Já não colava com um, mente-se com outro

Em 2005 José Sócrates fartou-se de mentir aos portugueses em campanha (baixa de impostos, 150.000 empregos, etc) e venceu assim as eleições legislativas.

Em 2009 José Sócrates não poderia fazer o mesmo, e por isso foram os seus camaradas do PS a fazê-lo. Alberto Martins, como prémio foi escolhido para ser Ministro.

25 de Abril (versão 2.0)

1 – Praxes existem em todo o lado. Nas escolas, nas universidades, no desporto e até no trabalho. Umas são mais físicas mas por vezes são menos violentas do que outras que são apenas psicológicas. O caso do Colégio Militar não é novo nem tão grave como querem fazer passar. Mesmo assim quiseram empolá-lo e o MP ameaçou até acusar alguns alunos. A comunicação “dita” social fez disto um escândalo nacional.

2 – José Sócrates e o PS escolheram o governo para a próxima legislatura. Augusto Santos Silva, um político sem o mínimo de estatuto ou perfil para ter tutelas chave, foi escolhido para a Defesa. Uma das mais importantes pastas do executivo, que garante da independência da pátria e da estabilidade política, social e militar. O mesmo PS que até agora sempre respeitou esta pasta, deixando-a nas mãos de homens fortes como Jaime Gama ou António Vitorino.

Qual o objectivo deste governo e desta comunicação “dita” social (que todos sabemos andar a mando do governo) com estas duas situações? Descredibilizar os militares? Porquê? Estarão os socialistas conscientes de que não têm solução para a crise? E terão receio que os militares tomem a mesma decisão que tomaram em 25 Abril 1974 no caso dum cenário (futuro próximo) de instabilidade social?

Sócrates não é democrata

Sócrates falhou as suas tentativas de coligação. É natural, nenhum dos pequenos partidos quer coligar-se com o PS numa altura em que o país está nos cuidados intensivos. Todos os líderes partidários têm em mente a possíbilidade de este governo não durar mais do que 2 anos (talvez aconteça o mesmo que a Guterres) e ninguém se quer “enterrar” com o PS nessa altura.

O PM ficou aziado e preocupado, pelo que tentou sacudir a água do capote, insinuando que se as coisas correrem mal, todos os partidos terão a sua responsabilidade. Primeiro, já está a partir do princípio que as coisas correrão mal (mau presságio); Segundo, afinal em quem os portugueses confiaram a governação do país? Foi ao PS, e não ao PSD, CDS, PCP ou BE.

Além disso, falar de democracia e ao mesmo tempo dizer que sem maioria absoluta não haverá estabilidade e será impossível governar, não é compatível. Um verdadeiro democrata ouve, respeita, e conta com todos os partidos para governar. Mesmo em maioria absoluta, porque afinal de contas, os outros também representam o povo (neste caso representam 60%).