#Presidenciais A candidatura de Fernando Nobre

Quando apresentou a sua candidatura logo saíram rumores de que teria sido Mário Soares a lança-lo para que Manuel Alegre provasse do próprio veneno. Ou seja, a candidatura de Fernando Nobre representaria o desalinhamento com os políticos de hoje, e tentaria roubar a Alegre os votos que este roubou a Soares em 2006. 

Mas, os apoios de peso da sociedade civil começaram a chegar, e notou-se que a candidatura era mais do que um favor que faria ao amigo Soares. O facto é que as intenções de Nobre podem ser as melhores, mas é preciso ter mais do que isso para se ser Chefe de Estado.

Além do mais, na ânsia de clamar contras as injustiças sociais (culpa do Governo), Nobre tem demonstrado um desconhecimento profundo dos poderes e das funções de um PR. Dou de barato que a sua máquina eleitoral seja amadora e que não tenha jeito para falar em público, mas é imprescindível ter-se algumas qualidades pessoais que manifestamente não tem. É um homem cinzento.

Esta candidatura tinha tudo para ter sucesso e surpreender se o candidato não fosse Fernando Nobre, mas alguém com mais carisma.

#Presidenciais A candidatura de Defensor de Moura

Confesso que a princípio julguei ser mesmo uma candidatura independente, à imagem da candidatura de Alegre em 2006. Sabia que o ex-presidente da CM Viana do Castelo tinha tido umas divergências internas no seu partido e também se vinha demarcando de algumas acções do governo Sócrates.

Julguei que iria tentar puxar para si os socialistas descontentes e quiçá credibilizar um pouco o PS. Enganei-me redondamente. Depois de duas semanas de campanha, estou convencido que esta foi uma candidatura fabricada por Sócrates e pelo PS, com dois objectivos: 1 – Atacar Cavaco Silva de uma forma vil e suja (algo que Alegre não poderia fazer); 2 – Atraír o eleitorado socialista que está descontente com o Governo.

Espero para ver que lugar terá o Governo PS reservado a Defensor de Moura. Acredito que ainda em 2011 o deputado consiga uma bela reforma dourada. Esta candidatura é mais uma manobra política do PS que apenas pretende servir interesses partidários.

#Presidenciais A candidatura de José Manuel Coelho

A democracia é isto mesmo, qualquer um ter a oportunidade de se candidatar. De qualquer forma, tudo tem limites e há que ter bom senso. A campanha que JM Coelho está a fazer, é o mesmo que andar a brincar com a candidatura a PR (algo muito sério). Os slogans e o carro de campanha são bons exemplos disto. Algo que não é surpreendente, se pensarmos que já desfraldou uma bandeira Nazi no púlpito do parlamento regional.

É óbvio que JM Coelho se candidatou apenas para ter um palco maior no ataque a Alberto João Jardim. O discurso e o tempo de antena centram-se apenas na diabolização do seu inimigo pessoal de estimação que – por mais que lhe custe – é eleito consecutivamente com maiorias absolutas pelo povo Madeirense.

Depois, para não parecer tão evidente, faz umas outras brincadeiras como a do submarino-brinquedo no Largo do Caldas. Algo que só fez porque ficou incomodado quando Judite de Sousa o tentou colar à “direita” (por ser deputado pelo PND).

Esta candidatura não é para ser levada a sério e contribui apenas para desprestigiar o cargo de PR.

O futebol come tudo, e não deixa nada

Há dias comecei assim um artigo de opinião no Sovolei desta forma: “Portugal continua a ser um país de futebol onde Cristiano Ronaldo e José Mourinho estão a anos luz de Nélson Évora, Vanessa Fernandes ou Armindo Araújo. Qualquer futebolista português de 3ª linha tem mais espaço nos média do que Miguel Maia, Frederico Gil ou Ricardo Costa

Num país em que só há dinheiro para o futebol, só há tempo de antena para o futebol, só se fala de futebol, só o futebol move multidões… é curioso como tem de ser o automobilismo, o judo, o ténis e outros a trazerem títulos e prestígio para Portugal.

Amanhã, as capas dos jornais desportivos deveriam trazer a fotografia de Helder Rodrigues e da sua Yamaha, dando destaque ao inédito pódio (3º lugar) do piloto português no Dakar. A par, deveriam também fazer referência a Ruben Faria (cuja missão era ajudar Cyril Despres, 2º classif) que terminou em 7º.

Rádio 15-0 Televisão

Muitos pensam que este é cada vez mais o tempo da TV, em que tudo o que passa no ecrã se torna poderoso, nem que seja por apenas 15 minutos. Para mim, este tem sido o tempo da rádio. Passo a explicar olhando para os canais abertos de Portugal.

SIC e TVI são nitidamente estações onde se produz apenas e só lixo televisivo, que serve para satisfazer e estupidificar o já de si estúpido e inculto povo. A grelha de programas está pejada de novelas, reality shows e séries de gosto duvidoso.

A RTP 1 tem, supostamente, uma obrigação de serviço público. Tenta transmitir alguns programas de debate, entrevistas e reportagens. O problema é que além de os temas serem manietados, os convidados são sempre os mesmos e não trazem novidades.

Obviamente que, para competir com SIC e TVI, a RTP 1 também transmite novelas (no caso brasileiras, cada vez de menor qualidade, porque SIC paga mais pelas melhores) e reality shows (neste caso de melhor qualidade, talvez dado a alguma reserva moral).

A RTP 2 tem uma grelha melhorzinha, mas ainda assim com alguns programas de gosto duvidoso. Bons documentários, algumas séries aceitáveis. Mas a má interpretação do serviço público, e a escassez de meios faz com que o canal tenha uma grelha pobre.

Ao contrário da TV, a Rádio tem programas de grande qualidade. E falo apenas das que ouço frequentemente. Há excelentes entrevistas a gente desconhecida do público em geral, mas com grande categoria. Relevo o programa “Pessoal e transmissível” de Carlos Vaz Marques.

Os programas de debate político são mais interessantes, pela escolha dos temas e pelos moderadores mais capazes e independentes. Ainda assim pecam nos convidados que, tal como na TV, são quase sempre os mesmos e com o mesmo discurso.

Os programas humorísticos são muito bons, com humor inteligente e com piada. Talvez a falta de imagem evite o humor fácil e imbecil das TVs e obrigue os autores/intérpretes a aprofundar mais o seu trabalho. Destaco o “Governo Sombra” e o “Tubo de ensaio” de Bruno Nogueira.

Também no desporto a Rádio supera a TV. Não só com programas de culto como “Bola Branca”, mas também com comentário sério e conhecedor, que foge ao discurso fácil da corrupção e das arbitragens. Aconselho “Os grandes adeptos” e “Jogo Jogado”.

A informação é de longe melhor do que a TV. É precisa e objectiva, abordando os temas realmente importantes. Talve porque tem de ser feita em 10 minutos (e não em 1 hora) deixa de lado a “espuma dos dias” e não fica a “encher chouriços” com notícias parvas.

As reportagens da Rádio são de uma qualidade que faz com certeza inveja à TV. Fazem-se trabalhos de fundo sobre temas interessantes e actuais, ao invés de tragédias/histórias de vida, os temas que a TV gosta de oferecer ao espectador tacanho e pobre de espírito.

De resto, há programas diferentes e inovadores como “Sinais” onde Fernando Alves aborda um tema actual com linguagem artística e opinião séria e ponderada. Ou o “Janela indiscreta” de Pedro Rolo Duarte onde o jornalista visita e cita blogues sobre a actualidade.

#CR7 e a típica inveja tuga

Impressiona-me sobremaneira, ver tanto português elogiar Lionel Messi e ignorar Cristiano Ronaldo. Não está em causa se um é melhor do que outro, está apenas em causa a atitude para com cada um.

Não sou apologista de bairrismos provincianos, mas qualquer português deveria ter orgulho em Cristiano Ronaldo, no que ele representa e a forma como representa.

Não haja dúvidas que se deve a ele o facto de agora, os Portugueses serem considerados e olhados de outra forma (uma forma bem mais positiva) pelos estrangeiros, em todo o mundo!

Nestes últimos dias fez-me impressão ouvir muita gente minha conhecida (e de outros) relevar o facto de Messi ter marcado 3 golos em jogo da Taça frente ao Bétis (da 2ª divisão!).

E fez principalmente porque não vi os mesmos, 2 ou 3 dias antes, a elogiar as qualidades do CR7 da mesma forma, quando este marcou 3 golos e fez uma assistência em jogo do Campeonato frente ao Villareal (3º classificado!)

Não se trata obviamente só de um jogo. Mas também não é preciso recuarmos muito na estatística. Nesta época, Cristiano leva 23 golos apontados na Liga (50% do R.Madrid) e Messi leva 18 golos (30% do Barcelona).

Irrita-me esta forma de actuar dos Portugueses, que não conseguem digerir o sucesso de um compatriota seu… é típica inveja tuga… E o mesmo se passa com Mourinhos e afins…

José #Mourinho, o necessário e o suficiente

Está provado que, ao contrário do que em tempos disse Vicente del Bosque, para ser o melhor treinador do mundo não é suficiente ter os melhores jogadores, mas sim conseguir construir a melhor equipa – afinal de contas o futebol é um desporto colectivo. O espanhol não poderia ser o melhor treinador do mundo.

Está provado que, ao contrário do que dizem os apoiantes de Pepe Guardiola, não é necessário jogar bonito para se ser o melhor treinador do mundo, o que é preciso é vencer – afinal de contas os títulos conquistam-se com vitórias. O outro espanhol não poderia ser o melhor treinador do mundo.

José Mourinho constrói boas equipas e vence. Fá-lo com muito trabalho, exigência e estudo. Socorre-se da ciência, da tecnologia e dos melhores adjuntos. Coloca emoção e muita ambição nas suas acções. Transmite confiança e motivação.

É naturalmente um líder, tendo uma capacidade e um carisma fora do vulgar. Ao mesmo tempo é humilde no seu trabalho, delegando funções, responsabilizando os colaboradores e confiando totalmente no trabalho que lhes atribui.

Por isto e por muito mais, José Mourinho é indiscutivelmente o melhor treinador do mundo na actualidade. Como todos os grandes homens da história mundial, não é perfeito, longe disso. Mas o prémio é para o treinador, não para o homem.

Confissão compatível com declarações?

Como é habitual nestes casos, a comunicação dita social recolhe muitas declarações de familiares e amigos. Não há ninguém que aponte um defeito. Tratam-se sempre de pessoas perfeitas, sem defeitos e só com qualidades.

Ouvimos dizer: “o meu filho é tímido […] é um menino de ouro, de tão bom que é […] é tímido e incapaz de cometer tal atrocidade” ou “um bom aluno, mais no liceu do que na faculdade, mas mesmo assim bom aluno […] nunca entrou em conflitos“.

Também disseram: “É um tipo normal, calmo, mesmo a jogar basquetebol […] Sempre deu a entender que gostava de raparigas, como todos nós” ou “todos achámos engraçado e diferente o facto de ele ter dito que gosta de ver novelas com a irmãs

Eu pergunto, como podem ser estas afirmações compatíveis com isto: Renato Seabra confessou às autoridades americanas ter assassinado e arrancado os testículos de Carlos Castro com um saca-rolhas, para o libertar dos demónios da homossexualidade.

Recordar é viver… e o burro sou eu?!

Agora que está cada vez mais claro que Portugal terá de pedir ajuda externa para sair da situação em que está, é altura de recordar um artigo de Vasco Graça Moura, logo depois das Legislativas 2009, no DN (30 Set 2009). Imagino o que a maioria terá pensado do autor. Agora, vale a pena perguntar: “e o burro sou eu?!

O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo.

Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.

Não se diga que tomo assim uma atitude de mau perdedor, ou que há falta de fair play da minha parte. É timbre das boas maneiras felicitar o vencedor, mas aqui eu encontro-me perante um conflito de deveres: esse, das felicitações na hora do acontecimento, que é um dever de cortesia, e o de dizer o que penso numa situação como aquela que atravessamos, que é um dever de cidadania.

Opto pelo segundo. Por isso, quando profiro estas e outras afirmações, faço-o obedecendo ao imperativo cívico e político de denunciar também neste momento uma situação de catástrofe agravada que vai continuar a fazer-nos resvalar para um abismo irrecuperável.

Entendo que o Governo que sair destes resultados não pode ter tréguas e tenciono combatê-lo em tudo quanto puder. Sabe-se de antemão que o próximo Governo não vai prestar para nada!

É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há-de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria.

O voto nas legislativas revelou-se acomodatício e complacente com o status quo. Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço.

Mas as empresas continuarão a falir, os desempregados continuarão a aumentar, os jovens continuarão sem ter um rumo profissional para a sua vida. Pelos vistos a maioria não só gosta disso, como embarcou nas manipulações grosseiras, nas publicidades enganosas, nas aldrabices mediáticas, na venda das ilusões mais fraudulentamente vazias de conteúdo.

A vitória foi dada à força política que governou pior, ao elenco de responsáveis que mais incompetentemente contribuiu para o agravamento da crise e para o esboroar da sustentabilidade, ao clube de luminárias pacóvias que não soube prevenir o desemprego, nem resolver os problemas do trabalho, nem os da educação, nem os da justiça, nem os da segurança, nem os do mundo rural, nem nenhuma das demais questões relevantes e relativas a todos os aspectos políticos, sociais, culturais, económicos e cívicos de que se faz a vida de um país.

Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.

O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.

A partir de agora, só haverá mais do mesmo. Com os socialistas no Governo, Portugal não sairá da cepa torta nos próximos anos, ir-se-á afundando cada vez mais no pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios, e dentro de pouco tempo nem sequer será digno de ser independente.

Sejam muito felizes.

Pergunta que se impõe (II)


Porque raio o papel higiénico é taxado a 23%? A taxa mais elevada do IVA? Normalmente não olho para o talão das compras, mas por curiosidade (devido ao aumento do IVA) olhei na 2º feira. Só tinha comprado bens de primeira necessidade, e era tudo a 6%. Hoje comprei PH e ao olhar vi 23%!! Mas que raio, se o PH não é bem de 1º necessidade, então o que é? Querem que limpemos o rabo aos jornais?… pensando bem, alguns jornais só servem mesmo para isso.