Carácter: Rio 1-0 Costa

Rui Rio venceu o debate. E venceu de tal forma que até a maioria da opinião publicada, capturada pela “Cúpula de Lesboa”, se viu obrigada a reconhecê-lo.

É preciso sublinhar a forma como Rio o fez, porque isso diz muito da pessoa e do político que é, efectivamente diferente da maioria dos protagonistas a que estamos habituados.

Note-se que Rio não explorou qualquer um dos “casos” que causariam desconforto a Costa (Sócrates, Incêndios, Tancos ou o Family-gate) e oportunidades não faltaram.

Isto demonstra a honestidade e integridade de Rui Rio, mas acima de tudo a diferença de carácter. Bem como a sua vontade de vencer pelas suas ideias, e não por ser “do mal o menos”.

Mas também mostra uma forma de pensar e interpretar diferentes. Esses remoques poderiam agradar a algumas claques do PSD, mas não iriam cair bem no eleitorado que é preciso conquistar.

Aqueles indecisos, ou pessoas desiludidas com a política e com os políticos, sabem bem o que o governo fez nos últimos 4 anos, mas também estão fartas de uma oposição que apenas faz política de casos e não tem alternativas.

Pelo contrário, António Costa demonstrou mais uma vez aquilo que é, como pessoa e como político. Ao que parece, ambos combinaram não fazer declarações à saída do debate. Rio cumpriu. Costa falou, a tentar controlar os danos. Desonesto, como sempre.

#VotemNeles O saque dos socialistas

Ler para crer… o cúmulo da falta de vergonha. E da maneira como os sucessivos governantes têm gerido e se têm apropriado do dinheiro dos impostos cobrados ao contribuinte. Continuem a votar neles.

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A subvenção vitalícia dos ex-políticos duplica de valor quando chegam aos 60 anos de idade?

Em 2005, por iniciativa do Governo liderado por José Sócrates, o direito à subvenção vitalícia foi revogado. Mas sem efeitos retroativos e criando um regime transitório. Ou seja, quem já recebia, continuou a receber. E quem já tinha direito à subvenção vitalícia até ao momento de revogação em 2005 (isto é, quem já tinha completado 8 ou 12 anos de exercício de cargos), ainda poderia requerer a mesma, nos anos seguintes. Verificou-se, aliás, uma corrida às subvenções vitalícias a partir de 2005, com o número de beneficiários a aumentar substancialmente.

Não sem ironia, o próprio Sócrates acabou por pedir a subvenção vitalícia em 2016. “Quando fui detido, decidi vender a minha casa, pagar ao meu amigo e fiquei ainda com algum dinheiro e, além disso, vi-me forçado, pelas circunstâncias em que o Estado me colocou, a pedir a subvenção vitalícia, coisa que nunca tinha pedido porque não tinha precisado dela, mas vi-me forçado por estas circunstâncias a fazê-lo”, explicou o antigo primeiro-ministro, em conferência de imprensa, a 29 de julho de 2016. Sócrates está a receber uma subvenção vitalícia de cerca de 3.800 euros brutos.

Rio é diferente e faz diferente

Pouca gente fora do aparelho partidário do PSD terá feito mais campanhas do que eu. Especialmente no norte e centro do país, percorrendo regiões do litoral até ao interior. Acompanhando o meu avô no apoio a candidatos de todos os concelhos e distritos, em eleições autárquicas, legislativas ou presidenciais.

Não consigo contar em quantas participei. Apenas recordar a primeira campanha de que tenho memória, nas presidenciais com Freitas vs Soares (1986) ainda não tinha 8 anos. Imagino que terei estado presente em outras antes disso, mas não me lembro.

Confesso que gostava imenso dos comícios, dos discursos, das caravanas, das arruadas, do contacto com a população – quanto mais próximo e genuíno melhor, como por exemplo as investidas ao mercado do Bolhão. Nunca fui fã de almoços e jantares – o famoso “roteiro da carne assada”.

Eram outros tempos. Hoje em dia, em pleno século XXI creio que a maioria destas acções de campanha não faz sentido. A política tem de evoluir, e a forma como a mensagem dos partidos chega às pessoas também. Os canais de comunicação têm de ser diferentes, idealmente melhores.

Rui Rio – apesar dos seus 60 anos e de ter passado pelo mesmo (e muito mais) que eu descrevo acima – é o único líder partidário, a tentar “romper” com o status quo, e fazer diferente (Marcelo inovou na campanha, mas representava-se a si próprio).

Rio e o PSD têm feito muito diferente. No discurso, com sentido de estado e sem ódio. Na abordagem, com responsabilidade e sem populismo. Nos candidatos, com verdadeira renovação e sem medo dos caciques. E agora na campanha…

Os portugueses há muito que pedem um lider político diferente. Aqui o têm. Confiem-lhe o voto.

Votar com conhecimento

Depois dos resultados que tivemos nas últimas décadas (sobretudo no século XXI) é imperativo que nós, os eleitores portugueses, não votem por aquilo que vêem ou ouvem na comunicação dita social (claramente capturada pela Cúpula de Lesboa).

É absolutamente essencial que, por exemplo, leiam os programas eleitorais dos vários partidos políticos. Nem que seja por alto. Nem que seja na “diagonal”. Nem que seja nas páginas que mais interessam a cada um (ex. Saúde, Economia, Educação).

Deixo ficar aqui a lista daqueles que consegui encontrar até agora. Actualizarei quando outros estiverm disponíveis.

> PSD https://issuu.com/psdmaia/docs/programa_eleitoral_30_julho
> PS https://ps.pt/index.php/category/programa-eleitoral-2019/
> PCP https://www.cdu.pt/2019/pdf/programa_eleitoral_pcp.pdf
> Alianca https://partidoalianca.pt/pdf/
> Livre https://programa.partidolivre.pt/

 

António Francisco Debaixo-da-Madeira Costa

A maneira como António Costa e o Governo PS estão a lidar com o caso dos motoristas de materiais perigosos faz lembrar Frank Underwood, o ignóbil personagem que faz de presidente dos EUA na famosa série House of Cards.

A certa altura, Frank Underwood aproveita para empolar um caso e declarar uma situação de emergência nacional, para tirar dividendos políticos e eleitorais.

É, nem mais nem menos, o que António Costa e o PS estão a fazer, com a conivência de uma comunicação “dita” social, capturada pelos interesses da Cúpula de Lesboa.

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Cavaco mauzão vs Costa bonzinho

Em 1994 os camionistas fizeram uma das mais famosas greves de sempre neste país – que ficou conhecida como o “Buzinão”.

Centenas de motoristas bloquearam a ponte 25 de Abril em Lisboa, e nem a polícia de choque os demovia.

Cavaco Silva, na altura Primeiro-Ministro, foi cruxificado pela esquerda e pela opinião publicada, por causa da intervenção policial.

Fast-forward uns anos e temos agora a esquerda, e muita opinião publicada, a criticar violentamente os motoristas e seus sindicatos, por fazerem greve.

A esquerda que tradicionalmente controla os sindicatos (o PCP) parece que ficou sem voz e já não grita contra o “fascismo”.

E temos também o actual Presidente da República, o inefável Marcelo Rebelo de Sousa, que é melhor que um cata-vento.

Muitos ainda se lembram de o ver, em Dezembro 2018, numa viagem de camião, para ouvir os problemas dos motoristas.

Agora é vê-lo, passados 7 meses, a questionar a legitimidade da greve dos motoristas.

Gente hipócrita, irresponsável, populista. Sem sentido de estado ou qualquer interesse pelo bem comum.

#VotemNeles

PSD – Ninguém foi vetado!

Convém perceber o que realmente se passa. Certos nomes, propostos pelas distritais (onde naturalmente imperam caciques), não foram vetados. Pura e simplesmente foram colocados em posições da lista que não agradavam, porque supostamente não são elegíveis. Vai daí revoltam-se, gritam e queixam-se que estão a ser vetados. Não é verdade!

E depois há aqueles, como o Presidente da Distrital de Braga, Hugo Soares (que não é mais do que um fantoche de Luís Montenegro) que tentam boicotar e minar o partido por dentro. Enquanto que à comunicação “dita” social juram amor ao partido. Uns traidores!

No Observador: “A comissão política nacional aprovou esta tarde as listas de candidatos a deputados” (…) Segundo o secretário-geral do PSD, a aprovação das listas “foi largamente consensual e só num caso entrou ou saiu alguém sem a aprovação da comissão política distrital”, disse.

Ou seja, no entender da direção do partido, “apenas houve um veto por parte da Comissão Política Nacional, caso de Hugo Soares em Braga, e nesse caso deveu-se à indisponibilidade de Hugo Soares colaborar com a atual direção”. Segundo Silvano, os casos de Maria Luís Albuquerque e de Miguel Pinto Luz nunca foram vetados, apenas foi sugerida a alteração de lugar, que a distrital decidiu não aceitar.

Diz Silvano que em 22 círculos eleitorais, apenas dois se assumiu a rutura da distrital com a Comissão Política Nacional, que foi Setúbal e Viana do Castelo. Dos 331 candidatos, entre efetivos e suplentes, todos pertencem aos respetivos distritos o que, segundo diz, constitui um facto “inédito no partido”. Segundo o secretário-geral do partido, não há casos de “pára-quedistas”. É com base neste argumento que José Silvano diz que os argumentos da distrital do Porto não fazem sentido, uma vez que todos os nomes impostos pela nacional são de pessoas afetas ao distrito. Um dos problemas do Porto, círculo pelo qual Rui Rio concorre, é o facto de a distrital entender que a nacional chamou a si a escolha de demasiados nomes, não tendo deixado espaço para o distrito se ver bem representado (só 5 das 18 concelhias estão representadas).

Há ainda 151 mulheres e 179 homens, diz.

Na justificação sobre os vetos ou não-vetos, José Silvano explicou que a indicação de Lisboa sobre Miguel Pinto Luz só não foi aceite pela direção porque a cabeça de lista, Filipa Roseta, já era de Cascais, assim como Marques Guedes, pelo que Pinto Luz, também de Cascais, não podia estar nos 10 primeiros. O que aconteceu depois, segundo Silvano, foi que a distrital deixou cair o nome, não podendo ir nos 10 primeiros. O mesmo aconteceu com Maria Luís, diz: o problema não foi de veto, foi de ordenação na lista

Divisão no PSD? Não, os militantes exigem “varridela”

A bancada parlamentar do PSD na Assembleia da República, que agora termina funções, era uma das mais fracas de que tenho memória.

A maioria dos militantes e simpatizantes do partido ficarão genuinamente satisfeitos se virem certos nomes excluídos das listas para as legislativas de Outubro deste ano.

Ainda mais satisfeitos estarão, se virem que esses serão substituídos, não por gente do mesmo nível, apenas de um cacique diferente (o habitual), mas por gente mais competente e nova – na idade e na política. A chamada “lufada de ar fresco” ou “varridela” por que tantos têm suspirado.

O resto é pura intriga da comunicação “dita” social para atingir Rui Rio, dar uma ideia de divisão e fraqueza no PSD, numa tentativa de empurrar o PS para a maioria. O propalado “maus estar” pelos afastamentos vem dos que prevêem ser afastados, e não do partido em si.

Não há nenhum militante ou simpatizante de bem que não fique satisfeito por ver os seguintes nomes afastados: Carlos Abreu Amorim, Duarte Pacheco, Luís Vales, Paula Teixeira da Cruz, Sérgio Azevedo, Cristovão Simão Ribeiro, Marco António Costa, Luís Marques Guedes, Teresa Leal Coelho, Virgilo Macedo.

Eles representam muito do que de mau a política teve nos últimos anos/décadas. Gente única e exclusivamente focada nos seus interesses, dos seus caciques, e daqueles que lhe são próximos. No jogo partidário e corporativo. À procura de um lugar ou nomeação.

A maioria deles sabe bem quem é, o que é, e aquilo que representa. E sabe bem que com Rui Rio não iriam fazer farinha. Daí que, desde bem cedo, viessem dizer que não queriam (que se recusavam) fazer parte das listas a deputados. Para virar o bico ao prego, e evitar humilhação).

Indiferença, misturada com satisfação, é o que militantes e simpatizantes sentirão com o afasramento de outros nomes como: Andreia Neto, Emília Cerqueira, Mercês Borges. Alguns porque passaram 4 anos a receber um ordenado sem fazer seja o que for por quem lhe paga o ordenado (os contribuintes) e pelos eleitores. Outros porque só conseguiram ficar conhecidos por coisas como a marcação de presenças falsas.

São muito poucos aqueles que tiveram prestações positivas e verdadeiramente estiveram no parlamento a representar os eleitores do PSD. António Leitão Amaro, Duarte Marques, Margarida Balseiro Lopes, Miguel Morgado, Ricardo Baptista Leite são alguns deles.

Todos com diferentes maneiras de estar, representando diferentes sensibilidades dentro do PSD, diferentes partes do eleitorado e da população. Curiosamente todos eles jovens. Alguns mais alinhados com um PSD próximo do de Sá Carneiro, outros com um PSD mais adaptado à realidade de hoje, outros ainda com vontade de transformar o PSD. Mas todos eles genuinamemte a defender convicções.

Estes, a meu ver, devem continuar o bom trabalho. Aqueles, podem voltar aos seus caciques e, se quiserem deixar a política ou aderir a outros partidos, é um favor que nos fazem.

Geringonça viola Constituição

Governo poderá obrigar jovens médicos a permanecer no SNS durante algum tempo: “Ideia é compensar o Estado pelo investimento na sua educação e faz parte do conjunto de medidas que o Estado está a estudar para reter médicos durante mais tempo nos hospitais públicos“.

Esta notícia demonstra perfeitamente a maneira como Portugal tem sido governado desde que a chamada Geringonça chegou ao poder.

  1. A prioridade é a manutenção do poder;
  2. O populismo é a forma mais fácil de agradar;
  3. As políticas estão submissas a uma ideologia;
  4. As medidas não seguem qualquer raciocínio lógico;
  5. O dinheiro dos contribuintes é do Estado, e o Estado é o Governo.

Ora, este governo e os partidos que o apoiam, com as medidas que implementaram e outras que têm anunciado, não só deterioram a qualidade do ensino superior, mas também violam a Constituição. Senão vejamos…

A Geringonça anuncia que quer abolir as propinas. Mas depois não tem como financiar as bolsas de estudos e as residências que garantem aos mais pobres igualdade de oportunidades.

A Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 76.º diz: “O regime de acesso à Universidade e às demais instituições do ensino superior garante a igualdade de oportunidades e a democratização do sistema de ensino”.

A Geringonça anuncia que quer abolir as propinas. Mas depois quer privar os jovens recém-licenciados da sua liberdade de escolha, forçando-os a trabalhar no sector público nacional.

A Constituição da República Portuguesa, no seu artigo 27.º diz: “Ninguém pode ser total ou parcialmente privado da liberdade”.

Praticamente todos os dias assistimos a violações da Constituição, da Lei, e dos Direitos dos Portugueses. Tudo isto perpetrado por uma Geringonça que governa o país a seu bel-prazer, porque tem a conivência de uma comunicação “dita” social que come da mesma gamela.

A maioria dos Portugueses – uns embevecidos pelo prato de lentilhas que recebe e pelo imediato; outros completamente resignados e desligados da sociedade – assiste, impávido e sereno, à destruição do país e do futuro dos seus filhos.