Curiosidades da Manifestação do 15 Outubro

Não sou contra as manifestações. Pelo contrário, sou a favor. Sou é livre de achar se elas são justificadas e sensatas, ou se simplesmente são fruto da vontade de gente tipicamente tuga, que protesta por protestar.

Aos indignados tenho a dizer: Adianta-vos(nos) um grosso. Aliás até poderá piorar a situação se, tal como decidiram em Assembleia Popular (seja lá o que isso for) paralisarem o país. É essa a forma de sair da crise?

De resto várias coisas curiosas vi nas manifestações. Uma indignada exigia uma “mudança democrática global“. Pergunto: Como se operam mudanças em democracia? Não é pelo voto? Votaram nas Legislativas 2009? e em 2011?

Um rastafari/punk desordeiro atirou um ovo aos polícias na AR. Estes foram buscá-lo. O corajoso “sentiu-se mal” quando estava a ser levado. Garcia Pereira, interveio e pediu identificação aos agentes que estavam fardados.

Outra indignada disse que o Governo está a aplicar “medidas de austeridade sem o nosso consentimento“. Recordo esta licenciada em Relações Internacionais que, em democracia, o consentimento é dado no dia das eleições.

No Porto, uma indignada disse: “Só tenho contratos de 6 meses. Sou licenciada. Estamos a perder direitos adquiridos“. Pergunto: Quais direitos? Emprego garantido por ter licenciatura? E quem não tem? Pode estar desempregado?

Achei também curiosíssimo o facto de, quem falava nos palcos da manifestação, ter um sorriso rasgado. Então a situação é gravíssima e eles sorriem? Conclusão, o protagonismo (principalmente para quem nunca o teve) é arrebatador.

Esta gente tem de perceber que a tal democracia que tanto bradam se faz da participação e do voto. Não de manifestações, berros e desacatos. O Rodrigo Moita de Deus disse bem “O limite na indignação é achar que se pode mudar nas ruas o que ficou decidido nas urnas“.

Se todas estas pessoas tivessem ido votar nas Legislativas de Setembro 2009 (evitando que o PS de José Sócrates continuasse a Governar irresponsavelmente, levando o país até à bancarrota) talvez hoje estivessemos melhor.

O pior das férias… é isto!

O pior das férias não é o início (malas, estações, aeroportos, etc.) nem o meio (gastar dinheiro) nem mesmo o fim (voltar ao trabalho). O pior das férias é ouvir o relatório das férias dos colegas de trabalho.

Por mais que queiramos e nos esquivemos, raramente conseguimos fugir a um almoço em que o colega de trabalho conta o que fez nas férias. E como a maioria é Tuga, a generalidade das histórias não têm interesse nenhum.

O exemplo de hoje: As férias do dito cujo tinham sido ao arquipélago dos Açores… “não fazes ideia, aquilo vais de carro na estrada e de repente aparecem-te vacas à frente!“. Não acredito! Nunca tinha ouvido tal coisa!

Não contente com esta enorme novidade (que nunca aconteceu a ninguém! Mesmo nas aldeias do Minho ou Trás-os-Montes!) sai-se com… “Aquilo é tão pequeno que em 2 horas dás a volta à ilha!“. Tás a gozar!? A sério?!

Como os otários andam aos pares, está sempre sentado na mesa um daqueles que gosta de agradar. Fá-lo por 2 motivos: a) Porque quem está a contar é chefe; b) Porque depois também quer atenção quando contar as férias dele.

Hoje não foi excepção. Lá estava o segundo otário que ás tantas pergunta… “e aquilo lá nos Açores tem muitas auto-estradas?“. Claro! Então não tem?! Aliás, só queria que visses os km’s de auto-estrada na ilha do Pico!

As pessoas não se enxergam. São tão pequeninas (intelectualmente) e tão egoístas que nem sequer se apercebem que contam (como se fosse algo insigne) coisas que toda a gente sabe e não têm interesse nenhum.

Opinião: Política (des)educativa da CMST

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Setembro 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

Saiu há dias a notícia de que no próximo ano lectivo irão fechar cerca de 300 escolas, sendo que aproximadamente metade pertencem à Direcção Regional de Educação do Norte. As restantes estão distribuídas pelas DRE do Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Algarve e Alentejo.

Esta medida, já teria sido estudada e tomada pelo Governo PS de Sócrates, e foi reanalisada e implementada pelo Governo PSD de Passos Coelho. Era necessária mas apenas foi avante porque imposta pelo Memorando de Entendimento que Portugal assinou com o FMI-BCE-UE.

Efectivamente há escolas que, por força das circunstâncias, não estão a prestar um bom serviço aos alunos. Na generalidade os fechos acontecem dado o reduzido número de crianças inscritas. E é essa a circunstância que coloca em desvantagem um número considerável de alunos.

Numa escola com uma dúzia de alunos, apenas se contrata um professor, ainda que os alunos sejam de anos distintos. Assim, o professor tem de se desdobrar e dar 1º, 2º, 3º e 4º ano na mesma aula. Tarefa hercúlea, senão impossível, pelo que quem sai prejudicado é o aluno.

Naturalmente que, para um professor nestas condições, é impossível abordar a matéria, fazer exercícios ou dar a atenção necessária a um aluno de um determinado ano, se comparado com um professor de outra escola, que tem uma turma de 20 ou 30 alunos do mesmo ano.

Obviamente que, nestas condições, um aluno do 4º ano estará nivelado por baixo, porque os seus colegas não podem competir ou mesmo puxar por ele. Da mesma maneira, o aluno do 1º ano ver-se-á frustrado por estar “atrasado” em relação aos demais.

Ao todo vão fechar escolas em 100 dos 308 concelhos portugueses, e obviamente Santo Tirso é um dos infelizes contemplados. Algo a que já nos habituamos. Se o ranking é pela positiva Santo Tirso está na cauda. Se o ranking é pela negativa Santo Tirso está no topo.

Serão 10 as escolas a fechar no nosso concelho. Um número que nos coloca no “pódio” deste ranking. Guimarei, Roriz, São Tomé Negrelos, São Mamede Negrelos, São Martinho do Campo e Monte Córdova são as freguesias afectadas. Em São Tomé fecham 5 escolas.

Não surpreendem estes fechos. Eles acontecem porque as escolas não têm alunos suficientes. Mas porque será que Santo Tirso tinha 52 escolas das quais agora fecharão 10? A resposta é fácil e já a abordei no último artigo de opinião. A população está a diminuir em Santo Tirso.

Isto acontece porque os Tirsenses encontram melhores condições de vida noutros concelhos, e abandonam Santo Tirso. Principalmente os casais mais jovens. Aqueles que têm filhos em idade de frequentar as escolas do 1º Ciclo – Ensino Básico, que agora encerram.

Curioso é ver como o executivo camarário é um cego que não quer ver. Apesar de todas as evidências, a Câmara Municipal de Santo Tirso gastou nos últimos anos, centenas de milhares de euros, dos nossos impostos, nestas escolas que agora fecham.

Há tempos, num infomail sob o título “Educação, uma prioridade” a CMST divulgava os investimentos feitos no parque escolar que agora fecha: 254.000€ na ampliação da EB1 de Redundo; 157.000€ na beneficiação da EB1 da Rechã; 50.000€ na beneficiação da EB1 da Costa.

Três exemplos de escolas que vinham a perder alunos, e que naturalmente teriam o seu destino traçado, dadas as políticas educativas anunciadas pelos últimos 4 governos. Ainda assim a CMST desperdiçou quase meio milhão de euros em obras.

Diga-se que esse dinheiro dava para pagar (contas da própria CMST no programa de Acção Social Escolar) a alimentação de todos os alunos, ou metade do transporte escolar durante um ano inteiro. Dava para pagar livros, material escolar, prolongamento de horários e prémios de mérito durante 2 anos.

Então porque desperdiçou a CMST tanto dinheiro? Para atirar areia aos olhos dos pais dos alunos? Se o executivo tivesse capacidade e visão, teria antecipado e prevenido estes fechos, criando condições para que os alunos frequentassem outros estabelecimentos.

Seria bom que todos os alunos e pais, que agora se deparam com uma mudança brusca e inesperada, tivessem tido condições para uma transferência mais suave e planeada. A CMST podia ter avisado e preparado todos, ao invés de ir prometendo o que sabia que não ia cumprir.

Opinião: Santo Tirso mal na fotografia

Artigo de opinião que escrevi para a edição de Agosto 2011 do jornal “Notícias de Santo Tirso”.

Foram recentemente divulgados os resultados do Censos 2011. Existem vários tipos de estatística sendo que a que pretendo abordar é uma mais genérica, mas que consegue reflectir muitos outros números. Os resultados que abordarei são inequivocamente consequência das políticas levadas a cabo por cada concelho.

Mais uma vez Santo Tirso não aparece bem na fotografia. O nosso concelho perdeu população e foi mesmo o único, no conjunto de concelhos que fazem parte desta região. Famalicão, Paços de Ferreira, Valongo e mesmo os jovens concelhos da Trofa e de Vizela ganharam entre 2% e 10% de população. A Maia ganhou mesmo mais de 10%.

Se havia dúvidas quanto à responsabilidade desta perda de população em Santo Tirso, elas ficam desfeitas. Se poderíamos pensar que se deveu ao desmantelamento de várias grandes empresas (principalmente do sector têxtil) na região, desenganemo-nos. Todos os nossos vizinhos ganharam população, e nós perdemos.

Nem sequer podemos desculpar-nos com o factor “interioridade”. Isto porque somos um concelho do litoral, e a nossa localização é invejável. Estamos a 30 km de Porto, Braga ou Póvoa de Varzim/Vila do Conde. Somos servidos pela auto-estrada A3, pelo Aeroporto Francisco Sá Carneiro ou pelo Porto de Leixões.

Aliás, existem concelhos bem mais interiores que ganharam população, como Vila Verde e V.N. Poiares (+2% a 10%), Lousã (+10%) ou Condeixa (+12%). Conheço bem Vila Verde, que acompanho desde que em 1997 fui apoiar José Manuel Fernandes à presidência da autarquia. Venceu, e até 2009 fez um trabalho invejável.

Quanto a V.N. Poiares, Lousã e Condeixa não conhecia, mas curiosamente visitei essa zona no passado mês de Julho. É evidente como o poder político local soube aproveitar o facto de se encontrar a 15 km de Coimbra, a 30 km da Figueira da Foz e de Pombal e de também ser servido por um acesso à auto-estrada A1.

Há quem se possa atrever a dizer que o facto de estarmos perto de dois grandes centros urbanos é a causa da perda. Ora, Mafra fica a 20 km de Sintra e a 40 km de Lisboa, é servida por auto-estradas, e mesmo assim foi o concelho que mais cresceu em Portugal continental. Aumentou em 41% a sua população.

O Presidente da C.M. Mafra, entrevistado pelo jornal semanário Expresso, justificou este resultado positivo com a as apostas que fez a autarquia. O Eng.º Ministro dos Santos diz que a evolução se deve à aposta em infraestruras de Educação, Rede Viária, Segurança, Ambiente e Desporto. Um bom exemplo.

Eu apenas acrescentaria que também é necessário atrair investimento. Atrair empresas que criem emprego e desenvolvam a economia local. Exemplos desses podem também ser vistos se olharmos para os concelhos aqui ao lado, como Paços de Ferreira ou Maia. Só assim, o nível de vida pode aumentar para os Tirsenses.

Está claro que o nosso falhanço teve vantagens para outros. Não foram só os concelhos limítrofes que cresceram, e para quem perdemos população. Todos nós também temos amigos e familiares que “emigraram” para concelhos como Vila do Conde (+2% a +10%), Matosinhos (+2% a +10%) ou Braga (+10% a +20%).

Espera-se que no próximo Censos 2021 Santo Tirso possa aparecer como um dos campeões da evolução, mas para isso é necessário que em 2013 os destinos do concelho mudem de mãos. Este PS de Castro Fernandes terá de ser afastado e substituído por outra equipa. Mas essa terá de ser capaz de responder aos desafios do futuro.

À atenção de Super Dragões, Juve Leo e No Name Boys

Portugal é um país livre, onde quem não se quer manifestar é agredido ou bloqueado por aqueles que se manifestam.

E como recompensa para esses – que passam 2 dias a apedrejar cidadãos nas estradas –  o Governo cede às (in)justas pretensões.

Por estes dias… o que está a dar é ser camionista. Talvez não seja mal pensado que o resto do país comece à pedrada… na porta de São Bento.

Agro-Betos

Esta é uma das mais novas e melhores definições que ouvi até hoje.

Agro-betos? Pode explicar o conceito?
Está a ver a equipa de râguebi de Agronomia? Forcados com quintas e três nomes? Tipos que antes de saberem andar de bicicleta já sabem montar a cavalo? Gente que domina o conceito de ensebar casacos? É disso que se trata.

Primeiro Post

Viva,

O meu nome é Luís Melo, tenho 30 anos e sou natural de Santo Tirso (Porto, Portugal). Sou Engº Electrotécnico de formação e Consultor em TI de profissão. O meu percurso académico e profissional levou-me a passar por Vila Real (estudei na UTAD), Porto (estudei na FEUP e trabalhei para a Optimus/Novis), Paris (estudei na ENSEA) e trouxe-me a Lisboa (trabalho na Novabase).

Gosto de tudo o que é desporto, de ver e praticar. Fui atleta de futsal, andebol e ténis. Agora pratico BTT e futebol com os amigos. Sou um fervoroso adepto do FC Porto, da AST Futsal e, no momento, da equipa de voleibol do CA Trofa. Fiz muitos e bons amigos desde a minha “incursão” no voleibol. Fascina-me a política, onde sou militante e adepto das ideias e ideais do PSD. De qualquer forma não vejo a política com clubismo. Gosto e respeito todos os que estão na política com espírito de missão, e colocam os interesses colectivos à frente dos próprios.

Este blogue será um local onde escreverei sobre tudo isto que me interessa. Receberei com prazer as visitas de amigos, conhecidos e outros. Publicarei os comentários de todos (desde que não sejam insultuosos). Das coisas que mais gosto na vida é sentar-me numa mesa com amigos, falar de tudo um pouco, e beber uns fininhos. Por isso, para todos, venha mais um fino… eu pago esta rodada.