10 anos de um Rio que ninguém vai parar

Fez ontem 10 anos que Rui Rio lidera os destinos da cidade do Porto. Foi uma década de trabalho quase sempre invisível. E foi-o apenas porque o que ele faz não interessa aos meios de comunicação “dita” social. A seriedade, a exigência, o rigor ou o trabalho não vendem.

Rui Rio é, sem sombra de dúvidas, o melhor político no activo. Sem espectáculos, sem protagonismo e sem alarde, vai zelando pelo Porto e servindo os portuenses. Os que moram, os que vivem, os que trabalham, os que estudam ou os que apenas visitam a Invícta.

Há muitas coisas que distinguem Rui Rio dos outros políticos. A honestidade, a competência, a integridade, o carácter, o rigor, a exigência. Mas há uma que sobressai ainda mais nos políticos (nem sempre pelas melhores razões), o cumprimento de promessas.

Em 2001 Rui Rio fez duas promessas muito importantes para o Porto. Reabilitar os bairros sociais e a baixa da cidade. A verdade é que hoje, ambas as promessas foram cumpridas para benefício de todos aqueles que acima referi como sendo portuenses.

Com um modelo assente no investimento privado e não apenas nos dinheiros públicos. Fundou a Sociedade de Reabilitação Urbana, a Porto Vivo e criou um projecto integrado para a Baixa que reabilitou ruas e praças, ao mesmo tempo que atraiu investidores.

Fê-lo com um discurso coerente e firme. Muitos criticaram a rejeição do Corte Inglés na Boavista, mas não percebiam que Rui Rio não queria desviar o comércio da baixa. É assim que se faz política e que se defende a população e a economia de um concelho.

Se tivesse aceitado fazer mais um centro comercial na zona da Boavista, Rui Rio teria perdido a confiança dos portuenses e também dos potenciais investidores na baixa. Além do mais, a zona da Boavista já tem, pelo menos dois centros comerciais.

Para além disso, a revitalização da Baixa também foi feita ao nível cultural. O renovado Mercado Ferreira Borges tem sido estrela com um programa recheado de eventos de nível. Até os jovens voltaram à Baixa para a nova animação nocturna.

Graças à convicção de Rui Rio os bairros sociais da cidade vêm sendo recuperados, dando condições minimamente dignas às quase 50.000 pessoas (20% da população do Porto) que lá vivem. Um a um os bairros foram sendo reabilitados para benefício de todos.

Rui Rio fez fê-lo porque sabe que o mais importante são as pessoas, e deve ser para elas que se faz política. Nos bairros sociais vive muita gente com condições quase desumanas, gente com dificuldades financeiras e que vive em permanente risco.

Com a requalificação dos bairros sociais Rui Rio não só dá mais qualidade e dignidade à vida das milhares de pessoas que ali moram, como também evita que se formem guetos. Esses são quase sempre enormes incubadoras de criminosos e indigentes.

Esta é uma das melhores formas de coesão e integração social. Ao mesmo tempo evita-se e previne-se a criminalidade que está sempre ligada a estes locais e se espalha depois pela cidade. Desde 2001 a CM Porto investiu mais de 130 M€ na recuperação dos bairros.

Há uma frase, dita por Rui Rio, que define o seu perfil e a sua acção enquanto político: “O esforço da CM Porto tem sido investir onde é mais necessário, e não onde se consegue mais popularidade politica e mediática“.

Alexandre Soares dos Santos não é um milionário


Em Fevereiro de 2009 escrevi dois posts a propósito de intervenções de Alexandre Soares dos Santos. Depois de uma vida privada e profissional no recato durante tantos anos, penso que começou aqui a sua participação cívica mais mediática. Sim porque essa sempre existiu, mas não interessava aos meios de comunicação “dita” social.

Disse eu que Soares dos Santos não é um milionário. É um homem humilde, trabalhador e sério. Um empresário com visão e sucesso. Preocupado com a crise em Portugal, falou sem medo. Não deve nem teme o poder, não lambe as botas a nenhum governo. Falou verdade aos portugueses, depois de já o ter feito aos seus trabalhadores e accionistas.

Naquela altura o Presidente Executivo da Jerónimo Martins, criticou a postura e (in)acção do Governo em funções (liderado por José Sócrates) perante a crise, e ao mesmo tempo deu a conhecer as medidas que implementaria na sua empresa, para combater a altura difícil e complicada que assolaria não só a sua mas todas as empresas em Portugal.

Primeiro, abrir mão das reservas que fez para prevenir um ano de prejuízos. Depois, reduzir ou deixar de pagar dividendos. Em seguida, diminuir salários de administração e quadros. Por fim, negociar cortes de horário e salários com trabalhadores. Em último recurso, se todas estas não fossem medidas suficientes, avançar para despedimentos.

O facto é que apesar de todas as dificuldades, em Março 2010, sai a público a notícia: “Jerónimo Martins anuncia aumento de prémio aos trabalhadores para 250 euros“. O grupo deu um bónus extra aos trabalhadores efectivos (20 mil dos quais em Portugal) gastando 12,5 M€. A bonificação deixou de fora os quadros da administração.

Em plena crise, a Jerónimo Martins criou 1.700 empregos em 2009, 3.000 em 2010 e 1.000 em 2011. Isto, só em Portugal! Acho por isso curioso que alguns políticos tenham a falta de vergonha de dizer mal deste homem, quando eles próprios apenas tratam da sua vidinha, e com sua incompetente e demagoga acção criaram 700.000 desempregados.

3 razões porque não gosto de maçons


Não gosto da maçonaria. E não gosto por 3 ordens de razões. Curiosamente, todas ligadas à acção desta organização discreta (e não secreta).

A sua acção, por definição, tem por objectivo apenas contribuir para o desenvolvimento ou evolução do próprio maçon. Não tem por fim ajudar a sociedade onde se insere ou sequer o grupo de pessoas que dela fazem parte. Ou seja, é uma organização com objectivos egoístas.

A sua acção, na realidade, não é transparente. Não se entende para que serve, de facto, a maçonaria. Não se conhecem realizações para atingir os objectivos que estão na base da sua existência. Sabemos o que são e o que fazem os escuteiros, os rotários, etc. Mas não os maçons.

A sua acção, por suspeita ou até constatação, é apenas e só o vil e ilegal tráfico de influências. E ao que parece o objectivo único dessa prática é o benefício e privilégio, não da sociedade, mas dos próprios maçons. Benefício esse que invariavelmente é ilegitimamente financeiro.

7 maus hábitos dos fracos líderes

Não são os 7 pecados mortais, mas são os 7 maus hábitos presentes nos líderes fracos, identificados por Eric Jackson na Forbes. Mesmo em Portugal temos bons líderes em todas as áreas (na política, nas empresas, no desporto, etc.) mas a verdade é que a corrupção, o nepotismo e a mediocridade tem-nos trazido cada vez […]

Opinião: Santo Tirso de 24 para 4 freguesias

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Janeiro 2012 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

O Governo publicou um “Documento Verde” que serviria de base para a discussão em volta da Reforma da Administração Local. Nesse documento apresentou 4 eixos prioritários, sendo um deles a organização do território.

A intenção do Governo é reduzir o número actual de freguesias (4.259). E colocar esta alteração em vigor ainda a tempo do próximo ciclo eleitoral local. Ou seja, antes das Eleições Autárquicas de Outubro de 2013.

O Secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio (ex-Presidente da CM Penela, distrito de Coimbra), não predefiniu um número alvo, mas avisou que no mínimo haverá uma redução de 1.000 freguesias.

O objectivo do Governo não é a redução das freguesias numa visão puramente economicista. É principalmente dar escala e dimensão às freguesias, reforçando a sua actuação, dando-lhe novas competências e descentralizando.

Além disso, o Governo teve o cuidado de dizer também que a agregação de freguesias deverá “salvaguardar as especificidades locais” e “respeitar a sua identidade, a sua toponímia, bem como a sua história e cultura”.

A agregação de freguesias poderá e deverá ser amplamente discutida pelos cidadãos e seus representantes nos Órgãos Autárquicos. Pelo que a discussão pública deveria ter lugar já no último trimestre 2011 e até Janeiro 2012.

Após essa discussão pública, as propostas deverão ser enviadas à Assembleia da República, durante o 2º trimestre 2012. Está explícito no Memorando de Entendimento com a Troika que a implementação das alterações será em Julho 2012.

Em Santo Tirso já se fizeram vários debates sobre este tema. Um deles foi promovido pela CM Santo Tirso e o outro pelo PSD local. O facto é que ambos os eventos foram “para Inglês ver”. O habitual nestes dois promotores, só “show-off”.

É que, sobre a reorganização das freguesias Tirsenses, o que terá para dizer Carlos Abreu Amorim (de Viana do Castelo), Guilherme Pinto (de Matosinhos) ou Castro Almeida (de São João da Madeira). Que sabem eles da nossa terra?

Segundo as regras sugeridas no “Documento Verde”, Santo Tirso poderá perder 22 das suas 24 freguesias. Dessa forma é essencial ouvir gente da terra, que conhece a nossa realidade, e não “iluminados” de fora.

Estão já as assembleias de freguesia e os executivos a discutir e pensar estes assuntos? E as estruturas partidárias locais? Já houve consulta aos cidadãos? Como podem estes pronunciar-se? Como serão elaboradas as propostas?

Das 24 freguesias do concelho, 15 têm menos de 3.000 habitantes, 7 têm entre 3.000 e 4.000, e apenas Vila das Aves (8.500) e Santo Tirso (14.000) têm mais. Mesmo com 14.000, o “raio de acção” da junta de Santo Tirso é muito curto.

Mesmo que as regras sejam reavaliadas e algumas situações sejam analisadas em particular. Há a certeza de que haverá freguesias que irão desaparecer. De facto, que sentido faz ter juntas em freguesias com menos de 1.000 habitantes?

Mesmo uma análise sem grande profundidade pode levar-nos a apresentar sugestões. Usando apenas critérios de proximidade geográfica, de demografia, ou até de afinidade entre populações. Olhemos então para o mapa do concelho.

Juntar as seguintes 7 freguesias: Santo Tirso, Santa Cristina, São Miguel, Burgães, Areias, Palmeira e Lama. Isto criaria uma freguesia (sede de concelho) com cerca de 26.000 habitantes.

Juntar as seguintes 4 freguesias: Rebordões, São Tomé Negrelos, Vila das Aves e Sequeirô. Isto criaria uma freguesia (na parte Norte do concelho) com cerca de 18.000 habitantes.

Juntar as seguintes 5 freguesias: Vilarinho, São Mamede, São Salvador, São Martinho do Campo e Roriz. Isto criaria uma freguesia (a noroeste do concelho) com cerca de 14.500 habitantes.

Juntar as seguintes 8 freguesias: Água Longa, Agrela, Lamelas, Reguenga, Refojos, Carreira, Guimarei e Monte Córdova. Isto criaria uma (enorme, em área) freguesia, com cerca de 13.000 habitantes.

Desta forma estavam criadas 4 grandes freguesias, que teriam dimensão suficiente para assumir várias competências, servindo de alavanca para a tão propalada descentralização. As populações sairiam beneficiadas.

Mas o que é mesmo necessário é que haja discussão sobre o tema, com o envolvimento das populações. Cabe às Juntas de Freguesia, aos partidos e demais entidades, incentivar o debate e pensar a melhor forma de reorganizar o concelho.

Outros concelhos já fizeram e têm elaborado propostas que apresentarão à AR. Um exemplo que conheci recentemente, foi o do concelho da Pampilhosa. Discutiram, analisaram, estudaram e chegaram a uma solução.

Em Santo Tirso, como de costume, os responsáveis andam a brincar e a “empurrar com a barriga”. Arriscam-se no final, a ter uma reorganização feita por alguém que, num gabinete de Lisboa, não conhece a realidade do concelho.

A aplicação que coloca empresas na vanguarda


Actualmente a Economia é ainda mais competitiva pelo facto de a internet ter revolucionado a concepção do que é o Negócio. Qualquer produto e qualquer mercado estão à distância de um click, e a informação sobre eles está acessível a todos, oferecendo ao Cliente dados para melhores decisões de compra.

Hoje, como nunca antes, é imprescindível entender as necessidades e superar as expectativas do Cliente. As Empresas têm de se transformar, voltando-se para o Cliente. Empresas com visão de futuro revolucionaram o relacionamento com o Cliente, focando-se nele e nos seus desejos e interesses.

As Empresas precisam de ter um visão 360º dos seus Clientes. Desde o marketing, passando pelo serviço de venda, até ao atendimento pós-venda. Toda a informação recolhida nestas interacções com o Cliente permite à Empresa alavancar decisões estratégicas que se podem revelar extremamente vantajosas.

São as aplicações de CRM que fornecem às Empresas a capacidade para recolher, tratar e analisar toda aquela informação, permitindo conhecer o perfil do Cliente e segmenta-lo. Essas ferramentas ajudam a Empresa a tornar-se uma organização orientada ao Cliente e a ir de encontro às suas necessidades.

As aplicações de CRM já proporcionam também importante informação em tempo real. Isto ajuda a Empresa a adquirir novos Clientes, a aumentar o up-selling e cross-selling aos actuais Clientes, a oferecer um melhor serviço de apoio ao Cliente, a ter uma visão multicanal da sua carteira de Clientes.

É por isso absolutamente indispensável, às Empresas que querem vingar no futuro a médio e longo prazo, continuar a apostar e investir em TI. Nomeadamente em aplicações CRM que lhes permitem estar sempre na vanguarda, relativamente a Concorrentes e, principalmente, a (potenciais) Clientes.

Candidato às eleições internas do PSD

Conforme obrigam os Estatutos, o PSD irá a votos em Março 2012. Perante o actual cenário do partido espero que Pedro Passos Coelho seja reeleito. E na minha expectativa a reeleição deverá ter uma votação mais expressiva do que os 61% de 2010.

Mas perante o cenário do país, e conhecendo a riqueza intelectual do PSD e dos seus militantes, espero também que vários assuntos sejam debatidos e que várias moções sejam apresentadas no congresso. Mesmo que toquem em temas sensíveis da Governação.

Não tenho dúvida nenhuma que as eleições do PSD, numa altura em que exerce o Poder, serão muito diferentes daquelas que reelegeram José Sócrates como Secretário-Geral do PS em 2009. Não haverá no PSD unanimismos e aclamações. Haverá debate sério.

Os congressos do PSD nunca foram palco para campanhas eleitorais. Sempre foram espaços de debate interno, onde todos os militantes puderam expressar a sua opinião e fazer ouvir a sua voz. Sempre se discutiram soluções para o futuro do país.

Em coerência, não me surpreenderia que aparecessem candidatos à liderança. Desde que tivessem um propósito bem definido, uma grande divergência com a actual liderança, um programa sustentável e bem estruturado. Mas detesto gente que apenas procura protagonismo.

Nuno Miguel Henriques apresentou-se como candidato e diz que quer ser “levado a sério“. Mas como pode ele querer ser levado a sério quando a sua única motivação é: “a libertação do PM da obrigação de ser em simultâneo presidente do PSD“?

Se o Nuno acha que “o presidente do PSD deve estar disponível a tempo inteiro para as funções político-partidárias junto dos militantes do PSD” aconselho que leia os artigos 24º e 25º dos Estatutos, que abordam competência de Presidente e Secretário-Geral.

Diz o Nuno que só “pretende contribuir positivamente com ideias“. Ora, para isso é que serve o congresso e a apresentação de moções sectoriais ou globais. Torna-se por demais evidente que o que ele quer é protagonismo e posicionamento futuro.

Como quer o Nuno ser levado a sério se é da Covilhã, pertence à AM do Fundão, pertence à CPC de Torres Vedras e pertenceu à CPD Lisboa? Foi director de campanha e mandatário de Patinha Antão em 2008, mas desistiu acabando por apoiar Santana Lopes.

E depois, também no seu site (que, diga-se, esteticamente é um desastre), tem pérolas como: “Dirigiu e foi sócio de algumas empresas que sempre tiveram êxito empresarial” ou “Foi várias vezes voluntariamente a Estabelecimentos Prisionais“.

Oh Nuno, para ser levado a sério é preciso muito mais do que isto. E se realmente estivesse preocupado com o partido, não o colocava numa posição em que será certamente alvo de chacota por parte de adversários e comunicação “dita” social.

50.000 visitas… eu pago a próxima rodada!

O “Era Mais um Fino” ultrapassou hoje as 50.000 visitas. 2 anos e meio depois de nascer, este blogue atinge um número de visitas que muito me deixa satisfeito. Só este ano foram 25.000 visitas em 12 meses.

Sei que tenho leitores assíduos e leais, mas muitos vêm também de referências em outros locais. Nomeadamente das redes sociais (Facebook, Twitter), dos jornais Público e i, e de blogs (Blasfémias, Delito Opinião).

Em sentido contrário, quem me visitou foi em seguida frequentemente à minha página pessoal, ao meu twitter e a blogs como o 31 da Armada, o Henri Cartoon, o Insurgente, o Forte Apache ou o Blasfémias.

Para o ano de 2012 continuarei a escrever com frequência, sobre todos os temas, desde que ache os assuntos pertinentes. Da mesma maneira, espero que todos vocês me continuem a visitar, e participem também.

Para todos vós, festejando as 50.000 visitas e o Ano Novo, eu pago a próxima rodada… venha mais um fino!

Em Portugal, uma carnificina que ninguém quer ver


Já escrevi sobre este assunto em 2008, 2009 e 2010. Volto a fazê-lo em 2011. Faço-o depois de saber o resultado da “Operação Natal” da GNR. Em 3 dias morreram 10 pessoas nas estradas portuguesas. E não se sabe se os 13 feridos graves irão engrossar aquele número.

Todos os anos se repete este cenário. No Natal, no Carnaval, na Páscoa, no Verão, etc. Com ou sem Operações por parte das autoridades são milhares de pessoas que morrem nas estradas portuguesas, sem que algo seja feito para inverter este fatídico rumo que levamos.

Lembro os números da Guerra do Iraque. Entre 2003 e 2009 morreram 675 militares/ano num total de 4700 mortes. Em Portugal, entre 2003 e 2009 morreram nas estradas 971 pessoas/ano num total de 6800 pessoas. Em 2010 foram 747 pessoas. Em 2011 já passamos as 700.

Faz-me confusão como o país assiste impávido a esta chacina. A população já não liga. A comunicação “dita” social revolta-se com as mortes na Guerra do Afeganistão, mas despreza estas. As autoridades congratulam-se por ter havido menos 1 morto que o periodo homólogo.

Sinto que estou num país de loucos. Será possível que nada seja feito para parar este morticínio? Como podemos estar preocupados com uma iraniana que pode ser condenada à morte (Deus a salve!) e borrifarmo-nos para os nossos compatriotas? Perdoem-me, mas isto não é normal!

António Costa ao melhor estilo socratiano


O estado a que chegaram alguns (infelizmente muitos) prédios do centro de Lisboa torna imprescindível a aposta na reabilitação urbana. Podemos tentar esconder os prédios com graffitis ou com lonas de publicidade gigantes, mas não podemos dissimular a degradação de alguns prédios, e deixar assim uma má imagem da capital de Portugal.

Com toda a propriedade, Pedro Santana Lopes criticou recentemente a (falta de) política da CM Lisboa nesta área. O ex-presidente e actual vereador da CML defendeu que a reabilitação urbana “deve ser a prioridade” da CML e recordou que inclusivamente existe o PIPARU “um programa com verbas que ultrapassam os 200 M€“.

Em resposta, António Costa, revelou alguma desonestidade intelectual e fugiu ao problema. Disse que “A Câmara precisa de 8.000 M€ para fazer a reabilitação urbana em toda a cidade“. Ora, mas alguém disse que era preciso fazer tudo de uma vez? (fez-me lembrar Sócrates e o episódio de pagar a totalidade da dívida pública em 2012).

Pior do que isso, mesmo alertado para os factos, e com a realidade à sua frente, António Costa preferiu adoptar uma postura apática. Diz-se “confiante que Lisboa vai conseguir avançar uma vez ultrapassada a conjuntura que o País está a viver” e espera “que a nova lei do arrendamento inverta esta situação“. Ou seja, a única coisa que pretende fazer é, esperar.

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