Obrigado Sr. Fernandes…

(clique para ampliar)

No dia seguinte ao funeral do meu Avô – depois de ter estado com centenas de amigos e conhecidos, e ter recebido centenas de telefonemas, SMS, emails, e mensagens nas redes sociais – estive a ler os telegramas dirigidos à minha Avó e à família. Uns mais formais, outros mais sentidos.

Foram muitos os que escreveram estas mensagens. Presidente da Comissão Europeia, da República, da Assembleia da República, do Governo Regional da Madeira. Primeiro-Ministro, Ministros, ex-Ministros. Presidentes de Câmaras Municipais. Presidente do BES, do Santander, do Millennium BCP.

Poucos me comoveram como o telegrama do João Fernandes, que partilho aqui e transcrevo: “Os meus mais sentidos pêsames para toda a família neste momento tão triste. Perdi o meu melhor amigo da minha vida. Nunca vou esquecer este momento tão triste que fica marcado no meu coração“.

O Sr. Fernandes era polícia e foi nomeado segurança pessoal e motorista do meu Avô quando ele estava no Governo. Ele elevou a um patamar quase inatingível o significado e o valor de “Lealdade”. O Avô saiu do Governo em 1990 mas o Sr. Fernandes continuou a visitar-nos com regularidade.

Todos sabiamos o quanto ele gostava do Avô e espero que ele saiba o quanto gostamos dele. É um homem simples, bom e bem intencionado, respeitado e respeitável, amigo do seu amigo. É quase como se fosse da família. Estive com ele, e vi que esteve presente no velório e no funeral, visivelmente emocionado.

Bons tempos passei com ele naquela época (anos 80). Tinha 8, 9, 10 anos e ao domingo o Avô gostava de ficar em casa. O Sr. Fernandes levava-me (e ao primo Eurico) às Antas ver o FC Porto. Nos tempos mortos dos outros dias jogava futebol connosco na garagem e divertia-nos com histórias.

Siebel CRM + CRM On Demand = Oracle Fusion CRM

Last week, between 24th and 26th July, I had the opportunity to attend the Oracle Fusion CRM boot camp in Paris on behalf of Enigen UK. It was a very intensive but fruitful week where we could confirm how powerful is Fusion CRM. This tool can bring real value-added to our customers and will certainly improve and evolve the relationship between companies and its clients. Which in turn increases return on investment and brings profit.

As I see it Fusion is a mix between Siebel CRM and CRM On Demand and has the best of those two worlds. It as the potential to be as powerful and flexible as Siebel CRM, and it is user friendly and straightforward as CRM On Demand. Once you know it you can see that it is true what Oracle says about designing it, from the ground up, using the latest technology advances and incorporating the best practices gathered from Oracle’s customers.

As you must know Fusion CRM is one of the pillars of Oracle Fusion Applications suite that incorporates also HCM, SCM, PPM, GRC, Procurement and Financials. Oracle spent billions of dollars developing this suite, and in the last 6 years more than 4.000 developers were dedicated to it. Fusion CRM sets a new standard for CRM, is a 100 percent open-standards-based business application, and is available on demand or on premise.

One of the most impressive things in Fusion CRM is the Territory Management, a core tool for sales teams. Territories can be defined with 11 dimensions(!) and can match the three most important issues: Sales Reps Balance, Gaps and Overlaps. It is also possible for Managers to plan Territory realignments and have a preview of the future results (metrics and analytics) before applying it.

Also for us – business and technical consultants or developers – Fusion CRM seems to be one step ahead of Siebel CRM and CRM On Demand. The 4 Composers (Application Composer, Page Composer, Process Composer and Reports Composer) seem very user friendly and easy-to-use. These are the tools that we are going to use to customize and extend Fusion CRM to meet our customers’ business processes and requirements.

Some so-called specialists were calling Oracle Fusion the “Confusion”. They don’t seem to know the meaning of both words. Fusion means combination of two or more things, an act of merging, and that’s what Oracle did putting together all its applications in one platform. On the other hand Confusion means lack of order and method, and that seems to fit the products of Oracle’s biggest competitors.

Também aqui

Combate a fogos faz-se com gestão e ordenamento

36% do território português é área florestal. São cerca de 3.5 milhões de hectares. Uma das maiores áreas florestadas da Europa. 85% dessa área pertence a privados, 3% pertence ao Estado e 12% são baldios.

Todos os anos por altura do verão o país é fustigado com incêndios. E todos os anos as “causas” e os “culpados”, apontados pela comunicação social e pela opinião publicada, são os mesmos: Calor e Criminosos.

A verdade é que o que falta em Portugal é uma verdadeira política de ordenamento e gestão florestal. Para além disso, falta também a já conhecida eficácia na prevenção, vigilância e combate aos fogos florestais.

É preciso que o país aposte em Engenheiros Florestais – especializados em ordenamento florestal e também no combate aos fogos – que ajudem na gestão da floresta e na coordenação do combate.

É necessário também apostar na profissionalização de unidades de combate a fogos (nos corpos de bombeiros ou do exército). A verdade é que os voluntários têm muita boa vontade, mas não chega.

20% da área florestal portuguesa é eucalipto e pertence na sua maioria às industrias papeleiras (Portucel, Soporcel, Celbi…). Essas não se podem dar ao luxo de perder floresta em incêndios.

Todas essas empresas têm corpos e meios profissionais de prevenção, vigilância e combate aos fogos. E muito poucas vezes os incêndios nas suas florestas tomam as proporções dos outros.

Lembrar o “Dr.” Armando Vara

No seguimento do post anterior aproveito para acrescentar algo mais. Relembrar os mesmos senhores que Armando Vara foi também ele agraciado com um canudo de licenciado pela “mui nobre” Universidade Independente.

Isto aconteceu poucos dias antes de Vara ser nomeado, pelo Governo do amigalhaço José Sócrates, para um cargo de administração na Caixa Geral de Depósitos. Cargo esse que estava vedado a candidatos sem um certo grau académico.

Por falar em licenciaturas e informações falsas

Já o disse e escrevi várias vezes: Miguel Relvas devia abandonar o Governo ou então ser demitido por Pedro Passos Coelho. A bem da credibilidade do Governo e do país. Devia fazê-lo não só mas também por causa do caso da licenciatura.

A propósito disso, tenho visto muita agitação em certos sectores da sociedade e em certos partidos políticos. Tenho visto muita indignação relacionada com a “licenciatura” de Miguel Relvas. A esses deixo este link de onde sublinho:

At the age of 18 he went to Coimbra, where he earned a degree in civil engineering” … Mentira!

He received an MBA in 2005 from the Lisbon University Institute” … Mentira!

José Sócrates was one of the founders of the youth branch of the Portuguese Social Democratic Party” … Mentira!

[in 1997] Sócrates became minister for youth and sports” … Mentira!

Note-se que no final aparece a nota de rodapé: “Source: Information provided by the office of Prime Minister José Sócrates

E aqui não estou sequer a fazer referência à informação falsa prestada ao parlamento durante muitos anos, ao facto da licenciatura ter sido tirada ao domingo, de os professores das cadeiras serem amigalhaços, etc, etc.

Há muitas razões para criticar o caso da licenciatura de Miguel Relvas, mas há muito poucos que o podem fazer. Haja coerência! Haja decência! Haja memória! Haja vergonha!

A “vida e obra” de Miguel Relvas

Na sequência deste meu post, deixo ficar aqui um link para um documento PDF que contém um artigo de jornal de 1997. Artigo sobre a “vida e obra” de Miguel Relvas, que fica à consideração de cada um tomar por verdadeiro ou falso. Foi-me enviado por um bom e atento amigo.

Artigo de Jornal de 26 Novembro 1997

Vou enriquecer o meu CV com mais 6 licenciaturas…

Entrei na faculdade em 1996 com 17 anos, mas a minha média não era muito elevada, pelo que só entrei na 3ª opção, a UTAD em Vila Real. Nos 2 anos que lá estive fiz 11 cadeiras. Em 1998 pedi transferência para aquela que tinha sido a minha 1ª opção, a FEUP no Porto. A transferência deu-me equivalência a 9 cadeiras.

Passados 6 anos, em 2004, com o estágio curricular feito e apenas 4 cadeiras para terminar o curso resolvi começar a trabalhar. Depois de 4 anos em que o trabalho esteve à frente do estudo, em 2008, consegui finalmente licenciar-me em Engenharia Electrotécnica. Tenho ideia de ter feito mais de 40 cadeiras.

Como eu, centenas de colegas e milhares de outros estudantes pelo país fora, dedicaram vários anos da sua vida a estudar. Na escola, no ciclo, no liceu, na faculdade. Apostando na sua formação e investindo no seu futuro. Ganhando acima de tudo skills e competências, e não um canudo ou um título.

Descobri agora que tudo isto é uma treta. Não é necessário todo este “sacrifício” para se ter uma licenciatura, um mestrado ou até um doutoramento! Sim, ontem ouvi o reitor da Universidade Lusófona dizer que também nos doutoramentos pode haver equivalências mediante a experiência do candidato a aluno.

Ora sendo assim resolvi que em breve tirarei um ano sabático – sim, apenas um. Chega perfeitamente – para enriquecer o meu Curriculum. Vejamos: Com 6 meses como estudante Erasmus em Paris (2003/2004) e 4 meses como profissional em Londres (2012) irei concluir o Curso de Relações Internacionais.

Sou militante do PSD há 13 anos e sou ex-Presidente do Núcleo PSD Santo Tirso, ex-Vice-Presidente da Concelhia PSD Santo Tirso, ex-Vogal do Núcleo PSD Santo Tirso, ex-Conselheiro Distrital JSD, ex-Conselheiro Distrital PSD, ex-Delegado a dois Congressos Nacionais JSD. Facilmente tiro o Curso de Ciência Política.

Há cerca de 4 anos que trabalho com o Sovolei onde escrevo noticías, faço reportagens e entrevistas, pelo que o Curso de Jornalismo e Comunicação Social está grantido. No âmbito do Sovolei organizei também vários torneios de voleibol por isso tirarei o Curso de Administração e Organização de Eventos.

Durante 11 anos da minha vida fui escuteiro do Corpo Nacional de Escutas. Participei em várias acções de solidariedade e apoio a organizações, pessoas desfavorecidas ou à comunidade. Ajudei a sociedade e o meu próximo. Não tenho dúvida por isso que o Curso de Ciências Sociais e Humanas já cá canta.

Por último, fui durante 2 anos atleta federado de Futsal, 5 anos atleta federado de Andebol, 3 anos atleta federado de Ténis, 2 anos membro da direcção de um clube. Portanto, cuidado Mourinho, o Curso de Treinador de Nível IV está assegurado e a qualquer momento posso dominar o futebol mundial.

Actualização (input do meu caro amigo Hugo Assoreira): Afinal são 7 licenciaturas. A beber (maioritariamente Cerveja e Vinho) desde 1994 com toda a certeza concluirei facilmente o Curso de Enologia, lembro-me que havia na UTAD e confesso que me despertou interesse na altura.

Actualização (o post está a ficar extenso, mas lembrei-me agora mesmo): Talvez sejam 8 licenciaturas. É que há um curso que sempre quis tirar. Muitos dos meus amigos (principalmente dos escuteiros de Santo Tirso) lembram-se desta magnífica licenciatura: Medicina Aplicada a Animais de Abate.

Stop managing customers and start engaging them

Um dos mercados mais efervescentes nos dias que correm é o das telecomunicações. Operadoras de comunicações telefónicas móveis e de televisão por cabo são as mais agitadas. Aquelas, atingiram já uma taxa de penetração acima dos 100%.

Com tais taxas de penetração e com a intensa competição entre operadoras, gerir o churn (fuga de clientes) e conseguir fidelização duradoura já deixou de ser uma estratégia “nice to have“, e passou a ser uma matéria de sobrevivência.

Muito poucos clientes estão verdadeiramente apaixonados pelas suas operadoras e facilmente fogem em busca de preços mais baixos, maior qualidade de serviço e melhor cobertura. Fidelizar tem um preço elevado em termos de subsidiação e promoções.

Mas fidelizar clientes não se trata apenas de executar planos de retenção para manter a quota de mercado, ou de gerir churn no curto prazo. Os programas de fidelização usados hoje fazem muito pouco para manter ou aumentar a paixão do cliente.

A verdade é que o mercado está a tornar-se mais complexo, com a chegada de várias MVNO (Operadora Móvel Virtual). As operadoras estão mesmo a perder clientes e quota de mercado para empresas em que o core business não são as comunicações.

Com a relação com o cliente sob ameaça, é chegado o tempo de as operadoras começarem a tratar os seus clientes como verdadeiros activos da empresa. E isto envolve uma total redefinição na estratégia de relacionamento com o cliente.

As operadoras precisam de realinhar a sua organização com as expectativas do cliente. Criar fidelização exige, mais do que nunca, tirar o “R” de CRM (Customer Relationship Management) e desenvolver uma abordagem proactiva e holística.

Aqui aparece o CEM (Customer Experience Management) que tem a capacidade de transformar os clientes em defensores dos produtos e serviços da operadora. As empresas têm de parar de gerir o cliente e começar a envolvê-lo.

Compreender os drivers de valor do cliente e conseguir satisfazê-los – alimentando a sua experiência desde o primeiro dia da relação e cumprindo com compromissos – irá criar fidelização, lealdade e confiança no cliente.

Isto irá naturalmente reduzir o churn (e os seus custos de gestão) e aumentar o ciclo de vida do cliente na empresa. O que consequentemente aumenta o ROI (Retorno sobre investimento) e traz mais lucro.

Nota: Também pode ser lido aqui

Reviravolta no PS de Santo Tirso

Há precisamente 1 mês atrás eu escrevia que as eleições internas no PS Santo Tirso eram um passo decisivo para Joaquim Couto. Perdendo, o ex-Presidente da CMST não teria mais possibilidade de ser nomeado candidato nas Autárquicas 2013, como pretendia.

O facto é que Joaquim Couto perdeu mesmo para o seu arqui-inimigo Castro Fernandes. O actual Presidente da CMST, viu-se na obrigação de voltar a disputar a concelhia para retirar a possibilidade de Joaquim Couto poder controlar o processo autárquico.

Mas quem diria que uma reviravolta atiraria por terra o que vaticinei. Este sábado, disputava-se a liderança do PS Porto entre José Luís Carneiro e Guilherme Pinto. O Presidente da Câmara de Baião não só venceu como baralhou as contas em Santo Tirso.

A lista que apoiava José Luís Carneiro, encabeçada por José Pedro Machado (dissidente do PS de Castro Fernandes), venceu a lista apoiante de Guilherme Pinto, encabeçada por Ana Maria Ferreira (que seria provavelmente escolhida por Castro Fernandes em 2013).

O que aconteceu é mais significativo do que possa parecer. Em 589 votantes (15% de abstenção) José Pedro Machado venceu com 303 votos contra 286 de Ana Maria Ferreira. Este será o mesmo universo que em Outubro escolherá o candidato nas Autárquicas 2013.

Segundo sei, os estatutos do PS dizem que o vencedor nestas “Primárias” de Outubro terá de ser o candidato autárquico. Mesmo que a Comissão Política local assim não o deseje. Pelo que a “entourage” de Castro Fernandes tem muito com que se preocupar.

Se Ana Maria Ferreira (vice-Presidente da CMST e elemento mais próximo de Castro Fernandes) perdeu a eleição para José Pedro Machado (que manifestamente não tem o mesmo peso político) o que dizer se, em Outubro, tiver de se defrontar com Joaquim Couto.

Quem pensava que, no que toca às Autárquicas 2013, as coisas no PS Santo Tirso estavam resolvidas (e eu era um deles) enganou-se. Muita água ainda vai correr sobre a ponte, e para isso muito contribuiu José Luís Carneiro e o surpreendente José Pedro Machado.