BPN, BIC, Totta, Santander… curiosidades

Não entendo o alarido que aí vai por causa da venda do BPN por 40 M€ ao BIC. Lembro-me bem de, por uma ou duas vezes, ter ouvido o Min. das Finanças de Portugal dizer que o Estado não tinha posto 1€ no BPN.

Fazendo fé nas palavras de Fernando Teixeira dos Santos (para os mais distraídos, era ele o Min. das Finanças do Governo liderado por José Sócrates) quer dizer que no final de contas o Estado lucrou 40 M€.

A propósito de bancos e da sua venda veio-me à memória outro episódio. Lembro-me de há uns anos atrás ter havido muito alarido à volta da venda do Banco Totta aos Espanhóis do Santander. Estávamos a ser invadidos.

Hoje, os governantes (tanto os do Governo PSD/CDS como os do anterior Governo PS) andam em tour a tentar vender as maiores empresas portuguesas (ditas até “Estratégicas”) aos Angolanos e Brasileiros.

Sobre a seriedade e credibilidade de tais investidores. Sobre a verdadeira fonte dos dinheiros desses senhores. Nada a dizer. Nem uma palavra. Estaremos a ser invadidos por eles? Oh não! Que parvoíce!

Futebol: Terreno fértil para lavagem de dinheiro

Num país de 3º mundo Luís Filipe Vieira é “o maior” e o SL Benfica passa incólume. Num país desenvolvido e num Estado de Direito, Luís Filipe Vieira estava (muito provavelmente) na cadeia e o SL Benfica fechado.

Naturalmente que o mesmo se aplicaria a todos os dirigentes do futebol que fazem habilidades deste género. Mas, neste país europeu, Pintos da Costa, Valentins Loureiros e afins andam soltos e com sorrisos na cara.

E se julgam que a culpa é dos juízes que estão “feitos” com os dirigentes do futebol, desenganem-se. Esses apenas aplicam as leis (feitas à medida). A culpa é do “Tuga” que estrebucha muito mas adora esta gente e estas coisas.

Basta ler o que o “Tuga” escreve nas caixas de comentários dos jornais online, ou o que diz no café do bairro. Hoje é o Vieira e o SLB que fazem habilidade, mas ontem foi o Pintinho e o FCP. Equilibrou. Está tudo bem.

Enquanto a mentalidade for esta, a corrupção e o à vontade será cada vez maior. E mais dinheiro e poder terão os dirigentes do futebol, para pagar as “luvas” aos (i)responsáveis pelas leis que os deixam fazer coisas (i)legais.

Cada vez mais o futebol é terreno fértil para lavagem de dinheiro. Não só para os mafiosinhos dirigentes do futebol europeu, mas também para os Mafiosos da ex-União Soviética, e para os ditadores das Arábias.

O monopólio da EDP, dá nisto…

Após 100 min ao telefone (sim, isso mesmo, 1 hora e 40 minutos) distribuídos por 9 chamadas, vou ter finalmente o assunto da ligação da electricidade resolvido.

Planeei tudo direitinho para que ontem, dia 1 Agosto, me ligassem electricidade, água e gás. Por causa de uma incompetente da EDP não consegui tal desiderato.

Foi preciso chatear-me (e chatear 4 funcionárias do call-center da EDP) para que o assunto fosse resolvido hoje, dia 2 Agosto, corrigindo um erro da própria EDP.

Entre os 100 min e as 9 chamadas, registei uma reclamação e dei uma “cassete” (que até eu considero maçadora) às 4 meninas da linha de apoio a cliente.

Foi a única maneira de obrigar a EDP a desempenhar o seu trabalho, assumindo as suas responsabilidades e as consequências dos seus erros (ou dos funcionários).

Acho incrível que uma das maiores empresas em Portugal (e que se diz uma das melhores do Mundo) não tenha SLA’s a cumprir nos serviços (seja quais forem) que presta.

Qualquer empresa digna desse nome tem SLA’s a cumprir, preocupação com fidelização de clientes, etc. Mas o monopólio faz com que isso não seja necessário à EDP.

Opinião: Santo Tirso mal na fotografia

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Agosto 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

Foram recentemente divulgados os resultados do Censos 2011. Existem vários tipos de estatística sendo que a que pretendo abordar é uma mais genérica, mas que consegue reflectir muitos outros números. Os resultados que abordarei são inequivocamente consequência das políticas levadas a cabo por cada concelho.

Mais uma vez Santo Tirso não aparece bem na fotografia. O nosso concelho perdeu população e foi mesmo o único, no conjunto de concelhos que fazem parte desta região. Famalicão, Paços de Ferreira, Valongo e mesmo os jovens concelhos da Trofa e de Vizela ganharam entre 2% e 10% de população. A Maia ganhou mesmo mais de 10%.

Se havia dúvidas quanto à responsabilidade desta perda de população em Santo Tirso, elas ficam desfeitas. Se poderíamos pensar que se deveu ao desmantelamento de várias grandes empresas (principalmente do sector têxtil) na região, desenganemo-nos. Todos os nossos vizinhos ganharam população, e nós perdemos.

Nem sequer podemos desculpar-nos com o factor “interioridade”. Isto porque somos um concelho do litoral, e a nossa localização é invejável. Estamos a 30 km de Porto, Braga ou Póvoa de Varzim/Vila do Conde. Somos servidos pela auto-estrada A3, pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro ou pelo Porto de Leixões.

Aliás, existem concelhos bem mais interiores que ganharam população, como Vila Verde e V.N. Poiares (+2% a 10%), Lousã (+10%) ou Condeixa (+12%). Conheço bem Vila Verde, que acompanho desde que em 1997 fui apoiar José Manuel Fernandes à presidência da autarquia. Venceu, e até 2009 fez um trabalho invejável.

Quanto a V.N. Poiares, Lousã e Condeixa não conhecia, mas curiosamente visitei essa zona no passado mês de Julho. É evidente como o poder político local soube aproveitar o facto de se encontrar a 15 km de Coimbra, a 30 km da Figueira da Foz e de Pombal e de também ser servido por um acesso à auto-estrada A1.

Há quem se possa atrever a dizer que o facto de estarmos perto de dois grandes centros urbanos é a causa da perda. Ora, Mafra fica a 20 km de Sintra e a 40 km de Lisboa, é servida por auto-estradas, e mesmo assim foi o concelho que mais cresceu em Portugal continental. Aumentou em 41% a sua população.

O Presidente da C.M. Mafra, entrevistado pelo jornal semanário Expresso, justificou este resultado positivo com a as apostas que fez a autarquia. O Eng.º Ministro dos Santos diz que a evolução se deve à aposta em infraestruras de Educação, Rede Viária, Segurança, Ambiente e Desporto. Um bom exemplo.

Eu apenas acrescentaria que também é necessário atrair investimento. Atrair empresas que criem emprego e desenvolvam a economia local. Exemplos desses podem também ser vistos se olharmos para os concelhos aqui ao lado, como Paços de Ferreira ou Maia. Só assim, o nível de vida pode aumentar para os Tirsenses.

Está claro que o nosso falhanço teve vantagens para outros. Não foram só os concelhos limítrofes que cresceram, e para quem perdemos população. Todos nós também temos amigos e familiares que “emigraram” para concelhos como Vila do Conde (+2% a +10%), Matosinhos (+2% a +10%) ou Braga (+10% a +20%).

Espera-se que no próximo Censos 2021 Santo Tirso possa aparecer como um dos campeões da evolução, mas para isso é necessário que em 2013 os destinos do concelho mudem de mãos. Este PS de Castro Fernandes terá de ser afastado e substituído por outra equipa. Mas essa terá de ser capaz de responder aos desafios do futuro.

O “tuga”, uma espécie que prolifera – Parte II

Há uma semana atrás escrevi um post sobre o “Tuga”. Tentei descrevê-lo ao máximo, mas não consegui. Acrescento mais algumas coisas que o caracterizam.

O tuga é aquele que, no casamento do familiar/amigo, por estar de fato e gravata já se sente patrão e trata o empregado de mesa com arrogância e sobranceria.

O tuga é aquele que, na festa da empresa ou baptizado do sobrinho, enche o prato como uma pirâmide e come até não poder mais porque… afinal é de borla.

O tuga é aquele que, numa acção promocional ou de marketing, fica horas em fila para jogar uma “roda da sorte” que oferece bonés, canetas ou porta-chaves.

O tuga é aquele que, durante 6 anos foi o mais acérrimo crítico de José Sócrates, e o “perdoou” como que automaticamente, no dia em que o pai faleceu.

O tuga é aquele que cochicha quando recebe uma chamada da mulher, mas fala para todo o restaurante quando lhe liga o amigo para recordar a saída de sábado.

O tuga é aquele que, no supermercado, compra o que não precisa, o que não gosta ou o que não usa, apenas porque está em promoção e “é de aproveitar“.

O tuga é aquele que acha perfeitamente normal, e não vê qual o problema, em o filho mais velho ir para a faculdade de chinelos e calções de praia.

O tuga é aquele que não educa o filho em casa, mas depois na rua quando o puto se porta mal, quer mostrar autoridade pelo meio de palmadas e berros.

O tuga é aquele que está no estacionamento, mas por estar dentro do carro (à espera de qualquer coisa, ou a passar tempo) acha que não tem de pagar parquímetro.

O tuga é aquele que adora reality shows com celebridades, porque é a mesma coisa que ler a TV Mais, mas sem pagar 1,25€ e com imagens reais.

Autocarro da Carris: Um estudo sociológico

Há cerca de 3 meses que consegui novamente andar de transportes públicos. O percurso que faço agora para trabalhar permite-me deixar o carro na garagem, poupar dinheiro em gasolina/estacionamento, poupar paciência no trânsito e poupar o meio ambiente.

Na viagem de autocarro aproveito para navegar no telemóvel pelas redes sociais e aplicações de notícias. Mas por vezes dou por mim também a fazer como que um estudo sociológico sobre as pessoas que entram e saem do autocarro nas diversas paragens.

Vejo muita gente, homens e mulheres (na sua maioria já com uma certa idade), que fala sozinho ou então que mete conversa com qualquer pessoa que esteja à sua frente. Para mim, este tipo de comportamento denota solidão e abandono.

Por outro lado também há muitas pessoas (das quais muitas adultas, mas novas) que não estabelecem qualquer tipo de contacto. Olham para o chão o tempo todo e não falam com ninguém, mesmo que abordadas. Isto é, para mim, exclusão social.

Para quem gosta de ver gente gira e com estilo (quem não gosta?) o autocarro tem muita poluição visual. A maioria das pessoas veste-se mal e com roupa velha. Na minha opinião, este facto só pode ser consequência da pobreza de que padecem.

Depois, em conjunto com a roupa velha e mal amanhada, costuma vir também o mau cheiro. Não é só cheiro a suor, é mesmo por vezes o cheiro de quem não toma banho há dias. Isto demonstra apenas a falta de auto-estima que as pessoas têm.

Por fim, assiste-se a muitas faltas de respeito e de educação. Estas partem principalmente dos mais jovens, mas também já as vi em adultos e até em idosos. A isto só se pode associar uma falta de valores e de civismo enorme.

Esta é infelizmente a realidade de uma grande parte da população. Estas atitudes, maneiras de ser, personalidades, carácteres, são para mim consequência da falta de qualidade de vida das pessoas. Que leva à frustração, angústia, tristeza, infelicidade.

Esta é a realidade invisível para muitos dos responsáveis pelos destinos do país. E esta realidade também é muito culpa deles que praticam políticas erradas. É necessário ter a sensibilidade social que se exige a um político, e tentar melhorar a vida desta gente.

O óbvio no caso Bernardo Bairrão

É mais do que evidente que o Governo iria e irá negar a investigação dos Serviços Secretos a Bernardo Bairrão. E obviamente faz muito bem. Afinal de contas trata-se de uma investigação secreta levado a cabo pelos Serviços Secretos. Naturalmente é para manter secreto, no matter what.

Bernardo Bairrão fez o que obviamente se esperava que fizesse. Como bom “tuga” que é pediu que o relatório dos Serviços Secretos fosse tornado público. Sabendo perfeitamente que isso nunca irá acontecer. Mas com esse pedido quer fazer crer que não tinha medo do que lá está escrito e tenta sair bem na fotografia.

Disto, podemos todos tirar uma conclusão, também ela óbvia. Bernardo Bairrão não tinha categoria para ocupar um lugar no Governo de Portugal. Não só pelo que supostamente diz o relatório, mas também por esta reacção. Revela falta de carácter e desonestidade intelectual.

O “tuga”, uma espécie que prolifera

Há poucos dias saíram os resultados do Censos 2011. Muitas estatísticas foram lançadas, sendo que a mais geral é a de que somos hoje 10.555.853 portugueses.

Entre estes tem proliferado uma espécie, que é em muito responsável pela crise de valores que o país atravessa. Essa espécie chama-se “TUGA”.

O tuga é aquele que acha que ser patriota é torcer pela selecção nacional de futebol, em vez de pagar impostos e ser solidário com os seus concidadãos.

O tuga é aquele que acha ter alcançado uma grande vitória ao ter crashado o site de uma agência de rating ou ter inundado a sua caixa de emails.

O tuga é aquele que se endivida no banco por um BMW branco em vez de pedir dinheiro emprestado para o seu filho poder ir para a universidade.

O tuga é aquele que se atira para cima de uma passadeira sem parar e olhar, porque “se for atropelado o condutor tem de pagar uma grande indeminização”.

O tuga é aquele que compra (às prestações) um telemóvel de 400€ ou 500€, do qual aproveita 5% das funcionalidades, apenas porque pensa que dá status.

O tuga é aquele que chama ladrão ao político, mas sempre que compra/recebe algum produto/serviço, pede tudo sem factura para fugir aos impostos.

O tuga é aquele que chama incompetente e corrupto ao político mas não participa na democracia, nada faz para a mudar, e nem sequer vota.

O tuga é aquele que, mesmo ganhando mais, declara o ordenado mínimo e quando chega a reformado fica revoltado por ter uma reforma tão baixa.

O tuga é aquele que, em cargo de chefia, pratica um tipo de liderança baseado no temor do chefe ao invés de preferir ser respeitado.

O tuga é aquele que vai “tirar de esforço” da professora que expulsou o seu filho porque este foi malcriado e perturbava a sala de aula.

O tuga é aquele que vai ao futebol ou ao concerto e passa o tempo a tirar fotos que comprovem a sua presença, em vez de apreciar o espectáculo.

O tuga é aquele que sonha com as telenovelas e as transporta para a realidade. Aquele que passa o dia a ver reality shows à espera de enxovalhos.

O tuga é aquele para quem a notícia não é o sucesso, a inovação, o feito ímpar, mas sim a traição, a tragédia, a intriga, o crime.

O tuga é aquele que no retorno das férias é paciente para ouvir a história do colega, apenas para ter audiência quando for a sua vez de contar.

O tuga é aquele que acha um roubo quando o clube adversário é beneficiado, mas acha justo (“é para equilibrar”, diz) quando o seu clube beneficia.

O tuga é aquele que achava o Carlos Castro “um grande paneleiro”, e agora diz que era um velhinho indefeso que foi vítima de um drogado ambicioso.

O tuga é aquele que ao fim-de-semana, em vez de levar os filhos a um programa lúdico/pedagógico ou a passear/jogar, se enfia com eles num centro comercial.

O tuga é aquele que chega à praça de alimentação do Centro Comercial e senta a mulher/filho numa mesa a guardar lugar, enquanto demora meia hora a pedir a refeição.

O tuga é aquele que ao esperar numa paragem de autocarro vê passar um homem num Ferrari e, ao invés de pensar “um dia ainda vou ter um Ferrari” pensa “um dia ainda vais andar de autocarro”.

Com a morte do Diogo, esmoreceu a minha esperança

O dia de hoje começou como habitualmente. Levantei-me, tomei banho, saí de casa para o trabalho, e no autocarro actualizei-me nas redes sociais. Às tantas senti um “murro no estômago”… vi a notícia de que o Diogo Vascocelos tinha falecido repentinamente, aos 43 anos.

Conheci o Diogo há pouco mais de 1 ano, por altura das eleições internas do PSD, em que apoiei JP Aguiar Branco, e de quem o Diogo era mandatário. Fiquei impressionado e escrevi: “É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos“.

A liguagem do Diogo, a maneira de ver as coisas e a vontade de as fazer, eram incrivelmente atraentes. Tinham como que um íman que nos chamava e nos fazia crer ter encontrado os ingredientes para a solução que tiraria Portugal do pântano. Criava renovada esperança no futuro.

O Diogo Vasconcelos era um homem que ao contrário do que estamos habituados nos responsáveis de hoje não estava sempre a olhar para trás mas olhava permanentemente para o futuro. Estava disponível para o construir. E mais importante do que isso, fazia-o.

As suas qualidades como profissional fizeram-me compará-lo a outros grandes portugueses, bem mais mediáticos do que ele. As suas qualidades humanas e políticas fizeram-me desejar que um dia fizesse parte de um governo como Ministro da Inovação.

Tal como já havia dito a muita gente e escrito no meu blogue, o Diogo Vasconcelos fazia parte de uma verdadeira “nova geração” de políticos. Aqueles que podiam efectivamente renovar a classe política e levantar de novo o esplendor de Portugal.

Tal como Rui Rio ou José Pedro Aguiar Branco – que curiosamente acompanhou na JSD – o Diogo Vasconcelos era um homem inteligente, com carácter e grande personalidade. Mas mais do que isso, era um líder e um visionário. Regia-se pelos melhores valores e princípios.

Os cargos que ocupou comprovam a sua capacidade e competência. Foi Senior Director da Cisco International, Chairman da APDC – Associação para o Desenvolvimento das Comunicações ou Chairman da SIX – Social Innovation eXchange.

Foi um grande impulsionador da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Defendia como ninguém a inovação e o empreendedorismo. Fundou a FAP – Federação Académica do Porto, a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, a revista Ideias & Negócios e a Ciber.net.

Hoje fiquei chocado com o falecimento do Diogo Vasconcelos, mas mais do que isso, esmoreci a esperança de um Portugal melhor. Porque todos somos poucos para puxar pelo país, e hoje perdeu-se a força de mais um. Ainda por cima um dos mais “fortes”.

CM Portimão gasta 1 M€ no Sasha Summer Sessions

O Sovolei foi convidado pela LinkSport para organizar um Torneio de Volei de Praia integrado no Portimão SummerFest 2011. Estive, portanto, no passado fim-de-semana em Portimão, na Praia da Rocha, onde nunca tinha estado. As refeições do torneio eram servidas no Blue Lounge Urban, instalações de suporte ao Sasha Summer Sessions.

O Sasha Summer Sessions foi um fenómeno que conseguiu juntar milhares de pessoas no verão 2010, na Praia da Rocha em Portimão. Os eventos neste espaço foram várias vezes referidos na comunicação social, com destaque para o “Jet-7”. Pessoalmente, este tipo de coisas não me atrai, pelo que nunca lá pus os pés, e pouca atenção dispensei.

No entanto, pude este fim-de-semana ler num jornal Algarvio, que em 2011 a CM Portimão não iria repetir a parceria 2010 com empresários da noite, nomeadamente Luís Evaristo. Este verão o evento irá acontecer, mas a parceria será com a Meo – chamar-se-á “Meo Spot Summer Sessions” – e a CM Portimão conta gastar apenas 150 m€.

Isto contrasta com o Verão 2010 em que a CM Portimão gastou 150m€ na logística e ficou a haver cerca de 800 m€ de Luís Evaristo. Para “pagar” a dívida, a CM Portimão “comprou” o nome “Sasha Summer Sessions” por 800 m€. Um nome que, pelos vistos, não será mais utilizado visto este mudar para “Meo Spot Summer Sessions”.

Este é mais um exemplo da vergonhosa gestão que alguns políticos fazem do dinheiro público, neste caso particularmente os autarcas. Note-se que a CM Portimão tem neste momento uma dívida acumulada de 98 M€ e que está com sérias dificuldades em conseguir formas de a pagar.

E também é um bom exemplo do aproveitamento das incapacidades daqueles políticos (ou mesmo a corrupção) por parte de certos e determinados “empresários”. É que com toda a certeza o “empresário” em causa não se terá inibido de ficar com o dinheiro “em caixa” no fim das noites. Mas pagar o que deve… está quieto!