O futuro está nos dispositivos móveis, e redes como o MySpace, LinkedIn e o Friendster têm ainda muito trabalho a fazer se querem sobreviver. Mas por exemplo, o Skype é um software global de comunicação via Internet, que permite comunicações escrita/voz/vídeo grátis. Substitui portanto os telefones. Estará então na “mesma linha” que os outros?
Lição de gestão aos 3 grandes
Domingos Paciência, os seus jogadores e SC Braga deram uma lição. E não, não falo da lição de futebol que aplicaram ao Sevilla. Falo, isso sim, da lição que deram aos chamados “3 grandes” do futebol português.
Não é preciso orçamentos desmedidos, contratações milionárias, ou máquinas de marketing (leia-se jornais desportivos) para se ter sucesso desportivamente. Para se alcançar o êxito basta gerir bem, trabalhar com afinco, humildade e competência.
Enquanto Porto, Benfica e Sporting gastam milhões “lá fora”, o SC Braga olhou para dentro e contratou os melhores jogadores de equipas portuguesas: Sílvio ao Rio Ave, Leandro Salino ao Nacional, Lima ao Belenenses e Helder Barbosa ao Vit.Setúbal.
Em posições onde em Portugal escasseiam atletas de qualidade, contratou bom e grátis no estrangeiro: Elderson (Livre) ao Rennes, e o GR Felipe (Emprestado) ao Corinthians. Além disso segurou os seus diamantes: Alan, Matheus, Rodriguez ou Moisés.
Os resultados estão à vista… para quem quiser comparar com os do Benfica ou Sporting por exemplo.
Carta de condução: Licença para matar
Com uma pistola consigo apenas matar uma pessoa de cada vez, mas com um automóvel consigo matar 3, 4, 5 ou 6. As leis não permitem que qualquer pessoa ande com uma arma no bolso, mas autorizam um irresponsável ou até um delinquente a andar ao volante de um automóvel.
Ontem, na A25, morreram 6 pessoas, várias dezenas ficaram feridas, e na comunicação social os “especialistas” responsabilizarem as condições atmosféricas. Pois eu acho que a culpa foi dos condutores. Quantas vezes já presenciamos na estrada, irresponsabilidades e inconsciências que podem provocar acidentes?
Também culpo as autoridades (leia-se Governo). A aposta na prevenção rodoviária é tanta como na prevenção dos fogos florestais. Continua a ver-se a carta de condução como um prémio pelos 18 anos. Continua a dar-se licença de conduzir sem as obrigatórias aulas de código e condução e sem um teste psicotécnico.
Qual o objectivo das aulas nas escolas de condução? Aprender a conduzir com regras e limites que redundam na segurança de automobilistas e peões. Pelos vistos em Portugal não é assim, trata-se apenas duma formalidade para adquirir uma licença para matar.
Villas-Boas e o prometido que é devido
É assim que os homens ganham crédito e geram confiança, cumprindo promessas. André Villas-Boas ainda tem muito para provar como treinador, mas num curto espaço de tempo já provou que é um homem de princípios, exigente com ele próprio (e com quem trabalha) e diferente da maioria a que estamos habituados no futebol.
Uma das primeiras promessas de Villas-Boas foi fazer de Fernando um médio mais completo. Não porque tivesse algum fétiche com o médio do FC Porto, mas porque sabia que era uma das maneiras de potenciar a equipa. Fazer isto, ao invés de mudar tudo, revela desde logo inteligência. Mas também carácter e personalidade.
Nestes primeiros jogos do FC Porto já se nota bem que Fernando anda mais subido no terreno, tem mais a bola nos pés, faz passes de ruptura e até aparece mais vezes na cabeça da área. André prometeu e cumpriu, merece por isso o meu total respeito e confiança.
Aproveito o tema para deixar uma nota sobre o balneário do FC Porto, que mesmo sem referências da casa como João Pinto, Jorge Costa ou Bruno Alves continua coeso e forte. Note-se o festejo do golo de Falcão mostrando a camisola de Hulk. Já num jogo da época passada, os titulares aqueceram com camisolas 12 e 21 de Hulk e Sapunaru (depois dos castigos por causa do caso do túnel).
Mais vale remediar que prevenir (III)
Em mais uma notícia publicada hoje pelo jornal i, se confirma o que escrevi no post de ontem. Este governo despreza a gestão da floresta e a prevenção dos fogos. Francisco Moreira, investigador do Instituto Superior de Agronomia, diz que “Se se viu algum avanço desde os anos críticos de 2003/2005 foi no combate. Na prevenção e na gestão florestal está tudo praticamente na mesma“. Diga-se que o avanço no combate tem sido apenas atirar Canadairs (ou seja, mais dinheiro) para cima do problema.
Confirma-se também o que escrevi em relação ao combate. É mesmo preciso formação para bombeiros, em especial os seus comandos. Joaquim Sande Silva, especialista da Liga para a Protecção da Natureza, diz que “os reacendimentos reflectem a formação e dispersão dos meios […] o rescaldo continua a fazer-se com água, quando deveria limitar-se a área queimada com ferramentas manuais. Os bombeiros voluntários não têm essa apetência“.
Isto demonstra que não só as prioridades do governo estão ao contrário, como também este é um executivo autista, já que não faltam pessoas especializadas (Engenheiros, Técnicos, etc) na gestão, prevenção e combate ao fogo. Pessoas essas preteridas pelos “afilhados” e “enviados” com cartão de militante da côr do partido do Governo.
Mais vale remediar que prevenir (II)
Este artigo do jornal i confirma o que escrevi neste post. Não há efectivamente em prática um plano para a prevenção dos incêndios nas florestas. O relatório de avaliação do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios detecta várias falhas que acabam por ser decisivas e redundar em tragédia.
Tal como estava à vista, todas as lacunas são relacionadas com a aposta na prevenção. Escrevi há dias: “Não há investimento na gestão e segurança da floresta portuguesa“. O relatório confirma: A taxa de execução da gestão de áreas florestais é de 17% em terrenos públicos e 13% nas áreas privadas.
O relatório diz que é notório o atraso na elaboração dos planos municipais de defesa da floresta, e falta informação para avaliar a sua execução. Isto é consequência de, tal como já disse, a gestão da floresta estar nas mãos de políticos (ou dos seus “afilhados”) ao invés de ser da responsabilidade de técnicos qualificados.
Também na área da prevenção, as acções de formação de população e GNR está abaixo do previsto, e não foi adquirido equipamento essencial para o cumprimento da missão florestal. Eu acrescento que é necessário formação de combate aos bombeiros e também (quiçá mais importante) de estratégia de combate aos seus comandos.
Além disso devia-se acabar também com as nomeações políticas para lugares chave na prevenção e combate. Como por exemplo na ANPC, GTFs das Câmaras Municipais, ou corporações de bombeiros (Voluntários e Municipais).
Coisas de que tenho a certeza
Depois de mais uma viagem comprida para o sul do país (Algarve), ainda por cima numa altura de muito trânsito (mudança de quinzena), cada vez tenho menos dúvidas que… Foram arrancadas – dos manuais do código da estrada – as páginas que têm a regra mais elementar de como conduzir numa auto-estrada: “é obrigatório andar na faixa mais á direita”
Mais vale remediar que prevenir
Sócrates, o Governo e o PS já nos habituaram a ter as prioridades e os princípios todos ao contrário, de pernas para o ar. Já não é novidade, e foi até provado em quase todas as áreas de governação, que para Sócrates (o seu Governo e o seu PS) o 2 vem antes do 1.
Preferem subir os impostos e atacar o défice pela receita ao invés de baixar a despesa. Preferem acabar com os chumbos nas escolas ao invés de ensinar e cultivar a exigência e o mérito. Preferem gastar milhões de euros em combate aos fogos do que preveni-los.
De há uns anos para cá, todos os verões o país é literalmente consumido pelas chamas, e nada é feito para o prevenir. Quando chega a essa altura, venham de lá os milhões para pagar meios terrestres, meios aéreos, prejuízos materiais e até mortes.
Não há, em prática, estratégia para prevenção do fogo. Não há investimento na gestão e segurança da floresta portuguesa. Como é possível termos a gestão da floresta entregue aos responsáveis dos jardins dos municípios? Como é possível termos guardas-florestais de parques nacionais parados por falta de dinheiro para a gasolina? Onde estão as ZIF?
Redes Sociais vs Produtividade
Um recente estudo concluiu que as redes sociais estão a custar cerca de 17.000 M€/ano à economia britânica. Segundo o relatório “metade dos trabalhadores britânicos acede ao Facebook e ao Twitter durante o horário de trabalho e mais de metade admite ter actualizado o seu perfil enquanto estava no emprego […] Um terço afirmou ainda gastar cerca de 30m/dia naqueles sites“.
De qualquer forma, em resposta a uma das perguntas do estudo, grande parte dos inquiridos disse que o acesso às redes sociais não tinha impactos negativos no trabalho. Outros 14% admitiram ser menos produtivos e 10% disseram até que usar as redes sociais contribuía para um aumento da produtividade.
O director da empresa que realizou o estudo não concorda: “os resultados obtidos demonstram que os trabalhadores estão a usar cada vez mais as redes sociais no trabalho, o que, se não for devidamente avaliado, pode ter repercussões negativas na produtividade de muitas empresas“. Acrescentou ainda que “As empresas deveriam monitorizar o acesso às redes sociais e assegurar que os seus trabalhadores não estão a abusar“.
Ora, sabemos por experiência própria que muitas empresas até já bloquearam o acesso às redes sociais, mas será esta a melhor solução? Não se trata sequer de confiar ou não na responsabilidade de cada um e deixar ao seu critério o acesso às redes sociais. Trata-se isso sim de “as empresas conseguirem aumentar a produtividade das pessoas com o uso das redes sociais“, tal como escreve Eduardo Mayer Fagundes neste artigo.
Modas idiotas (II)
Já não chegava andarem na rua com as cuecas por fora das calças (e estas a cair pelas pernas abaixo). Agora a nova moda é fazer o mesmo na praia. A juventude usa cuecas por baixo (e por fora) dos calções de banho (!?) e anda com estes quase nos joelhos. Gostava de saber quem realmente criou esta figura imbecil.

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