Santos e Pecadores – Tela
O meu top 20 da música portuguesa (II)
Santos e Pecadores – Tela
Vou, nas próximas semanas, publicar 20 posts com 20 músicas portuguesas em ordem aleatória. Serão 20 músicos/grupos portugueses que para mim se destacaram não só pela sua qualidade e irreverência, mas pelas mensagens que passaram aos seus ouvintes. Vou chamar a esta série de posts “O meu top 20 da música portuguesa”.
Esta é dedicada à ex-Secretária de estado das Obras Públicas, Ana Paula Vitorino:
Vê se pões a gargantilha
Porque amanhã é domingo
E eu quero que o povo note
A maneira como brilha
No bico do teu decote
E se alguem perguntar
Dizes que eu a comprei
Ninguem precisa saber
Que foi por ti que a roubei
E se alguém desconfiar
Porque não tenho um tostão
Dizes que é uma vulgar
Joia de imitação
Nunca fui grande ladrão
Nunca dei golpe perfeito
Acho que foi a paixão
Que me aguçou o jeito
Vi hoje o filme de Michael Jackson, This is it. O filme confirma (se ainda havia dúvidas) o enorme artista que era MJ. Não era só um inigualável músico, como um dançarino fora-de-série, um ser humano incrível. Pode ver-se “em directo” neste filme o profissionalismo e a humildade de MJ. Não se vê um sinal de arrogância ou prepotência, pelo contrário, vê-se abertura e gentileza para com todos. A alegria, cumplicidade e amor com que trabalharam está bem patente.
Para quem pensava que MJ vivia dentro de uma redoma e que não saía sequer de casa, o filme é a maior prova que MJ estava muito vivo. Trabalhava, dançava, cantava e não se cansava. Em estúdios, em cenários, em palcos, em todo o lado. Músicos e dançarinos mais novos é que talvez tivessem de se esforçar para o acompanhar.
This is it não ia ser apenas mais uma série de concertos. Pode ver-se no filme que iria ser o maior espectáculo de luz, som e imagem alguma vez visto no mundo da música. Algo que só MJ e os seus mais próximos colaboradores poderiam criar. O talento emanava de MJ e parecia passar por osmose para todos os que com ele trabalhavam.
Novamente quero recordar o magnífico concerto que MJ deu em Alvalade (Dangerous Tour) no ano de 1992. O melhor concerto a que assisti até hoje, coroado com um final em grande, em que MJ (ou um duplo) saiu do palco sobrevoando a bancada em que me encontrava, qual Rocketeer.
Nunca houve, não há, e duvido muito que venha a haver, outro artista com a dimensão e capacidade de MJ.