Futuro de Jorge Costa passa pelo Dragão

Quando soube da notícia do abandono de Jorge Costa da Associação Académica de Coimbra – OAF pensei que tudo estava relacionado com resultados desportivos. No entanto sabia que não era porque os resultados globais tivessem sido assim tão maus até agora. Muito pelo contrário, o objectivo da AAC é não descer, e antes de chegarmos a metade do campeonato, já tem 18 pontos (precisa de 30 pts) e ocupa o 9º lugar.

Pensei que estava relacionado com os resultados, porque Jorge Costa é um homem de palavra. Na semana passada, depois da derrota por 5-1 com o Marítimo, ouvi-o dizer “Esta é uma derrota pesada. Perdemos bem, nada a dizer. Mas agora deixo uma garantia: Isto não vai voltar a acontecer“. O facto é que aconteceu, contra o SC Braga. Perdeu 5-0.

Vai daí, conhecendo o carácter do ex-capitão do FC Porto, pensei logo que seria o assumir da responsabilidade depois de ter proferido tais palavras. Mesmo sabendo que o trabalho que estava a desempenhar era bom e meritório. Ao contrário de outros, ele não faria de conta que nada tinha dito e assobiaria para o lado, tentando quiçá arranjar bodes expiatórios.

Afinal não será só isso. Disse Jorge Costa que abandona não a AAC-OAF mas o futebol… “Por motivos estritamente pessoais que não me permitem continuar a actividade profissional que mais me realiza“. Espero que não seja nada grave e que volte depressa. A passagem pelo SC Braga, pelo SC Olhanense e pela AA Coimbra provam que o seu futuro pode passar pelo banco do Dragão.

Boas Festas em tempo de crise

Esta foi a mensagem de Boas Festas que enviei aos meus amigos. Deixo-a também aqui, para os meus leitores.

Caros amigos e amigas,

O tempo é de crise financeira, e por isso vos envio esta mensagem de email (grátis) ao invés de um sms/chamada.
O tempo é de crise económica, e por isso envio uma mensagem de email para todos ao invés de mensagem personalizada.
O tempo é de crise social, e por isso peço-vos que nesta altura de Natal sejam mais solidarios do que o que já são no dia-a-dia.
O tempo é de crise de valores, e por isso nesta quadra devemos dar o exemplo sendo educados, civilizados e honestos.

Mas, como dizem vários especialistas, o tempo de crise é também um tempo de oportunidades.
Devemos por isso aproveitar o sentimento positivo e alegre deste período para ganharmos ânimo e embalagem para um ano melhor.
Melhor a nível pessoal, profissional, político, desportivo ou cultural (penso que assim abranjo toda a gente).

Desejo-vos um natal cheio de alegria, junto da família e também dos amigos.
Desejo-vos um natal com um bom bacalhau cozido (ai, já estou com água na boca).
Desejo-vos um natal com um perú tenro e bem acompanhado (hum, já sinto o cheiro).
Desejo-vos um natal com legumes (é para abranger os vegetarianos), fruta e doces (ui, mais uns quilitos)

Resumindo, quero desejar-vos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.
Boas festas… Beijos e Abraços

À atenção da Comissão de Educação e Ciência

Recentemente foi elaborado um relatório sobre “A Ciência em Portugal“. Este relatório foi entregue na AR, à Comissão de Educação e Ciência. Destaco o capítulo que fala de “Carreiras e Oportunidades de Trabalho Científico – Factores Condicionantes, Obstáculos e Sugestões… ou A defesa da competência, do mérito, da responsabilidade e da ética“.

Este capítulo foi coordenado pelo José António Salcedo (CEO da Multiwave Photonics), um especialista nesta matéria, pelo qual tenho imenso respeito e consideração. Deixo abaixo alguns excertos, mas aconselho vivamente a leitura integral do documento. Desejo também, que os deputados da Comissão de Educação e Ciência o tenham lido com atenção, e façam algo para aproveitar este trabalho.

“Os programas doutorais estão orientados para formar investigadores e não cidadãos particularmente bem habilitados a criar valor na sociedade em actividades profissionais diversas através do exercício da sua autonomia intelectual e capacidade de pensar, modelar e propor soluções […] Tal contribui para que a sociedade e as suas instituições – empresas em particular – tenham dificuldade em compreender o potencial de criação de valor que um doutorado pode aportar.”

“Os programas doutorais são omissos quanto ao desenvolvimento de competências e capacidades importantes para uma vida profissional bem conseguida […] Podem apontar-se as seguintes: Pensamento crítico – Análise; Visão estratégica – Síntese; Trabalho e avaliação – Mérito; Equipas e comunicação – Coaching; Responsabilidade e ética – Cidadania […] Pessoas que disponham das competências anteriormente referidas estarão em posição privilegiada para criar valor em qualquer sociedade e para assumir um papel de liderança na sua transformação.”

“No que respeita a comportamentos, os programas doutorais vigentes não desenvolvem nos doutorandos atitudes […] quer para que encontrem oportunidades de trabalho, quer para que estejam habilitados a criar a sua própria oportunidade de trabalho […] Como exemplo […] indicam-se a valorização preferencial da capacidade de pensamento crítico em detrimento da especialidade científica adquirida, o gosto em assumir responsabilidades pela equação e resolução de problemas, o gosto em constituir e liderar equipas em projectos concretos em que os resultados a alcançar são essenciais, a aceitação da avaliação nua e crua dos resultados conseguidos como forma mais correcta para melhorar, a humildade de compreender que existem muitos saberes importantes na vida para além do científico e que muitos desses saberes são implícitos e resultam da experiência, a importância crescente de saber viver e trabalhar em ambientes multi-culturais assim como o gosto por assumir riscos para procurar construir o futuro que cada pessoa gostaria de ter”

“Ocorre frequentemente um desalinhamento de expectativas entre um doutorado e uma instituição que o acolhe […] um doutorado cria expectativas salariais e/ou de enquadramento profissional que não encontram eco na sociedade e nas suas instituições, assim como uma sociedade que é pouco instruída desenvolverá naturalmente aversão a enquadrar um doutorado num contexto profissional quer for factores salariais, quer por outros, sejam técnicos ou comportamentais.”

“A melhor forma de corrigir este desalinhamento é promover mecanismos de comunicação entre instituições de formação doutoral e do mercado de trabalho […] a circulação temporária de pessoas entre as várias instituições […] as universidades deveriam valorizar sabáticas em empresas ou na administração pública, assim como quadros de empresas ou da administração pública deveriam ser estimulados a leccionar ou estagiar periodicamente em universidades ou instituições de I&D.”

“Pretende-se assegurar um grau superior de desenvolvimento do País através da incorporação na sociedade de pessoas habilitadas com conhecimento científico […] O grau de desenvolvimento e riqueza de uma sociedade vem determinado pela capacidade dessa sociedade em criar valor, e o valor criado aumenta quando se constrói através da exploração de conhecimento. A expressão inovação significa precisamente criação de valor através da exploração económica de conhecimento.”

“…em Portugal […] o processo educativo vigente não contribui para o seu desenvolvimento, possivelmente antes pelo contrário, nem a sociedade ou as suas instituições, começando pela administração pública, as valoriza de forma regular […] igualar diplomas do 12º ano do ensino regular com diplomas das Novas Oportunidades – sem aprendizagem de competências profissionais – é um sintoma de total desrespeito pelo valor do trabalho e do mérito e seria inadmissível em sociedades mais desenvolvidas, nas quais educação é encarada com seriedade e tida como factor importante para o desenvolvimento.”

“Em Portugal […] o sistema público não valoriza particularmente pensamento crítico, visão estratégica, trabalho e avaliação, equipas e comunicação, responsabilidade e ética, nem avalia e premeia o mérito de forma isenta, regular e sistemática. Uma das principais razões é que o actual modelo de Estado está errado, porque centraliza excessivamente todos os processos decisórios, estimulando a desresponsabilização das pessoas e das instituições.”

“Não resultaria prejuízo significativo se o Estado tivesse um peso reduzido na sociedade e na economia; infelizmente tal não ocorre, pelo que as competências e as atitudes estimuladas pelo Estado acabam por ter uma influência determinante na sociedade, nas suas instituições e na forma como elas operam […] as inúmeras nomeações políticas de pessoas sem qualificações nem competências profissionais para exercer cargos de elevada influência na administração pública, no sector empresarial do Estado e nas instituições que sucessivos governos têm criado.”

“Ao adoptar critérios permissivos para muitas das suas iniciativas, o Estado está a passar à sociedade a mensagem de que não é necessário trabalhar para desenvolver competências ou ter mérito, nem assumir responsabilidades bem reais se queremos ter uma vida melhor – o que será necessário é ter contactos apropriados […] situações deste tipo adulteram competição e dificultam inovação e, a médio prazo, prejudicam a cidadania e a própria democracia.”

“Um doutorado, em princípio, estaria em condições intelectuais ideais para corresponder ao perfil de competências que fossem mais valorizadas pelo mercado de trabalho. No entanto, é raro tal suceder. No ambiente protegido e tranquilo das academias nacionais, os desafios, as tensões e os paradoxos de uma vida empresarial não se fazem sentir com dinamismo. Por outro lado, pessoas que concluem um grau de doutoramento não adquiriram em geral competências organizativas, de gestão ou sequer relacionais e de liderança, pelo que sentem dificuldades naturais em ser atraídas por ambientes em que o cumprimento de prazos e objectivos seja exigido e avaliado, com os resultados da avaliação produzindo consequências reais e imediatas, assim como seja esperada a constituição e liderança de equipas capazes de abordar e resolver problemas com eficácia.”

“Enquadrar doutorados em PME é um desafio grande, porque do lado das PME existem igualmente questões de natureza fundamental que dificultam o enquadramento profissional de pessoas com competências científicas. Frequentemente PME são empresas de origem familiar e com predominância da função comercial, e estão assentes numa lógica pouco orientada para a tecnologia, em que existem frequentemente limitações sérias em termos de conhecimento científico, capacidade financeira, de organização e de gestão.”

“Frequentemente, uma PME nacional é avessa culturalmente à introdução na sua estrutura de uma pessoa habilitada com conhecimentos científicos, porque os líderes empresariais desse tipo de empresas raramente as têm. Existe assim e logo à partida um desalinhamento cultural – e uma desconfiança – que fica agravado se o doutorado não tiver atitudes que o empresário seja capaz de sentir como próximas das suas e que mais valoriza.”

Mais revelações graves do #wikileaks

Depois da revelação da identidade do “Super-homem” e do “Batman“, o Wikileaks volta a fazer mossa com a publicação de documentos secretos. Desta vez os documentos implicam “Bob O Construtor” em negócios menos lícitos com a construção dos estádios do Euro 2004.

Mas talvez mais grave do que isso, os documentos recentemente publicados no Wikileaks, desvendam também um dos segredos mais bem guardados de sempre: O paradeiro do “Wally“. Desconhece-se para já o impacto destas notícias a nível mundial.

No que concerne a Portugal, as últimas revelações dão conta do envolvimento do “Action Man” no negócio escuro da compra dos blindados para a PSP, que tinham como razão a segurança da Cimeira da Nato em Lisboa, mas que nem sequer chegaram a tempo.

O meu top 20 da música portuguesa (Listagem)

Três meses depois chega ao fim o meu Top 20. Deixo aqui a lista de links completa. Tal como disse no início, a ordem é aleatória. São 20 músicos/grupos portugueses que para mim se destacaram não só pela sua qualidade e irreverência, mas pelas mensagens que passaram aos seus ouvintes.

01. Rui Veloso – O prometido é devido
02. Santos & Pecadores – Tela
03. Resistência – Amanhã é sempre longe demais
04. Ana Free – In My Place
05. Delfins – Sou como um rio
06. Tony Carreira – A vida que escolhi
07. Xutos & Pontapés – À minha maneira
08. Paulo Gonzo – Deixa que te leve
09. Pedro Abrunhosa – Fazer o que ainda não foi feito
10. Ena Pá 2000 – És cruel
11. André Sardet – Feitiço
12. David Fonseca – Stop 4 a minute
13. Amália Rodrigues – Povo que lavas no rio
14. GNR – Pronúncia do Norte
15. Mariza – Gente da minha terra
16. Per7ume – Intervalo
17. Ala dos Namorados – Loucos de Lisboa
18. Jorge Palma – Encosta-te a Mim
19. Da Weasel – Dialectos de ternura
20. Silence 4 – Borrow

A mais grave revelação do #wikileaks

Depois de ter publicado documentos que embaraçaram Estados, Governos e Políticos… Depois de ter publicado documentos que colocam em causa a segurança de várias nações… O wikileaks lançou agora um documento que pode por em causa muito mais, e que pode mesmo ter consequências gravíssimas… o documento lançado identifica o Super-homem como sendo o jornalista Clark Kent, e o Batman com sendo o empresário Bruce Wayne.

Correm também rumores, em Portugal, que a organização de Julian Assange terá documentos em sua posse que revelam a verdadeira identidade da Leopoldina, da Popota e de outras figuras proeminentes da sociedade portuguesa. Desconhece-se para já a dimensão do impacto que estas revelações podem ter no nosso país, já assolado pela crise financeira, económica e social.

Contrapartidas que Ministro deixou na China

Qual a contrapartida que o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deixou na China para que a república comunista comprasse dívida portuguesa? Será que terá prometido ao seu homólogo mais facilidades ao povo chinês imigrante em Portugal? Não vejo algo mais que o nosso país possa oferecer à China, e se foi isso, é mau.

Lembre-se que a maioria dos chineses que vêm para Portugal abre as chamadas lojas dos “300”, e são estas lojas que fazem concorrência desleal. Não só ao comércio tradicional nacional, como também às empresas portuguesas. Os chineses estão isentos de impostos no início da actividade, e importam produtos de baixa qualidade, consequentemente muito mais baratos.

A nova Novabase

A Novabase já é, há muitos anos, a maior tecnológica portuguesa. Sou suspeito, mas acho que é a empresa do ramo que tem as pessoas mais competentes e qualificadas. Além disso a sua cultura organizacional, a permanente procura de novos desafios e a constituição de metas ambiciosas, sustentam o sucesso da empresa.

Agora, a Novabase entra numa nova etapa, e tal como disse o nosso CEO “A visão da Novabase que agora nasce é tornar a vida das pessoas e das empresas mais simples e mais feliz […] É esta a visão que inspira uma nova marca, uma nova cultura, novos valores, nova dinâmica de equipa. Uma Novabase […] que une o lado esquerdo e o lado direito do cérebro e que nos foca nos benefícios que queremos criar para as pessoas.”