As 10 propostas alternativas do PS de AJ Seguro

Ontem pude assistir, através da app da RTP para iPhone, à entrevista de António José Seguro. Fiquei surpreendido pela positiva ao ver que o líder do PS finalmente apresentou propostas alternativas àquelas que o Governo escolheu para cumprir as metas do défice e o plano de ajustamento. Vejamos:

1 – Mais tempo e mais dinheiro
2 – Mais tempo e mais dinheiro
3 – Mais tempo e mais dinheiro
4 – Mais tempo e mais dinheiro
5 – Bombas de gasolina low cost em todas as regiões
6 – Mais tempo e mais dinheiro
7 – Mais tempo e mais dinheiro
8 – Mais tempo e mais dinheiro
9 – Mais tempo e mais dinheiro
10 – Taxa extraordinária sobre as PPPs

Apenas uma nota: É sabido, e António José Seguro confirma, que os portugueses se alimentam de GPL ao pequeno-almoço, gasolina ao almoço e gasóleo ao jantar. Mas não é certo, e António José Seguro admite não ter feito as contas, o impacto da taxa sobre as PPPs. Já mais tempo e mais dinheiro é o mesmo que dizer mais dívida, mais austeridade por mais tempo, mais sacrifício.

Coerências tugas…

Os que gritam pela liberdade são aqueles que fazem piquetes para impedir os outros de ir trabalhar.

Os que pedem para ser respeitados são aqueles que tramam colegas no trabalho e tratam mal o cônjuge em casa.

Os que querem ser compreendidos são aqueles que não entendem que a polícia está a cumprir o seu dever.

Os que acham que a presença da polícia em manifs é provocadora são aqueles que lhes atiram garrafas e paralelos.

Os que dizem ser democratas são aqueles que querem escolher governos pela força na rua e não na urna de voto.

Os que falam e pretendem ser tidos e ouvidos são aqueles que rejeitam qualquer ideia diversa da sua própria.

Os que querem melhores serviços e condições na Saúde ou Educação são aqueles que, se puderem, fogem aos impostos.

Os que cantam o hino empunhando a bandeira nacional são aqueles que conhecem melhor Porto Galinhas que Porto(Cale).

Os que acenam anos de trabalho e querem melhores reformas são aqueles que fugiram aos descontos para a Segurança Social.

Santo Tirso: 3 M€ gastos na Incubadora de Moda

Há umas semanas, num post sobre a Fundação Santo Thyrso eu escrevia “ainda ninguém percebeu de onde veio, e para onde foi, a Incubadora de Moda tão publicitada pelo Presidente da Fundação [e da CM Santo Tirso], Castro Fernandes

A verdade é que estava mesmo curioso para saber algo da “famigerada” IMOD e por isso fui pesquisar. O primeiro local de pesquisa foi o portal BASE, onde estão todos os contratos públicos, suas características e detalhes.

A pesquisa retornou 12 contratos feitos pelo adjudicante “Município de Santo Tirso” cujo objecto do contrato estava relacionado com a “IMOD – Incubadora de Moda e Design“. 11 desses 12 contratos foram feitos por Ajuste Directo.

Como pode ser confirmado abaixo, já foram gastos quase 3 Milhões de Euros. Para ser mais preciso, cerca de 2.700.000 €, num espaço temporal de menos de 1 ano. E ainda não se vê nada de concreto, muito menos qualquer tipo de resultado.

IMOD – Incubadora de Moda e Design – Requalificação de Nave Industrial
2.385.767,15 €
Lucio da Silva Azevedo & Filhos, S.A.

Conceção, desenvolvimento e candidatura ao Programa Europeu para Cultura 2007-2013 de projeto de cooperação em rede para o IMOD
72.500,00 €
Quartenaire Portugal – Consultoria para o Desenvolvimento, S.A.

Prestação de assessoria à Câmara Municipal de Santo Tirso para implementação e gestão da Incubadora IMOD – Inovação Moda e Design
64.473,00 €
Fundação de Santo Thyrso

Conceção da Imagem Corporativa da Candidatura IMOD
27.500,00 €
C.I.F.A.D. – Centro de Investigação e Formação em Artes e Design, Lda

Elaboração de projeto de execução das especialidades de estabilidade, processos construtivos, projeto de abastecimento de água, projeto de drenagem de águas residuais e de águas pluviais e projeto de arranjos exteriores do edifício denominado Incubadora de Negócios Criativos – IMOD Inovação, Moda e Design
24.862,00 €
PEDRO ARAÚJO & NAPOLEÃO, LDA

Elaboração do projeto de execução de arquitetura da Incubadora de Negócios Criativos – IMOD Inovação, Moda e Design
24.800,00 €
Luís Manuel Machado Macedo

Elaboração das especialidades de Instalações e equipamentos elétricos, projeto de telecomunicações/ITED, projeto de instalações de segurança contra intrusão e contra incêndio e projeto de AVAC relativas ao projeto da Incubadora de Negócios Criativos – IMOD Inovação, Moda e Design
24.400,00 €
Rodrigues Gomes & Associados – Consultores de Engenharia, S.A

Fiscalização da execução da obra denominada iMOD – Incubadora de Moda & Design – Requalificação de Nave Industrial
22.230,00 €
Luís Manuel Machado Macedo

Elaboração do projeto RSECE, incluindo Declaração de Conformidade Regulamentar (DCR), do projeto de execução da obra denominada Incubadora de Negócios Criativos – IMOD Inovação, Moda e Design
14.400,00 €
SE – Serviços de Engenharia, Lda

Elaboração do Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, Plano de Segurança e Saúde em fase de projeto, Mapas de Medições e Orçamento Gerais, Caderno de Encargos Geral e Coordenação Geral do projeto de execução relativo à obra denominada Incubadora de Negócios Criativos – IMOD Inovação, Moda e Design
13.988,00 €
ACANTO – António Sá Machado, Arquitectos e Engenheiros, Lda

Aquisição de tecidos para cortinas – IMOD
8.250,00 €
Gierlings Velpor – Veludo Portugês, S.A.

Aquisição de equipamento de som e multimédia – IMOD
6.706,00 €
Machado & Andrade, Lda.

Com este post pretendo apenas dar a conhecer aos Tirsenses mais distraídos, o “porquê”, o “como” e o “onde” é gasto o seu dinheiro, o dinheiro dos seus impostos.

E a pergunta que se impõe neste momento é: Que retorno dará esta incubadora? Ela é viável? Terá impacto na economia local/nacional? É prioritária nesta altura?

A crise de Valores e a indignação do Sr. Vasco

Recebi há dias no meu email este texto, escrito por um amigo. Não podia deixar de o partilhar (com a devida vénia) pois toca num tema sobre o qual já várias vezes escrevi, a crise de Valores.

O que se está a passar em Portugal, sobretudo na nova geração é um verdadeiro desvirtuamento das formas de tratamento – e portanto do respeito e dignidade que mereciam as outras gerações mais antigas – e da mais genuína tradição portuguesa.

Nos hospitais, os seguranças, serventes, enfermeiros e até os médicos tratam-nos pelo primeiro nome, como se não tivéssemos apelido. Devem ter aprendido isso na escola de enfermagem ou na faculdade de medicina, juntamente com a localização exacta do “mastoideu”. Os funcionários semi-analfabetos dos “call centers” devem ter instruções para nos tratar dessa forma: Sr. António, Sr. Miguel ou Sr. Francisco, porque jamais me trataram doutra.

O tratamento pelo nome próprio é um ruralismo e era apenas usado nas aldeias mais remotas. Os brasileiros adoptaram-no como norma, mas nós não somos brasileiros, apesar do maldito acordo que nos obriga a escrever em “brasileirês”.

Não sou nem nunca fui pedante, nem me considero superior a quem quer que seja, mas respeitar as tradições não só é bonito, como é em tudo correcto, além disso como reza o autor do texto infra é uma mera questão de boa educação.

«O Sr. Vasco…

Em princípio, não gosto de dizer que “sou do tempo em que…”, porque “ser do tempo em que…” corresponde a dizer que se é velho e eu não gosto de ser velho! Mas, de facto, há circunstâncias em que se tem mesmo de dizer que se é do tempo de qualquer coisa!

Ora, acontece que sou do tempo em que se tratavam os homens pelos seus sobrenomes: o senhor Pereira, o senhor Fonseca, o senhor Almeida, o senhor Ferreira, o senhor Sousa, etc. Agora a coisa mudou.

Aconteceu há cerca de uma hora, telefonar-me para casa um cavalheiro que me identifica pelo meu primeiro e último nome, desejando saber se era comigo que estava a conversar. Disse-lhe que sim e ele, que vinha para me vender um qualquer serviço ao qual nem prestei atenção, começa, logo de seguida, a tratar-me por sr. Vasco! Sr. Vasco para aqui e sr. Vasco para acolá! Confesso que engalinhei, tal como sucede em qualquer lugar onde ocorra o mesmo fenómeno – nas Finanças, no consultório do médico, na loja onde faço compras, na farmácia, etc. Se sabem o meu sobrenome, qual o motivo por que me tratam pelo nome? É uma confiança que não dou a toda a gente. Dou-a, até, a muito pouca!

A forma republicana de tratar um cidadão é pelo seu sobrenome. Essa coisa do nome em primeiro lugar é para os que se encontram muito ligados à Monarquia e às coisas da fidalguia: o Senhor D. Duarte, o Senhor D. António, o Senhor D. Manuel. Ou, mais raramente, às coisas da Igreja Católica, referindo-se aos bispos. Senhor D. Januário, por exemplo. Não faço questão pelos títulos académicos ou pelo posto militar. Claro que não vou ao extremo de aceitar intimidades como as do ministro das Finanças que era Álvaro para aqui e Álvaro para acolá! Não. Senhor e sobrenome é o modo correcto de se tratar qualquer homem! É uma questão de boa educação! E a verdade é que, cada vez mais, do ponto de vista educacional, estamos a viver num país de labregos. Parece que se tem vergonha de ser educado!

Mas, mais grave do que senhor Vasco, é quando me tratam por você! Aquele você bronco que nada tem a ver com o brasileirismo que, por sinal, muito raramente usa o você e com grande vulgaridade diz senhor.

Não estou velho! Estou é a debater-me com uma camada de gente que não foi educada, que não bebeu chá na infância e juventude, que tem vergonha de usar de correcção, que se espoja na falta de educação como os burros na palha para se coçarem.

Quando será que na escola primária – a do 1.º ciclo – se passa a ensinar boas maneiras? Que se escolhem textos didácticos para colocar em relevo a boa educação no trato social?

Já é tempo de deixarmos de ser grosseiros para ganharmos algum polimento!

Desculpem o desabafo. Se calhar estou mesmo velho e não o quero reconhecer!»

Proibido dizer mal de Portugal: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” (Rui Barbosa)

Mais títulos para Portugal, onde Desporto = Futebol

Enquanto Cristiano Ronaldo está triste e os tugas se debruçam sobre a paupérrima exibição da selecção Nacional de Futebol no jogo com o Luxemburgo, outros desportistas (estes, verdadeiros) conquistam títulos no anonimato.

Terminaram ontem os Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e os atletas portugueses conseguiram três medalhas: uma de prata e duas de bronze. Para além disso 19 atletas (numa comitiva com 30) ficaram nos oito primeiros lugares.

Também no fim-de-semana Frederico Silva (10° da hierarquia mundial júnior) trouxe para Portugal o 1° título do Grand Slam em Ténis, depois de vencer a competição de pares do Open dos EUA, ao lado do britânico Kyle Edmund.

Mas por mais acontecimentos destes que haja, o desporto em Portugal continua e continuará a ser sinónimo apenas de Futebol. É um problema de mentalidades e isso não se resolve facilmente, nem por decreto. Depende de cada um.

A violência como opção/solução política

Desde que Pedro Passos Coelho anunciou mais uma medida de austeridade para os portugueses que vejo nas redes sociais gente – que eu tinha como moderada – a falar em revolução, armas, pancada, etc.

Algumas dessas pessoas são mesmo figuras com influência na opinião pública. Daí eu ter estranhado e ficado surpreendido por proferirem tais afirmações sem perceber que era uma irresponsabilidade.

A coisa piorou quando o PM publicou (a meu ver despropositadamente) uma mensagem no seu Facebook. Rapidamente milhares de insultos, ameaças físicas e de morte foram escritas na caixa de comentários.

Aqueles de que falei e que tinha como gente responsável e de bom senso, rejubilaram e até transcreveram (difundindo nas redes sociais) essas mensagens ignóbeis com insultos e ameaças ao PM.

Como é possível uma pessoa de bem, inteligente, responsável e sensata gostar de ver ameaças físicas e de morte ao PM ou mesmo comentários como: “espero que a sua filha passe fome”.

De imediato condenei estas atitudes. Tanto as ameaças no Facebook do PM como também a sua difusão/aceitação por aqueles que deveriam ser responsáveis mas que, ao invés, deitam gasolina na fogueira.

Negligenciar estas ameaças e apoiar ou aceitar a violência como opção ou solução política é primitivo, imbecil, irresponsável e anti-democrático. Se Portugal seguir por esta via está condenado.

Em nenhum Estado de Direito, em nenhum Estado Democrático isto é aceitável. Portugal perdeu (há muito tempo) os seus valores e agora está a perder a noção e o senso. Mais um passo para o abismo.

Coerências Tugas dos últimos tempos

São contra as touradas porque se tortura e mata o animal, mas a favor do aborto que mata um ser humano vivo.

Querem os Eurobonds para que Portugal possa endividar-se mais, mas recusam o pagamento da dívida da Madeira.

Qualificam o Estado Novo de Ditadura, mas chamam Democracia aos regimes de China, Venezuela, Equador ou Angola.

Exigem cortes na despesa pública, mas indignam-se de cada vez que o Governo anuncia uma medida para poupar.

Levantam-se contra os EUA pelo Iraque ou Afeganistão, mas depois clamam por eles em situações como a da Síria.

Fundação Santo Thyrso pronta a ser fechada

Foi no início do mês de Agosto que o Governo PSD/CDS anunciou a intenção de fechar algumas dezenas de fundações público-privadas, depois de terminado o processo de avaliação que o próprio Governo solicitou à Inspecção Geral de Finanças.

Uma delas foi a Fundação de Santo Thyrso, criada em 2006 com o objectivo de gerir um Centro de Incubação de Base Tecnológica que supostamente pretendia “contribuir para a promoção da Inovação, do Empreendedorismo e a criação de Emprego Qualificado“.

Pretendia também apoiar “a criação de negócios inovadores” que contribuissem “para o rejuvenescimento, modernização e competitividade do tecido económico” local e nacional, e também apoiar “o crescimento e projecção externa dessas iniciativas“.

O alvo dizia serem “Jovens altamente qualificados […] Spin-offs académicos e empresariais […] Projectos inovadores de base científica e tecnológica resultantes da cooperação entre Universidades e empresas“. Mas a verdade é que o que se vê está muito longe disto.

Senão vejamos: Das 9 empresas instaladas na incubadora, uma delas cria websites, outra recolhe resíduos e foi explicitamente “concebida para colaborar com câmaras, empresas e associações municipais“, outra ainda fabrica móveis “intemporais“.

Existem ainda a Santo Tirso TV (que promove o que se faz no concelho com apoio da CMST), três empresas representantes de marcas, uma com interessante descrição mas website inactivo, e finalmente uma outra que não parece existir (única referência é no website da incubadora).

Ora, a meu ver, nada disto corresponde a “Inovação“, “Empreendedorismo“, “Ciência“, “Tecnologia” ou emprego “Altamente qualificado“. E ainda ninguém percebeu de onde veio, e para onde foi, a Incubadora de Moda tão publicitada pelo Presidente da Fundação, Castro Fernandes.

Sim porque Castro Fernandes, Presidente da CM Santo Tirso, é ao mesmo tempo Presidente da Fundação, do Conselho Executivo e do Conselho de Fundadores. Para além de ser ele quem nomeia o Conselho Fiscal, orgão que tem o papel de fiscalizar a actividade da Fundação.

Parece metira, mas é verdade. Parece caricato, mas é a realidade. Castro Fernandes sente-se, qual semi-deus, omnipresente e omnisciente. E ainda ficou muito ofendido quando, a propósito, um deputado da AM o comparou a um governante absolutista e autocrático.

Mas a falta de moralidade, de ética e de transparência não acaba aqui. A Fundação é detida em parte pela CM Santo Tirso e por duas empresas que trabalham nos ramos que mais interesses têm no poder local e corrompem as autarquias: Imobiliário e Construção.

Que contribuição podem dar estas empresas ao nível da “Inovação“, da “Ciência e Tecnologia” ou do emprego “Altamente qualificado“? E porque será que o website da Fundação apenas apresenta contactos e não faz refêrencia a visão, valores, âmbito, objectivos, actividades ou resultados?

É também incompreensível que outras entidades do concelho (a empresa imobiliária é do Marco de Canavezes) não façam parte da Fundação. Como a Associação Comercial e Industrial ou empresas de projecção nacional/internacional instaladas há muitos anos em Santo Tirso.

Perante tudo isto, Castro Fernandes ainda acha que tem o direito de se insurgir contra a avaliação da IGF dizendo que vai recorrer aos tribunais. E para além disso falta à verdade na comunicação social nacional, dizendo que a Fundação não recebeu financiamentos públicos.

Como bem apontou o PSD Santo Tirso, a CM Santo Tirso (Presidida por Castro Fernandes) deu à Fundação de Santo Thyrso (Presidida pelo mesmo Castro Fernandes) 50.000 € em ajuste directo. E que se saiba, dinheiro da Câmara é dinheiro público, dos nossos impostos.

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Foi isto que aconteceu à Fundação de Santo Thyrso. Parece ter sido criada com segundas intenções, aparenta ter sido gerida de forma conveniente, e falhou claramente os seus objectivos. Razões de sobra para ser fechada.

Os bons exemplos são para se publicar

Na imprensa de hoje:

  • Um ex-Presidente da Câmara e ex-Candidato a Presidente da República qualifica de “vergonhosa” uma decisão justa e sensata de um Tribunal.
  • Jornal desportivo publica na sua página web um vídeo de adeptos de futebol a queimarem camisola de jogador que se mudou para clube rival.
  • Após 1ª jornada Treinadores dos 3 clubes “grandes” optam por fugir às suas responsabilidades, justificando ou negando as más exibições.
  • Alberto João Jardim acusa o Governo de ter dado primeiro passo de “separatismo” ao remeter a Madeira ao pagamento da sua dívida.

Paredes de Coura e Política

Ouvia há pouco na TSF uma interessante reportagem sobre o festival de Paredes de Coura. A história de como tudo começou era curiosa e a forma como quiseram manter os critérios de escolha das bandas era de valor. Tudo corria bem até um dos organizadores ser entrevistado.

Disse ele que começaram em 1993 quando, quase inconscientemente, resolveram propor ao Presidente da Câmara local a realização de um festival de música para jovens. O edil achou boa ideia e apoiou. Deu-lhes 160 contos para contratarem bandas.

Qual foi a primeira banda que contrataram e a quem pagaram? Foi a própria banda!… Porque alguns deles tinham uma banda de garagem. Mas que grande exemplo, hein? Mais valia ter estado calado.

E depois é esta gente que critica os políticos e ex-políticos que contratam filhos, sobrinhos, sobrinhos-netos, outros familiares e amigos. Reina o nepotismo em Portugal e esta é apenas uma das mais cruciais razōes para o país estar neste estado.