Fosse Santana Lopes, e Salgueiro Maia invadia o Terreiro

Já alguns disseram, por variadíssimas vezes, que António Costa tem “boa imprensa”. Mas muitos não acreditavam. Achavam que isso era apenas “dor de cotovelo” por o socialista ser “querido” entre a população de Lisboa e “respeitado” por uma boa parte dos portugueses.

A verdade é que a greve de cantoneiros veio demonstrar que aqueles tinham razão. O lixo amontoa-se nas ruas de Lisboa, e ainda falta uma semana para o final da greve. As imagens de poluição visual vão correr mundo (com consequências para o Turismo). E há um sério perigo para a saúde pública.

Mesmo assim António Costa consegue passar por entre os pingos da chuva. Da mesma forma que passou durante os anos em que foi Ministro – e depois apoiante – dos desastrosos Governos de José Sócrates. Nem os sindicatos o acusam de tentar “furar” a greve quando ele ordena a colocação de contentores.

Fosse Pedro Santana Lopes o Presidente da C.M. Lisboa e neste momento já Salgueiro Maia invadia o Terreiro do Paço com uma coluna de xaimites, para regozijo dos lisboetas e do resto do país. A comunicação “dita” social incendiava os ânimos. A esquerda e os sindicatos pediam a sua demissão.

Valha a António Costa o facto de ter boa imprensa (seja dos orgãos de comunicação onde o irmão tem influência ou noutros). Valha-lhe ser visto como o Messias do PS, um homem de esquerda, à esquerda do PS. Valha-lhe o facto de a honestidade intelectual do Zé “que faz falta” e da Roseta terem um preço.

Culpados: Passos Coelho, Carlos Valente… e Eu

Por razões óbvias não pude estar presente no plenário do PSD Santo Tirso que decorreu na semana passada, e no qual se pretendia discutir o resultado das eleições Autárquicas 2013. Ao que sei, foi um plenário animado e até divertido. Com muita emoção e até murros na mesa.

Já aqui tive a oportunidade de dar a minha opinião sobre o resultado, as suas causas e as suas consequências. Escuso-me portanto a repetir. Está tudo escrito e bem explícito neste post e neste também. Estava curioso por saber o que tinha a comissão política a dizer.

Ao que parece, e segundo o próprio presidente – e candidato copiosamente derrotado à Câmara – a derrota tem duas dimensões. A primeira prende-se com o estado do país e a governação de Passos Coelho. A segunda está ligada a um grupo de militantes detractores.

Quanto à primeira, dizer o seguinte. O estado do país e a governação de Passos Coelho são uma desculpa esfarrapada, fácil e recorrente. Pergunto: se ela é assim tão válida, como conseguiu o PSD vencer na Trofa? E em Braga? (Para citar apenas dois concelhos aqui tão perto).

Quanto à segunda, quero começar por dizer o seguinte. Por entre afirmações e acusações mais ou menos claras, e apresentações com print screens tirados das redes sociais, Alírio Canceles culpou, entre outros, Carlos Valente e eu próprio pela pesada derrota.

Não sou advogado de Carlos Valente, mas apraz-me relembrar que além de ter sido um excelente presidente de Junta de Vila das Aves – onde deu várias vitórias ao PSD – foi também ele o motor e mentor da vitória de Elisabete Faria e do PSD nestas eleições.

Carlos Valente é um dos mais destacados militantes do PSD Santo Tirso e já fez mais pelo partido do que todos os elementos da Comissão Política juntos. Além do mais, muito antes da auto-nomeação de Alírio, tentou a bem levar a que a Comissão Política escolhesse o melhor candidato e estratégia.

Quanto a mim, apenas dizer: objectivo cumprido. Fiz tudo o que estava ao meu alcance para que Alírio Canceles não vencesse as eleições. O facto de ele concorrer pelo PSD foi uma infeliz coincidência que não me fez desviar um milímetro dos meus valores e princípios.

Primeiro Santo Tirso, depois o partido. Era esse o lema de Sá Carneiro, que tantos gostam de citar (e pelos vistos mal, como parece que foi o caso da deputada Andreia Neto, prontamente corrigida por Gonçalves Afonso) mas que muito poucos sabem quem era e no que acreditava.

Sinceramente não sabia que a minha pessoa era assim tão importante e influenciadora para merecer tal destaque: ser considerado pela Comissão Política como um dos maiores culpados pela derrota. Estou convencido que não sou merecedor de tal título. Sou apenas mais um bode expiatório.

Agora venha de lá esse processo disciplinar. Essa proposta de expulsão. Essa queixa ao Conselho de Jurisdição. Será muito divertido ser “julgado” por Manuel Mirra e seus pares. Sim, porque ele faz orgulhosamente parte desse orgão distrital, como muitas vezes faz questão de sublinhar.

De resto, anotar também a falta de dignidade de Alírio Canceles e da restante Comissão Política. Não se demitem. Outros, por esse país fora, com derrotas bem menos pesadas, demitiram-se e convocaram eleições. Naturalmente. Em Santo Tirso assobia-se para o lado.

Pior, em tom de quase ameaça, Alírio Canceles ainda tornou implícito que poderia ser candidato novamente em 2017. É preciso não ter noção nenhuma da realidade, ter muita falta de dignidade, e ser muito autista, para depois do que se passou, ainda ter o descaramento de dizer isto.

Sacudiu a água do capote, atirou as culpas para cima de uns quantos bodes expiatórios, e depois disse “sou o responsável máximo”. Não porque saiba – como facilmente se comprova – o significado desta afirmação, mas porque é o que vem nos manuais do político profissional.

Carlos Pacheco, ciente da derrota, demitiu-se. Uma atitude bem mais digna. Apesar de, a meu ver, ser também ela calculista, tendo em vista a demarcação desta direcção, no sentido de se candidatar à presidência do PSD assim que haja eleições (como se também ele não fosse responsável).

Cabe agora aos militantes – aos que pagam as quotas ou que vão pagar o que têm em atraso; aos mais activos ou menos activos que agora querem definitivamente fazer parte da vida interna do partido e participar na decisão – reflectir e escolher o que querem num futuro próximo.

PSD Santo Tirso, mais um plenário à socapa

Soube agora que vai haver plenário do PSD Santo Tirso, na próxima 6ª feira, dia 22 Novembro. Fui confirmar pesquisando o “Povo Livre” no arquivo do site do PSD.

Sou militante – activo – há quase 15 anos. Em minha casa há mais 5 militantes. Um deles há quase 20 anos. Outro, não fosse a “limpeza” no tempo do MRS, era desde 1974. Ninguém recebeu convite. Nem por email!

Outros militantes que conheço receberam convite e tomaram conhecimento. É este o pluralismo e a espírito democrático de quem lidera o partido no concelho.

Gostaria de ter uma explicação. Se o Presidente, Alírio Canceles, não tem a hombridade necessária para a dar, esperava ao menos ouvir dos vices Manuel Mirra e Carlos Pacheco, ou do Presidente do Plenário João Abreu.

Quando dá jeito clama-se para que todos os militantes se envolvam e estejam presentes. Quando não dá jeito, publica-se apenas no “Povo Livre” (que naturalmente ninguém lê), à socapa.

Depois – se houver alguém como eu que se queixe – como bons políticos profissionais, escondem-se atrás do que diz os estatutos (publicar no “Povo Livre”) como se no séc. XXI um email não fosse o mínimo exigível para dar conhecimento.

Na recente campanha autárquica o slogan era “Todos por Santo Tirso”. Ora bem, todos… menos aqueles que não interessam. Os que não estão connosco, os que pensam diferente.

Talvez seja o medo do que alguns militantes possam dizer no ponto 1 da ordem de trabalhos: “Análise dos resultados das eleições Autárquicas“. Uma vergonha é o que é. O PSD Santo Tirso continua nas mãos de déspotas.

P.S.(D.) – Poucos minutos depois de ter publicado este post, falei com o Presidente do Plenário João Abreu, que me abordou. Fico satisfeito por ainda haver alguém digno ligado à estrutura do PSD Santo Tirso. Tenho pena que ele não tenha explicação para esta situação ou que, mesmo que quisesse, possa fazer algo para a corrigir.

P.S.(D.) – Ontem, depois de tanta polémica levantada por este post, o PSD Santo Tirso apressou-se a partilhar a convocatória para o plenário nas redes sociais. No desespero, o presidente Alírio Canceles até enviou convites a pessoas que já nem sequer são militantes (!!) Esta manhã eu próprio já tinha um email. Com medo de que alguém pudesse tocar no assunto no plenário, toca de divulgar que é para depois terem argumento de defesa.

A entrevista do Fernando causa-me náuseas

Todos sabem da importância que dou às redes sociais. Muitos dizem que até dou demais. Sou blogger desde 2003 (sim, há 10 anos!), juntei-me ao Facebook e LinkedIn em 2006 (quando ainda eram desconhecidos em Portugal) e ao Twitter em 2010 (depois de um período de resistência).

As redes sociais são um fenómeno que veio mudar o Mundo, a todos os níveis. A meu ver, veio mudá-lo para melhor, muito melhor. São um instrumento que, nos dias que correm, permite coisas tão importantes como a proximidade, a partilha e a velocidade de informação.

Praticamente todas as maiores redes sociais – Twitter, Facebook, Instagram, LinkedIn, etc. – já serviram para boas causas. Alertas de catástrofes naturais, denúncias de crimes, libertação de ditaduras, campanhas de solidariedade. Entre muitas outras coisas.

Claro que, como em tudo na vida, há sempre quem consiga transformar uma boa ferramenta em algo mau, perigoso até. Esta entrevista do Fernando Moreira de Sá à revista “Visão” causa-me náuseas. Provoca-me aversão. Asco mesmo. O que ele revela é um nojo.

Não é pelas revelações – quem como eu anda nisto (das redes sociais, da blogosfera, e da política) há tantos anos sabia perfeitamente que isto se passava – é pela falta de vergonha de o dizer, e pela forma descarada e gozona como o diz. Achando-se, ainda assim, um figurão.

Fui (e sou) autor de vários blogues. Na maioria deles era o único autor. Muitos versavam também sobre política. Escrevi posts a defender Passos Coelho, o PSD e este Governo. Também escrevi posts a criticá-los. Porque sempre fui livre de dizer o que pensava.

Fui convidado para colaborar e escrever em alguns dos blogues que o Fernando Moreira de Sá menciona. Rejeitei. E que bem fiz. Detestaria estar associado a esta ignomínia. Tenho pena que alguns, que considero amigos, tenham aceite e se vejam agora no meio desta açorda.

Editora Código de Letras prossegue com o Notícias de Santo Tirso

Foi com muita satisfação que recebi do meu amigo Augusto Pimenta, a notícia de que o jornal Notícias de Santo Tirso (NST) iria prosseguir a publicação.

Tive o privilégio de escrever artigos de opinião no NST durante 12 meses, entre Janeiro de 2011 a Janeiro de 2012. Aceitei fazê-lo por várias razões.

O NST é o único jornal verdadeiramente independente no concelho de Santo Tirso. É o único jornal cujo único e principal interesse é informar o leitor.

É o único jornal no concelho sem uma agenda política definida. E é também o único – na minha modesta opinião – a ter direcção e edição profissionais.

Num tempo de mudança – as eleições Autárquicas 2013 a isso obrigam – que se espera para melhor, o meu desejo é que isso também aconteça nesta área.

Que os leitores/assinantes de jornais Tirsenses, possam discernir todos estes factos e se tornem assíduos de quem, de facto, informa com isenção.

Espero que com isso, e com mais apoios (ao nível da publicidade), a editora Código de Letras possa prosseguir com esta publicação durante muitos anos.

PS: O povo é néscio e a CRP é anti-democrática

O PSD avançou, na Assembleia da República, com uma proposta de referendo à co-adopção de crianças por homossexuais.

O PS – que durante os últimos 10 anos contribuiu para que o parlamento perdesse o seu tempo em propostas do género (o casamento homossexual, o aborto, o divórcio, etc.) ou em intrigas dos casos mais mediáticos – vem agora acusar o PSD de tentar distrair o parlamento e diz que é preciso centrar as atenções nos graves problemas económicos e sociais do país. O descaramento e a falta de vergonha na cara deste PS até dá vontade de rir.

Isabel Moreira considera que a proposta de referendar este tema é “um acto antidemocrático e do ponto de vista política até pouco leal“. A excelsa deputada do PS, profunda defensora da Constituição não leu o Artigo 10º da mesma, onde o número 1 diz “O povo exerce o poder político através do sufrágio universal, igual, directo, secreto e periódico, do referendo e das demais formas previstas na Constituição“.

O referendo está previsto no Artigo 115º cujo número 1 diz “Os cidadãos eleitores (…) podem ser chamados a pronunciar-se directamente (…) através de referendo (…) mediante proposta da Assembleia da República ou do Governo (…)” e o número 3 diz “O referendo só pode ter por objecto questões de relevante interesse nacional“. O PS e a deputada Isabel Moreira fazem uso do texto da Constituição quando lhes convém, e esquecem-se dele quando não lhes dá jeito.

Para piorar o caso, o PS considera que “esta matéria é demasiado complexa para que os portugueses possam pronunciar-se directamente“. Ou seja, nós os portugueses somos uma cambada de imbecis que para aqui andamos. Somos uns néscios que não temos capacidade para discernir e emitir uma opinião sobre o assunto. Para o PS o povo é quem mais ordena, mas quando não dá jeito o povo é inepto.

#FCPorto Os erros do jogo e o erro capital

Erro #1

Podem culpar o árbitro ou o jogador mas a responsabilidade na expulsão de Herrera é do treinador. Nunca deveria ter posto o jovem mexicano a jogar numa partida tão importante da Champions League.

A primeira opção teria de ser sempre Steven Defour ao lado de Lucho Gonzalez. A segunda deveria ser recuar Josué para médio interior e colocar Varela (em grande forma) a extremo. Herrera seria 3ª ou 4ª escolha.

Erro #2

Depois do intervalo, quando se esperava que saísse Josué (há muito desaparecido) e entrasse Varela – até porque era preciso jogar no contra-ataque devido a estar com 10 – Paulo Fonseca retira Licá.

Até aí o extremo português tinha criado os lances de maior perigo. A partir daí o FC Porto passou uma boa meia hora sem criar perigo. Revelando portanto mais uma opção errada do treinador.

Erro #3

Apanhando-se a perder Paulo Fonseca volta a demonstrar a sua mentalidade/atitude de clube pequeno: toca a meter avançados (Ghilas) para o famoso “chuveirinho”.

Tenho vergonha e sofro muito a ver o meu FC Porto, uma equipa tão grande, uma das melhores do mundo nas últimas décadas, a comportar-se como uma equipa pequena.

Erro Capital

Eu percebi a ideia de Pinto da Costa ao apostar em Paulo Fonseca (o mesmo se passou também com Vítor Pereira) mas o presidente já deveria saber que Villas-Boas e Mourinhos são raros.

Entretanto lá vão 2 jogos e 2 derrotas no Estádio do Dragão. Local que nos últimos anos tinha fama de ser a fortaleza do FC Porto, onde qualquer adversário tinha dificuldade em sequer fazer pontos, quanto mais vencer.

Os coveiros de Portugal bradam pelos seus subsídios

Manuel Alegre foi um dos 68 ex-deputados que pediram à Assembleia da República a atribuição da subvenção vitalícia e do subsídio de reintegração (…) Manuel Alegre passa a receber duas pensões do Estado (…) uma reforma de 3.219 € como aposentado da RDP (…) uma subvenção vitalícia superior a 2.000 € mensais.

Confrontado pelo Correio da Manhã Manuel Alegre disse “Eu recebo aquilo a que tenho direito“… queixou-se porque “tudo somado, agora recebo menos 500 € do que recebia” e ainda disse que “podia ter acumulado duas pensões a partir dos 65 anos e prescindi disso“.

Manuel Alegre tem direito – como faz questão de sublinhar – a que o Estado (i.e. os contribuintes portugueses) lhe pague um total de 5.000€ por mês! Isto apesar de ter desempenhado funções de “coordenador de programas de texto” na RDP durante “pouco tempo” (alguns meses), como o próprio reconhece.

Ainda assim, este ignóbil terrorista social teve a distinta lata de em 2006 dizer que a pensão que recebia era “quase uma insignificância” e vem agora em 2013 insurgir-se contra uma mais do que justa (diria mesmo obrigatória) medida do Governo que quer cortar a subvenção vitalícia dos políticos.

Espero que este post seja lido por muitos dos portugueses que neste momento fazem sacrifícios pelo país (principalmente aqueles quase 1 milhão que votaram neste senhor nas Presidenciais 2006). Espero também que tenham lido as notícias com as opiniões de Mário Soares, Jorge Sampaio, entre outros.

São estes os grandes patriotas. Os auto-intitulados pais da democracia. Os arautos do socialismo. Os representantes do povo português. Os defensores dos mais fracos… Os coveiros de Portugal!

#Autárquicas2013 Um dinossauro que não deixará saudades

Recebi no meu email mais uma comunicação do GAP (Gabinete de Apoio Pessoal) da CMST. Nunca percebi para que servia, quem servia ou porque me envia vários emails por semana. Sempre me pareceu mais uma ferramenta de auto-promoção e campanha permanente do actual executivo da CMST, a juntar às dezenas de SMS por mês que também recebo.

Desta vez era uma carta. Uma espécie de carta de despedida do ainda Presidente da CMST, Castro Fernandes, dirigida aos munícipes. Uma carta muito pobre. Na forma, no conteúdo, no tom. Nem de saída Castro Fernandes conseguiu encontrar uma réstia de hombridade e, ao menos tentar encenar uma saída pela porta grande. Sai pela pequena, ao seu estilo.

Ignorando os números galopantes do Desemprego (num concelho recordista), a perda de Serviços Públicos (Urgência, Maternidade, EDP…), a fuga de Tirsenses para concelhos vizinhos ou as condições miseráveis (dignas do séc XIX) em que ainda se vive em alguns locais do concelho, Castro Fernandes escreve que nos últimos anos “a qualidade de vida aumentou significativamente em todo o território municipal“.

Para piorar esta afirmação, Castro Fernandes diz que isso aconteceu devido à modernização e rejuvenescimento da CMST. Como se o concelho e as suas pessoas, as empresas e os seus trabalhadores, as instituições e os seus representantes, girassem todos à volta da CMST e fizessem a sua vida e o seu percurso sob a batuta de quem lidera a CMST. Como se a sociedade civil Tirsense não fosse capaz de se desenvolver por si.

Completando uma carta demagógica, irrealista e muito pouco nobre – diria mesmo sórdida – Castro Fernandes despede-se numa explosão de desonestidade intelectual, culpando o actual Governo pelas medidas impopulares ou menos boas que tomou. Esquecendo que o actual Governo tem 2 anos e que ele esteve 30 anos na CMST, 13 dos quais como Presidente.

Tal como os demais políticos da nossa praça, Castro Fernandes diz sair de “consciência tranquila” porque fez “tudo o que podia” pelo concelho, qual mártir! Sendo consciência a faculdade da razão julgar os próprios actos, Castro Fernandes é mais um que sofre do efeito de Dunning-Kruger. E se o que está à vista foi o seu máximo em 30 anos, então está provada a sua incompetência.

#Autarquicas2013 Os cúmplices de Alírio

Alírio Canceles levou o PSD Santo Tirso à sua maior derrota de sempre. Algo que não pode surpreender dada a sua incapacidade e incompetência políticas, o seu amadorismo, e a sua insuficiência de carácter. Tudo, aliado a um projecto de Poder pelo Poder (sem um programa estruturado, credível ou realista) focado na conquista dos lugares e não nos Tirsenses e no concelho.

Um plano traçado há 4 anos (logo após a segunda derrota de João Abreu e consequente abandono do lugar de vereação, que deixou Alírio como “líder da oposição”) que eu aqui vezes sem conta denunciei, não só por prever este desfecho, mas também porque ele previa o assalto ao partido, atropelando regulamentos, estatutos e militantes, bem como os mais elementares valores de ética e moral.

Este plano, de 4 anos e com tantas etapas, não foi naturalmente obra de um homem só. Ninguém sozinho conseguia fazer o que Alírio fez. Há mais responsáveis, que compactuaram e colaboraram neste vergonhoso plano que teve ontem um brilhante desfecho. E esses responsáveis têm nomes. Andreia Neto, Manuel Mirra, Carlos Pacheco e Rui Baptista são os principais.

Foram eles os cúmplices da ignomínia por que passou o PSD Santo Tirso nestes últimos 4 anos. Os estrategas, os principais peões do jogo partidário, os líderes do cacique local, os cultivadores da facção, os instigadores do ostracismo. Foram eles que, com Alírio, planearam e levaram a cabo o plano de conquista do Poder pelo Poder, desprezando os valores do partido e da política.

O mais curioso é que serão eles que virão agora tentar apanhar os cacos do partido, apresentando-se como opção de futuro, como se nada tivessem a ver com o que se passou. Serão eles que, sem qualquer pudor, se irão apresentar em breve aos militantes como alternativa. Para continuar o jogo partidário e a luta pessoal pela conquista de lugares na administração local, distrital ou nacional.

Mas há mais quem não seja alheio a tudo isto. Muitos outros não foram tão activos, ou não trabalharam directamente e de perto com Alírio Canceles, mas também foram coniventes: Falo de  João Abreu, Gonçalves Afonso, Paulo Sousa, Paulo Ferreira e Alcindo dos Reis, entre outros. Gente que tinha a obrigação de se ter oposto a este plano mas que preferiu aparecer a apoiar e aplaudir.

Todos eles irão criticar-me, porque julgam que fizeram uma grande coisa. Todos dirão que foram leais ao partido, estando ao lado e lutando pelo PSD. Esquecem-se que os valores do PSD de Sá Carneiro estão a anos luz do que se passa no PSD Santo Tirso, e esquecem-se também que acima do partido está Santo Tirso. A política não é o futebol, e nem sempre o candidato do nosso partido é o melhor para a nossa terra e para a população.