Mais do que incompetente, Vítor Pereira revelou-se…

O que me vale é que, de há uns 3 anos para cá, só me chateio com o futebol durante os 90 minutos do jogo. A verdade é que sofro muito ao ver o FC Porto perder ou jogar mal. Não estou habituado, que querem que faça?

Ainda há dias escrevi um post sobre o mesmo assunto: a falta de qualidade do jogo do FC Porto e o seu responsável Vítor Pereira. Acho que é tão evidente que me custa a perceber do que está à espera Pinto da Costa.

Para quem percebe de futebol é por demais evidente: A construção do jogo de ataque do FC Porto é feita através dos defesas centrais (esses grandes organizadores de jogo!) com lançamentos para as alas.

Esse jogo, não só complica o domínio da bola por parte de quem recebe, como facilita o trabalho da defesa da equipa adversária, que está de frente para o lance.

Além do mais desperdiça a capacidade técnica e criatividade dos (vários) médios portistas, que tão bem têm dado conta do recado (leia-se organização de jogo) nos últimos anos, e que se vêem agora desmotivados.

A verdade é que o jogo só passa nos pés dos médios quando a bola é recuperada no meio campo. Doutra forma são sempre os centrais a lançar. Sugiro: contem as vezes que a bola passava pelos pés de Moutinho antes e depois de V.Pereira.

Outro facto que atesta a falta de qualidade/competência de V.Pereira como treinador é não ter plano B. Nunca alterou o esquema táctico, tentando inverter o sentido de um jogo. Nem mesmo quando está a perder.

As substituições efectuadas deixam tudo na mesma, em 4-3-3. Com o Olhanense, tal como em Nicósia, não resultou. Porque o problema não está nos jogadores que saem está na táctica e estratégia de jogo.

Para piorar revelou a sua personalidade nos últimos dias. Na conferência de imprensa que precedeu o jogo apareceu de testa franzida e cara de mau. Indignado, berrou e deu murros na mesa. Auto-elogiou-se.

Hoje, no final de um jogo lastimoso tentou esconder-se no possível mau resultado do Benfica no dia seguinte, e depois tentou condicionar Pinto da Costa. Só revela mau carácter.

FC Porto: o pior cego é aquele que não quer ver

A um adepto exigiente e habituado a ver o FC Porto a jogar bom futebol (já nem digo a vencer, apenas a jogar bem) mete dó ver a actual equipa a jogar. É mau demais para ser verdade.

O actual FC Porto não tem uma ideia de jogo (o chamado fio de jogo), não tem uma estratégia bem definida. Não joga em posse ou em contra-ataque. Não pressiona. Joga como calhar.

O que se vê em campo não é uma equipa de futebol de topo, mas um grupo de grandes jogadores a jogar ao calhas. Mais ou menos como o comum adepto a jogar ao domingo com os amigos.

Quem percebe de futebol verá facilmente que a culpa é do treinador. Quem percebe de bola dirá que a culpa é dos jogadores. Nomeadamente Hulk, que é o alvo mais fácil (tal como CR7).

Se a culpa fosse dos jogadores, como justificar que na época passada eram exactamente os mesmos, estavam em forma, e jogavam de forma sublime? Talvez a diferença esteja no treinador.

Para os adeptos minimamente atentos e esclarecidos basta fazer o seguinte exercício: Contar o número de vezes que a bola passa nos pés de Moutinho, antes e depois de Vitor Pereira.

Mas não se trata apenas de uma aspecto técnico-táctico. Trata-se também de liderança e carisma. Treinadores com estas características levam os jogadores onde quiserem (Mourinho, Villas-Boas).

Dizem que Vítor Pereira mostrou coragem ao substituir Hulk num jogo há dias, ou ao deixar Moutinho e James no banco. Não é coragem, é estupidez. Dentro do mau, são os melhores da equipa, de longe.

Outro erro crasso de um líder é o não reconhecimento do próprio erro. Querem pior exemplo para os jogadores? Além do mais não reconhecer a falha é a certeza de que não se melhorará.

No final de um jogo em que teve ZERO oportunidades de golo e ZERO remates perigosos, Vítor Pereira disse que perdeu “de forma inexplicável” e que teve “inúmeras oportunidades“.

O pior cego é aquele que não quer ver. O jogo do FC Porto, implementado por Vítor Pereira, descreve-se assim: Lento, denunciado, desorganizado, apático, triste, forçado, sem criatividade.

Opinião: Santo Tirso continua na ilusão de Sócrates

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Novembro 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

Toda a gente já está consciente da crise que o país atravessa, e já sente na pele as dificuldades que se esperam nos próximos tempos. Como se costuma dizer, o povo só ouve nas orelhas, e assim foi. Só quando começou a sentir no bolso a crise, é que acordou. Pouco tempo antes, já com o país a caminho do abismo tinha reeleito o louco maquinista do comboio desgovernado.

Ao contrário do resto do país, em Santo Tirso parece continuar a viver-se a ilusão. A tal ilusão que se viveu nos últimos anos do “consulado” de José Sócrates. Não será por acaso que isso acontece no nosso, já de si definhado, concelho. O maquinista do comboio Tirsense idolatrava e imitava o outro louco maquinista que trouxe o país até esta situação de pré-bancarrota.

Ouvimos há pouco tempo ser anunciado, com pompa e circunstância, o contrato assinado entre a CMST e os arquitectos Siza Vieira e Souto Moura para a execução de dois projectos de requalificação dos Museus do concelho (Abade Pedrosa e Escultura Contemporânea). Estes são dois dos mais conceituados arquitectos do mundo, e consequentemente, dois dos mais caros.

Numa altura em que todas as pessoas, empresas, entidades, instituições, organizações – públicas ou privadas – são obrigadas a cortar no acessório para poderem manter o essencial, o anúncio desta obra é uma afronta. Num concelho cada vez mais enfraquecido, com o desemprego a aumentar, as empresas a fechar, as condições de vida a degradarem-se, a CMST continua a aposta em obras dispensáveis.

Isto acontece porque, tal como José Sócrates fazia, Castro Fernandes também prefere (e não preferiu sempre?) governar para a política espectáculo, com obras para inglês ver, do que para o cidadão Tirsense. Exemplos disso são as constantes obras de requalificação do centro da cidade (que sempre foi bonito e não precisava de tantas remodelações) enquanto nas 24 freguesias se vive quase no século XIX.

A aposta na requalificação dos museus é prioritária? É um investimento com retorno? Quantos visitantes têm anualmente? Atrai turistas à cidade? Não me parece. Aliás, bom exemplo disso é o Centro Interpretativo do Monte Padrão, que custou 500.000€, e tem 3.900 visitantes/ano. Um valor irrisório. Aliás, na sua maioria os visitantes vêm de “visitas de estudo” das escolas, ou seja, não pagam.

De resto, e em relação aos Museus do concelho, há muitas questões que se levantam. Alguém nota mais-valias no facto de existir, por exemplo, um Museu Internacional de Escultura Contemporânea ao Ar Livre? A julgar pelo facto de a maioria das obras estar vandalizada e graffitada, nem a CMST se preocupa. E poderão as obras de requalificação ou o novo edifício estragar a envolvência do Mosteiro?

O executivo da CMST faz exactamente como o Governo Sócrates. Numa altura de extremo aperto, continua a agir como se fossemos ricos. Já não bastam as desnecessárias obras da Praça Gen. Humberto Delgado (1,5 M€), do Percurso Pedonal das Margens do Ave (4,5 M€), ou da contribuição (doação do terreno e 200 m€) para o novo quartel dos Bombeiros Vermelhos (também desenhado por Siza Vieira).

O Cine-Teatro é mais uma prova de que o Presidente da CMST tem as mesmas “paixões” de Sócrates. Tal como o ex-PM, o Presidente da CMST orgulha-se da PPP que fez. Diz diz que a CMST não gasta um tostão nas obras do Cine-Teatro porque se trata de uma PPP. Mas esqueceu-se de dizer que os privados fazem a obra e depois recebem uma renda. Quem paga a renda, quanto custa e por quantos anos?

Se eu liderasse os destinos de um concelho moribundo como Santo Tirso, era incapaz de andar a gastar dinheiro dos contribuintes em obras secundárias, e tinha vergonha de esbanjar em viagens a cidades geminadas ou em concertos à borla. Haja moral, decência e respeito pelos Tirsenses. Invista-se tempo e dinheiro em prol das gentes de Santo Tirso.

Sobre a Lei das Rendas e Reabilitação Urbana

A Reabilitação Urbana e a Lei do Arrendamento são dois temas centrais, que merecem ser discutidos em Portugal e podem/devem estar interligados. Um e outro são essenciais para a revitalização das nossas cidades e do país.

Como arrendatário há vários anos, sabia que algo teria de mudar, e que muita coisa estava mal, mas nunca tinha reflectido sobre o assunto. Ontem tive a oportunidade de falar com alguém conhecedor, pelos cargos que desempenhou.

A sugestão que apresentou em relação à Reabilitação Urbana agradou-me sobremaneira. E pelos vistos tem sido implementada em vários países com sucesso. Fazer parcerias entre proprietários e privados, bancos ou outras entidades.

Um exemplo: O Manuel é proprietário de um prédio devoluto com 4 andares, mas não tem possibilidades para o Reabilitar. O Joaquim tem dinheiro para investir e paga as obras de reabilitação, ficando dono de 1 andar no final.

Já para a Lei do Arrendamento sugeriu-se a revisão do Código que a rege. Os imbróglios causados pelos problemas entre proprietários e inquilinos deveriam deixar de entupir os Tribunais, onde se arrastam por anos a fio.

Se um inquilino não paga a sua renda, isso não é um caso de Justiça, mas um caso de Polícia. Não paga, chama-se a Polícia e o inquilino abandona a casa que não é sua, e à qual deixou de ter direito após incumprimento do contrato.

Foi levantada outra questão interessante: O Trespasse. Realmente que sentido faz eu ter uma loja (onde recebo uma renda miserável) e o meu inquilino trespassar o seu negócio por dezenas de milhares de €, ficando eu “a ver navios“?

É preciso uma reforma profunda neste campo. Nesta legislatura a JSD deu o tiro de partida no debate com um Projecto de Resolução que apresentou no final de Setembro, e é discutido hoje na Assembleia da República. A “Reabilitação Urbana Low Cost“.

A ideia é reduzir os critérios de construção obrigatórios, para que a reabilitação urbana seja feita urgentemente e direccionada para os jovens. Aliar a reabilitação/revitalização urbana à redução dos custos de habitação dos jovens.

O que a JSD propõe é que se criem mecanismos de promoção desta reabilitação low cost. Adaptando regras e dando incentivos fiscais ou apoios financeiro ao proprietário (ficando obrigado a colocar imóvel no mercado de arrendamento a preços controlados durante 10 anos).

A ideia é boa mas implica apoio do Estado. O retorno poderá ser subjectivo e não mensurável. De qualquer forma é um bom ponto de partida para a discussão destas temáticas, que são realmente importantes para o desenvolvimento do país.

Numa coisa a JSD tem razão: Se continuar a haver um programa de apoio ao arrendamento jovem, é necessário corrigir o que fez o Governo Sócrates com o Porta 65 “complexo, burocrático, injusto, desligado da realidade e ineficaz“.

Educação: o paradigma mudou na Tutela

Em 2008 eu escrevia: “Exige-se uma mudança na maneira de pensar de todos os intervenientes no processo educativo (Tutela, Professores, Alunos e Encarregados de Educação). É preciso dar à Educação o valor que esta realmente tem na vida de um jovem“.

Parece que finalmente há um dos intervenientes que alterou a sua maneira de pensar: a Tutela, liderada pelo Ministro Nuno Crato. Desde que tomou posse mostra ser uma lufada de ar fresco nas palavras e também nas acções que tem levado a cabo.

É verdade que o Estado tem a obrigação constitucional de proporcionar a todos o acesso à Educação, como forma privilegiada de ingresso numa carreira promissora, e acima de tudo de uma salutar inserção social. Mas é apenas e só isso que diz a lei fundamental.

Não pode ser o Estado a limitar a escolha ou a obrigar as pessoas a seguir certo caminho. Aos pais cabe a função de guiar os filhos (até serem conscientes) nas suas escolhas. Mediante os padrões que cada um tem e para os quais foi educado.

Os nossos filhos merecem ter algo mais do que uma mochila carregada de livros ou um computador. É necessário criar condições que assegurem a todos, o desenvolvimento integral das suas potencialidades, de acordo com os seus desejos e as necessidades comunitárias.

É necessário elevar os níveis de educação e conhecimento, voltar a colocar os patamares de exigência, voltar a dar condições aos professores, remodelar e actualizar algumas escolas, passar á sociedade uma nova cultura de mérito, combater o insucesso escolar.

Tudo isto, aliado ao fim do facilitismo vigente nos últimos anos (que servia para os Governos terem estatísticas agradáveis) poderão definitivamente mudar o rumo das coisas e evitar que se continue a minar a Educação, hipotecando o futuro.

Há muitas medidas que podem ser tomadas para corrigir esta situação. Algumas maiores e outras mais pequenas. Umas mais dolorosas e outras menos. A avaliação dos professores é uma delas. A escolha livre da escola para os filhos é outra.

O incompetente e o encomendado

O Apoel Nicosia não veio ao Dragão com o “autocarro” conforme alguns podem pensar. Simplesmente defendeu sólidamente cumprindo todas as marcações e posicionamentos. Saiu várias vezes para o ataque com trocas de bolas e não com lançamentos longos.

Quem assistia à partida via ao intervalo que a equipa do FC Porto precisava de velocidade e criatividade para abrir espaços e criar situações de golo. Tudo era feito com lentidão. Pedia-se a entrada de Belluschi e saida de Guarin.

Vitor Pereira teve opinião diferente, e depois de ter oferecido 45 minutos ao adversário, ofereceu mais 25. Se a troca de James por Varela é aceitável e deu resultado, já o facto de ter deixado Guarin em campo é incompreensível.

O colombiano era uma sombra do que tem sido. Procurava muito o jogo e decidia invariavelmente mal. A equipa técnica tem estatísticos. Não soube ver que a percentagem de passes correctos de Guarin era a mais baixa do meio-campo?

O FC Porto tinha duas opções, ou acelerava a circulação e pressionava alto, ou dava a iniciativa de jogo ao Apoel e fazia o que é melhor a fazer: deixar espaço para lançar Hulk e James em velocidade. Não fez uma coisa nem outra.

Não tenho dúvidas. A culpa das más exibições é de Vitor Pereira. Como já tive oportunidade de escrever, ele pode ser bom na táctica e em treino, mas não chega. O FC Porto tem de ter um treinador bom também na liderança e em jogo.

Quem duvidar da culpa de Vitor Pereira, explique-me como é que a equipa é a mesma e a qualidade de jogo é infinitamente inferior. E não me venham com o Falcão. Já saíram Jardel, McCarthy, Lisandro… e não se passou isto.

De resto, não vale a pena deitar as culpas no árbitro pela má exibição, mas há que constatar um facto: teve uma prestação vergonhosa, tendenciosa e incompetente. A meu ver, encomendada por Michel Platini.

Se o Marselha vencesse e o FC Porto perdesse, a França ultrapassava Portugal no ranking da UEFA. E isso é importante porque permite ao país ter mais equipas nas competições europeias nas próximas épocas.

Platini tem-se revelado ao longo dos últimos anos um anti-Porto. Pelas atitudes e pelos comentários despropositados que faz. Também com outros casos (como o recente do Sion) confirma que é sectário e corrupto. Duvidam que mexeu cordelinhos?

#MOBIE O Carro eléctrico na TV Francesa

Durante 3 meses tive o prazer de integrar a equipa Novabase que desenvolveu algo inovador em Portugal: o sistema de gestão da rede inteligente de carregamento eléctrico, o MOBI.E.

Participar neste projecto foi algo que me deixou muito satisfeito, não só por estarmos a criar algo inovador, mas porque desde há muito tempo me fascina a mobilidade eléctrica.

Há 6 anos que conduzo um automóvel híbrido (um Honda Civic IMA) e o objectivo é, logo que possa, trocá-lo por um automóvel totalmente eléctrico. Assim permita a minha carteira.

Ao contrário de muitos, penso que os automóveis impulsionados a energia eléctrica são realmente o futuro da mobilidade. Algo que começa a ser, aos poucos, aceite por todas as marcas.

Esta semana, na TV Francesa (mais precisamente no canal M6), saiu uma reportagem sobre o eléctrico da Renault, o Fluence ZE, e o MOBI.E. Ver para crer…

CRM e Social CRM

A propósito do conhecido caso da Ensital no Facebook e do mais recente caso da EDP, levantam-se muitas questões em relação á presença das empresas nas redes sociais. Transcrevo aqui um artigo de opinião que escrevi em Setembro 2011.

CRM (Customer Relationship Management) é uma estratégia, em forma de Sistema de Informação, usada para gerir a interacção de uma Empresa com os seus Clientes e Potenciais Clientes.

Essa estratégia envolve o uso da tecnologia para organizar, automatizar e sincronizar Processos de Negócio, principalmente relacionados com vendas, marketing, serviços e apoio ao cliente.

Os principais objectivos, nas estratégias de CRM, são:

  • Encontrar, atrair e ganhar novos clientes
  • Fidelizar os actuais clientes
  • Recuperar os antigos clientes
  • Reduzir os custos de marketing e apoio ao cliente

Usando sistemas de CRM, as Empresas começaram a estar focadas na Eficiência, oferecendo aos seus Comerciais mais tempo para fazer vendas, por oposição à preparação e ao trabalho administrativo (que lhes tirava tempo nas vendas).

Mas à medida que a sociedade se foi desenvolvendo e os tempos foram mudando, as Empresas aperceberam-se que deveriam afinal focar-se na Eficácia. Ou seja, permitir ao Comercial efectivar a venda em poucos, mas bons, contactos.

O CRM deixou de ser apenas um fornecedor de dados para as forças de vendas e tornou-se uma máquina de marketing para as Empresas, que muitas vezes tinham défices no seu departamento de marketing e no seu foco nas necessidades específicas do cliente.

Mas para que se tenha sucesso, não se pode esquecer o Cliente. O CRM trouxe importantes alterações, e neste momento ele é fundamentalmente a expressão da filosofia de negócio centrada no Cliente. É a resposta ao facto de, neste momento, o Cliente ser o driver da Economia.

Nos dias que correm o Cliente ouve as opiniões dos amigos, as recomendações de estudos e é influenciado por especialistas no assunto. Contrata marcas, assina newsletters, etc. E faz tudo isso para se manter bem informado e fazer escolhas mais personalizadas.

Para ter sucesso, uma Empresa tem de produzir o produto que o Cliente necessita, e tem de o vender da forma que o Cliente quer comprar. A verdade é que as Empresas não queriam vender da forma que o Cliente queria, mas este forçou isso mesmo.

Há já algum tempo que as melhores Empresas se deram conta que acabou o mercado do “one size fits all“. Ou seja, esgotou-se o tipo de mercado em que o mesmo produto servia para qualquer pessoa, e era vendido a todos os Clientes da mesma forma.

Nos últimos tempos o CRM tornou-se, portanto, numa estratégia de negócio profundamente enraizada nas melhores Empresas. O CRM é uma viagem, não um destino, e o Cliente é que tem o roteiro, e segura o volante com as suas mãos.

E se até agora havia o CRM “operacional” (gestão de facturas, contactos, contas, produtos, etc) e o CRM “analítico” (análise de dados, cálculo, etc), hoje com a filosofia de negócio centrada no Cliente, é impossível não pensar nas redes sociais e no CRM “social”.

Social CRM é mais uma “mutação” do CRM tradicional, e está em sintonia com um mundo onde Pessoas e Empresas vivem cara a cara, numa proximidade natural dos tempos em que vivemos, das tecnologias de informação e da World Wide Web.

Com o Social CRM a Empresa pode usar as redes sociais para divulgar o seu produto, e ter um contacto mais directo e frequente com o seu Cliente. Além disso poderá ouvir o Cliente e entender melhor as suas necessidades mediante o seu perfil.

No entanto nem tudo serão rosas. A construção destas relações próximas nas redes sociais tem como consequência o facto de a Empresa deixar de poder liderar a relação com o Cliente, e passar apenas a poder influenciá-la.

Em jeito de conclusão… Hoje, há coisas que são essenciais para uma Empresa:

  • Melhor entendimento da necessidade do Cliente (para conquistar e fidelizar)
  • Melhor comunicação entre os departamentos (crucial para diminuir erros)
  • Mais e melhor informação (para calcular e construir previsões)
  • Melhores previsões (para apoiar tomadas de decisão estratégicas)

Qualquer ferramenta que melhore a precisão e visibilidade destes itens é extremamente benéfica para tomadas de decisão estratégicas que determinarão o sucesso/insucesso da Empresa. Essa ferramenta é o CRM.

Mensagem/esclarecimento aos #indignados (parte II)

Quem me conhece já me ouviu com toda a certeza dizer isto. Esta é uma pequena frase que, para mim, descreve bem o que se passa em Portugal. Quem a proferiu foi Aristóteles.

“O preço a pagar por não te interessares por política, é seres governado pelos teus inferiores”

Muitos dos indignados alhearam-se da política durante anos. Não quiseram participar (e é disso que se trata a Democracia) e deixaram isso nas mãos dos outros. Agora queixam-se.

Preferiram a praia, o centro-comercial, o conforto da sua vidinha. Foram egoístas, esqueceram-se que vivemos em sociedade, e temos de ser solidários uns com os outros. Agora berram.

Desvalorizaram o bem geral e pensaram que o seu próprio bem era suficiente. Julgaram que tudo estava bem desde que tivessem o seu automóvel, o seu smartphone, as suas férias. Agora esperneiam.

Mensagem/Esclarecimento aos #indignados do #15o

Estão indignados? Querem mudar o estado de coisas? Juntem-se aos partidos ou criem movimentos políticos. Façam sessões de esclarecimento. Lutem pelas vossas ideias e ideais. Apresentem-se nas campanhas eleitorais. Vão a votos.

Isto é Democracia! Na nossa Democracia só através de um partido/movimento político se pode chegar ao Governo. Não é possível fazê-lo como independente ou de qualquer outra forma. Estão preocupados? Estão descontentes?

Então respeitem as suas regras e participem na Democracia. A alternativa é a ditadura (de esquerda ou de direita) ou a anarquia.