Hoje tivemos 2 exemplos para o Futebol

Hoje foi um dia em que o desporto nos deu duas lições. E não, não me refiro ao Euro 2012 ou ao Futebol. Falo do Ciclismo e do Ténis.

O Poveiro Rui Costa venceu a Volta à Suíça. A primeira vez que um ciclista português vence uma prova do escalão mais alto da UCI.

Rui Costa, que já tinha vencido em 2011 uma etapa de montanha no Tour de França, bateu todos os principais ciclistas do pelotão.

No Ténis, David Nalbandian foi desqualificado na final do ATP de Queens, depois de ter pontapeado um placard e atingido um juíz.

Foi inocente, e nessa altura o argentino liderava, mas o Supervisor do ATP World Tour não teve complacências e desqualificou-o.

Duas reflexões:
1) O que seria se numa grande competição uma equipa de futebol (que estivesse a vencer) fosse desqualificada por um jogador dar um soco num árbitro?

2) Porque é que os portugueses continuam a ignorar grandes e exemplares atletas e a idolatrar futebolistas que muitas vezes dão tão maus exemplos?

A TSF, o @pedroml e o @padaoesilva

No final do jogo saí do pub e liguei a TSF. Queria ouvir os protagonistas no final do jogo, algo que a TV inglesa obviamente não estava interessada em transmitir.

Ouvi os locutores, os comentadores, os jogadores, o treinador. E às tantas entra pela minha “telefonia” o Pedro Marques Lopes e o Pedro Adão e Silva.

Só espero que isto signifique que a TSF finalmente conseguiu discernir que esta dupla é uma vergonha a comentar política, e colocou-os a comentar futebol.

Por mais que estejam ao mesmo nível no comentário, prefiro assim. Ao menos no futebol não incomodam muito, já que o futebol é uma coisa “a brincar”.

Santo Tirso é lindo. Esta é a realidade?

Santo Tirso é lindo, Santo Tirso é lindo. Esta é a realidade. Santo Tirso é lindo, Santo Tirso é lindo. É a mais bela cidade“. Dois versos que me ensinaram a cantar quando fui caloiro na UTAD, universidade que nesse ano de 1996 tinha já uma grande “comunidade Tirsense”.

E de facto, nessa altura, Santo Tirso ainda tinha algum do seu encanto (obviamente incomparável com o que me dizem ter tido nos primeiros 3/4 do século XX) mas de qualquer forma já se faziam sentir os efeitos de algum declínio na sua qualidade de vida.

Na verdade, em tempos, Santo Tirso foi um dos concelhos mais importantes do país, na medida em que alojava grandes indústrias (nomeadamente têxteis e metalomecânicas). Chegou mesmo a ser o concelho que mais contribuía (em proporção) para a produtividade nacional.

A cidade e o concelho produziam riqueza, a Economia efervescia, a Cultura vivia um estado salutar, o Desporto trazia resultados e alegrias. Estavam disponíveis diversos Serviços (Escola, Hospital, Telefones, Electricidade, Seguros, Banca, etc). O que se chama “qualidade de vida”.

Mas nos últimos anos Santo Tirso vem experienciando dificuldades, consequência de factores externos mas também internos. A crise do sector têxtil, a desagregação da Trofa, e mais recentemente a crise financeira Nacional, vieram retirar a Santo Tirso algum do seu encanto.

E Santo Tirso não se soube reinventar. Aqui incluo não só quem teve de liderar os seus destinos, mas também a população. Não se soube adaptar aos novos tempos e aos novos cenários. Ao invés de lutarem por mais, os Tirsenses iam contentando-se com o pouco que lhes deixavam.

Recordo-me que nos últimos anos a derradeira justificação para considerar que “Santo Tirso é lindo” era a Segurança. Dizia-se que ainda se podia sair de casa (de dia e de noite) à vontade, ainda se podia descansar quando os filhos (crianças e adolescentes) andavam na rua.

Chegados a 2012, o que podemos dizer sobre isso? Tiroteios no Largo da Feira e carros incendiados na Rua Ferreira de Lemos. Notícias que dão conta de um “gang Tirsense” que assassinou um ourives em Viana do Castelo. Jovens detidos, julgados e condenados pelo tráfico de droga.

Escrito num icónico local Tirsense: “A vila de Santo Tirso, de pequenina tem graça. Tem um chafariz no meio, que dá de beber a quem passa“. Pois infelizmente a vila (entretanto promovida a cidade) perdeu a sua graça e já nem o chafariz tira a sede a quem passa. Seja da terra ou forasteiro.

Se os Tirsenses querem mudar este estado de coisas, se querem desviar o rumo em direcção ao caminho certo, terão de tomar o destino nas suas mãos. Como? Participando activamente na sociedade Tirsense. Ao nível Político, Cultural, Desportivo, Económico, Social.

Só desta forma poderão aspirar a ter novamente a qualidade de vida que tinham antigamente, potenciada por outras tantas coisas boas que o século XXI nos trouxe.

Mais um “órgão de comunicação social” em Sto Tirso

Ao que parece, nasceu há umas semanas, um novo “órgão de comunicação social” em Santo Tirso. Chama-se Santo Tirso Jornal e é um jornal online. Tal como é exigível nos dias que correm, está presente no Twitter e no Facebook.

Sempre que aparece um novo órgão de comunicação social a minha vontade é saudar, mas a verdade é que perante o histórico e as circunstâncias, a minha vontade é ser cuidadoso, para não dizer que me apetece já suspeitar.

Que circunstâncias são essas? Ora, pela amostra, as notícias são desfavoráveis ao actual executivo da Câmara Municipal, desfavoráveis ao PS Santo Tirso, e favoráveis ao PSD Santo Tirso. O que nos leva ao histórico.

Que histórico é esse? Num passado não muito longínquo outro jornal, com a mesma linha editorial, nasceu meses antes de umas eleições. Chamava-se Santo Tirso Hoje e “desapareceu” pouco depois da vitória do PS nas Autárquicas 2009.

Existem mais equivalências. Tanto o Santo Tirso Hoje como o Santo Tirso Jornal, não têm rosto. O que a meu ver, por si só, não abona nada em favor da credibilidade e transparência que um órgão de comunicação social deve ter.

Mas existem diferenças. Se o Santo Tirso Hoje tinha um dono (Editirso – Publicidade, Marketing e Comunicação, Lda) o Santo Tirso Jornal inovou e não tem. Presume-se portanto que seja um projecto meramente pessoal.

Ao longo do tempo, temos vindo a assistir ao nascimento e morte de vários “projectos pessoais” deste tipo, que parecem pertencer sempre à mesma pessoa. Não seria mais facil assumir-se, dar a cara, e lutar pelas suas ideias?

A verdade é que não me agrada nada esta tentativa de utilização encapotada de órgãos de comunicação social para cumprir objectivos políticos pessoais. E penso que muito menos deve agradar aos verdadeiros jornalistas.

Eu, Portista, quero Benfica Campeão

Esqueçam Eusébio e os Magriços. Esqueçam Cristiano Ronaldo ou José Mourinho. Esqueçam o país dos 3 “F”. Acabou o “Fátima, Futebol e Fado”. O novo desporto-rei em Portugal é o Basquetebol.

Ontem, como que por milagre, o Basquetebol passou de “modalidade amadora” e sem qualquer tipo de interesse a “ócio do povo”. Foi trend em todas as redes sociais e meios de comunicação social.

Para isso bastou a conjugação de dois factores: 1) O SL Benfica teve uma época futebolística péssima; 2) O SL Benfica venceu o FC Porto, num jogo de Basquetebol disputado em casa dos portistas.

Eu, que me interesso pela modalidade (aliás, por todas), passei o dia a pensar o que fazer para acompanhar o jogo, em Londres. Já que não ia ser televisionado, nem existem livescores de Basquetebol.

Qual não foi a minha surpresa, no twitter, havia gente a “relatar” ao minuto. Muitos passaram meses sem sequer tweetar sobre futebol (não dava jeito) mas ontem lá estavam a acompanhar o Basquetebol.

Depois no final veio a habitual (in)coerência. Os mesmos que, ainda nem há um ano atrás, branquearam a falta de fair play do Benfica, estavam indignadíssimos com o que se passou no final do jogo.

Pelos vistos um grupo de imbecis adeptos do FC Porto, não souberam perder e armaram distúrbios. Lamentável! Tão lamentável quanto os insultos, as agressões, a luz apagada e a rega ligada.

Mas gosto de ver as coisas pela positiva. E se é isto que é preciso para que as modalidades tenham a atenção e o mediatismo que merecem, então quero que para o ano o Benfica seja Campeão de Voleibol.

Procuras emprego? Cuidado com as redes sociais!

Nos dias que correm, no que se refere à contratação, já não é só o Curriculum Vitae que conta quando uma empresa procura o candidato certo para a oportunidade de emprego. As redes sociais desempenham já uma parte importante da avaliação.

Ao apreciar uma candidatura, a maioria das empresas pesquisa pela pessoa na Internet. Não só para chegar aos seus perfis nas redes sociais, mas também para pesquisar por artigos ou publicações em blogues, websites, foruns e afins.

Isto não quer dizer que seja “perigoso” ter perfis nas redes sociais, ou escrever em blogues. Pelo contrário. É positivo, por exemplo, um candidato ao lugar de Eng° Ambiente, ter posts publicados num blogue sobre a sustentabilidade ambiental.

Mas a verdade é que há estudos que demonstram que 1 em cada 5 empresas (no caso, o sector das TI) assumem ter rejeitado candidaturas por causa dos perfis nas redes sociais. Daí que, quem anda em busca de um emprego, necessita ter cuidado.

O Facebook é a rede social em que normalmente mais “delitos” são cometidos. As pessoas têm tendência em querer mostrar aos amigos o quão divertida é a sua vida. E na sociedade em que vivemos isso é medido em “unidades de bebedeira”.

Daí ser extremamente comum vermos fotografias de pessoas visivelmente embriagadas ou em posturas e posições menos próprias. Esses comportamentos são obviamente passíveis de serem “castigados” pelo recrutador, numa candidaturas a emprego.

A “regra”, para quem a quer ou acha que a tem de aplicar, é simples: Não publicar nada de que se envergonhasse se saísse na capa do jornal do dia seguinte, ou que o fizesse desapontar os pais, se eles por acaso tivessem conhecimento.

Demissão é a única solução, a bem da credibilidade do Governo

Em Junho 2011, ao saber dos nomes para o Governo disse que tinha ficado com um sentimento agridoce. Isto porque, se por um lado me agradaram muito algumas escolhas, outras desiludiram-me na mesma proporção“.

Referindo-me às más, escrevi “Não estava à espera que Passos Coelho cedesse à “máquina” do partido. Era um forte e importante sinal que tinha dado. E para piorar são nomes tão fracos e pouco consensuais como Teixeira da Cruz e Miguel Relvas“.

Estas duas figuras “de proa” do PSD são daquelas que, a cada 5 minutos em que aparecem na televisão em representação do partido, tiram 100 votos. Em cada frase proferida, na defesa de qualquer política, tiram credibilidade à mesma, por melhor que seja“.

Mas a escolha destes dois nomes tinha uma razão de ser. Passos Coelho devia-lhes o facto de ter sido eleito Presidente do PSD, e consequentemente candidato (vencedor) a Primeiro-Ministro de Portugal.

Principalmente a Miguel Relvas. Exímio numa arte a que alguns chamam “cacique”. Arte essa que, como sabemos, é indispensável dominar para se vencer eleições internas nos partidos políticos.

Ainda assim, eu não o faria. O Governo, e um Ministério é coisa séria. Mas dando isso de barato, e oferecendo o benefício da dúvida, a verdade é que se tem confirmado que Relvas é um “cancro”.

Daqueles “cancros” que já “mataram” outros governos, e só não mata este por duas razões: 1) Portugal está na situação que se conhece; 2) O Presidente da República é alguém com sentido de Estado.

Compreendo que seja complicado. Porque além de Passos Coelho dever algo a Miguel Relvas, é também seu amigo. Mas podia aproveitar mais esta “trapalhada” (adjectivo brando) para o subsituir.

Eu no lugar de Miguel Relvas, demitia-me imediatamente. Se não o fizesse, eu no lugar de Passos Coelho, pedia-lhe para se demitir. Demissão é a única solução, a bem da credibilidade do Governo.

Autárquicas 2013: Passo decisivo para Joaquim Couto

Joaquim Couto apresentou esta semana a sua candidatura à Comissão Política Concelhia do PS. Órgão que já tinha liderado entre 1988 e 2003. Este é o terceiro passo na – já há muito planeada, e desejada – candidatura autárquica em 2013.

O plano foi bem engendrado. O primeiro passo foi o regresso à militância de base activa em Santo Tirso, depois de muitos anos afastado. O segundo foi a criação do grupo de política, reunindo alguns dissidentes do consulado de Castro Fernandes.

Este terceiro passo, as eleições internas, é um passo decisivo e complicado de dar. Isto porque não depende só da vontade de Joaquim Couto, mas também da capacidade de mobilização da sua equipa e do voto dos militantes socialistas Tirsenses.

Para além disso, do outro lado, está um adversário de “peso”. Castro Fernandes não esconde a aversão pelo seu ex-amigo e está pronto para voltar a assumir a concelhia do PS, apenas e só para evitar que o seu ex-N° 1 consiga lá chegar.

Isto, depois de em 2010 ter passado o testemunho a Rui Ribeiro. Um homem politicamente inapto, que disse não querer ser um boneco nas mãos de um ventríloquo político. E na verdade não foi. Nem isso conseguiu ser. Simplesmente não existiu.

Obviamente que Rui Ribeiro não seria capaz de fazer frente a Joaquim Couto e manter a concelhia na entourage de Castro Fernandes, e por isso vem o “one man show” em socorro para evitar que o arqui-inimigo ganhe o Poder no seu feudo.

Joaquim Couto foi presidente da CMST entre 1982 e 1999, e depois disso esteve “ao serviço” do PS. Foi nomeado Governador Civil do Porto (1999 a 2002) e depois escolhido para lugar elegível nas listas de deputados às Legislativas 2005.

Em 2009 Joaquim Couto teve de retribuir ao PS estas nomeações, e predispôs-se a ser esmagado por Luis Filipe Menezes nas autárquicas 2013, como candidato à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Resultado: 63% vs 25%.

A verdade é que Joaquim Couto fez um trabalho positivo em Santo Tirso, e as andanças pelo Porto (Governo Civil) e Lisboa (Assembleia da República) permitiram-lhe acumular ainda mais experiência política.

Sabe-se que Joaquim Couto é bem visto por vários sectores da sociedade Tirsense, e é querido de uma grande parte da população. Em especial os funcionários da CMST, que apesar de não o poderem manifestar, preferem Couto a Fernandes.

E Joaquim Couto não esconde também o seu sentimento. Disse à Lusa “é necessário dar um safanão, uma refrescadela e uma reforma profunda no PS [de Santo Tirso]“. Numa mais do que óbvia alusão à liderança de Castro Fernandes.

Se Joaquim Couto vencer, será com toda a certeza candidato a presidente da CMST (e a vitória do PS nas Autárquicas 2013 estará mais perto). Se perder, ainda tem outra opção: a (ainda não descartada) candidatura independente.

E essa, a candidatura independente, poderia até ser ainda melhor para ele e para a vida democrática do concelho. Seria com toda a certeza agregadora de várias sensibilidades políticas (e outras) Tirsenses.

Mário Soares, por qué no te callas – Parte IV

Este é o 4° post com o título “Mário Soares, por qué no te callas“.
O 1° foi em Setembro 2010
O 2° foi em Setembro 2011
O 3° foi em Novembro 2011
Ontem Mário Soares brindou-nos com mais algumas pérolas.

A primeira é que o Memorando de Entendimento com a Troika foi assinado por José Sócrates (qual Sociedade Unipessoal), que dessa forma obrigou o PS a aceitá-lo. E eu a julgar que o ex-PM tinha tido uma gravíssima discussão com o ex-PR, onde este queria convencer aquele, a pedir ajuda ao FMI.

A segunda é que Mário Soares acha que o “mundo mudou” desde que o Governo PS de José Sócrates (incitado pelo próprio Mário Soares) assinou o Memorando de Entendimento com a Troika. O facto é que esta não surpreende muito. Para Sócrates o mundo mudava em 15 dias, agora demorou 1 ano.

A terceira é que “A austeridade tem limites… até já o PR o disse“. Aqui há duas coisas a reter: uma é facto de haver limites à austeridade, mas não ao dinheiro dos contribuintes (esbanjado durante 15 anos de Governos PS). Outra é que afinal há que dar ouvidos ao que diz Cavaco Silva.

A quarta é que chegou ao fim “a obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika“. Ou seja, o acordo foi assinado por 4 anos entre Portugal, BCE, FMI e UE. Mas agora, só porque um duende francês perdeu (previsivelmente) as eleições, Portugal já pode rasgar aos seus compromissos?

A quinta é que “a eleição de um socialista pode acentuar a marcha de mudança“. Eu gostaria imenso de saber que marcha é essa. Será a mesma que nos trouxe até aqui? Ou seja, esbanjar dinheiro de impostos que os contribuintes não podem pagar, em obras faraónicas e insustentáveis?

A sexta é que AJ Seguro acompanhou Hollande no último comicio e “Os franceses isso não vão esquecer“. Sim, porque realmente AJ Seguro é mais conhecido (e reconhecido) que o tremoço em França. É emocionante ver um velhinho com nostalgia dos tempos em que foi jovem e influente.

De resto, e para acabar em beleza, Soares reafirmou que o “PS não deve ter nenhuma pressa em se substituir ao PSD“. Claro, porque limpar a borrada que o próprio PS fez é tarefa que normalmente cabe ao PSD. Foi assim em 1979, foi novamente em 1985 e também em 2011.

Mário Soares deixou oficialmente a liderança do PS em 1986. Desde aí liderou o PS oficiosamente (Com Almeida Santos, Guterres, Ferro Rodrigues, José Sócrates, entre outros). Continuará a fazê-lo agora? Veremos nos próximos dias