Rui Rio: Seriedade e bom senso

Rui Rio continua a cotar-se como o melhor político português. Sem espectáculos montados, sem sede de protagonismo e sem alardes continua a zelar pelo bem público e a servir a população do Porto (e de Portugal) com sentido de missão.

Depois desta, e desta, aqui está mais uma prova da arte de bem governar. Tal como diz o ditado popular “O exemplo vem de cima” e Rui Rio não se esquece disso. Em tempo de crise toma medidas acertadas e assertivas: “A Câmara Municipal do Porto reduziu 20% os salários dos seis administradores remunerados nas quatro empresas municipais“.

Era uma vez o PPD (II)

Decorreu ontem, no Café Guarany (Porto), a 2ª edição do “Era uma vez o PPD” organizado pelo Psicolaranja e pela JSD Porto. Foi mais um excelente evento – a par da 1ª edição – que contou com cerca de meia centena de pessoas, quase todas elas abaixo dos 30 anos.

Os dois oradores convidados, os fundadores Amândio de Azevedo e Ribeiro da Silva, brindaram os presentes com alguns factos e histórias que antecederam e se seguiram à fundação do PPD. Fizeram também questão de sublinhar o percurso difícil de Sá Carneiro à frente do partido.

As histórias foram curiosas e interessantes. Principalmente quando – para além dos mais velhos – elas envolviam as actuais figuras como: Rui Rio, Aguiar Branco, Agostinho Branquinho ou Luís Filipe Menezes. Também se falou muito de questões políticas e ideológicas, tendo Amândio de Azevedo esclarecido sobre as linhas programáticas da fundação do PPD.

Foi uma boa tertúlia, moderada pelo bem-disposto e simpático presidente da JSD Porto, João Paulo Meireles. Pena foi que o tempo escasseia e apenas foi possível conversar durante 1h30m. Muita coisa ficou por dizer, tal como na 1ª edição com Conceição Monteiro. O que não é necessáriamente mau… é motivo para fazermos a 3ª edição.

Era uma vez o PPD

O Psicolaranja é mais do que um blog. É um grupo de amigos que todos os dias dá um contributo forte para que todos possam pensar o PSD e o país no sentido de os tornar melhores. Mas este grupo não é só de “palavras” mas também de muitas e boas “acções”.

Em 6 de Março os Psicóticos organizaram – na sede da Secção Oriental de Lisboa do PSD – a 1ª edição do “Era uma vez o PPD” com Conceição Monteiro. Este evento contou com a colaboração da JSD daquela secção e saldou-se num sucesso.

Agora, volvidos quase 3 meses, a 2ª edição do “Era uma vez o PPD” vai ter lugar no Porto com o apoio da secção da JSD Porto. Sábado, dia 26 Junho pelas 17h30, o Café Guarani vai receber Amândio de Azevedo e Fernando Alberto Ribeiro da Silva. Estas duas proeminentes figuras do PSD (no Porto e em Braga) foram muito próximos de Sá Carneiro e de Cavaco Silva e preparam-se para nos deliciar com interessantes histórias.

Diogo Vasconcelos – Fellow do think tank ResPublica

Há uns meses atrás, a propósito das eleições internas do PSD, eu falava de Diogo Vasconcelos e dizia: “num debate organizado pelo Psicolaranja, ouvi com imenso gosto o mandatário de JPAB, Diogo Vasconcelos. Posso dizer que fiquei muito impressionado pela positiva. É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos. É aquela nova linguagem que nos chama e que nos faz acreditar. É aquela maneira de ver as coisas, e a vontade de as fazer que nos pode tirar do pântano

Já que aqui por Portugal está tudo bem – segundo o Primeiro-Mentiroso… perdão Ministro está tudo uma maravilha. Já saímos da crise e temos as reformas todas já feitas, ou em curso – o Diogo vai colocar as suas capacidades ao serviço de sua Majestade. É mais um reconhecimento do mérito e das qualidades deste português, que a par de outros (como António Horta-Osório) são “aproveitados” pelos ingleses.

PSD: A confirmação do meu voto


Dois dias antes das eleições internas do PSD, e depois de várias semanas de campanha, decidi que votaria José Pedro Aguiar-Branco. Fi-lo após ter analisado as moções de estratégia dos candidatos e de ter conhecido algumas das caras que faziam parte das respectivas equipas.

Sobre a moção escrevi: “JPAB tem reconhecidamente a melhor moção de todas […] Mais do que falar nas coisas que estamos fartos de ouvir (défice, dívida, crise, etc.) fala em inovação, propõe várias medidas em concreto a aplicar, e tem uma linguagem nova, diferente do habitual.

Sobre a equipa escrevi: “Portugal precisa de homens como os que JPAB juntou à sua volta: Rui Rio, Diogo Vasconcelos, Alexandre Relvas […] Além disso conta também com a experiência e sabedoria de Mota Amaral, Miguel Cadilhe ou Conceição Monteiro. E com a capacidade técnica e inteligência de Miguel Frasquilho ou Rodrigo Adão da Fonseca.” E nessa altura não sabia eu que também tinha contado com a ajuda do meu professor e amigo José António Salcedo.

Depois de Passos Coelho ter vencido as directas foi ao XXXIIIº Congresso (que o consagrou como líder) apresentar uma moção que inclui muitas das ideias que eram de JPAB, e falar da unidade que foi o lema da campanha de JPAB. Eu sabia que o meu voto era o melhor para o PSD. Bem haja PPC que, independentemente disto, começou bem o mandato.

Lei da Rolha 2.0 no PSD Santo Tirso


No último congresso nacional, o PSD aprovou uma norma que exigia silêncio aos militantes mais críticos nos 60 dias que antecedem as eleições. A chamada “Lei da Rolha” foi muito polémica e mereceu desde logo a reprovação dos mais destacados dirigentes e militantes, incluindo o recém-eleito presidente, que disse que a revogaria logo que pudesse.

Foram vários os militantes (mais ou menos conhecidos) que – a meu ver muito bem – disseram que esta norma ia contra a génese do partido, que sempre tinha sido pluralista e de livre opinião. Falou-se de ditadura, de PIDE, de norma comunista.

Ora, no PSD Santo Tirso não é preciso congresso nem aprovação de normas. A “Lei da Rolha” está implantada há muito tempo. A actual comissão política (CP) além de politicamente inapta, não tem capacidade de encaixe e não admite nenhuma crítica, mesmo que seja construtiva e colocada internamente nos locais próprios.

Baseando-se em supostos factos trazidos pelo ex-presidente Alírio Canceles – que se aproveita assim da CP à qual não preside (formalmente, diga-se) para atingir objectivos pessoais – a CP concelhia analisou o que denominou de “Caso Luís Melo” e deliberou, em reunião de 19 Fevereiro 2010, lamentar e repudiar o comportamento do militante nº 69491 Luís Melo.

Tudo isto vem, a meu ver, na sequência de dois textos que escrevi – nos quais Alírio Canceles diz que ataquei o PSD e os seus dirigentes locais provocando sérios prejuízos a todos – e de uma carta aberta aos militantes, em reacção a um acto lamentável daquele senhor. Os textos em causa são este e este.

Ora, como qualquer pessoa pode verificar, eu apenas critiquei politicamente alguns dirigentes do PSD. Não ataquei ninguém pessoalmente, nem fiz considerações que prejudicassem a imagem do partido (o mesmo já não pode dizer Alírio que segurou perante câmaras uma camisola do PS em plena campanha eleitoral). Já não se pode falar livremente? Isto é delito de opinião!

A mentalidade déspota do ex-presidente do PSD Sto. Tirso ficou indignada com estes factos e perdeu a cabeça quando viu que não tinha meios para “calar” um militante que pensa pela sua própria cabeça e não vai na carneirada. Vai daí resolveu espalhar um e-mail com várias inverdades que me obrigou a responder na tal carta aberta aos militantes do PSD.

Em resposta, a reacção desesperada de Alírio Canceles foi a de, em resposta, fazer circular pelos militantes um e-mail onde adjectivava a minha pessoa de “mentiroso”, “desonesto”, “mentalmente doente”, “fraco”, “cobarde”, “vaidoso”, “narciso”. Disse Alírio: “quem era ou é Luís Melo, para merecer essa atenção das estruturas do PSD de Sto. Tirso?”. Pelos vistos sou importante suficiente para merecer uma patética reunião de CP que deliberou sobre o “Caso Luís Melo” (depois do Freeport e do Face Oculta, aqui está outro. Simplesmente ridículo).

Nesse e-mail Alírio disse também que não seria “o Luís a provocar uma crise política entre o PSD e o Núcleo de Santo Tirso/S. Miguel, na pessoa do seu presidente”. É verdade, não fui eu que criei a crise, foi o próprio Alírio que naquela deliberação demitiu, à revelia dos estatutos, José Pedro Miranda de presidente do Núcleo, dirigindo-se a ele como “ex-presidente”.

O PSD Sto. Tirso funciona portanto desta maneira. É uma coutada de meia dúzia de militantes que delibera a seu bel-prazer sem fazer caso dos estatutos, dos direitos dos militantes e ultrapassando as instâncias competentes superiores. Poderia ter instaurado um processo disciplinar à minha pessoa, e depois todos seriam ouvidos pelo Conselho de Jurisdição, que decidiria em conformidade. Mas não! Resolveu aplicar a “Lei da Rolha 2.0” (a outra é só nos 60 dias que antecedem eleições, esta é sempre que apetece)

Aproveito para relembrar a estes senhores algumas passagens dos Estatutos do partido:

Artº 2º “A organização e prática do Partido são democráticas, assentando em: a) Liberdade de discussão e reconhecimento do pluralismo de opiniões

Artº 6º nº 1 “Constituem direitos dos militantes: […] c) Discutir livremente os problemas nacionais e as orientações que, perante eles, devem assumir os seus órgãos e militantes; d) […] não sofrer sanção disciplinar sem ser ouvido em processo organizado perante a instância competente

Artº 45º nº 1 “Compete ao Conselho de Jurisdição Distrital: […] c) Instruir e julgar em primeira instância os processos disciplinares

Artº 71º nº 4 “Sem prejuízo dos nºs 1, 2 e 3 deste artigo, os membros dos órgãos electivos do Partido mantêm-se em funções até à eleição dos novos titulares

PSD: O porquê do meu voto

Até agora não tinha decidido o meu voto nas eleições internas do PSD 2010. À partida, e à 1ª vista nenhum dos candidatos preenchia todos os requisitos que acho o líder do PSD deve ter. Mas que queria eu? Um Sá Carneiro? Não existe. E neste momento particularmente dificil para o país, tenho de escolher o próximo primeiro-ministro entre JPAB, PR ou PPC.

Desde muito cedo que ao contrário da maioria não entrei em “clubismos”, porque não vejo a política como o futebol. Pensei, e disse, que deveria esperar por conhecer as ideias e as equipas dos 3 candidatos antes de decidir quem escolher. Li portanto as moções de estratégia das 3 candidaturas e procurei saber quem as acompanha de mais perto.

PR faz na sua moção um diagnóstico do país perfeito. Melhor até do que provavelmente ouvi até agora outros (como Medina Carreira ou Ferreira Leite) fazerem. Mas, mais do que isso PR aponta rumos que são definitivamente aqueles que Portugal precisa de seguir e propõe medidas genéricas de como ultrapassar esta situação de crise financeira, económica, social e de valores.

PPC, tal como no seu livro (Mudar), faz o mesmo exercício de PR. Um pouco à imagem (até lhe chamaram cópia) do que fez Marques Mendes no seu livro (Mudar de Vida). Aponta o que está errado na sociedade e na economia portuguesa, mas principalmente o que está mal no Estado. Além disso enumera também algumas medidas a tomar, mas quase todas elas são um lugar-comum.

JPAB tem reconhecidamente a melhor moção de todas. Já muitos disseram que esta moção personificada por outra figura (talvez Rui Rio) seria o projecto perfeito para o PSD e para Portugal. Mais do que falar nas coisas que estamos fartos de ouvir (défice, dívida, crise, etc.) fala em inovação, propõe várias medidas em concreto a aplicar, e tem uma linguagem nova, diferente do habitual.

Sobre as equipas, parece-me que não há dúvida nenhuma. Ontem num debate organizado pelo Psicolaranja, ouvi com imenso gosto o mandatário de JPAB, Diogo Vasconcelos (estava presente P Pinto por PPC e ZL Arnaut por PR). Posso dizer que fiquei muito impressionado pela positiva. É aquela atitude humilde, verdadeira, inteligente, positivista, inovadora, futurista que precisamos. É aquela nova linguagem que nos chama e que nos faz acreditar. É aquela maneira de ver as coisas, e a vontade de as fazer que nos pode tirar do pântano.

Esta é que é a verdadeira “nova geração” de políticos. Estes é que podem “renovar” a classe política. Não me deixo levar por “mudanças” ou “renovações” feitas por quem já anda nisto há 30 anos, tem as mesmas caras de sempre atrás (as dos interesses, dos caciques, etc.) e mais do que isso, tem a mesma ideia do que é a política.

JPAB pode não ter a retórica de PR ou a apresentação de PPC, mas… depois da retórica de Guterres e Durão e da apresentação (e retórica também) de Santana e Sócrates, não é disso que estamos fartos? Portugal precisa de homens como os que JPAB juntou à sua volta: Rui Rio, Diogo Vasconcelos, Alexandre Relvas.

Sabemos que para governar precisa do PSD e das bases e por isso a equipa tem também Costa Neves, José Eduardo Martins, e o próprio JPAB. Além disso conta também com a experiência e sabedoria de Mota Amaral, Miguel Cadilhe ou Conceição Monteiro. E com a capacidade técnica e inteligência de Miguel Frasquilho ou Rodrigo Adão da Fonseca.

JPAB pode não ser o político que idealizamos mas… e Cavaco era? Também não era. Mas juntou à sua volta uma equipa que colocou Portugal na rota do desenvolvimento. Além da sua visão e capacidade contou com Eurico de Melo para segurar o governo e o partido, com a capacidade técnica de Miguel Cadilhe, com o bom senso de Silva Peneda, com a inteligência de António Capucho, com a juventude e vontade de Durão Barroso.

Não farei como outros. Não irei apostar no “voto útil” contra alguém. Vou votar a favor. A favor de José Pedro Aguiar Branco. A favor de um novo PSD que tem orgulho do seu passado e não tem medo do seu futuro. Um novo PSD que deve soltar-se das amarras dos partidos do século XX e inovar para o século XXI. No dia 27 seja qual for o resultado, cá estarei para colaborar no meu papel de militante de base.

Sondagens por encomenda?

Vai aí uma discussão enorme sobre a sondagem do jornal SOL que dá a vitória a Pedro Passos Coelho (51%) nas eleições internas do PSD. Note-se que a mesma dá 31% a Paulo Rangel e 8% a José Pedro Aguiar-Branco. Eu, não acredito em sondagens. Em nenhumas! Dêem elas vitória ou derrota ao meu escolhido.

Há muitos meses atrás escrevi: “as sondagens são instrumentos do sistema. Quando se prevê a possibilidade de alguém – que promete acabar com o sistema – ganhar umas eleições, logo vêm as sondagens encomendadas para tentarem evitar ou descredibilizar a candidatura desta pessoa. Foi o que aconteceu, se bem se recordam, com Rui Rio nas Autárquicas de 2001. Rui Rio prometeu acabar com o sistema que existia à volta da CM Porto, e por isso os que viviam da corrupção e do compadrio apressaram-se a pedir sondagens que lhe davam a derrota

Também nas eleições Autárquicas de 2001 as sondagens davam derrota para Santana Lopes em Lisboa, Luis Filipe Menezes em VN Gaia, António Capucho em Cascais ou Fernando Seara em Sintra. Mesmo com estas sondagens nenhum deles se deixou abalar, não desistiu, candidatou-se, lutou e venceu. Ainda recentemente, as sondagens para as eleições Europeias 2009 não deixam esquecer os tristes desempenhos das empresas que fazem estes estudos e que davam 40% ao PS, 30% ao PSD e 4% ao CDS!!

O facto de Alexandre Picoito, director executivo da Pitagórica – empresa que realizou a sondagem interna – fazer parte da Comissão de Honra de PPC nada me diz. Acredito, tal como o Nuno Gouveia, que será apenas uma coincidência. Mas permitam-me dizer que não abona nada a favor do (des)crédito que as sondagens têm para mim.

A lei da rolha serve a alguns

Também não concordo com esta norma do silêncio nos 60 dias que antecedem as eleições, e votaria contra se estivesse no congresso. Penso que os militantes, se o são de livre vontade, devem ser responsáveis e têm o dever de lealdade para com o PSD. Devem saber que ao dizer mal do seu partido estão a dar votos ao adversário – principalmente se se tratarem de militantes com relevância e tempo de antena nos média. Era realmente dispensável darmos razões para que nos satirizem. Mas vamos lá a ver o seguinte:

1. Esta norma só aparece por causa de militantes como Cavaco, Menezes, Pacheco, Passos Coelho, etc. Foi por causa deles (e doutros) – que não descansaram enquanto não derrubaram o presidente do próprio partido – que alguém pensou nesta aberração de norma.

2. Acho incrível o facto de, no congresso, não se ter ouvido sequer uma voz contra esta norma. Houve até militantes, como PPC que pelo visto nem sequer votaram contra, apenas se abstiveram. Mas depois de saírem e vendo que a comunicação “dita” social e a opinião pública não tinham gostado, desataram a proferir declarações contra a dita norma.

De qualquer maneira podiam resolver-se as questões de lealdade ao partido de outra forma menos comunista. Aliás, penso até que nos actuais estatutos já existem normas que castigam militantes (até com expulsão) por comportamentos menos próprios para com o partido. Mas se esta “lei da rolha” (como lhe chamaram alguns) fosse para entrar em vigor, já sei a quem ela servia…

Se alguém precisava da “lei da rolha” esse era Fernando Costa. Precisava que lhe pusessem uma rolha na boca e outra na garrafa do vinho. O autarca da Caldas subiu ao púlpito para dizer bojardas e mesmo assim houveram militantes, alguns com responsabilidades, que me disseram que ao dizer isto estava a querer desviar a atenção do conteúdo do discurso.

Que conteúdo? pergunto eu. “Traga-me um copo de vinho que água é para meninos” ou “se eu não mentisse não era presidente de câmara“. Elogiar o discurso de Fernando Costa é tão mau para o PSD como a aprovação da tal norma.

Mas o facciosismo e a cegueira de alguns militantes (eu entendo, o poder está á vista e os lugares no aparelho de estado começam já a ser escolhidos) resolveu fazer com que se desse relevância e se defendesse o indefensável, apenas porque Fernando Costa demonstrou apoio a PPC. Como alguém disse no twitter “O autarca das Caldas transformou-se no símbolo de um certo PSD que se revê em PPC“.

No meio disto tudo, haja pelo menos alguém com bom senso. José Pedro Aguiar-Branco vai “junto do conselho de jurisdição, levantar a inconstitucionalidade da medida” e tentar “impedir a entrada em vigor da norma”. No caso de ser eleito presidente “Se o pedido ao conselho nacional de jurisdição não surtir efeito, uma vez presidente do partido vou promover essa alteração”.

PSD tem passado, presente e muito futuro

Ainda há nos quadros do PSD grandes homens, grandes politicos, grandes pensadores. Entre outros: Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Santana Lopes, Alberto João Jardim ou Luis Marques Mendes. Estes, foram dos poucos que utilizaram bem o congresso (o orgão máximo onde se devem discutir opções para PSD e Portugal) e mostraram respeito pelos militantes. Subiram ao púlpito e discutiram, reflectiram e fizeram propostas para o partido e para o país. Incutiram a discussão de ideias e ideologias. Não fizeram campanha eleitoral.

Infelizmente estes não foram correspondidos nem pelos seus companheiros com responsabilidades, nem pelos congressistas, nem pela comunicação “dita” social. Os primeiros – à excepção de alguns como p.ex. Aguiar Branco – apenas se preocuparam em fazer campanha eleitoral e declarar apoio a um dos 3 candidatos. Muitos dos congressistas estiveram lá apenas para cacicar, e nem sequer respeitaram quem falava – R.Machete foi até obrigado a pedir menos ruído na sala (qual prof. da primária). Quanto aos jornalistas só falaram de tácticas e cenários individuais – o que seria melhor para Cavaco, Portas, Sócrates ou para os 3 candidatos. Sobre ideias e soluções para país ou partido, nada!

Aliás a vergonha dos media chegou ao ponto de darem honras de directo e de reportagem a F.Costa, um militante que, entre outra bojardas, disse “traga-me um copo de vinho, água é para meninos […] se não mentisse não era presidente de Câmara”. Houve até um imbecil comentador que na rádio disse ter sido este o melhor momento do congresso.

É por estas e por outras que o PSD perde credibilidade e é satirizado. Estes episódios não abonam nada a favor do PSD. Mas há militantes que ainda não se convenceram disso. Ou pelo menos não se convencem por conveniência. Comentei na altura do discurso de F.Costa que este era mais um Tino de Rãs e que o facto de ter chamado a atenção dos media não era necessáriamente bom. Um militante que prezo, apoiante de PPC veio logo dizer-me que F.Costa estava no PSD desde 74 com Sá Carneiro. Ora, ter apertado a mão ao fundador não faz de ninguém um bom político, senão garanto-vos que arranjava maneira de apertar a mão ao Cristiano Ronaldo.

Dos 3 companheiros de que tanto se fala, JPAB esteve melhor, com mais conteúdo. Transmitiu força, determinação e energia para reformar Portugal, trouxe ideias novas e claras. PR teve um bom discurso, que foi uma cópia do que tinha feito no Porto na semana passada. De qualquer forma não me convenceu ainda. PPC desiludiu e muito. Queria passar uma imagem de estadista e acabou a dar tiros nos pés. Além disso criou deliberadamente fracturas internas ainda maiores.

Também houve tempo para ouvir alguns remoques, principalmente de ex-líderes. Pedro Santana Lopes esteve bem, a meu ver, atacando Cavaco Silva por causa da “má moeda” ou PPC por causa da sua postura em ano de 3 eleições. Luís Filipe Menezes também disse muitas verdades sobre o tempo em que foi presidente. De qualquer maneira queixou-se da “belicosidade interna” e pediu para acabarem com ela, mas diga-se que não deu o exemplo.

De uma maneira ou de outra, viu-se que o PSD está vivo. Tem um grande passado, um presente bem vivo, e poderá ter um futuro muito risonho se assim os militantes quiserem. O primeiro sinal deve ser dado já no dia 26 Março aquando das directas. Os militantes deverão ir votar em massa, e escolher o que será melhor para o PSD voltar a ser o de Sá Carneiro e de Cavaco Silva. Altura em que conseguimos conquistar o povo e governar Portugal.