PSD Santo Tirso ainda goza com militantes

Recebi há pouco um e-mail do PSD Santo Tirso. O assunto era “Plenário de Secção” e o texto começava com “Caros Militantes!”. Assim mesmo, qualificando os militantes de “Caros”, referenciando-os com “M” maiúsculo e terminando com o entusiasmo de um ponto de exclamação.

Pensei: “Queres ver que estão a convocar um plenário para os militantes se pronunciarem sobre um candidato à CMST que já foi escolhido nas suas costas?”. Não, o único ponto da ordem de trabalhos é a discussão e aprovação das contas referentes ao ano de 2012.

Ou seja, estando apenas a 9 meses das eleições, e depois de no último plenário (há cerca de 1 mês) se ter discutido o perfil do candidato às Autárquicas 2013, a Comissão Política não inclui na ordem de trabalhos a escolha do candidato à Câmara.

A Comissão Política e o seu líder continuam a menosprezar os militantes, e pior que isso, a tomá-los a todos como parvos. E ainda têm a distinta lata de escrever “Caros” (que no dicionário tem como significado: “Queridos, Estimados”) como se os considerasse muito.

Por fim, mais uma pequena prova de que o PSD Santo Tirso é o feudo e um projecto de Poder de um homem só: A convocatória vem assinada pelo presidente da Comissão Política quando deveria ser o presidente do Plenário a convocar os militantes.

Este PSD Santo Tirso é uma anedota, e a Comissão Política, toda ela, não tem um pingo de vergonha na cara.

PSD Santo Tirso já tem candidato (agora sem ironia!)

Desta vez não é ironia, é mesmo a sério. O PSD Santo Tirso já tem candidato a Presidente da Câmara Municipal. E surpresa das surpresas (aqui sim, já é ironia novamente), o candidato é o actual Presidente do PSD Santo Tirso, Alírio Canceles.

A decisão foi tomada unilateralmente, no seio da Comissão Política Concelhia, e parece ser definitiva. Agora apenas faltará a habitual confirmação por parte da Comissão Política Distrital do PSD Porto, que obviamente não se oporá à decisão.

E assim chega “a bom porto” o plano que Alírio Canceles engendrou, e que eu denunciei aqui mesmo neste blogue por diversas vezes, para se escolher a si mesmo como candidato a Presidente da Câmara Municipal nas eleições Autárquicas de 2013.

Alguns perguntarão: “Mas espera lá, e os militantes do PSD foram ouvidos?“. Como aqui denunciei também por várias vezes, o PSD Santo Tirso é o feudo de um déspota, um projecto pessoal de poder. E a opinião dos militantes não entra na equação.

Há poucas semanas fazia-se um plenário que teria como objectivo a escolha do perfil do candidato. Mas só os mais ingénuos ou parvos se deixaram enganar. A decisão já estava tomada há muito tempo. E esse plenário foi apenas areia para os olhos.

Mas isto não se fica por aqui. Os militantes são como “o corno”, serão os últimos a saber. Logo após o final da reunião da Comissão Política que decidiu o candidato, Alírio Canceles foi imediatamente dizer a jornalistas que fora ele o escolhido.

A sede de protagonismo, a vaidade, a futilidade, a imodéstia, a presunção, o impudor. Tudo isto demonstra bem o carácter e a personalidade (ou falta deles) da personagem que iremos ver, em breve, estampada em outdoors espalhados pelo concelho.

Esta é daquelas situações em que eu gostava de não ter razão, a bem de Santo Tirso e do PSD, mas infelizmente o tempo veio dar-ma. Eu bem avisei, denunciei e vaticinei este desfecho. Ele verifica-se agora, depois de tantos o terem querido negar.

PSD Santo Tirso já tem o candidato perfeito!

Ao que parece, o PSD Santo Tirso já tem resposta para a minha pergunta. O candidato do PSD a Presidente da Câmara será mesmo Alírio Canceles, o actual líder do partido a nível local.

Todos sabem a minha opinião sobre isto, era contra. Sim leram bem ERA contra. Já não sou mais. Acho até, que poderá ser o candidato perfeito. Tendo em conta o país em que vivemos.

Soube ontem que Alírio Canceles foi constituido arguido, e que lhe foi aplicada a medida de coacção de Termo de Identidade e Residência, por ter alegadamente cometido um crime.

O crime pelo qual foi acusado pelo Ministério Público é o de violação de correspondência. No caso, um e-mail que a Câmara Municipal de Santo Tirso terá enviado ao Jornal de Santo Thyrso.

Acho que Santo Tirso se deve guiar pelos padrões nacionais e internacionais, e que por isso tenha nos seus decisores políticos alguém da categoria dos decisores políticos dessa craveira.

Depois disto Alírio Canceles arrisca-se a ficar lado a lado, no mesmo nível, de outros famigerados políticos que, mesmo depois de condenados, continuaram a merecer a confiança do povo.

Venho lentamente a aperceber-me que eu é que estou errado. Ao olhar para o país e para o seu estado, vejo que o povo quer é disto, e por isso Alírio Canceles tem tudo para ser o candidato perfeito.

Um pouco de bom senso no caso Zico

O país e as redes sociais andam em alvoroço e envolvidos numa grande discussão por causa do Zico, o cão que mordeu uma criança de 18 meses que acabou por morrer – muito diferente de dizer que a matou.

No meio de tanta opinião e muita cacofonia, apenas dizer isto: Já alguém se deu conta que os cães são animais irracionais! Ou seja, não sabem o que fazem. Não fazem de propósito. Não têm culpa.

Não sou daqueles “tolinhos” da defesa dos animais, mas também não sou totalmente desprovido de sentimentos em relação aos animais, principalmente de companhia. Não sou nenhum selvagem.

Haja equilíbrio. Sou racional e não emocional na abordagem a este assunto. Dizem que o cão não é um homem e por isso a sua vida não vale nada, pelo que pode e deve ser abatido.

Eu pergunto, se não é um homem como pode ele ser considerado “culpado” e “condenado” perante a “justiça”? Ainda por cima uma “justiça de rua”. Porque é disso que se trata, teve julgamento na “praça pública”.

Se querem matá-lo matem-no, mas não façam de conta que há alguma justiça nisso, porque não há.

E agora PSD Santo Tirso?

A táctica do líder do PSD Santo Tirso para as Autárquicas 2013 era simples: adiar ao máximo a escolha do candidato para depois, em cima da hora, se escolher a ele mesmo. Note-se que estamos a apenas 10 meses das eleições e o principal partido ainda não tem candidato. Pouco ético (e a política sem ética é uma vergonha, como disse Sá Carneiro) mas legítimo.

Legítimo porque venceu as eleiçōes locais e lhe cabe a ele, como Presidente, indicar o candidato. Legítimo porque durante 4 anos trabalhou praticamente sozinho (por opção própria) no partido e na vereação. Legítimo porque nesta altura já nenhum outro consegue a presença no terreno que ele juntou ao longo do mandato.

Mas essa táctica era baseada no pressuposto de que Castro Fernandes não seria mais candidato, e o PS teria um candidato ao nível do líder do PSD, ou seja, fraco! Esperava que o Poder lhe caísse no colo. Mas tudo isso mudou com a chegada de Joaquim Couto e a sua recente vitória nas primárias, que o coloca como candidato (fortíssimo) do PS.

O líder do PSD Santo Tirso é fraco mas não é parvo. Sabe que não terá hipótese de vitória. Será que agora muda de táctica e escolhe outro candidato, para evitar ser humilhado nas urnas? Não surpreendia. Já noutras alturas demonstrou covardia. Irá agora fugir novamente, e escolher algum “boneco” para ser cilindrado por Joaquim Couto?

Durante anos (desde 2006) o líder do PSD fez tudo para ser ele o candidato nas Autárquicas 2013. Usou colegas militantes, afastou adversários internos, ludibriou estatutos, trabalhou o cacique, autopromoveu-se na internet atrás do anonimato e de nomes falsos. Mas desde que Joaquim Couto venceu já se ouve dizer que ele poderá indicar outro para ser candidato.

E será que, se o tentar fazer, haverá algum “palerma” que caia na “esparrela”? Zé Pedro Miranda foi um dos nomes que vieram à baila. Duvido que se deixe enganar. Ele sabe que sairia derrotado. Ainda é novo e pode fazer muito mais por Santo Tirso, juntando capital político para daqui a 4 anos ser candidato à CMST e vencer tranquilamente.

Interrogações e suspeitas nas primárias do PS Sto Tirso

Foi rápida a resposta do Comissão Federativa de Jurisdição (CFJ) do PS Porto, ao pedido de impugnação das eleições primárias no PS Santo Tirso, que deram a vitória de Joaquim Couto sobre Ana Maria Ferreira, por apenas 1 voto.

Por decisão unânime a impugnação foi “liminarmente rejeitada“, ou seja, rejeitada totalmente. E foi-o por padecer de “extemporaneidade e ilegitimidade“, ou seja, por ter sido feita fora de tempo e por quem não podia fazê-la.

Muita coisa se pode ler no documento publicado pela lista de Joaquim Couto na sua página do Facebook, mas por entre tantas palavras e expressões de carácter jurídico e político, pode escapar o que realmente se passou.

No dia das eleições os membros das Mesas de Voto (re)contaram votos e conferiram cadernos eleitorais. No final lavraram-se Actas com todos os dados e números. Essa acta foi assinada por responsáveis das listas e das eleições.

Na acta não constava qualquer reclamação ou protesto. Ainda assim, havia um prazo legal de 48 horas para as apresentar. Prazo esse que terminou na 2ª feira, 31 Dezembro. O pedido de impugnação foi feito na 4ª feira, 2 Janeiro.

Esse pedido foi feito por Orlando Moinhos e César Pereira (ambos membros de Mesas de Voto), tinha por base uma incongruência entre votos e cadernos eleitorais, e vinha suportado no acesso a originais das Actas e Cadernos Eleitorais.

Interrogação/Suspeita N° 1: Se um pedido de impugnação só poderia ser feito pelo Presidente da Mesa (António Guedes) ou pelo Presidente da CPC (Castro Fernandes), porque apareceram os nomes de Orlando Moinhos e César Pereira?

Interrogação/Suspeita N° 2: Se Orlando Moinhos e César Pereira eram membros das Mesas de Voto e participaram na contagem de dia 29 Dezembro, porque não apresentaram nesse dia o pedido de impugnação e assinaram as Actas “limpas”?

Interrogação/Suspeita N° 3: Se os originais das Actas e Cadernos Eleitorais têm de ser enviados para a Federação Distrital logo a seguir às eleições, o que faziam eles nas mãos de Orlando Moinhos e César Pereira no dia 3 Janeiro?

Especulando, a Comissão Política Concelhia (afecta à candidatura de Ana Maria Ferreira) ficou com os Cadernos Eleitorais em sua posse propositadamente, tendo já em vista uma possível impugnação por adultério.

Por vergonha e falta de coragem António Guedes e Castro Fernandes (os únicos habilitados a impugnar) empurraram Orlando Moinhos e César Pereira para que o fizessem. Estes “atravessaram-se pelo chefe”, como sempre.

Obedeceram mesmo sabendo que iriam fazer figura de parvos e incompetentes, por estarem a impugnar uma Acta que os próprios subscreveram. Ou seja, demonstram bem que são uns pobres de espírito, sem vontade própria.

E assim anda o PS Santo Tirso liderado por Castro Fernandes… Ainda bem que foi derrotado, e que no PS Porto ainda há gente decente, séria e com bom senso, que não lhe permite mais veleidades.

À atenção de Ana Maria Ferreira e Patrícia Machado

Li hoje a última edição do Jornal de Santo Thyrso publicada no dia anterior às eleições primárias do PS Santo Tirso. Uma das notícias dava conta da apresentação de candidatura de Ana Maria Ferreira. Várias coisas mereceram a minha reflexão.

1) Numa tentativa de atingir Joaquim Couto, Ana Maria dizia: “Não fui imposta pela Federação Distrital, mas pela vontade dos militantes“. Ao que parece, cara Ana Maria, a vontade dos militantes era outra e eles preferiram mesmo Joaquim Couto.

2) Ao querer mostrar força, Ana Maria dizia: “Subscreveram a minha candidatura 400 militantes“. Cara Ana Maria, confesso que ao ler isto até soltei uma gargalhada. É que vossa excelência nem sequer chegou aos 400 votos, só obteve 357 votos!

3) Outra afirmação de Ana Maria foi: “Não fui eu que dividi os socialistas“. Só demonstra que aprendeu bem com Castro Fernandes (e até com o líder do PSD Santo Tirso). Não é dividir, cara Ana Maria, é Pluralismo! É Multiplicidade! É Democracia!

4) Algo de que não me apercebi antes foi o apoio da Presidente da JS, Patrícia Machado, que a meu ver deveria ter-se mantido isenta. Cara Patrícia, na sua posição, e com o resultado das eleições, eu punha o lugar à disposição de imediato.

Castro Fernandes e Cª sem uma réstia de dignidade

O take da agência Lusa diz: “A candidatura de Ana Maria Ferreira às diretas do PS/Santo Tirso para as autárquicas anunciou hoje ter pedido a impugnação das eleições que deram a vitória a Joaquim Couto“.

Muitos disseram que isto iria acontecer, eu achava que não por três razões: Primeiro, tendo a vitória sido por 1 voto (358 vs 357) de certeza que houve contagens e recontagens na noite das eleições.

Segundo, após as (re)contagens os responsáveis validam cadernos eleitorais e lavram/assinam uma acta; Terceiro, Castro Fernandes e Ana Maria Ferreira tinham uma réstia de dignidade e aceitariam a derrota.

Pelos vistos estava enganado. Castro Fernandes e Ana Maria Ferreira demonstram três coisas: Primeiro, um mau-perder; Segundo, um desrespeito pelas regras democráticas; Terceiro, que querem ganhar “na secretaria”.

Tudo isto é típico dos déspotas, dos antidemocratas, dos pobres de espírito. Castro Fernandes termina a sua carreira política confirmando o seu carácter e perfil político. Ia sair pela porta pequena, agora sai pela do cavalo.

O PS e Santo Tirso ficam bem melhor sem eles. Basta de déspotas que se governam a bel-prazer. Que mal-tratam e intimidam os seus subordinados. Que não respeitam a democracia e a vontade dos cidadãos.

Acabou o “consulado” de Castro Fernandes

O ditado diz “Por um voto se ganha, por um voto se perde“, e a realidade confirmou-o nas eleições primárias do PS Santo Tirso. Joaquim Couto venceu Ana Maria Ferreira por um voto (358 vs 357) e será o candidato socialista a CM Santo Tirso (CMST).

O apoio de Castro Fernandes, dos vereadores e dos “líderes de opinião” de pouco valeram a Ana Maria Ferreira. Os militantes de base falaram mais alto e disseram que preferem “revisitar” Joaquim Couto a continuar a viver o actual absurdo clima de medo.

A verdade é que Castro Fernandes instituiu um estilo de liderança que se baseia na perseguição e no temor ao “chefe” e os militantes (muitos deles funcionários da CMST) já estavam fartos. Esta foi a primeira oportunidade para se libertarem, e eles agarraram-na.

Dentro e fora da CMST havia um ambiente controlador e uma sensação “pidesca”. Havia (e ainda há) os chamados “bufos” que iam contar ao chefe caso alguém se desviasse, um milímetro que fosse, da sua linha. E isso iria continuar com Ana Maria Ferreira.

Muitos dizem que Castro Fernandes lidera desta forma porque é um “ditador”, eu discordo. Castro Fernandes é apenas um fraco líder, e os fracos líderes têm tendência a liderar pela força e pelo medo e não pelo respeito e pela admiração.

Os fracos líderes tentam coarctar o espaço de manobra dos outros por medo que o possam trair (muitas vezes sem razão). Por vezes não percebem é que isso pode ter o efeito contrário. Como aconteceu com José Pedro Machado e agora com centenas de militantes.

A vitória de Joaquim Couto significa muito mais do que a escolha de um candidato. É um sinal de fim de ciclo para Castro Fernandes e a sua forma de estar na política. Espera-se que seja também o fim da Incompetência, do Nepotismo, da Perseguição.

Espera-se que seja o fim dos negócios da CMST com as empresas dos amigos, o fim dos lugares na CMST para os familiares e amigos, o fim da discriminação das freguesias e do tratamento desigual de Tirsenses por causa da militância ou simpatia partidária.

O PS tem assim um candidato fortíssimo e muito difícil de derrotar. Tem uma vasta experiência política e autárquica, tem obra feita, conhece bem Santo Tirso e os Tirsenses. Para o PS foi bem melhor Joaquim Couto ter vencido. O apoio de António José Seguro e José Luís Carneiro di-lo bem.

Este PS é um descalabro, sem vergonha


Reorganizar a administração do governo local […] 308 municípios e 4259 freguesias […] desenvolver plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de tais entidades“. É isto que diz no Memorando de Entendimento com a Troika (MoU) na secção “Medidas Fiscais Estruturais – Administração Pública”

Acelerar o programa de privatizações […] transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, carga da CP), da energia (GALP, EDP e REN), das comunicações (Correios de Portugal) e seguros (Caixa Seguros)“. É isto que diz no Memorando de Entendimento com a Troika (MoU) na secção “Medidas Fiscais Estruturais – Privatizações”

Como todos se devem lembrar foi o Partido Socialista (PS), na altura a Governar há cerca de 6 anos, que pediu ajuda externa à Troika. Foi o mesmo PS que negociou e assinou (tal como PSD e CDS) o MoU onde constavam estas medidas.

Como pode agora o mesmo PS votar contra a Reforma da Administração Local (Extinção de Freguesias) e bradar contra a Privatização da TAP? Será que este mesmo PS – com tantos ex-membros dos Governos Sócrates – não tem memória?

Existem muitos adjectivos para qualificar isto: Demagogia, Hipocrisia, Populismo, Eleitoralismo, Irresponsabilidade. E também falta de Coerência, falta de Vergonha na cara, falta de Sentido de Estado. Um descalabro este PS.