
O Governo do PS liderado por António Costa OBRIGA as rádios a passar música portuguesa.

O Governo do PS liderado por António Costa OBRIGA as rádios a passar música portuguesa.
Já é habitual, em ano de eleições autárquicas, aparecer em Santo Tirso um “órgão de comunicação social” novo.
Que tipicamente se tenta apresentar independente, mas que é claramente uma “arma” contra o Partido Socialista (no poder há quase 40 anos).
Este ano não parece ser diferente. Algo me diz que o aparecimento do “Diário de Santo Tirso” online, não é mais do que a confirmação daquela tradição.
Digo isto pelo timming do aparecimento, pela retórica nas “notícias”, e porque em poucas semanas já entrevistou vários presidentes e vereadores dos partidos da oposição.
Admito que possa estar errado. E não terei problema em reconhecê-lo e pedir desculpa, se se vier a provar o contrário. Isto é, que o “Diário” é um projecto legítimo e independente.
Curiosamente também eu fui contactado, pelo criador do “Diário”. Queria fazer uma reportagem sobre o documento que publiquei sobre a Economia Tirsense. Imagino que também pela minha intervenção pública.
Agradeci o convite, enviado por email, e respondi que estou sempre aberto a contribuir e discutir qualquer assunto relevante, mas apenas com organizações e órgãos legítimos.
Pedi portanto informação detalhada sobre o “Diário”. Foi-me fornecido o número de registo na Entidade Reguladora da Comunicação. Não conheço os critérios da ERC, mas pela lista imensa de websites, penso que basta pedir para ter registo.
Pedi também o número de carteira de jornalista do criador do “Diário”, pessoa que queria fazer a reportagem comigo. Respondeu-me que não tinha.
Fiz uma pesquisa simples, no Google, ao nome da pessoa em causa. Percebi que se trata da mesma pessoa que em 2018 apareceu em várias reportagens e investigações de órgãos de comunicação social nacional, como sendo o criador de vários websites de fake news (como por exemplo o “Direita Política”).
Fui transparente, claro e directo com o criador do “Diário”. Respondeu-me que essas reportagens continham falsidades e que apesar de criador dos websites não era quem escrevia as fake news (ex. a “notícia” que despoletou a investigação mostrava uma foto de Catarina Martins com um relógio que alegadamente custava 20 milhões €)
Disse-lhe para me voltar a contactar quando tivesse carteira de jornalista. Nessa altura, e se o “Diário” ainda existir, voltarei a considerar (normalmente estes “órgãos” criados em período de eleições autárquicas tendem a fechar no dia a seguir aos resultados serem conhecidos).
Há uma coisa muito importante na vida. E que é essencial quando se tem intervenção ou actividade política – Princípios e Valores. Desses nunca abdiquei. Não abdico hoje. Não abdicarei nunca.
Há líderes e protagonistas políticos que querem aparecer a qualquer custo. Não só são coniventes, como muitas vezes são mesmo impulsionadores, de projectos que sabem ser enviesados. Outros são apenas ingénuos ou irresponsáveis, demonstrando incapacidade para o serviço público.
É um direito que lhes assiste. É uma pena que assim seja. A verdade é que o resultado está à vista. Apesar de acontecer sempre que há eleições autárquicas, nunca conseguem vencer.
Já podiam portanto ter percebido que esse não é o caminho. Já tiveram muita prova de que essa não pode ser a estratégia. Mas insistem… Einstein tinha razão, mas poucos lhe dão ouvidos.
Enviei esta minha reflexão (ver link abaixo) no dia 7 Outubro aos presidentes do PSD, PS e CDS de Santo Tirso.
Passaram quase 3 meses.
Recebi resposta do Presidente do PS, Alberto Costa, dois dias depois, acusando recepção do documento, e disponibilizando-se para o discutir comigo.
Infelizmente não recebi qualquer resposta do meu amigo Ricardo Rossi, nem da Quitéria Roriz que lidera o partido do qual sou militante há 20 anos.
Convido todos, principalmente os Tirsenses, a ler a minha reflexão. Qualquer comentário (aqui ou em privado) será bem recebido e agradecido.
Atento ao que se passa em Portugal, os últimos tempos deixam-me extremamente preocupado.
Sinto portanto, uma obrigação cívica de partilhar esta opinião convosco.
Enviei hoje, aos presidentes do PSD (Quitéria Roriz), PS (Alberto Costa) e CDS (Ricardo Rossi) de Santo Tirso, o documento em anexo (link abaixo).
Economia Tirsense: as suas Causas, Desafios, Vantagens e Soluções
Não é um estudo exaustivo. Nem pretende ser a solução, uma solução, ou a única solução.
Pretende apenas agitar a mente de quem lê e sugerir ideias para reanimar a Economia Tirsense.
É uma humilde contribuição de um Tirsense atento e interessado. Pode merecer ser discutido ou abandonado.
É essencial reflectir sobre o tema. Numa altura importante em que estamos perto das eleições autárquicas 2021.
Partilho aqui a minha experiência pessoal e portanto real.
Países desenvolvidos (ex. Reino Unido)
1. Passageiros recebem um email da companhia aérea com um link
2. acedem a uma página do governo
3. preenchem formulário com informação
4. Autoridades ficam com informação numa base de dados central
Países de terceiro mundo (ex. Portugal)
1. Passageiros recebem email da companhia aérea com documento anexo
2. imprimem papel
3. preenchem papel
4. levam papel para o aeroporto
5. mostram papel no embarque
6. entregam papel à tripulação
7. Tripulação entrega ao pessoal de terra
A correr bem, os papéis passarão em mais uma dúzia de mãos até chegar às autoridades competentes.
Se, e quando, lá chegarem assumo que serão depois digitalizados para que a informação seja pesquisável e útil.
Se são digitalizados, será necessário um “batalhão” de funcionários para o fazer manualmente.
Que com certeza têm de trabalhar com hardware (scanners) e software (para a digitalização e armazenamento).
Este processo manual não é com toda a certeza gerivél num curto espaço de tempo. Pelo que quando completo poderá já não ser útil ou efectivo.
A correr mal, os papéis ficarão numa pilha em algum gabinete ou armazém do aeroporto, tornando completamente impossível a sua utilização no caso de ser necessário rastrear alguém.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.