Vou votar, mas não voto “nesta” gente!

As eleições Autárquicas 2017, tal como qualquer outra eleição, são demasiado importantes para que fiquemos em casa. O estado do país e da política exige que todos os portugueses vão às urnas para fazer ouvir a sua voz. Eu vou fazer 1.300 kilometros (num vôo de quase 2 horas e meia) para votar.

Platão, filósofo grego, disse um dia: “O preço a pagar por não te interessares por política, é seres governado pelos teus inferiores“. E nada é mais verdade nos tempos que correm. A razão principal para Portugal estar moribundo é os portugueses terem deixado que gente menor tomasse conta do poder.

Ora o meu voto nestas Autárquicas 2017 será, acima de tudo, contra aqueles que querem assaltar o poder para se servirem dele. E que para isso utilizam tácticas ignóbeis.

Eu, como militante do PSD, em Santo Tirso, tenho vergonha naquilo que o meu partido se tornou, a nível local, na última década. Assaltado por gente intelectualmente desonesta e incapaz, que cedeu a discursos e práticas baixas, desprezíveis e vergonhosas. Com a cumplicidade e conivência de alguns que sempre considerei decentes.

Um exemplo flagrante: Acho absolutamente miserável, que a candidata da coligação PSD/CDS “Por Todos Nós”, acompanhada por vários candidatos e dirigentes partidários, se intrometa no passeio anual dos Séniores Tirsenses a Fátima (um local sagrado!) para tentar subornar os idosos do concelho.

Isso mesmo. Subornar. Tentar “corromper com dádivas ou promessas“, tal como diz o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Foi isso que Andreia e a sua entourage fizeram ao distribuir panfletos e promessas de que “para o ano vamos a Santiago de Compostela“.

Senti vergonha alheia. E confesso que não queria acreditar. Não acreditei no que me disseram familiares, nem mesmo amigos que estiveram em Fátima. Mas “caí de rabo” quando vi uma fotografia no Facebook com a candidata empunhando o panfleto que tinha a promessa bem explícita .

Mas de facto, essa está em linha com todas as outras. Promessas vazias ou inviáveis. Que significam pouco, e não passam de um conjunto de palavras para discursos redondos de campanha eleitoral. E que nada têm de estratégico, realista ou execuível. Servem apenas para comprar votos.

Esta forma de agir, aliada a uma forma de fazer política que se tornou moda, e que é extremamente perigosa. Uma forma populista e que pretende incitar os instintos mais básicos e irracionais da natureza humana.

Uma forma de fazer política que levou ao poder tantos políticos fracos que – no mínimo por ignorância, mas muitas vezes intencionalmente e por pura corrupção – destruiram instituições, concelhos, regiões e países. Esbanjando dinheiro e deixando a “conta” para o povo pagar.

Uma forma em que se adopta teorias e ideologias político-sociais de extremo. Como por exemplo o de apelar ao voto apenas porque a candidata é mulher, justificando que com isso se faria história. Absolutamente ridículo e torpe.

Nunca, em nenhuma situação, uma pessoa é mais ou menos que outra por ser Homem ou Mulher. A nível político, profissional, ou qualquer outro, o género não qualifica ou desqualifica ninguém. Esse argumento é interesseiro e indigente.

Vou votar. Com toda a certeza e convicção. Mas não voto “nesta” gente. Não voto “neste” PSD. E espero que os Tirsenses, nestas eleições, façam o mesmo. Para bem deles, do seu futuro, de Santo Tirso, até do país.

A megalomania de Andreia

Ainda a campanha eleitoral não tinha começado e já se ouviam as típicas promessas estapafúrdias, daqueles candidatos que tomam os eleitores por parvos. Em Coimbra prometeu-se um aeroporto internacional, na Guarda uma moeda nova para o concelho, e em Santo Tirso a construção de um novo Parque Empresarial (desta vez em Água Longa).

Santo Tirso tem uns quantos Parques Empresariais, que mais parecem cidades fantasma, e em que infelizmente há poucas ou nenhumas empresas dignas desse nome. Mas a candidata da coligação “Por Todos Nós” quer gastar o dinheiro dos impostos dos Tirsenses, em mais uma obra megalómana.

O erro de Andreia Neto é o de muitos outros autarcas do país. Acham que se atrai ou cria empresas assim. Ora nenhuma empresa digna desse nome se estabelece num concelho só porque há um “Parque Empresarial” ou uma “Zona Industrial”. Tal como não se atrai investimento só porque há uma “Incubadora”. É preciso mais, muito mais.

Para além disso, a promessa do Parque Empresarial em Água Longa tem mais pontos de integrrogação. Esta semana recebi um email de um Tirsense atento e interessado – que mora em Água Longa e é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto – no qual apontava algumas razões para o projecto ser inviável.

1. A promessa referia que o parque teria 750 mil m2 de área. Ora o Professor diz, e bem, que este espaço poderia alojar várias centenas de empresas. E que se olharmos aos números de empresas no Concelho, em particular de empresas criadas ou atraídas nas últimas décadas, facilmente se percebe que este é um número descabido e irrealista.

2. Segundo o Professor, a área onde Andreia propõe a construção do Parque Empresarial é protegida. Pelo que o projecto iria destruir 150 hectares de mancha florestal em reserva ecológica. Ora, só por pura hipocrisia a candidatura pode ter no seu programa eleitoral um capítulo dedicado ao Ambiente e Sustentabilidade, no qual se lê: “A sustentabilidade ambiental e a consequente melhoria da qualidade de vida será uma prioridade“.

3. Por fim o Professor coloca a questão do trânsito. Sendo que os habitantes das freguesias do Vale do Leça já hoje sofrem com o trânsito da N105, repleta de camiões (principalmente depois da abertura de um entreposto da Jerónimo Martins) o que seria se, por um milagre, este projecto fosse para a a frente.

Este Tirsense atento, morador de Água Longa, termina dizendo que só por falta de conhecimento destas freguesias Andreia Neto pode fazer este tipo de promessas. Já que não quer acreditar que a candidata pretenda intencionalmente prejudicar as populações do Vale de Leça.

Eu diria mais e diferente. Estou convencido que Andreia Neto é inteligente o suficiente para saber que esta é uma promessa irrealista e estapafúrdia. E que o projecto é inviável e insustentável. Mas pretende fazer os Tirsenses de parvos usando discursos redondos do tipo: “uma localização privilegiada, a 20 minutos do Porto de Leixões, do Aeroporto Internacional Francisco Sá Carneiro, da Exponor, e a 30 minutos do Centro de Congressos da Alfândega do Porto“.

Ora, se Andreia Neto quer saber de algo nesta área que é de facto de valor, leia a notícia do Expresso de há umas semanas: Hotelar recupera Fábrica Rio Vizela e deixe-se de megalomanias. Já chega de políticos que nos tomam por parvos e não têm noção nenhuma de estratégia, gestão, planeamento, ou interesse público.

“O dinheiro é do PS”

Foi em 2009, aquando das eleições autárquicas, que Elisa Ferreira (à data candidata do PS à CM Porto) disse que o dinheiro que a CM Porto, liderada por Rui Rio, tinha gasto a recuperar bairros sociais, era do Estado, e portanto do PS.

Eu sei que já passaram 8 anos. Mas depois de tantas provas, principalmente entre 2005 e 2011 nos Governos liderados por José Sócrates, ainda há dúvidas de que o dinheiro, principalmente o do Estado, é do PS? 

Há para aí uma indignação nos últimos dias sobre onde pára o dinheiro das doações para as vítimas dos incêndios do Pedrogão Grande. Dizem que é algo como 1,5 milhões de €. Ainda há dúvidas?

O primeiro-ministro veio dizer que a RTP é que pode esclarecer. Portanto o dinheiro saiu dos bolsos dos portugueses para a RTP, uma empresa do Estado. E o dinheiro do Estado, como sabemos, é do PS.

Daqui a uns anos, se ainda houver país e sistema de justiça, talvez venhamos a descobrir que António Costa também tinha amigos (tipo Ricardo Salgado ou Carlos Santos Silva) que estavam sempre prontos a dar a mão ao próximo.

Ponte-Concorde Aérea Coimbra Beja

A ver se nos entendemos. 

Da última vez que lá estive, Coimbra tinha uma estação de Autocarros que era uma vergonha, uma estação de Comboio praticamente desactivada, e outra – que apesar da importância a nível ferroviário – continua a parecer um apeadeiro. 

Mas o candidato do PS quer fazer um aeroporto. Talvez para fazer a ponte-Concorde aérea entre Coimbra e Beja.

Se este senhor – provavelmente mais um viúvo de José Socrates – tiver mais de 1,000 votos tenho de assumir que os eleitores de Coimbra estão loucos, e têm aquilo que merecem.

À beira do precipício, o FCP vai dar outro passo em frente?

Se é verdade que Marco Silva preferiu o Watford ao FC Porto então o estado a que chegou o clube de que sou adepto é muito pior do que eu pensava. 

O FC Porto perde títulos para os adversários, com performances medíocres. O FC Porto perde a mística, ao preferir mercenários sobre prata da casa. O FC Porto perde credibilidade, ao tomar decisões desportivas e de gestão extremamente duvidosas. O FC Porto perde peso no futebol, ao andar longe dos grandes palcos. O FC Porto perde adeptos, com períodos negativos e lideranças incompetentes.

E a gravidade da situação é tal, que treinadores e jogadores preferem jogar em clubes sem história ou tradição, que lutam para não descer de divisão, ou disputam campeonatos menos atractivos, a jogar numa equipa que é natural candidata a títulos e que joga na Liga dos Campeões. A administração da SAD e a direcção do Clube deviam olhar-se ao espelho, fazer uma auto-avaliação e sair.

A começar pelo presidente, Pinto da Costa, que manifestamente não tem condições para continuar à frente de um Clube, que tem sido, nos últimos anos, uma central de negócios para meia dúzia de pessoas, que gravitam à sua volta. A verdade é que espelhos e vergonha na cara é algo que não existe no dicionário daquela gente.

Ainda por cima está a chegar aquela altura do ano que eles mais gostam: a época das transferências. E há muitos sul-americanos e outros jogadores de qualidade duvidosa (representados por gente de ainda mais duvidosa competência e honestidade) para vender e comprar. É que logo a seguir à pré-época vem o inverno e é preciso muitas “luvas” para o frio.

No entretanto, os sócios do Clube parecem continuar convencidos que um milagre vai acontecer. Não conseguem perceber que tudo na vida tem o seu tempo, e que os ciclos acabam. O ciclo de Pinto da Costa acabou há 4 anos. Os resultados da insistência nesta liderança estão à vista, e perante o precipício, o que vão fazer? Dar mais um passo em frente?

Mexam-se! Tragam a Vestas para Santo Tirso!

A notícia saiu no site de notícias da Universidade do Porto. Se não foi divulgada em televisões ou imprensa – os tradicionais meios de comunicação “dita” social em Portugal – então continuamos na mesma, em relação a esse assunto.

Na notícia lê-se:

A Vestas, empresa dinamarquesa que fabrica e instala aerogeradores em todo o mundo, vai instalar um centro de investigação no Edifício Central do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto”.

“O processo de recrutamento inicia-se já este mês nas Universidades do Minho, Aveiro e Porto. No dia 24 de maio, o roadshow da Vestas passa pela Faculdade de Engenharia da U. Porto onde pretende recrutar recém-licenciados na área de Engenharia Mecânica, Engenharia Informática e Engenharia Eletrotécnica”.

“Para além de espaço no UPTEC, a Vestas vai também criar escritórios noutras zonas da área metropolitana do Porto. Até 2020, a empresa pretende investir entre 5 a 10 milhões de euros e criar centenas de postos de trabalho altamente qualificado“.

Uma excelente notícia. Para o Porto, para o Norte, para Portugal.

Em tempo de pré-campanha para as eleições Autárquicas 2017, apraz-me dizer que, uma inovadora e competente gestão da C.M. Santo Tirso, liderada por um dinâmico e atento Presidente da Câmara, teria já jogado em antecipação, e teria feito tudo ao que estivesse ao seu alcance para que a Vestas localizasse um dos tais escritórios no nosso concelho.

Ainda não o fizeram? Mexam-se! Talvez ainda vão a tempo. Nunca se sabe. Ao trabalho!

Trump vs Obama – a opinião de um Cubano

São 23:00 em Las Vegas, no estado de Nevada, Estados Unidos da América. Chamo um Uber para me levar ao hotel, e o Rodolfo aparece em 2 minutos. O Rodolfo é simpático, diz que nos vai levar pela “strip”, apesar de o GPS aconselhar a auto-estrada (interstate 15), porque afinal de contas estamos de visita e é sempre bonito ver as luzes e o buzz.

Depois de responder que somos de Portugal, devolvo a pergunta. O Rodolfo é cubano. Está nos EUA há 20 anos, e tem a mulher, filhos, irmãos e sobrinhos em Vegas. Pergunto se visitou Cuba desde que chegou aos EUA. Rodolfo diz que sim, um par de vezes. Mas que não quer voltar, nem gosta muito de lá ir.

Pede para não confundir. Diz que é um orgulhoso cubano, que Cuba é linda e que deviamos mesmo lá ir. A comida, as praias, o mar, as cidades. Diz que tudo é lindo e vale a pena visitar. Mas para viver… “Não sou comunista. O comunismo não é bom para as pessoas“.

A minha mulher pergunta então o que acha de Donald Trump e acho que ambos esperávamos uma onomatopeia e um torcer de nariz. Mas… “Trump has not messed with us. I have no complaint”… e mais “Obama was the one who passed a law which would not allow cubans from coming to the USA and stay“.

O feriado do 25 Abril é Arcaico, Obsoleto, Patético e Hipócrita

Vou voltar a repetir o que já escrevi variadíssimas vezes, desde a criação deste blogue, a propósito do 25 de Abril.

Já passaram 43 anos desde o 25 de Abril de 1974, mas Portugal continua a ter um gigantesco lastro da revolução dos cravos, que impede o país de andar para a frente e se desenvolver. Uma âncora enorme e bem enterrada. Umas amarras ao passado que não permitem ao país conquistar o futuro.

No feriado do 25 de Abril o que se pode assinalar é apenas a conquista de um sistema eleitoral. Nada mais. Porque continuamos a não poder assinalar a conquista da verdadeira Democracia, da verdadeira Liberdade, da verdadeira Justiça Social.

E os maiores culpados disso são os arlequins que neste dia fazem a maior festa. Os políticos que durante o ano inteiro, na sua maioria, tratam das suas vidinhas. Na Assembleia da República, nas Câmaras Municipais, nas Assembleias de Freguesia. E que depois, neste dia, falam de grandes valores nas “casas da democracia”. As mesmas que servem para os seus negócios e jogos partidários.

E depois, todos os anos é a mesma conversa, quando se aproxima o feriado do 25 de Abril. Certos sectores querem apoderar-se da data e deixar o resto da sociedade portuguesa de fora, como se o tal “dia da Liberdade” fosse só deles. Como se fossem donos da tal Liberdade.

Ora, como bem disse a JSD há uns anos atrás “se a liberdade tivesse dono, era uma ditadura”. O feriado do 25 de Abril é um dia em que não se trabalha. Um dia em que basicamente se comemora a altura em que se começou a ter direito a tudo, sem ter de se fazer nada por isso.

O Luís Cirílo, no seu blogue Depois Falamos, foi assertivo há uns anos atrás, num post sobre o tema. Um país que não celebra a conquista da sua própria independência (24 Junho 1128) e que deixou de celebrar a sua própria reconquista (1 Dezembro 1640), continua agarrado àquilo que foi apenas uma saudável mudança de regime, e que é agora, claramente, uma pedra na engrenagem.

Podem chamar-me o que quiserem, até fascista, pouco me importa. Sou um democrata incondicional e acho que os festejos do 25 de Abril de 1974 são arcaicos e estão obsoletos. Mais, este permanente saudosismo é patético e hipócrita.

Andreia e o especial apoio do Professor

Para os mais distraídos, Marcelo Rebelo de Sousa, revelou-se desde que foi eleito Presidente da República das Bananas de Portugal. Não consegue estar calado. É mais forte do que ele. Opina ou emite juízos sobre tudo e todos. Claro está que, como diz o ditado, quem muito fala pouco acerta.

Em Fevereiro de 2014, neste post, escrevi:

(…) a ambição de ser Presidente da República levou-o a tornar-se num populista. Algumas vezes até, um demagogo. A preocupação em agradar a gregos e a troianos, rendendo-se ao politicamente correcto, estragou a sua imagem (…) Para isso contribuiu muito o facto de deixar de ter critério naquilo que dizia, que aconselhava, que apoiava. Um pouco como nos livros que sugeria – a certa altura já ninguém acreditava que ele lia aquela montanha de livros todas as semanas – descredibilizou-se (…)

Uma das provas foi o vídeo em que apoiava Alírio Canceles como candidato do PSD à C.M. Santo Tirso, sem sequer saber quem Alírio era, o que representava, o que defendia, que visão ou estratégia tinha.

Ainda a caminho das eleições Presidenciais de 2016, e em plena campanha eleitoral, Marcelo passou por Santo Tirso. E naquilo que foi um dos primeiros passos da auto-nomeação de Andreia, apareceu à varanda (qual Papa no Vaticano), e deixou uma mensagem de apoio, que com muito orgulho Andreia exibe em lugar de destaque no seu site de candidatura.

PSD_Sto_Tirso_Andreia_Neto_Marcelo

O resultado de Alírio está à vista. A maior derrota de sempre do PSD em Santo Tirso. Esperemos para ver o resultado de todas as certezas que Marcelo tem sobre Andreia Neto – pessoa que, tal como Alírio, Marcelo nem conhece, mas que finge para os bem conhecidos propósitos eleitorais.

Autárquicas 2017: Campanha pela positiva em Santo Tirso

O novo site de candidatura da coligação Por Todos Nós à C.M. Santo Tirso foi lançado. Curiosamente tem o nome da candidata (andreianeto.pt) e não do projecto político. Um pormenor, bem sei. Mas que diz bem da natureza da candidatura – um projecto mais pessoal e de poder, do que político e de serviço.

Uma das áreas de destaque do site tem vídeos curtos, onde alguns dos apoiantes da candidatura deixam a sua mensagem de apoio. Um deles, figura central na coligação, é o meu caro amigo Ricardo Rossi. Partilho o vídeo aqui…

É curioso que o acordo da coligação Por Todos Nós, que está publicado no site, diz no seu ponto número 6 “A coligação POR TODOS NÓS garante que fará uma campanha pela positiva e com autenticidade de proximidade com cada pessoa do Concelho. Queremos que a nossa campanha seja um exemplo da forma como atuaremos na Câmara, ou seja com transparência e verdade“.

Ora bem, sendo assim começam mal. No discurso de apresentação da candidatura, Andreia Neto insinuou que o PS e Joaquim Couto se aproveitam de dinheiro público em proveito próprio, e que era preciso acabar com isso. Agora, é o Ricardo Rossi que vem insinuar que o PS e Joaquim Couto são velhos e trazem desgraça, terminando com um claro “já basta de PS“.

Eu gostaria imenso de ver a promessa cumprida, com uma campanha pela positiva. Onde candidatos e suas equipas apresentassem uma estratégia, um rumo, um plano, um conjunto de ideias. Ao invés de insultarem e atacarem (pessoal e politicamente) os adversários. Maquiavel, no seu livro “O Príncipe” dizia que há duas formas de fazer política: dizer bem de si, ou mal do adversário. Só os que não têm o que dizer bem de si, falam mal dos outros.

Actualização (11 Abril 2017): Pouco depois de ter publicado este post, o vídeo do Ricardo Rossi foi removido do YouTube, e curiosamente toda a secção de vídeos com mensagens de apoio foi também removida do site de candidatura. Parece-me que é revelador.