Ver para crer… José Salcedo sobre Responsabilidade

Mais uma excelente aula dada por José António Salcedo. Neste caso num contexto diferente (a Univ. Verão do PSD) e sobre um tema diferente, a “Responsabilidade”.

O José António foi meu professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, leccionando a cadeira de “Ondas”. De longe o melhor professor que tive no meu curso.

Foi responsável pela minha melhor nota no curso, curiosamente numa cadeira que à partida me despertava pouco interesse. O que atesta sobre a sua capacidade como professor.

Muitos elogios já aqui lhe fiz. Até já sugeri o seu nome para Ministro de um Governo. Hoje sugiro apenas que vejam este vídeo na íntegra. Vale mesmo a pena.

#Autárquicas2013 Alírio “compra” apoios

Mais uma polémica à volta dos métodos usados por Alírio Canceles – candidato da coligação PSD/PPM – para se (auto) promover nesta pré-campanha, que vem demonstrando o desespero do auto-nomeado candidato à CM Santo Tirso.

Depois dos comentários anónimos ou com identidades falsas em blogues (como por exemplo neste); Depois de perfis falsos e páginas anónimas no Facebook; Depois de jornais online e outros websites anónimos, supostamente independentes… Aparecem agora os “Likes” na página oficial da candidatura no Facebook.

Alguém atento e mais interessado resolveu verificar quem eram as centenas de pessoas que faziam “Like” nos posts que a candidatura de Alírio publicava na rede social. Acontece que a maioria desses “Likes” eram de gente com nomes esquisitos (estrangeiros).

A polémica instalou-se e já muitos abordaram o tema em pleno Facebook, questionando a candidatura. É simples! O Facebook deixa qualquer pessoa “Promover” os seus posts, cobrando e ganhando dinheiro com isso. Não é ilegal, é simples. A pessoa paga e os seus posts são enviados para a rede.

A vantagem é apenas uma. Quando publicamos um post, ele vai-se perdendo na timeline ao longo do tempo. Mas se muita gente for comentando e colocando “Like”, esse post vai-se mantendo à tona, aparecendo mais vezes na timeline dos nossos contactos e dos seus amigos.

Claro que muita (ou mesmo toda) gente que colocou “Like” nos posts da candidatura nem sequer percebe português, muito menos conhece Portugal, Santo Tirso, o PSD ou Alírio. Muitos estarão na Coreia, Malásia ou Vietname.

Nada disto é ilegal. Mas é ético? É correcto? Principalmente ao sabermos que se trata de uma campanha eleitoral? Será isto comparável a comprar votos? Tentanto influenciar outras pessoas pela quantidade de “Likes” (apoios) que se tem?

Uma coisa é certa. Os métodos de Alírio e da sua entourage neste processo eleitoral – desde o esquema montado para a sua auto-nomeação, até à actual pré-campanha – demonstram bem o carácter (ou a falta dele), a (des)honestidade e forma de trabalhar desta gente.

É isto que os Tirsenses querem à frente da CM Santo Tirso? Não foi este tipo de maneira de estar/agir que colocou o país no estado em que está?

Combate a fogos faz-se com gestão e ordenamento

Em Julho 2012 escrevi aqui neste blogue:

36% do território português é área florestal. São cerca de 3.5 milhões de hectares. Uma das maiores áreas florestadas da Europa. 85% dessa área pertence a privados, 3% pertence ao Estado e 12% são baldios.

Todos os anos por altura do verão o país é fustigado com incêndios. E todos os anos as “causas” e os “culpados”, apontados pela comunicação social e pela opinião publicada, são os mesmos: Calor e Criminosos.

A verdade é que o que falta em Portugal é uma verdadeira política de ordenamento e gestão florestal. Para além disso, falta também a já conhecida eficácia na prevenção, vigilância e combate aos fogos florestais.

É preciso que o país aposte em Engenheiros Florestais – especializados em ordenamento florestal e também no combate aos fogos – que ajudem na gestão da floresta e na coordenação do combate.

É necessário também apostar na profissionalização de unidades de combate a fogos (nos corpos de bombeiros ou do exército). A verdade é que os voluntários têm muita boa vontade, mas não chega.

20% da área florestal portuguesa é eucalipto e pertence na sua maioria às industrias papeleiras (Portucel, Soporcel, Celbi…). Essas não se podem dar ao luxo de perder floresta em incêndios.

Todas essas empresas têm corpos e meios profissionais de prevenção, vigilância e combate aos fogos. E muito poucas vezes os incêndios nas suas florestas tomam as proporções dos outros.

Em Agosto 2010 escrevi neste blogue:

O relatório de avaliação do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios detecta várias falhas que acabam por ser decisivas e redundar em tragédia.

Tal como estava à vista, todas as lacunas são relacionadas com a aposta na prevenção (…) O relatório confirma: A taxa de execução da gestão de áreas florestais é de 17% em terrenos públicos e 13% nas áreas privadas.

(…) O relatório diz que é notório o atraso na elaboração dos planos municipais de defesa da floresta, e falta informação para avaliar a sua execução.

(…) Além disso devia-se acabar também com as nomeações políticas para lugares chave na prevenção e combate. Como por exemplo na ANPC, GTFs das Câmaras Municipais, ou corporações de bombeiros (Voluntários e Municipais).

Em Agosto 2010 também escrevi neste blogue:

(…) Francisco Moreira, investigador do Instituto Superior de Agronomia, diz que “Se se viu algum avanço desde os anos críticos de 2003/2005 foi no combate. Na prevenção e na gestão florestal está tudo praticamente na mesma“. Diga-se que o avanço no combate tem sido apenas atirar Canadairs (ou seja, mais dinheiro) para cima do problema.

(…) Joaquim Sande Silva, especialista da Liga para a Protecção da Natureza, diz que “os reacendimentos reflectem a formação e dispersão dos meios. O rescaldo continua a fazer-se com água, quando deveria limitar-se a área queimada com ferramentas manuais. Os bombeiros voluntários não têm essa apetência“.

Futebol: Vencedores da Taça de Portugal desde 1974

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador

2012/2013 Vitória SC
2011/2012 A Académica Coimbra
2010/2011 FC Porto
2009/2010 FC Porto
2008/2009 FC Porto
2007/2008 Sporting CP
2006/2007 Sporting CP
2005/2006 FC Porto
2004/2005 Vitória FC
2003/2004 SL Benfica
2002/2003 FC Porto
2001/2002 Sporting CP
2000/2001 FC Porto
1999/2000 FC Porto
1998/1999 Beira-Mar FC
1997/1998 FC Porto
1996/1997 Boavista
1995/1996 SL Benfica
1994/1995 Sporting CP
1993/1994 FC Porto
1992/1993 SL Benfica
1991/1992 Boavista FC
1990/1991 FC Porto
1989/1990 Est. Amadora
1988/1989 CF Belenenses
1987/1988 FC Porto
1986/1987 SL Benfica
1985/1986 SL Benfica
1984/1985 SL Benfica
1983/1984 FC Porto
1982/1983 SL Benfica
1981/1982 Sporting CP
1980/1981 SL Benfica
1979/1980 SL Benfica
1978/1979 Boavista FC
1977/1978 Sporting CP
1976/1977 FC Porto
1975/1976 Boavista FC
1974/1975 SL Benfica

Total
FC Porto = 13 títulos
SL Benfica = 10 títulos
Sporting CP = 6 títulos
Boavista FC = 4 títulos
CF Belenenses = 1 título
E. Amadora = 1 título
Vitória FC = 1 título
Beira-Mar FC = 1 título
A Académica Comibra = 1 título
Vitória SC = 1 título

Futebol: Campeões Nacionais desde 1974

Actualização da contabilidade…

Época ¦ Vencedor ¦ Treinador
2012/2013 FC Porto (Vitor Pereira)
2011/2012 FC Porto (Vitor Pereira)
2010/2011 FC Porto (André Villas-Boas)
2009/2010 SL Benfica (Jorge Jesus)
2008/2009 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2007/2008 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2006/2007 FC Porto (Jesualdo Ferreira)
2005/2006 FC Porto (Co Adrianse)
2004/2005 SL Benfica (Giovanni Trapattoni)
2003/2004 FC Porto (José Mourinho)
2002/2003 FC Porto (José Mourinho)
2001/2002 Sporting CP (Laszlo Bölöni)
2000/2001 Boavista FC (Jaime Pacheco)
1999/2000 Sporting CP (Inácio)
1998/1999 FC Porto (Fernando Santos)
1997/1998 FC Porto (António Oliveira)
1996/1997 FC Porto (António Oliveira)
1995/1996 FC Porto (Bobby Robson)
1994/1995 FC Porto (Bobby Robson)
1993/1994 SL Benfica (Toni)
1992/1993 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1991/1992 FC Porto (Carlos Alberto Silva)
1990/1991 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1989/1990 FC Porto (Artur Jorge)
1988/1989 SL Benfica (Toni)
1987/1988 FC Porto (Tomislav Ivic)
1986/1987 SL Benfica (John Mortimore)
1985/1986 FC Porto (Artur Jorge)
1984/1985 FC Porto (Artur Jorge)
1983/1984 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1982/1983 SL Benfica (Sven-Göran Eriksson)
1981/1982 Sporting CP (Malcolm Allison)
1980/1981 SL Benfica (Lajos Baróti)
1979/1980 Sporting CP (Rodrigues Dias e Fernando Mendes)
1978/1979 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1977/1978 FC Porto (Jose Maria Pedroto)
1976/1977 SL Benfica (John Mortimore)
1975/1976 SL Benfica (Mario Wilson)
1974/1975 SL Benfica (Milorad Pavić)

Total
FC Porto = 22 títulos
SL Benfica = 12 títulos
Sporting CP = 4 títulos
Boavista FC = 1 títulos

Economia Tirsense – As Soluções (parte III)

Infra-estruturas

Finalmente, é imprescindível oferecer condições infraestruturais adequadas à criação e expansão de empresas. Não se trata apenas de disponibilizar espaços de incubação de empresas mas também de ter open-spaces dedicados a office sharing proporcionando uma alternativa acessível e flexível para start-ups ou empresas que procuram um escritório longe da sede. Oferecendo também um ambiente mais dinâmico e colaborativo.

As infra-estruturas construídas não se podem cingir a edifícios mas devem conter espaços já delineados – ainda que eventualmente amovíveis – por sector ou área de negócio. É desejável também que essas infra-estruturas tenham já incluido salas de reuniões e auditórios, mobiliário de escritório, material informático (se necessário) e serviços como ligação à internet, logística, assistência técnica, assistência administrativa ou catering.

Naturalmente que tudo isto será mais viável e atractivo se forem também criadas as condições para que na envolvente ou no meio destas infra-estruturas, nasçam espaços verdes e zonas de lazer, cultura, desporto, alimentação ou shopping. Sendo que o transporte exclusivo e directo (quiçá grátis ou low cost) para os mais próximos terminais ou hubs de transportes públicos torna  tudo mais apetecível.

Economia Tirsense – As Soluções (parte II)

Plano de actividades

A Campanha de Marketing – ancorada num website e nas redes sociais – deverá estar em sintonia com um Plano de Actividades que promova workshops, seminários, conferências, congressos, exposições, feiras e outros eventos. Estes, deverão ser variados, bem estruturados e organizados, de preferência livres ou acessíveis, e relacionados principalmente com as tais áreas ou sectores de aposta.

É importante para os líderes de negócio estarem num local onde possam encontrar pessoas com os mesmos interesses, o mesmo mindset e espírito empreendedor. Um local onde sintam que fazem parte de um cluster que está na vanguarda de uma indústria, e que faz da partilha, da colaboração e da construção de sinergias a sua maior qualidade, a sua força motriz e o seu impulso para atacar o mercado.

Este tipo de actividade tem o poder não só de reunir quem se fixou naquele local – criando um esforço de cooperação simultâneo e colectivo – mas também de atraír participantes que dessa forma ficarão a conhecer o que ali se produz e como se vive. Ficando assim lançada a semente para novos empreendedores e empresas se fixarem, bem como uma publicidade boca-a-boca.

Actividades deste tipo são muitas vezes o elo de ligação que falta entre empresas fornecedoras e empresa clientes, entre empresas que se podem tornar parceiras de negócio, entre empresas e universidades ou escolas. O elo de ligação que falta entre ideias e soluções que as coloquem em prática, entre análises, desenhos e processos de implementação, entre visão e realidade.

E estes eventos não devem ser levados a cabo unicamente pelo poder executivo local. Eles devem ser organizados em parceria com instituições que tenham interesse em estar presentes e envolvidas, e também aproveitando o know-how de empresas que se dedicam exclusivamente a este tipo de actividade, e que têm modelos de negócio e estratégias amadurecidos, sabendo bem com o fazer de forma a obter resultados frutíferos.

A Fábrica de Santo Thyrso – que tem sido utilizada para os mais variados eventos culturais (que também são necessários e válidos, mas que pouco investimento, empresas e emprego atraem) – pode e deve ser utilizado e explorado para a organização destas actividades. Funcionando não só como um centro de congressos/exposições mas principalmente como um centro de negócios, com todas as condições para receber empreendedores e gerar oportunidades.

Economia Tirsense – As Soluções (parte I)

Daí que não é descabido ter como alvo empresas não só nacionais, mas também internacionais e apostar na atracção destas para Santo Tirso. Algo que deve ser feito obedecendo a uma estratégia bem definida e um projecto bem estruturado. Sendo depois implementado de forma rigorosa e respeitando as melhores práticas. A meu ver este desígnio deverá ter três dimensões: Campanha de Marketing; Plano de Actividades; Infra-estruturas.

Qualquer empresa, de qualquer dimensão, sector ou ramo é bem vinda. Seja ela uma filial de uma empresa multi-nacional, uma sucursal de uma empresa nacional, uma relocalização de uma empresa ou mesmo uma start-up. Mas é essencial que os esforços se centrem principalmente em uma ou duas áreas de negócio que reconhecidamente são, e contribuirão, para o futuro, por forma a haver uma certeza de sucesso e um desenvolvimento sustentado da economia local.

Campanha de Marketing

A Campanha de Marketing deverá ter a sua âncora na internet e nas redes sociais, o local por excelência para procura, processamento, análise e partilha de informação. Deverá ser criado uma website com um design moderno e atractivo, um User Interface intuitivo e fácil de usar. Onde estivessem disponíveis não só a informação chave necessária e relevante, como também todas as qualidades mencionadas (geográficas, metereológicas, naturais, gastronómicas, culturais, etc.).

De entre a informação chave necessária e relevante devem constar os impostos, as taxas, o processo de licenciamento/estabelecimento (que obviamente deveria ser simplificado e rápido) e as leis e regulamentos aplicáveis. Mas tão ou mais importante do que isso é disponibilizar informação relativa a infra-estruturas, recursos humanos disponíveis, oportunidades de negócio e o tecido empresarial envolvente.

É de extrema importância para uma empresa conhecer e ter noção das condições do local e da infra-estrutura onde se vai fixar. Ao nível dos acessos, do estacionamento, dos transportes públicos, da logística, dos serviços. Como também é útil saber que tipo de recursos humanos estão disponíveis para contratar. A sua idade, a formação académica e profissional, a experiência, as competências, as capacidades, o talento.

Também fulcral é saber que estabelecimentos de ensino e especializações existem na zona. O desenvolvimento económico obriga a que haja uma relação muito próxima entre empresas, universidades e escolas profissionais. A colaboração entre empresas e ensino superior ou especializado é o berço da inovação – tão importante nos mercados globais e competitivos de hoje – que diferencia o produto/serviço final.

O conhecimento das empresas que se inserem naquela área acaba por ser decisivo. O seu sector, o seu ramo, a sua dimensão, a sua capacidade, a sua facturação, a sua rede de contactos. Empresas essas que poderão ser relevantes ou até indispensáveis, alavancando ou suportando o negócio de quem pondera fixar-se. Determinante também, é perceber que oportunidades de negócio existem ou podem aparecer neste ecosistema empresarial.

Para finalizar, deverá também estar disponível no website o testemunho de ilustres e reconhecidos líderes empresariais, políticos e da sociedade civil. Que emprestando a sua credibilidade, know-how, razão, conhecimento e experiência possam atraír quem pondera, avalia e considera fixar-se no concelho.

Economia Tirsense – As Vantagens

Medidas como a simples baixa de impostos não servem de incentivo. Muito menos quando depois de as implementar se fica “sentado à sombra da bananeira”. É necessário, como em tudo na vida, ir atrás. É preciso trabalhar para capitalizar as vantagens que se tem. Na Suécia, o Conselho de Administração do IKEA, nunca teria conhecido Paços de Ferreira, se o concelho não se tivesse mexido para se ir apresentar e mostrar as condições que tinha para oferecer.

Santo Tirso tem uma localização privilegiada. Está a menos de 30 minutos de dois grandes centros urbanos como Porto e Braga. Está no litoral a menos de 30 minutos das praias. Está a menos de 30 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e do Porto de Leixões. Santo Tirso tem boas acessibilidades. A A3 Porto-Valença, a A7 Vila do Conde-Vila Pouca de Aguiar, a A42 Alfena-Lousada ou a A11 Apúlia/Castelões. Santo Tirso tem história e locais aprazíveis.

Para além do mais Santo Tirso está num país e numa zona do globo que é invejada por muita gente em vários países mais desenvolvidos. Não só pela localização geográfica mas também pelas condições naturais, pela metereologia, pela gastronomia. E está muito perto de uma zona do país que se encontra entre as mais bonitas e reconhecidas zonas portuguesas a nível mundial: o Douro. Desde a foz do rio, no Porto, até Trás-os-Montes.

Santo Tirso tem de fazer valer estas suas qualidades. E tem de o fazer não só no plano nacional mas também internacional. Não é de descartar – aliás, a meu ver, é mesmo de apostar – na atracção de investimento estrangeiro, de empresas internacionais. No mundo global em que hoje vivemos, com o advento das novas tecnologias e da internet já é indiferente a certas empresas estarem em Londres, em Roterdão, em Praga, em Bologna, em Sevilha ou em Santo Tirso.

A fácil e acessível mobilidade oferecida pelas companhias aéreas – consequência da competitividade entre empresas de baixo custo, de bandeira ou outras – pela ferrovia e rodovia de alta velocidade, e pelo aumento da integração de todos estes tipos de transportes, aproximou cada vez mais países e regiões de tal maneira que no meio empresarial se fala em EMEA (Europe Middle East and Africa) em que países Europeus, Africanos e do Médio-Oriente fazem parte do mesmo território.

Economia Tirsense – Os Desafios

Santo Tirso nunca sairá da situação em que se encontra enquanto as decisões e acções forem descoordenadas, desconexas, incoerentes e avulsas, pretendendo apenas colmatar necessidades momentâneas e conjunturais. Nunca se conseguirá melhorar a qualidade de vida dos Tirsenses enquanto quem exerce o Poder não abordar as necessidades estruturais e colocar o interesse colectivo à frente do interesse pessoal ou circunstancial.

Quem nos lidera tem pensado que a vida dos Tirsenses melhora com medidas do tipo: aumentar o subsídio de almoço das crianças na escola – porque os pais não as conseguem sustentar. Ora, para além de confundir Política com Caridade está a pensar ao contrário. Devia era preocupar-se em arranjar maneira de os pais terem condições de sustentar os próprios filhos. Isto é, terem um emprego que lhes traga rendimento suficiente.

Tudo o que tem que ver com questões como aquela que usei para exemplificar as fracas e pobres decisões com que nos têm presenteado, não deve ser tratado pelo Poder político mas deixado a cargo da Sociedade Civil, das suas intituições e organizações, que todos os dias provam ser muito mais competentes nessas áreas – e quantos bons exemplos temos no concelho, desde a Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso à ASAS.

O desenvolvimento do concelho e da qualidade de vida dos Tirsenses não se constrói com concertos do artista musical da moda ou com passeios religiosos. Isso não traz felicidade. Quanto muito poderá fazer esquecer a triste vida que se tem durante aquele pequeno espaço de tempo. Mas a verdade é que no final do dia os Tirsenses voltam a casa na sua miserável condição de desempregado, de socialmente desintegrado.

E não há volta a dar-lhe. O desenvolvimento do concelho e o consequente aumento da qualidade de vida dos Tirsenses só será possível se voltar a haver uma dinamização da Economia, tal como aconteceu até aos anos 90. E essa dinamização da Economia só será possível se o concelho tiver capacidade para atraír investimento e empresas, que naturalmente irão não só criar riqueza como também empregos para a população.

Mas aqui chegamos ao busílis da questão: Como atraír esse investimento, essas empresas. Desde há 20 anos para cá ninguém foi capaz de o fazer. A única coisa que vimos foram as tais medidas desconexas e avulsas, sem qualquer tipo de estratégia, que desaguam em coisa nenhuma. A tão propalada baixa de impostos e a criação de zonas industriais – agora completamente deitadas ao abandono – são evidentes exemplos disso mesmo.

Está mais do que visto que não é assim que se atrai investimento com o intuito de dinamizar a Economia local. É preciso ter mais, muito mais do que isso. E também não é com favores políticos, partidários ou pessoais – como foi o caso do Call Center da PT – que se vai lá. Até porque esses não dependem das condições oferecidas, e muito menos se preocupam em estabilizar e contribuir para o desenvolvimento local.