Benfica campeão 2010 em futebol.

É uma pena que neste país se pague a televisão pública a dobrar, através dos impostos e também na factura da luz, para depois se assistir a esta vergonha que é a “reserva” de canais televisivos apenas para o negócio do futebol. Negócio esse tão sujo e tão falso que até enjoa. A ver vamos se amanhã há tempo para transmitir a final.

Quem irá responder às questões?

Todas as perguntas feitas ao Primeiro-Ministro José Sócrates (por escrito) contêm a expressão “formal ou informalmente” para que não haja dúvidas sobre a natureza dos seus actos ou conhecimentos.

De qualquer forma falta saber se às perguntas irá responder o Sr. Primeiro-Ministro, o Lic. Engª Pinto de Sousa, o Engº Técnico José Sócrates, o amigo Zé Socas, o primo Zézé ou até o boneco da contra-informação José Trocas-te.

A farsa do 25 de Abril

Podem chamar-me o que quiserem, até fascista, pouco me importa. Sou um democrata incondicional mas acho que os festejos do 25 de Abril de 1974 são arcaicos e estão obsoletos. Enquanto não soltarmos estas amarras do passado não conseguiremos conquistar o futuro.

Em vez de estarmos permanentemente a viver (com saudosismo) o 25 de Abril de 1974, devíamos trabalhar e lutar para podermos viver (com felicidade) os 25 de Abril de 2010, 2011… 2050, etc.

É que além do mais somos todos uns hipócritas. O que festejamos é um sistema eleitoral conquistado em 25 de Abril de 1974, mas continuamos a não poder festejar a conquista da verdadeira democracia, da verdadeira liberdade, da verdadeira justiça social.

E os maiores culpados desta situação são os arlequins que neste dia fazem a maior festa de todas. Os políticos que durante 364 dias “comem o sono” e “tratam das suas vidinhas”, vêm neste dia falar de grandes valores na “casa da democracia” (a tal onde se insultam uns aos outros durante o resto do ano).

Feminino, um problema de mentalidades

Na semana passada o “universo do andebol ficou em choque com o anúncio do abandono de Alexandrina Barbosa da Selecção Nacional“. Além disto a melhor jogadora portuguesa de sempre confirmou que irá naturalizar-se espanhola. Alexandrina justificou esta sua radical opção com a “forma como o andebol feminino português está, e é tratado“. Segundo a atleta que alinha actualmente pelo Itxaco de Espanha, o andebol em Portugal “nunca evoluirá mais do que aquilo que já evoluiu” apesar de garantir que “há bastante valor entre jogadoras e técnicos“. A atleta, que se pode sagrar campeã espanhola este ano, disse ainda “tenho jogado ao mais alto nível e não posso mais trabalhar nestas condições“.

Não posso condenar esta atleta pela sua decisão. E não posso fazê-lo porque tenho bem presente que o desporto feminino português, nos moldes em que é gerido actualmente, não passará do amadorismo. E por isso é impossível que mulheres talentosas possam vingar numa carreira desportiva. Nem sequer têm a possibilidade de ingressar numa carreira internacional porque, como diz e bem a andebolista, não há condições para evoluir a nível técnico, táctico e psicológico.

Portugal é sobejamente conhecido pela sua disparidade e desequilíbrio em certas áreas. Isso está correlacionado com a mentalidade retrógrada da maioria dos portugueses. Algo que se verifica com grande incidência no que toca à discriminação da mulher na sociedade, seja em casa, no trabalho, na política ou até no desporto. Mas depois todos se regozijam quando vêem aprovadas leis que obrigam à inclusão da mulher. Mas em que século vivemos? No século XVIII? Em que país vivemos? No Sudão? Proclamamo-nos como um país de 1º mundo, europeu, desenvolvido e depois temos de ser “obrigados” a tratar de igual forma as mulheres?

O desporto feminino em Portugal, não tem só um problema de falta de aposta, de falta de investimento. Tem um problema gravíssimo que está directamente ligado à mentalidade dos dirigentes, adeptos, patrocinadores e comunicação social. Mentalidade essa que quando se vê confrontada com os factos se apressa a fugir às responsabilidades e a dar como argumentos medidas avulsas que pretendem apenas “tapar o sol com a peneira”. No voleibol, tenho a certeza que se alguém criticasse a FPV pelo abandono da modalidade no género feminino, os seus responsáveis viriam logo dizer que até contrataram uma treinadora cubana de renome para as selecções. Como se isso resolvesse alguma coisa.

Temos provas de que há mulheres tão ou mais talentosas que os homens em várias modalidades. Mulheres essas que podem levar bem alto o nome de Portugal, tornar-se modelos para os mais jovens e contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e rica. Mas insistimos em deixá-las cair, desperdiçando assim um capital que elas nos podem oferecer. No voleibol temos imensas atletas com potencial para crescer e estar entre as melhores. Infelizmente elas não têm condições para evoluir, nem oportunidades para se mostrar. Não há possibilidade dos clubes participarem nas provas europeias, e a selecção nacional é tão fraca e esquecida pela FPV que as melhores abdicam de a representar.

Chega de palavras vazias e de atitudes hipócritas que nada resolvem. Está na altura de haver uma verdadeira revolução de mentalidades. É hora de começarmos a olhar para a mulher e cumprirmos o que está estabelecido no acordo da ONU: “A mulher deve ter o direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação“. Deixemos de olhar, gerir e pensar o desporto feminino – em particular o voleibol, que é o mais praticado – como se de caridade se tratasse. Vamos apostar forte e confiar nas capacidades das nossas mães, irmãs, filhas, primas, sobrinhas ou amigas. Elas têm esse direito.

Nota: Aproveito para deixar aqui também uma curta e interessante entrevista feita há uns tempos pela revista “a página” à Prof. Paula Botelho – Presidente da Associação Portuguesa Mulheres no Desporto

PSD: A confirmação do meu voto


Dois dias antes das eleições internas do PSD, e depois de várias semanas de campanha, decidi que votaria José Pedro Aguiar-Branco. Fi-lo após ter analisado as moções de estratégia dos candidatos e de ter conhecido algumas das caras que faziam parte das respectivas equipas.

Sobre a moção escrevi: “JPAB tem reconhecidamente a melhor moção de todas […] Mais do que falar nas coisas que estamos fartos de ouvir (défice, dívida, crise, etc.) fala em inovação, propõe várias medidas em concreto a aplicar, e tem uma linguagem nova, diferente do habitual.

Sobre a equipa escrevi: “Portugal precisa de homens como os que JPAB juntou à sua volta: Rui Rio, Diogo Vasconcelos, Alexandre Relvas […] Além disso conta também com a experiência e sabedoria de Mota Amaral, Miguel Cadilhe ou Conceição Monteiro. E com a capacidade técnica e inteligência de Miguel Frasquilho ou Rodrigo Adão da Fonseca.” E nessa altura não sabia eu que também tinha contado com a ajuda do meu professor e amigo José António Salcedo.

Depois de Passos Coelho ter vencido as directas foi ao XXXIIIº Congresso (que o consagrou como líder) apresentar uma moção que inclui muitas das ideias que eram de JPAB, e falar da unidade que foi o lema da campanha de JPAB. Eu sabia que o meu voto era o melhor para o PSD. Bem haja PPC que, independentemente disto, começou bem o mandato.

Lei da Rolha 2.0 no PSD Santo Tirso


No último congresso nacional, o PSD aprovou uma norma que exigia silêncio aos militantes mais críticos nos 60 dias que antecedem as eleições. A chamada “Lei da Rolha” foi muito polémica e mereceu desde logo a reprovação dos mais destacados dirigentes e militantes, incluindo o recém-eleito presidente, que disse que a revogaria logo que pudesse.

Foram vários os militantes (mais ou menos conhecidos) que – a meu ver muito bem – disseram que esta norma ia contra a génese do partido, que sempre tinha sido pluralista e de livre opinião. Falou-se de ditadura, de PIDE, de norma comunista.

Ora, no PSD Santo Tirso não é preciso congresso nem aprovação de normas. A “Lei da Rolha” está implantada há muito tempo. A actual comissão política (CP) além de politicamente inapta, não tem capacidade de encaixe e não admite nenhuma crítica, mesmo que seja construtiva e colocada internamente nos locais próprios.

Baseando-se em supostos factos trazidos pelo ex-presidente Alírio Canceles – que se aproveita assim da CP à qual não preside (formalmente, diga-se) para atingir objectivos pessoais – a CP concelhia analisou o que denominou de “Caso Luís Melo” e deliberou, em reunião de 19 Fevereiro 2010, lamentar e repudiar o comportamento do militante nº 69491 Luís Melo.

Tudo isto vem, a meu ver, na sequência de dois textos que escrevi – nos quais Alírio Canceles diz que ataquei o PSD e os seus dirigentes locais provocando sérios prejuízos a todos – e de uma carta aberta aos militantes, em reacção a um acto lamentável daquele senhor. Os textos em causa são este e este.

Ora, como qualquer pessoa pode verificar, eu apenas critiquei politicamente alguns dirigentes do PSD. Não ataquei ninguém pessoalmente, nem fiz considerações que prejudicassem a imagem do partido (o mesmo já não pode dizer Alírio que segurou perante câmaras uma camisola do PS em plena campanha eleitoral). Já não se pode falar livremente? Isto é delito de opinião!

A mentalidade déspota do ex-presidente do PSD Sto. Tirso ficou indignada com estes factos e perdeu a cabeça quando viu que não tinha meios para “calar” um militante que pensa pela sua própria cabeça e não vai na carneirada. Vai daí resolveu espalhar um e-mail com várias inverdades que me obrigou a responder na tal carta aberta aos militantes do PSD.

Em resposta, a reacção desesperada de Alírio Canceles foi a de, em resposta, fazer circular pelos militantes um e-mail onde adjectivava a minha pessoa de “mentiroso”, “desonesto”, “mentalmente doente”, “fraco”, “cobarde”, “vaidoso”, “narciso”. Disse Alírio: “quem era ou é Luís Melo, para merecer essa atenção das estruturas do PSD de Sto. Tirso?”. Pelos vistos sou importante suficiente para merecer uma patética reunião de CP que deliberou sobre o “Caso Luís Melo” (depois do Freeport e do Face Oculta, aqui está outro. Simplesmente ridículo).

Nesse e-mail Alírio disse também que não seria “o Luís a provocar uma crise política entre o PSD e o Núcleo de Santo Tirso/S. Miguel, na pessoa do seu presidente”. É verdade, não fui eu que criei a crise, foi o próprio Alírio que naquela deliberação demitiu, à revelia dos estatutos, José Pedro Miranda de presidente do Núcleo, dirigindo-se a ele como “ex-presidente”.

O PSD Sto. Tirso funciona portanto desta maneira. É uma coutada de meia dúzia de militantes que delibera a seu bel-prazer sem fazer caso dos estatutos, dos direitos dos militantes e ultrapassando as instâncias competentes superiores. Poderia ter instaurado um processo disciplinar à minha pessoa, e depois todos seriam ouvidos pelo Conselho de Jurisdição, que decidiria em conformidade. Mas não! Resolveu aplicar a “Lei da Rolha 2.0” (a outra é só nos 60 dias que antecedem eleições, esta é sempre que apetece)

Aproveito para relembrar a estes senhores algumas passagens dos Estatutos do partido:

Artº 2º “A organização e prática do Partido são democráticas, assentando em: a) Liberdade de discussão e reconhecimento do pluralismo de opiniões

Artº 6º nº 1 “Constituem direitos dos militantes: […] c) Discutir livremente os problemas nacionais e as orientações que, perante eles, devem assumir os seus órgãos e militantes; d) […] não sofrer sanção disciplinar sem ser ouvido em processo organizado perante a instância competente

Artº 45º nº 1 “Compete ao Conselho de Jurisdição Distrital: […] c) Instruir e julgar em primeira instância os processos disciplinares

Artº 71º nº 4 “Sem prejuízo dos nºs 1, 2 e 3 deste artigo, os membros dos órgãos electivos do Partido mantêm-se em funções até à eleição dos novos titulares

Unidose != 1 comprimido

No discurso de tomada de posse (em 2005) José Sócrates só falou de uma medida em concreto para o sector da Saúde – todas as outras foram de carácter geral – a introdução da unidose nos medicamentos. O Governo legislou contra a vontade das farmácias, da indústria e dos médicos. Conclusão? A decisão já tem meses e nunca foi aplicada. Mais um fracasso de Sócrates.

O utente que “engole” o que a comunicação dita social e a retórica política do PS lhe dá, pensa que era muito melhor e mais económico comprar um comprimido em vez da caixa inteira. Ora a unidose não é isso. Se temos de tomar um antibiótico durante 7 dias, 3 vezes ao dia, devemos comprar 21 comprimidos e essa é que é a unidose.

Alguém está a ver um saco ou um balde cheio de comprimidos e o farmacêutico a contar um a um? Ou alguém está a imaginar venderem-se comprimidos como se vende alpista numa drogaria? Não me parece. Deve, isso sim, dimensionar-se melhor as embalagens. E para promover essa alteração deverá conversar-se com indústria, farmácias, médicos e utentes.

Basta de decisões tomadas dentro de gabinetes políticos por gente que não faz a mínima ideia do que se passa “cá fora”.