Sondagens por encomenda?

Vai aí uma discussão enorme sobre a sondagem do jornal SOL que dá a vitória a Pedro Passos Coelho (51%) nas eleições internas do PSD. Note-se que a mesma dá 31% a Paulo Rangel e 8% a José Pedro Aguiar-Branco. Eu, não acredito em sondagens. Em nenhumas! Dêem elas vitória ou derrota ao meu escolhido.

Há muitos meses atrás escrevi: “as sondagens são instrumentos do sistema. Quando se prevê a possibilidade de alguém – que promete acabar com o sistema – ganhar umas eleições, logo vêm as sondagens encomendadas para tentarem evitar ou descredibilizar a candidatura desta pessoa. Foi o que aconteceu, se bem se recordam, com Rui Rio nas Autárquicas de 2001. Rui Rio prometeu acabar com o sistema que existia à volta da CM Porto, e por isso os que viviam da corrupção e do compadrio apressaram-se a pedir sondagens que lhe davam a derrota

Também nas eleições Autárquicas de 2001 as sondagens davam derrota para Santana Lopes em Lisboa, Luis Filipe Menezes em VN Gaia, António Capucho em Cascais ou Fernando Seara em Sintra. Mesmo com estas sondagens nenhum deles se deixou abalar, não desistiu, candidatou-se, lutou e venceu. Ainda recentemente, as sondagens para as eleições Europeias 2009 não deixam esquecer os tristes desempenhos das empresas que fazem estes estudos e que davam 40% ao PS, 30% ao PSD e 4% ao CDS!!

O facto de Alexandre Picoito, director executivo da Pitagórica – empresa que realizou a sondagem interna – fazer parte da Comissão de Honra de PPC nada me diz. Acredito, tal como o Nuno Gouveia, que será apenas uma coincidência. Mas permitam-me dizer que não abona nada a favor do (des)crédito que as sondagens têm para mim.

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