O desenvolvimento de uma sociedade e do Mundo tem de ser feito a todos os níveis. Ele não pode ser só económico ou tecnológico. Tem de ser cultural e intelectual também. Sem estes, aqueles de nada servem.
Em Portugal parece que uma parte da população não evoluiu. Esteve adormecida e desligada da realidade enquanto lhe deram a “droga verde” (dinheiro) e agora acordou para protestar à boa maneira do século passado.
Discursos inflamados e declarações incendiárias. Manifestações espontâneas ou organizadas, desrespeitosas e violentas. Ameaças de golpes políticos e militares. Tentativas de assasínio de carácter e censura.
Tudo isto é um regresso ao passado, um retrocesso civilizacional. Qualquer dia estão a fazer como na Idade Média, levando homens à praça para serem enforcados ou decapitados. Isto é puramente primitivo.
Já nada justifica a ignorância, o conhecimento de um único ponto de vista, a crença numa só verdade, a fé cega, a falta de informação, o raciocínio desestruturado, ou a falta de dados para formar opinião.
Já não é aceitável que haja quem ache que a violência (verbal, física ou psicológica) e a força podem ser solução, ou que extremismos resolverão os problemas de uma sociedade pluralista e diversificada.
A evolução obriga a diferentes comportamentos, diferentes abordagens, diferentes atitudes e diferentes formas de luta. Não só usando as novas tecnologias e as redes sociais para juntar pessoas à volta de uma causa, ou para se fazer ouvir (e tem-se visto o enorme poder do Twitter, Facebook, Blogosfera neste campo) mas principalmente para aproveitar as infindáveis fontes disponíveis na internet, à distância de um click, para se informar, cultivar, aprender a pensar pela própria cabeça, e deixar de ser um carneiro guiado por gente com mente enviesada e claramente de má-fé.
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