Sinto-me obrigado a escrever umas linhas sobre Guarín, o médio do FC Porto que se transfigurou com a entrada de André Villas-Boas, depois de ter passado 2 épocas sem merecer o ordenado que auferia. Da mesma maneira que critiquei, venho agora elogiá-lo.
Muitos não sabiam quem era antes de chegar à invicta, mas eu já o conhecia porque seguia o campeonato francês, em particular o Saint-Etienne onde o colombiano fez duas boas épocas. Fiquei contente com a contratação e pensei que vingaria.
Em Abril 2009 escrevi que “O que Guarín faz dentro de campo é uma falta de respeito pelo trabalho, esforço e dedicação dos outros colegas de equipa […] Este menino (está muito longe de ser homem) é, no máximo, um bom suplente do assistente de roupeiro”
O facto é que esta época (talvez mérito de André Villas-Boas) Freddy Guarín tem sido não só importante mas decisivo. As suas boas exibições deram confiança ao treinador para o utilizar com mais frequência, gerindo esforço no motor da equipa, o meio campo.
Além disso, nos últimos 10 jogos marcou 6 golos e já conta com 8 em 2010/2011. Tornou-se um jogador de colectivo, solidário com os seus colegas de sector, e voluntarioso na ajuda à defesa e ao ataque. Voltou (porque já o era em França) a ser certo no passe e inteligente no remate.